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CANDIDO, Antonio - O direito à literatura In Vários Escritos

CANDIDO, Antonio - O direito à literatura In Vários Escritos

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07/18/2013

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lô9
ODIREITOÀ LTTERATURA
Iassuntoqueme foi confiado nestasérie é aparentementemeio desligadodosproblemas eais:Direitoshumanos eliteratura".As maneirasde abordáìo são muitas, masopossocomeçarafaÌarsobreo tema específico em azeralgumas e-ílcxõespréviasa respeitodosprópriosdireitoshumanos.É impressionantecomo em nosso tempo somos contraditóriosneste apítulo,Começoobservandoueem comparaçào eraspassadas hegamosa um máximo de raçionalidadeécnicae de domí-nio sobrea natureza. ssopermite imaginarapossibilidadederesol-ver grande númerodeproblemasmateriaisdo homem, quemsabeinclusiveodaalimentação.Noentanto, a irracionalidade do com-portamentoé também máxima,servidareqüêntemente eÌosmes-mos meiosquedeveriam realizaros desígniosda racionalidade.As- sim, com a energiaatômicapodemosao mesmo tempogerarforçacriadora e destruiravida pela guerra;com o incrívelprogresson-dustrial aumentamos oconfortoaté alcançarníveis nuncasonha-dos,mas excluímosdeleas grandesmassasuecondenamosà misé-ria; em certospaises, omooBrasil, uantomais cresce riqueza,mais aumenta apéssimadistribuição dosbens.Portanto, podemosdizerqueos mesmosmeiosque permitemoprogressopodem pro-vocar a degradação a maioria.Ora, na Grécia antiga, por exemplo, eriasidoimpossívelpensarnuma distribuição equitativa dos bens materiais,porquea técnicaainda nãopermitiasuperar as formas brutais de exploração dohomem, nem criar abundânciapara todos.Masem nossoempoépossívelpensarnisso,e no entantopensamoseÌativamentepouco.Essansensibilidadenega uma das linhas maispromissorasda his-tóriadohomem ocidental,aquelaquese nutriu das déia amadure-cidasno correr dos séculos VIII e xlx,gerandoo liberalismoetendo
 
nosocialismoa sua manifestaçãomaiscoerente.ElasabÌiÌam pers-pectivasque pareciamevarà soluçãodosproblemasdramáticosdavidaem sociedade,E de fato,durante muitotempo acreditou-seque,removidosuns tantos obstáculos,omo a ignorânciae os sis-temasdespóticosegoverno,as conquistasdoprogressoeriam ca,nalizadas o rumoimaginado pelosutopistas,porquea instrução,osabere a técnicaevariam necessariamentefelicidadecoletiva.Noentanto,mesmoonde estes bstáculos oramremovidosa barbáriecontinuouentre os homens.Todos sabemos uea nossaépocaéprofundamentebárbara,em-bora se rate deuma barbárie igadaaomiáximode civilização.Pensoqueo movimento pelosdireitos humanosseentroncaaí, poissomosaprimeiraera da históriaemqueteoricament€épossívelentreyerumasoÌuçào araasgrandesesarmoniasue gerama injustiçacontraaqualutamos homensdeboavontadeà busca,não mais doestadodealsonhadopelosutopistas acionaisquenos antecederam,mas do máximoviável deigualdadeeustiça,em correlaçãoa cadamomento da história.Mas estaverificaçãodesalentadoraeve ser compensada orou-tra, maisotimista: nóssabemosquehojeos meios materiaisneces-sáriospara nosaproximarmosdesse stágiomelhor existem,equemuitodoqueera simples utopiase ornoupossibilidadeeaÌ.Seaspossibilidadesexistem,a lutaganhamaiorcabimentoe se tornamais esperançosa,pesardetudo oqueo nossoempo apresentaenegativo.Quemacreditanos direitoshumanos procuratransfoÌmara possibilidadeeóricaem reaÌidade,mpenhando-sem fazercoin-cidir umacom a outra. Inversamente,mtraço sinistrodo nossotempo é saberqueépossívelsoluçãode tantos problemase no en-tantonão se empenharnela.Masdequalquermodo, nomeio dasi-tuaçãoatroz em que vivemosperspectivasnimadoras.É verdadequea barbáriecontinua até crescendo,mas nãosemaiso seuelogio,como se odossoubessem ueelaéaÌgoa serocul-tadoe nãoproclamado.Sobesteaspecto,s ribunais deNurembergforamum sinaldos emposnovos,mostrandoquejánãoé admissívela umgeneralitoriosomandar azernscrições izendoqueconstruiu
l7lo DIRIITO ÀrITERÂruR^
umapiràmideomascabeçasosnimigosmortos,uque mandoucobrirasmuralhasdeNínivecomassuaspelesescorchadas'azem-se coisasarecidasatéPiores,maselasnãoconstituemmotivodecelebração.araemitirumanotapositivanofundodohorror'achoque issoéum sinalfavorável,poisse omal épraticado'masnãoproclamado,quer dizerque ohomemnão oachamaistãonatural'No mesmos€ntidou nlerpretariaertasmudançasocompor-tamentoquotidianoenaÍìaseologiadasclassesominantes'Hojeoseafirmaomamesmaranqüilidadeomeu empode meninoque haverpobres éa vontadedeDeus,que elesDão êmasmesmasnecessidadesosabastados,ueosempregadosomésticosnãopre-cisamdescansar,uemorredeomequemfor vadio,ecoisasssim'Eústeemrelaçãoopobreumanovaatitude,que vai dosentimentodeculpaatéo medo.Nas caricaturasosornaise dasevistasoes-farrapadoe o negronão sãomaistemaPrediletodaspiadas'porquea sociedadeentiuque elesPodemser umfatordeÍompimentodoestadodecoisas,otemoré umdoscaminhospara acompreensão'SintomacomPlementareuveionamudançado discursodosPo-líticose empresáriosuandoaludemà suaposiçãodeológicaouaosproblemasociais.bdoseles'começarelopresidentea República'fazemafirrnaçõesue atéPoucoemPoseriamconsideradasubver-sivasehojefazemparte.dopalavreadoem-pensantePorexempÌo'qu€ nãoé maispossivelolerarasgrandesiferençasconômicas'sendonecessárioromoverumadistribuiçãoequitativaÉ claroqueninguémseempenhaparaque deÍato stoaconteça,asaisati-tudesepronunciamentosParecemmostrarque agoraaimagemdainjustiçasocialconstrange,que ainsensibilidademfaceda misé-ria deveserpelo menosdisfarçada,porquepodecomPrometeraimagemdosdirigentes.Estahipocrisiageneralizada,ributoqueainiquidadeagaàustiça,ummododemostrarqueo sofrimentonão deixaão indiferentea médiadaopinião'Domesmomodo,osPolíticose €mpresáriose hojenão sedecÌa-ramconservadores,omoantes,quandoa exPressãolassesonser'vadorasera umga\ardão.Todossãoinvariavelmentedecentro'eatédecentro-esquerda,nclusiveosfiancamentereacionários'Enem

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