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jm_setembro_04_ok

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Categories:Topics, Art & Design
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01/11/2011

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Petit Pala
ISSN 1806 - 0749
Governo do Estado do Rio Grande do Sul / Secretaria de Estado da CulturaMuseu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli / Publicação mensal
Setembro / Outubro 2004 / N
o.
103
 JORNAL DO
Tapeçarias do Petit Palais:arte, aconchego e poder 
   O    t  r   i  u  n   f  o   d  e   A   l  e  x  a  n   d  r  e
 .   M  o   d  e   l  o   d  e  s  e  n   h  a   d  o  p  o  r   C   h  a  r   l  e  s   l  e   B  r  u  n ,   1   6   6   1   /   1   6   7   3 ,  a   t  e   l   i   ê   i  g  n  o  r  a   d  o .
 
2
EXPEDIENTE Jornal do Margs - ISSN 1806-0749  Governo do Estado do Rio Grande do Sul • Secretário de Estado da Cultura
Roque Jacoby 
• Diretor do Museude Arte do Rio Grande do Sul
Paulo César Brasil do Amaral 
• O Jornal do MARGS é realizado pela Assessoria de Comunicação da Secretaria de Estado da Cultura • Jornalista responsável
Cida Golin
RG 6.256/25
Edição
Cida Golin
• Colaboradores
Paulo Amaral, Amília Viero, Jaime Betts, Lenira Balbueno Fleck, Ana MariaBrambilla, Luciana Castilhos, Fernando Zago e Márcia Tiburi 
 
• Distribuição:
 Jorge Alírio Feijó e Célia Donassolo
• Revisão
Cida Golin e Luciana Castilhos 
• Projetográfico
 Ana Cláudia Gruszynski 
• Editoração eletrônica
 Atelier Design Editorial 
 
Fotolito e Impressão:
Nova Prova
• Tiragem
5 mil exemplares 
• Distribuição gratuita• Escreva para o Jornal do MARGS: comunicacao.margs@terra.com.br ou cartas para o endereço Praça da Alfândega, s/n° CEP 90010-150 Porto Alegre/RS Fone:(51) 3227-2311. Fax: (51) 3221-2646 • E-mail: museu.margs@terra.com.br • http://www.margs.org.br • O MARGS abre ao público de terças a domingos, das10 às 19 horas. Na segunda-feira, somente expediente interno.
Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva de seus autores 
.
MARGSLEITURA
Arte,
 pra que te quero?
“Liberdade esta palavra que o sonhohumano alimenta... ninguém que expli-que... ninguém que não entenda...”
Cecília Meireles 
Zoravia Bettiol... no eslavo, Zora...amanhecer... via... caminho, caminhopara o amanhecer ou caminho para avida, onde liberdade é um fortesignificante que perpassa a trajetória doprocesso criativo da artista.“Sou contra muros e a favor de pon-tes”, “a arte é um espaço de liberdadeonde se pode realizar utopias e sonhos”,esses fragmentos discursivos da artista in-dicam que a arte é capaz de criar novoslugares de enunciação para o sujeito.Segundo ela, “os artistas são as ante-nas da sociedade, expressando desejos,esperanças, medos e inquietações”.Na obra de arte, o artista pode ante-cipar mudanças sociais, políticas e cul-turais sob novas formas estéticas. Ditoem termos freudianos, o artista anteci-pa e denuncia esteticamente novas for-mas de subjetivação, traçando os sinto-mas e fantasias de nosso tempo de umaforma tal que nos permita gozar dos mes-mos sem despertar demasiada culpa ouangústia (muito embora nem sempre). A arte pode vir a apaziguar e tranqüilizar avoracidade do apetite pulsional
escópico
,através do
dar-a-ver 
da obra.Zoravia apresenta, em 49 anos de fa-zer artístico, diferentes recortes, atravésde eixos temáticos que perpassam o líri-co, o mítico, o social, o ecológico e olúdico.“O que vemos só vale – só vive – emnossos olhos pelo que nos olha”, dizGeorges Didi-Huberman.O bom humor e o engajamento soci-al são traços identificatórios da artista,que brinca com o observador, ao mesmotempo em que trata de questões éticas,reveladoras de abalos e feridas narcísicasda humanidade, denunciando talvez a cul-tura do excesso de nossos tempos hiper-modernos.O amanhecer de
 Zora
, metaforicamen-te, simboliza uma repetição, porém sem-pre com diferença, indicando ao mesmotempo a idéia de transformação. Como ocaleidoscópio, que instigava a
via
de ima-ginação infantil da artista, o tesouro designificantes que dá origem ao processocriativo que demanda renascer dia-a-dia.
Emilia Viero,
Arte-educadora
 Jaime Betts,
Psicanalista
Lenira Balbueno Fleck,
Psicanalista
Zoravia Bettiol foi a artista convidada do XHappy Hour Cultural do Margs – Arte e Psi-canálise, que contou com o patrocínio deRandon e o apoio de Ônix Imóveis, Serdil,Agfa e Plaza Hotéis.O XI Happy Hour Cultural do
MARGS - Metamorfoses: Arte ePsicanálise
terá como artistaconvidado Walmor Corrêa eacontece no dia 26 de outubro às19h, no auditório do Museu. Acoordenação do projeto é da arte-educadora Emília Viero e dospsicanalistas Jaime Betts e LeniraBalbueno Fleck. O evento tementrada franca. Informe-se pelotelefone (51) 3235-3545, junto aoNúcleo de Extensão do MARGS.
O novo JM
Com o endosso da Lei de Incentivo àCultura, em âmbito federal e estadual, o Jornal do MARGS, a partir de dezembro,pode ganhar novo formato eabrangência: o número de páginas passade oito para 16, possibilitando aampliação e, sobretudo,diversificação de seu conteúdo.Sem perder o foco especializado na área deartes e das atividades do MARGS,o jornal vai explorar, a cada edição, áreasartísticas afins. A tiragem seráquadruplicada, passando dos atuais5 mil para 20 mil exemplares,estendendo de forma significativa acobertura para além do Estado,sem abrir mão da distribuição gratuita. As mudanças não param por aí: contandocom as Leis Rouanet e LIC-RS, o novo JM vai oportunizar a seis patrocinadores avalorização de suas marcas, além dosbenefícios de dedução fiscal garantidospelas leis. Interessados no patrocínio e noprojeto do novo JM podementrar em contato pelos telefones(51)3022-4523 e (51)9112-0262 oupelo e-mail projetos.margs@terra.com.br.
PROJETO
O Museu de Arte do Rio Grande doSul fecha o ano de seu cinqüentenáriocom uma exposição de envergadura,reunindo 26 tapeçarias da coleção domuseu parisiense Petit Palais.O conjunto nos oferece umaperspectiva de pelo menos quatroséculos, do XV ao XVIII,vislumbrando a iconografia e oimaginário da época em cenasmitológicas, religiosas, cenárioscotidianos, cenas típicas da cortecomo a caça ou equitação, além dobucolismo dos jogos infantis, dospastores e seu mundo rural. As peças,em grandes dimensões. Já foramvistas em São Paulo, na Pinacoteca doEstado e em Curitiba, no MuseuOscar Niemayer. No MARGS, suatemporada estende-se até 12 dedezembro. Outro segmento dacoleção do Petit Palais,
Paris 1900 
, foirecebido, com expressiva afluência depúblico, pelo MARGS em 2002.Não será diferente nestaoportunidade. Além da grandiosidadee, ao mesmo tempo, delicadeza daspeças, o evento coincidirá com a Feirado Livro de Porto Alegre, na Praça da Alfândega, completando 50 anos deexistência na vida cultural dos gaúchos.Nesta edição do Jornal do MARGS,convidamos os leitores a percorrer ocontexto histórico da produção dastapeçarias, uma técnica que setransformou em arte nacional naFrança, protegida e estimulada pelascortes e sua monarquia. Oferecemostambém uma panorâmica sobre a 26ªBienal de São Paulo, um dos pólos docircuito nacional deste período, umpasseio pelo ateliê e o cotidiano deBritto Velho, além de um textoreflexivo, para guardar e reler, sobre oquanto “não vemos” as obras de arteou, dito de outro modo, comoaprender
a olhar 
é, principalmente,aprender
a pensar 
.
Paulo César Brasil do Amaral
Diretor do MARGS
Zorávia Bettiol.
Cadeiras da Rainha e doRei de Copas.
Série
Cadeiras, pra que tequero?
Objeto, 2004.
 
3
ENTREVISTA
 Jornal do MARGS – Qual é a sua rotina de ateliê, o dia-a-dia de criação?Britto Velho
- Acordo cedo sempre,às seis da manhã. Leio o jornal e jácomeço a trabalhar. Produzodurante o dia, não gosto da noite,ela me angustia. Além disso, a luztambém é diferente. Trabalhos queconsiderava bons durante a noite,apresentavam falhas no dia seguinte.O rádio sempre está ligado, não emmúsica, mas em notícias. Quandoestou no processo de criação, há umlado meu que se desliga, ficatotalmente mergulhado no queestou produzindo. O outro ficaligado de forma parcial,participando das coisas.Tenho um ouvido muito bom.Quando meus alunos estãotrabalhando, consigo prestaratenção no que um está conversandocomigo e, ao mesmo tempo, ficaratento ao que os outros, no canto dasala, estão conversando. Antes, aprodução era mais solitária, mascomeçou a mudar quando fiz ateliêde gravura. Nele, tu és obrigado atrabalhar com mais pessoas e elasopinam na tua obra.
O somdo ateliê:criatividadee disciplina
 JM - Os alunos interferemno seu trabalho?BV 
- Eles costumam dar opiniões,mas trabalho pouco durante as aulas.Dão palpites depois que o trabalho jáestá pronto. A maioria tem umtrabalho mais solto, usam bastantetextura, o que não utilizo nas minhaspinturas. Acabo tendo uma relaçãoforte com os alunos. Quando moravaem São Paulo era diferente. O ateliênão era na minha casa, então haviauma sala somente minha. Sabia dizerexatamente onde estava cada pincel,cada material que tenho. Hoje, não émais assim. Acho que a invasão dosalunos acabou fazendo com que eudesse uma relaxada, fosse ficandomenos neurótico. Minha organizaçãoera muito obsessiva. Acho essatransformação um ponto positivo.
 JM - E as aulas, como são?BV 
- Durante as aulas não ligo orádio. Por que não há música? Achoque é para poder controlar melhor,continuar escutando o que todosestão falando. No curso, há pessoasde todas as idades, médicos,arquitetos, donas de casa. Mas osque realmente ficam são aqueles quelevam a produção a sério, não estãoali para fazer terapia ou passar otempo. Eu não mando ninguémembora, as próprias pessoas vãosaindo, percebendo que ali não é olugar certo para elas. No meu ateliêhá muita gente: Van Gogh, Picasso,Matisse, Monet. Todos estãopresentes de uma certa forma. Éuma questão de energia.
 JM - Como é oprocesso criativo das obras?BV 
- O meu processo de criação vemda minha experiência de vida, daminha forma de me comunicar comela, daquilo que está dentro de mim. As pessoas dificilmente ligam meutrabalho à minha pessoa. Visto-mecom roupas cinzas, marrons, nadaextravagante. Gosto de ouvir oscomentários sobre os meus quadrosnas exposições, porque elas nuncaimaginam que sou seu o autor.Sempre começo pelo desenho. Naverdade, tenho pastas de estudos quevou fazendo no dia-a-dia. Nas horasvagas, estou sempre desenhando. Masas formas vão surgindo de maneirainconsciente, nada é proposital. Ficoobservando e, aos poucos, novasimagens vão se criando. Domino oprocesso nos seus 20%; nos outros80%, é o processo que me domina.Paul Klee dizia isso. Às vezes não seiporque uso esta ou aquela cor. Nahora em que estou criando não tenhomuita consciência do que estouusando ou não.
Entrevista concedida a
Cybeli Moraes e Luciana Castilhos
Edição
Luciana Castilhos
Equipe Jornal MARGS
Carlos Carrion de Britto Velhoapresentou no MARGS, em setembro,sua produção (pinturas, objetos euma mala) dos últimos dois anos, fielao seu imaginário onírico,perseguindo o rigor formal e oacabamento. A produção ininterruptadesde os anos 70 faz com que apintura seja, para o artista, umexercício diário e prazeroso, quedomina sua vida. No ateliê - ondeBritto Velho também é professor - otrabalho surge de um processo queune criatividade, organização edisciplina.
   M  a  n   i  p  u   l  a  ç   ã  o  e   l  e   t  r   ô  n   i  c  a  a  p  a  r   t   i  r   d  e   i  m  a  g  e  m   d  o  a   t  e   l   i   ê   d  o  a  r   t   i  s   t  a .   F  o   t  o   d  e   F  e  r  n  a  n   d  o   Z  a  g  o .

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