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PODER JUDICIÁRIO258
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TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SAO PAULO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULOACÓRDÃO/DECISÃO MONOCRÁTICAREGISTRADO(A) SOB N°
ACÓRDÃO
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MUI
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*03029152*Vistos,
relatados e discutidos estes autos deApelação n° 994.07.109119-0, da Comarca de São Paulo,em que são apelantes IRINEU DINIZ e ANNA ALMEIDADINIZ sendo apelado COOPERATIVA HABITACIONAL DOSBANCÁRIOS DE SAO PAULO BANCOOP.
ACORDAM,
em 4
a
Câmara de Direito Privado doTribunal de Justiça de São Paulo, proferir a seguintedecisão: "REJEITADA A PRELIMINAR, DERAM PROVIMENTO,NOS TERMOS QUE CONSTARÃO DO ACÓRDÃO. V. U.
",
deconformidade com o voto do Relator, que integra esteacórdão.O julgamento teve a participação dosDesembargadores TEIXEIRA LEITE (Presidente sem
voto),
NATAN ZELINSCHI DE ARRUDA E FRANCISCO LOUREIRO.São Paulo,10 de junho de 2010.
FÁBIO QUADROSRELATOR
 
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Voto n° 10.229Apelação Cível n°. 994.07.109119-0Comarca: São PauloApelantes: Irineu Diniz e Ana Almeida DinizApelada: Cooperativa Habitacional dos Bancários de São PauloBancoop.
DECLARATORIA e OBRIGAÇÃO DE FAZER -Ação ajuizada em face de cooperativa habitacional,visando a instituição de condomínio edilício,reconhecimento de inexigibilidade de resíduo,desconsideração da personalidade jurídica e aaplicação do Código de Defesa do Consumidor
-
Pagamentos de todas as parcelas contratuais,previstas no quadro-resumo do termo de adesão aoempreendimento - Impossibilidade da cooperativa,muito tempo após a entrega das obras, pleitearelevado saldo residual sem comprovação cabal dodescompasso entre o custo do empreendimento e dopreço pago pelos adquirentes - Violação ao princípioda boa-fé objetiva, mediante comportamentocontraditório e inércia por deixar os cooperados emsituação de eterna insegurança
-
Relação deconsumo caracterizada a ensejar a aplicação doCódigo de Defesa do Consumidor
-
Preliminar decerceamento de defesa afastada
-
Recurso provido.
Apelação Cível n.°. 994.07.109119-0 - São Paulo - Voto n.° 10.229^
PTS
 
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Trata-se de recurso de apelação,interposto por
IRINEU DINIZ e ANNA ALMEIDA DINIZ,
contrar. sentença de fls. 404/415 que, nos autos da ação declaratória,cumulada com obrigação de fazer e de não fazer com antecipação detutela, movida em face de
COOPERATIVA HABITACIONALDOS BANCÁRIOS DE SÃO PAULO - BANCOOP,
julgouimprocedente, rejeitando o pedido de desconsideração dapersonalidade da cooperativa ré; alegando que não se aplica ao caso oCódigo de Defesa do Consumidor, tendo em vista que não há relaçãode consumo; considerando que não há obrigatoriedade do registroperante o Cartório de Registro de Imóveis, posto que o ato queconstitui o condomínio é o registro da instituição e não o registro daincorporação; considerando, ainda, que o rateio tem origem definida,o"termo de adesão e compromisso de participação" celebrado entre aspartes, prevê a possibilidade de apuração final de haveres antes daelaboração da escritura definitiva de cada unidade condominial, atéporque se trata de obra realizada pelo regime de preço de custo, tendosido a apuração dos valores submetida à aprovação dos cooperados emassembléia extraordinária.Os autores interpuseram embargos dedeclaração (fls. 417/420), que, embora recebidos pelo MM. Juiz a
quo,
lhes negou provimento (fl. 421).Recorrem, dessa forma, argüindo,preliminarmente, cerceamento de defesa, pois o julgamentoantecipado do feito impediu a produção de prova pericial. No mérito,os apelantes argumentam que a cooperativa se constitui, na realidade,em uma incorporadora, não estando eximida de efetuar o registro da
Apelação Cível n.°. 994.07.109119-0 - São Paulo - Voto n.° 10.229 2
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