PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Trata-se de recurso de apelação,interposto por
IRINEU DINIZ e ANNA ALMEIDA DINIZ,
contrar. sentença de fls. 404/415 que, nos autos da ação declaratória,cumulada com obrigação de fazer e de não fazer com antecipação detutela, movida em face de
COOPERATIVA HABITACIONALDOS BANCÁRIOS DE SÃO PAULO - BANCOOP,
julgouimprocedente, rejeitando o pedido de desconsideração dapersonalidade da cooperativa ré; alegando que não se aplica ao caso oCódigo de Defesa do Consumidor, tendo em vista que não há relaçãode consumo; considerando que não há obrigatoriedade do registroperante o Cartório de Registro de Imóveis, posto que o ato queconstitui o condomínio é o registro da instituição e não o registro daincorporação; considerando, ainda, que o rateio tem origem definida,o"termo de adesão e compromisso de participação" celebrado entre aspartes, prevê a possibilidade de apuração final de haveres antes daelaboração da escritura definitiva de cada unidade condominial, atéporque se trata de obra realizada pelo regime de preço de custo, tendosido a apuração dos valores submetida à aprovação dos cooperados emassembléia extraordinária.Os autores interpuseram embargos dedeclaração (fls. 417/420), que, embora recebidos pelo MM. Juiz a
quo,
lhes negou provimento (fl. 421).Recorrem, dessa forma, argüindo,preliminarmente, cerceamento de defesa, pois o julgamentoantecipado do feito impediu a produção de prova pericial. No mérito,os apelantes argumentam que a cooperativa se constitui, na realidade,em uma incorporadora, não estando eximida de efetuar o registro da
Apelação Cível n.°. 994.07.109119-0 - São Paulo - Voto n.° 10.229 2