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As condições de vida das classes laboriosas agravam-se com o desemprego demilhares de pessoas atingido os sectores mais fracos da sociedade, os velhos,as mulheres, os jovens, os pobres, os desempregados, os emigrantes, os semabrigo, etc.…Desde Novembro de 1975, que o capital e os governos que o representam têmlevado a cabo uma politica sistemática de redução de direitos dos trabalhadorese do povo.Cada vez que entra em funções um governo, as leis laborais, da saúde, daeducação, da cultura, da justiça, das rendas, os impostos e taxas são alterados eo resultado é cada vez pior.Cada vez mais é patente o aumento da repressão e da exploração da mão-de-obra assalariada nas empresas por parte dos patrões.Cada vez mais se vêm empresas que outrora tinham uma boa situaçãofinanceira a fechar, porque os patrões fraudulentamente as fecham paralançarem os trabalhadores no desemprego e depois abrem outras, comtrabalhadores a prazo ou com os mesmos, ou deslocalizam-nas para outrospaíses onde a mão-de-obra é mais barata.O governo e burguesia andam em festas da «elite» e boas viagens à conta dostrabalhadores e já nem choram lágrimas de crocodilo, quando vêem milhares detrabalhadores a irem para o desemprego, porque a verdade é que actualsituação social já não comove, nem o lançamento de milhares de vidas namiséria.Os sindicatos CGTP/UGT controlados por partidos políticos da direita e daesquerda não têm uma linha política solidária com os trabalhadores, poisvendem-se ao Estado e aos patrões com os aumentos à percentagem enegoceiam os despedimentos nas empresas a troco de subvenções estatais.Os sindicatos reformistas, CGTP/UGT, só fazem greve por intuitos meramenteeconómicos e teimam nos aumentos à percentagem, para ganhar o apoio dosquadros técnicos, dizem eles, favorecendo quem ganha mais e dividindo ostrabalhadores em castas laborais e com greves de meias horas. Com estaestratégia, as lutas estão perdidas à partida e o que está subjacente são as lutaseleitorais dos partidos representados nos sindicatos.Os trabalhadores não reformistas, devem constituir associações de defesa dostrabalhadores e. onde seja possível, criar secções sindicais de empresa, massem cair no engodo das eleições sindicais para as comissões de trabalhadoresde empresa.Face a este estado de coisas, os trabalhadores e trabalhadoras não se odem
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