SAÚDE SAÚDE SAÚDE SAÚDE
22222222----05050505----2007200720072007, Comissão Provisória da AC, Comissão Provisória da AC, Comissão Provisória da AC, Comissão Provisória da AC----InterproInterproInterproInterpro
Apenas uma greve activa, ou seja organizada desde a Apenas uma greve activa, ou seja organizada desde a Apenas uma greve activa, ou seja organizada desde a Apenas uma greve activa, ou seja organizada desde a base, pode ser instrumento eficaz de luta contra o poder base, pode ser instrumento eficaz de luta contra o poder base, pode ser instrumento eficaz de luta contra o poder base, pode ser instrumento eficaz de luta contra o poder do governo e patronato.do governo e patronato.do governo e patronato.do governo e patronato.
Vem isto a propósito da greve geral decretada pela cúpula da CGTP para o próximo 30de Maio. Com efeito, esta estrutura limitou-se a decidir, mais uma vez nas costas dostrabalhadores que diz representar, que se devia fazer greve em tal dia, como resposta adeterminadas políticas do governo.A primeira coisa a perguntar é se essas mesmas cúpulas estão convencidas de que éassim que se mobiliza para a luta difícil e dura, os trabalhadores deste país.É evidente que não. É evidente que eles não são ingénuos ao ponto de pensarem queassim conseguirão mais do que um fracasso. Mas se for um fracasso camuflado, issoirá dar-lhes a aparência de adesão de que necessitam para depois reivindicarem a«representatividade» desses trabalhadores que aderiram à greve.Dessa maneira, terão maior capacidade de se manterem nas cúpulas – como têm feito,ao longo de vinte e mais anos, alguns deles - dando o recado ao governo de que ela(cúpula da CGTP) tem de ser ouvida para fazer passar a «pílula amarga» das medidasanti-sociais.É basicamente por isso que, lá do alto dos seus «tronos» sindicais, eles decretam a«ordem de greve» … e os trabalhadores que obedeçam!O conceito antiautoritário e sindicalista revolucionário de greve é o oposto. São ospróprios, susceptíveis de fazer (ou não) greve, que têm de decidir.Assembleias de trabalhadores realizam-se nos locais de trabalho e todas as pessoas sepronunciam, sobre as formas de luta e sobre as suas modalidades de aplicação. Comesta luta decidida desde as bases, não apenas a greve terá muito mais adesão, comohaverá uma mobilização constante, durante um período, o que em si mesmo já é umfactor de pressão sobre o governo e o patronato. Então, a greve será um culminar, serárealmente uma ruptura assumida conscientemente pelos seus protagonistas. A ameaçade continuação do movimento grevista, caso não haja um recuo do governo e daentidade patronal, em pontos muito concretos, tem de pairar no ar, tem de ser umaameaça séria e credível.Os burocratas, que dominam o movimento sindical, quase nunca fazem reuniões noslocais de trabalho. Porém, é este um direito sindical, que corresponde a um dos direitossociais conquistados logo a seguir ao 25 de Abril de 74. Seriam reuniões nas empresas,nos serviços ou nas zonas próximas, os locais mais próprios da tomada de decisãopara greves ou outras formas de luta.Só assim haverá uma adesão plenamente consciente e só assim terá o trabalhador aconvicção de que esta greve, por muito sacrifício que lhe traga no imediato, lhe trarávantagens no longo prazo.Porém, uma greve assim, como as estruturas burocráticas costumam decidir, decretadadesde o alto, nunca irá alterar, sequer um pouco, a correlação de forças a favor dostrabalhadores: Os do governo ficarão a rir, pois os grevistas lhes farão [cont. p.3]
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