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Maio 2007
Boletim da Associação de Classe Interprofissional nº27
www.acinterpro.org acinterpro@gmail.com http://luta-social.blogspot.com
 
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Domingo, Maio 20
Desemprego, segundoINE: a taxa de desempregoestimada subiu 0,7 por cento, para os 8,4 no primeiro trimestre desteano
Sábado, Maio 19
:Chantagem comdeslocalização na fábricaDelphi-GuardaQuarta, 24-05, Fac. LetrasLisboa: «A polícia protege-nos mas quem nos protege da polícia?»
Terça-feira, Maio 15
«CASO MADELEINE MC CANN» : CHEGA DE HIPOCRISIA!!!!!!! 
Sexta-feira, Maio 11
«NOVAS OPORTUNIDADES»...ANTI GOS PRECONCEITOS 
Quinta-feira, Maio 10
ECONOMIA EM ESPIRALDESCENDENTE... SINAIS QUE NÃO ENGANAM 
Sexta-feira, Maio 04
[México] ATENCO, um anodepois, continua-selutando pela libertaçãodos presos
AC-Interpro
participou naConferência Sindical InternacionalI07
A AC-Interpro participou na Conferência SindicalInternacional I07 que decorreu em Paris de 28 deAbril a 1 de Maio. Estiveram presentes sindicatos eorganizações dos 5 continentes, incluindo países d aÁfrica como a Guiné e a Argélia, também daPalestina, Sibéria, Chiapas, EUA, Brasil, Colômbia eArgentina entre outros e vários países Europeus.A Conferência teve por objectivo a troca deexperiências e a criação de redes de informação esolidariedade entre os sindicatos anarco-sindicalistasou revolucionários.A conferência terminou com a participação no desfiledo 1º de Maio dos vários participantes e de muitosmilitantes da CNT-F.
 
Cartaz do 1º deMaio 2007 Paris:
Terça-feira, Maio 01
MAYDAY 2007 
 
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Apenas uma greve activa, ou seja organizada desde a Apenas uma greve activa, ou seja organizada desde a Apenas uma greve activa, ou seja organizada desde a Apenas uma greve activa, ou seja organizada desde a base, pode ser instrumento eficaz de luta contra o poder base, pode ser instrumento eficaz de luta contra o poder base, pode ser instrumento eficaz de luta contra o poder base, pode ser instrumento eficaz de luta contra o poder do governo e patronato.do governo e patronato.do governo e patronato.do governo e patronato.
Vem isto a propósito da greve geral decretada pela cúpula da CGTP para o próximo 30de Maio. Com efeito, esta estrutura limitou-se a decidir, mais uma vez nas costas dostrabalhadores que diz representar, que se devia fazer greve em tal dia, como resposta adeterminadas políticas do governo.A primeira coisa a perguntar é se essas mesmas cúpulas estão convencidas de que éassim que se mobiliza para a luta difícil e dura, os trabalhadores deste país.É evidente que não. É evidente que eles não são ingénuos ao ponto de pensarem queassim conseguirão mais do que um fracasso. Mas se for um fracasso camuflado, issoirá dar-lhes a aparência de adesão de que necessitam para depois reivindicarem a«representatividade» desses trabalhadores que aderiram à greve.Dessa maneira, terão maior capacidade de se manterem nas cúpulas – como têm feito,ao longo de vinte e mais anos, alguns deles - dando o recado ao governo de que ela(cúpula da CGTP) tem de ser ouvida para fazer passar a «pílula amarga» das medidasanti-sociais.É basicamente por isso que, lá do alto dos seus «tronos» sindicais, eles decretam a«ordem de greve» … e os trabalhadores que obedeçam!O conceito antiautoritário e sindicalista revolucionário de greve é o oposto. São ospróprios, susceptíveis de fazer (ou não) greve, que têm de decidir.Assembleias de trabalhadores realizam-se nos locais de trabalho e todas as pessoas sepronunciam, sobre as formas de luta e sobre as suas modalidades de aplicação. Comesta luta decidida desde as bases, não apenas a greve terá muito mais adesão, comohaverá uma mobilização constante, durante um período, o que em si mesmo já é umfactor de pressão sobre o governo e o patronato. Então, a greve será um culminar, serárealmente uma ruptura assumida conscientemente pelos seus protagonistas. A ameaçade continuação do movimento grevista, caso não haja um recuo do governo e daentidade patronal, em pontos muito concretos, tem de pairar no ar, tem de ser umaameaça séria e credível.Os burocratas, que dominam o movimento sindical, quase nunca fazem reuniões noslocais de trabalho. Porém, é este um direito sindical, que corresponde a um dos direitossociais conquistados logo a seguir ao 25 de Abril de 74. Seriam reuniões nas empresas,nos serviços ou nas zonas próximas, os locais mais próprios da tomada de decisãopara greves ou outras formas de luta.Só assim haverá uma adesão plenamente consciente e só assim terá o trabalhador aconvicção de que esta greve, por muito sacrifício que lhe traga no imediato, lhe trarávantagens no longo prazo.Porém, uma greve assim, como as estruturas burocráticas costumam decidir, decretadadesde o alto, nunca irá alterar, sequer um pouco, a correlação de forças a favor dostrabalhadores: Os do governo ficarão a rir, pois os grevistas lhes farão [cont. p.3]
 
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[cont. da p. 2] poupar milhões no orçamento. Os capitalistas não irão também sofrer qualquer perda significativa. Mesmo que a greve fosse muito bem sucedida, seriasomente como um dia suplementar de feriado.Sendo esta greve destinada a mostrar que os chefes da CGTP ainda conseguem ser obedecidos por umas dezenas de milhares de grevistas… vai haver -comohabitualmente - contradição total entre as estatísticas apresentadas pela centralsindical e pelo governo, incluindo a comunicação social, submissa ao poder político eaos grandes grupos económicos.A única forma revolucionária de responder perante greves decretadas do alto, édizermos que nós - trabalhadoras e trabalhadores deste país - não somos reféns deninguém, nem do governo, nem dos «chefes» das centrais sindicais.A nossa vontade é apenas dependente das tomadas de decisão colectivas, emassembleias onde possamos, em igualdade de circunstâncias, expor os nossos pontosde vista. Aí sim, se tal for a vontade das assembleias de trabalhadores, estaremos deacordo em apelar à greve e em implementar as condições para efectuá-la.Nós, AC-Interpro, Associação de base, de trabalhadores anti-autoritários e anti-capitalistas, não iremos pois apelar à greve nestas circunstâncias, salvaguardando noentanto a decisão individual dos nossos militantes, visto se admitir a hipótese decircunstâncias locais onde se possa realizar uma greve activa.Não apelamos à greve geral no dia 30 de Maio pois estaríamos a participar no engano,estaríamos a canalizar os trabalhadores para um beco sem saída, para mais umaderrota… Temos – antes de mais – que devolver os sindicatos aos seus associados etransformar profundamente o modo de funcionamento dos mesmos.Só assim os sindicatos poderão voltar a ser, de novo, instrumentos da luta de classes.
Solidariedade com trabalhadoras da limpeza da UPO de Sevilha!
 As trabalhadoras da limpeza da Universidade Pablo de Olavide deSevilha estão em greve indefinida, declarada pelos sindicatos CNTe CIT, desde 18 de Março passado. As suas reivindicações são:1-Readmissão imediata de 3 companheiras despedidas.2-Contratos indefinidos a tempo completo para todo o pessoal.3- Aplicação do acordo subscrito para os trabalhadores daHispalense, especialmente no que respeita à subida salarial(9,5%); redução da jornada laboral (35 horas semanais);assuntos próprios (oito dias), etc.4- Supressão do turno da noite, imposto pela empresa.5- Direitos e garantias em igualdade de condições para todas assecções sindicais.As trabalhadoras receberam a solidariedade da maioria dosprofessores e estudantes. Pelo contrário, foram criminalizadaspelo reitor, que as acusou de «terroristas» e de realizar actos desabotagem na universidade e enviou contra elas a polícia anti-motins, que as expulsou do campus. Apesar dele,elas continuam manifestando-se quer na universidade como nocentro da cidade.

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