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FARC - Saudação ao Foro de São Paulo

FARC - Saudação ao Foro de São Paulo

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Published by Cavaleiro Do Templo
FARC confirmam que fazem (ou faziam, o que tanto faz, tanto fez) parte do FORO DE SÃO PAULO.
FARC confirmam que fazem (ou faziam, o que tanto faz, tanto fez) parte do FORO DE SÃO PAULO.

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FARC: Saudação ao Foro de São Paulo
25.01.2007
Mesa Diretora, Companheiros Delegados e Companheiras Delegadas ao XIII Foro. SanSalvador, El Salvador. Recebam nossa carinhosa e bolivariana saudação, muitos êxitosem suas deliberações.
Ao não podermos nos fazer presentes em tãoimportante evento, lhes entregamos este documentocom nossos pontos de vista e agradecemos deantemão o fato de tê-lo em conta nas deliberações.
Queridos companheiros.Em 1990 já se via vir abaixo o campo socialista, todas as suasestruturas fraquejavam como castelo de cartas, os inimigos dosocialismo festejavam a mais não poder, se cunhavam teorias como ado fim da história, muitos revolucionários no mundo observavamatônitos e sem conhecer o que havia falhado para que ocorressesemelhante catástrofe.A utopia se dissipava, a desesperança se apoderou de muitíssimosdirigentes que haviam dedicado toda sua vida à luta por conquistarum mundo melhor, idealizando-o com o modelo de socialismodesenvolvido da União Soviética.Ao derrubar-se esse modelo, para muitos se acabou a motivação deluta e só ficamos uns poucos sonhadores que nos mantivemos eseguimos mantendo na teoria, na política e na realidade de novasexpressões de socialismo, o que potenciou a decisão de luta eacelerou o crescimento e fortalecimento desse contingente desonhadores que vê nessa luta por um mundo melhor algo realmentepossível.Na Ásia: China, Vietnam e Coréia do Norte tremulavam suasbandeiras socialistas sem dar espaço ao derrotismo e sem escutar oscantos de sereia para que abandonassem o sistema que se lheopunha ao capitalismo.Na América: Cuba ficou só, navegando na crise mais profunda quetocou viver a país algum, com seu comércio que alcançou níveis dequeda que não poucos acreditavam impossível de reverter dado a
 
brusca mudança nas fontes e condições de seu comércio exterior. Oimperialismo acreditou equivocadamente que havia chegado omomento de acabar com o socialismo na América, aumentou suaagressão com o bloqueio econômico, comercial e financeiro, semimportar a vida de milhões de crianças e anciãos que sofreriam asconseqüências de tão louca manobra.É nesse preciso momento que o PT lança a formidável proposta decriar o Foro de São Paulo, trincheira onde nós pudéssemos encontraros revolucionários de diferentes tendências, de diferentesmanifestações de luta e de partidos no governo, concretamente ocaso cubano. Essa iniciativa, que encontrou rápida acolhida, foi umatábua de salvação e uma esperança de que tudo não estava perdido.Quanta razão havia, transcorreram 16 anos e o panorama político éhoje totalmente diferente.O outrora imperialismo arrogante e prepotente está afundado numaprofunda crise que ninguém sabe quando nem como terminará. Asbrutais e ilegítimas agressões contra os povos de Afeganistão, Iraquee Líbano têm recebido respostas inesperadas e, a cada dia, jogam nodesconcerto o governo norte-americano e seus aliados, que têm tidode carregar com o peso político e social que significam milhares demortos e feridos, assim como de uma previsível derrota. Durasrealidades como o déficit fiscal, o déficit na balança comercial, aqueda dos falcões: Rumsfeld, Boltón e Negroponte e a crescenteatitude crítica do povo norte-americano, agudiza ainda mais a crisedos que sonharam e ainda sonham com o poder mundial, acreditandomortas e enterradas as forças que se lhes pudessem opor.Na América Latina, não fazemos mais que descrever, pois todosconhecemos os processos: Cuba, Venezuela, Bolívia, Nicarágua,Equador, Brasil Uruguai e Argentina, no total, oito países, se orientampelo desenvolvimento de modelos de governo e de sistemasdiferentes ao tradicional imposto pelo imperialismo ianque. Os povosoptaram pela mudança, nada os deteve, a ameaça, a chantagem, acompra de votos, as fraudes milionárias, não foram suficientes parafazer mudar a opinião de milhões que buscaram e seguem buscandouma nova alternativa.É no marco deste cenário político que se desenvolveu e se seguedesenvolvendo o Foro de São Paulo. De um partido no governo queinicialmente fazia parte do Foro, o Partido Comunista Cubano, hojesão oito as forças governantes que, ademais de ser forças nogoverno, foram fundadoras deste importante movimento. Assim ascoisas, qualquer pessoa pensaria que o haver avançado em lutados eesperados objetivos, faria do Foro de São Paulo um impulsionador daintegração da América Latina, num aríete das lutas sociais, num ente
 
solidário com a luta dos povos, numa força capaz de buscar e proporsoluções políticas a conflitos internos que se apresentam comoconseqüência da iniqüidade, da injustiça e da antidemocracia.Porém, não é assim, há os que pensam que o fato de ter chegado aogoverno os separa do Foro. Segundo tal e muito respeitável forma depensar, uma coisa é ser oposição e outra ser governo, em razão a terque desenvolver, em alguns casos, políticas que o Foro nãocomparte, como a política neoliberal. Pensam que a nova condição osinibe de participar e querem um Foro menos dinâmico, que não sefaça sentir, que não seja propositivo, que não lute por objetivos queforam e seguem sendo válidos.Ante tal situação, outros pensam que se deve acabar o Foro, que omelhor é dar-lhe enterro de terceira e criar um novo movimento.Nas FARC cremos que não são corretas as duas apreciaçõesanteriores e, pelo contrário, pensamos que os partidos que seencontram no Foro e que fazem parte dos governos têm o espaço, o justo direito e a necessidade de pleitear em seus países ofortalecimento do movimento tal como foi criado: sem exclusões, semimposições e sem dogmatismo. Cremos, além disso, que se devebuscar que esta organização seja mais funcional, seja um entecatalisador das opiniões dos povos que sempre estão adiante de seusgovernantes, porque são os que sentem como se está exercendo ogoverno, se é justo, se é pulcro, se é humano, se tem cumprido como que prometeu. Ter medo à crítica que possa fazer uma organizaçãocomo o Foro de São Paulo é negar sua mesma essência comogoverno democrático, amplo e pluralista.Pensar em criar outra organização atirando pela borda 16 anos deexperiências, de credibilidade, é desperdiçar a oportunidade deconverter o Foro num ente coordenador de diferentes partidos,movimentos e organizações políticas que, respeitando as diferenças,nos ratificamos na luta contra o imperialismo, o neoliberalismo, asolidariedade e a integração da América Latina.Fazemos um reconhecimento aos companheiros do Grupo deTrabalho pela iniciativa de ajudar na solução ao conflito social,político e armado que vive a Colômbia desde há 60 anos, adeclaração de Bogotá é, sem dúvida, um documento muitoimportante que, com o direito que nos assiste, pedimos sejadifundido entre os assistentes ao Foro.Na Colômbia há uma intervenção direta do Imperialismo Ianque, naatualidade há 1.400 oficiais do exército estadunidense dirigindo asoperações do Plano Colômbia, do Plano Patriota e do Plano Victoria.

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