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CURSO DE FILOSOFIA REGIS JOLIVET

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CURSO COMPLETO DE FILOSOFIA
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CURSO REGIS JOLIVET FILOSOFIA
sexta-feira, 30 de maio de 200812:01
 
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Curso de Filosofia - Régis JolivetINTRODUÇÃO GERALArt. I.
NATUREZA DA FILOSOFIA
-1. O desejo de saber, fonte das ciências. Todo homem, diz Aristóteles, está naturalmente desejoso desaber, isto é, o
desejo de saber é inato;
esse desejo já semanifesta na criança pelos "porquês" e os "como" que ela nãocessa de formular; é ele o princípio das ciências, cujo fimprimeiro não será fornecer ao homem os meios de agir sobrea natureza, mas, antes, satisfazer sua natural curiosidade.Se o desejo de saber é assim essencial ao homem, deve ser
universal no tempo e no espaço.
Ε é isto exatamente o quenos ensina a história. Não há povo, por mais atrasado, emque se não manifeste este poder natural do espírito, que é,por sua vez, tão antigo quanto a humanidade.2. As diversas formas do saber:a) O
conhecimento empírico.
A necessidade de saber gera aprincípio os conhecimentos empíricos, que são frutos do atoespontâneo do espírito, mas permanecem conhecimentosimperfeitos, pois falta-lhes por vezes a objetividade, e seformam ao acaso, por
generalização prematura, sem ordem
 
nem método.
 Tais são, por exemplo, as receitasmeteorológicas do camponês, os provérbios e máximas queresumem as observações correntes sobre o homem e suaspaixões etc. Estes conhecimentos, empíricos não são paradesprezar. Ao contrário, constituem o primeiro degrau daciência, que só faz aperfeiçoar os processos que o empirismoemprega para adquirir seus conhecimentos. b)
O conhecimento científico
visa a substituir oempirismo por
conhecimentos certos, gerais e metódicos,
istoé, verdades válidas para todos os casos, em todos os tempose lugares e ligadas entre si por causas e princípios.Assim é a ciência em geral. Sob este aspecto, como veremos,a Filosofia o uma ciência, e mesmo a mais alta das ciênciashuma-nas. O uso corrente corrente tende, porém, a restringira aplicação do nome "ciência" às ciências da natureza, oumais precisamente às ciências que conseguem formular leisnecessárias e absolutas, fundadas no
determinismo
dosfenômenos da natureza. Tais são a Física, a Química, aMecânica celeste etc.c)
O conhecimento filosófico,
enfim, é a mais altaexpressão da necessidade de saber. É uma ciência, enquanto querconhecer as coisas por suas causas. Mas, ao passo que todasas outras ciên-cias se restringem a descobrir as causas maisimediatas,
a Filosofia tem por fim descobrir as causas maisuniversais, isto é, as causas primeiras de todas ascoisas.
Art. II.
OBJETO DA FILOSOFIA
1. O conceito antigo de Filosofia. A palavra filósofosignifica "amigo da ciência e da sabedoria", e é atribuída aPitágoras. Entre ps antigos gregos, a Filosofia era a
ciênciauniversal;
abarcava quase todo esse conjunto deconhecimentos que agrupamos sob os nomes de ciência, dearte e de Filosofia. Esta concepção perdurou sensivelmenteaté a Idade Média, a partir de que as artes, e [ogo as ciênciasda natureza, se destacaram pouco a pouco da Fi-losofia econquistaram sua autonomia. Esta separação é hoje um fatoconsumado, e existe o maior interesse em distinguirclaramente estes dois gêneros de conhecimentos quechamamos científicos e filosóficos.2. Filosofia e Ciência. — A Ciência e a Filosofia não têm Omesmo
objeto formal.
Sem dúvida, de um ponto-de-vistamaterial, Ciência e Filosofia se aplicam ao mesmo objeto: omundo e o homem (objeto material). Mas cada disciplinaestuda este objeto comum sob um aspecto que lhe é próprio(objeto formal). A Ciência se aquartela na determinação dasleis dos fenômenos. A Filosofia quer conhecer a naturezaprofunda das coisas, suas causas supremas e seus finsverdadeiros: visa, propriamente, em todas; as suas partes, aoconhecimento do que ultrapassa a experiência sensível (ou os

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