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ECD Versão Consolidada. Decreto-Lei nº 75/2010, 23/06

ECD Versão Consolidada. Decreto-Lei nº 75/2010, 23/06

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1
ESTATUTO DA CARREIRADOS EDUCADORES DE INFÂNCIA EDOS PROFESSORES DOS ENSINOSBÁSICO E SECUNDÁRIO
[Aprovado pelo Decreto-lei n.º 139-A/90, de 28de Abril, com as alterações introduzidas pelos DLn.
os
105/97, de 29 de Abril, 1/98, de 2 deJaneiro, 35/2003, de 17 de Fevereiro,121/2005, de 26 de Julho, 229/2005, de 29de Dezembro, 224/2006, de 13 de Novembro,15/2007, de 19 de Janeiro (identificadas avermelho), 35/2007, de 15 de Fevereiro,270/2009, de 30 de Setembro (identificadas aazul), e 75/2010, de 23 de Junho(identificadas averde) (anotações pessoaisdestacadas a cinzento)]
CAPÍTULO I
Princípios gerais
Artigo 1.
º
Âmbito de aplicação
1
O Estatuto da Carreira dos Educadores deInfância e dos Professores dos Ensinos Básico eSecundário, adiante designado por Estatuto, aplica-se aos docentes, qualquer que seja o nível, ciclo deensino, grupo de recrutamento ou área de formação,que exerçam funções nas diversas modalidades dosistema de educação e ensino não superior, e noâmbito dos estabelecimentos públicos de educaçãopré-escolar e dos ensinos básico e secundário nadependência do Ministério da Educação.2
O presente Estatuto é ainda aplicável, com asnecessárias adaptações, aos docentes em exercícioefectivo de funções em estabelecimentos ouinstituições de ensino dependentes ou sob tutela deoutros ministérios.3
Os professores do ensino português noestrangeiro bem como os docentes que se encontrema prestar serviço em Macau ou em regime decooperação nos países africanos de língua oficialportuguesa ou outros regem-se por normas próprias.Artigo 2.
º
Pessoal docente
Para efeitos de aplicação do presente Estatuto,considera-se pessoal docente aquele que é portadorde habilitação profissional para o desempenho defunções de educação ou de ensino, com carácterpermanente, sequencial e sistemático, ou a títulotemporário, após aprovação em prova de avaliaçãode conhecimentos e de competências.Artigo 3.
º
Princípios fundamentais
A actividade do pessoal docente desenvolve-sede acordo com os princípios fundamentaisconsagrados na Constituição da RepúblicaPortuguesa e no quadro dos princípios gerais eespecíficos constantes dos artigos 2.
º
e 3.
º
da Lei deBases do Sistema Educativo.CAPÍTULO II
Direitos e deveres
SECÇÃO I
Direitos
Artigo 4.
º
Direitos profissionais
1
São garantidos ao pessoal docente os direitosestabelecidos para os funcionários e agentes doEstado em geral, bem como os direitos profissionaisdecorrentes do presente Estatuto.2
São direitos profissionais específicos dopessoal docente:
a
) Direito de participação no processo educativo;
b
) Direito à formação e informação para oexercício da função educativa;
c
) Direito ao apoio técnico, material edocumental;
d
) Direito à segurança na actividade profissional;
e
) Direito à consideração e ao reconhecimento dasua autoridade pelos alunos, suas famílias e demaismembros da comunidade educativa;
 f 
) Direito à colaboração das famílias e dacomunidade educativa no processo de educação dosalunos.
g
)
Direito à negociação colectiva nos termoslegalmente estabelecidos.Artigo 5.
º
Direito de participação no processo educativo
1
O direito de participação exerce-se no quadrodo sistema educativo, da escola e da relação com acomunidade.2
O direito de participação, que pode serexercido a título individual ou colectivo,nomeadamente através das organizaçõesprofissionais e sindicais do pessoal docente,compreende:
a
) O direito a emitir opiniões e recomendaçõessobre as orientações e o funcionamento doestabelecimento de ensino e do sistema educativo;
 
 
2
b
) O direito a participar na definição dasorientações pedagógicas ao nível do estabelecimentode ensino ou das suas estruturas de coordenação;
c
) O direito à autonomia técnica e científica e àliberdade de escolha dos métodos de ensino, dastecnologias e técnicas de educação e dos tipos demeios auxiliares de ensino mais adequados, norespeito pelo currículo nacional, pelos programas epelas orientações programáticas curriculares oupedagógicas em vigor;
d
) O direito a propor inovações e a participar emexperiências pedagógicas, bem como nos respectivosprocessos de avaliação;
e
) O direito de eleger e ser eleito para órgãoscolegiais ou singulares dos estabelecimentos deeducação ou de ensino, nos casos em que a legislaçãosobre a sua gestão e administração o preveja.3
O direito de participação pode ainda serexercido, através das organizações profissionais esindicais do pessoal docente, em órgãos que, noâmbito nacional, regional autónomo ou regional,prevejam a representação do pessoal docente.Artigo 6.
º
Direito à formação e informação para o exercício da funçãoeducativa
1
O direito à formação e informação para oexercício da função educativa é garantido:
a
) Pelo acesso a acções de formação contínuaregulares, destinadas a actualizar e aprofundar osconhecimentos e as competências profissionais dosdocentes;
b
) Pelo apoio à autoformação dos docentes, deacordo com os respectivos planos individuais deformação.2
Para efeitos do disposto no número anterior,o direito à formação e informação para o exercício dafunção educativa pode também visar objectivos dereconversão profissional, bem como de mobilidade eprogressão na carreira.Artigo 7.
º
Direito ao apoio técnico, material e documental
O direito ao apoio técnico, material e documentalexerce-se sobre os recursos necessários à formação einformação do pessoal docente, bem como aoexercício da actividade educativa.Artigo 8.
º
Direito à segurança na actividade profissional
1
O direito à segurança na actividadeprofissional compreende:
a
) A prevenção e redução dos riscosprofissionais, individuais e colectivos, através daadopção de programas específicos dirigidos àmelhoria do ambiente de trabalho e promoção dascondições de higiene, saúde e segurança do posto detrabalho;
b
) A prevenção e tratamento das doenças quevenham a ser definidas por portaria conjunta dosMinistros da Educação e da Saúde, como resultandonecessária e directamente do exercício continuado dafunção docente.2
O direito à segurança na actividadeprofissional compreende ainda a penalização daprática de ofensa corporal ou outra violência sobre odocente no exercício das suas funções ou por causadestas.Artigo 9.
º
Direito à consideração e à colaboração da comunidade educativa
1
O direito à consideração exerce-se no planoda relação com os alunos, as suas famílias e osdemais membros da comunidade educativa eexprime-se no reconhecimento da autoridade em queo docente está investido no exercício das suasfunções.2
O direito à colaboração das famílias e dosdemais membros da comunidade educativacompreende o direito a receber o seu apoio ecooperação activa, no quadro da partilha entre todosda responsabilidade pelo desenvolvimento e pelosresultados da aprendizagem dos alunos.
SECÇÃO II
Deveres
Artigo 10.
º
Deveres gerais
1
O pessoal docente está obrigado aocumprimento dos deveres estabelecidos para osfuncionários e agentes da Administração Pública emgeral.2
O pessoal docente, no exercício das funçõesque lhe estão atribuídas nos termos do presenteEstatuto, está ainda obrigado ao cumprimento dosseguintes deveres profissionais:
a
) Orientar o exercício das suas funções pelosprincípios do rigor, da isenção, da justiça e daequidade;
b
) Orientar o exercício das suas funções porcritérios de qualidade, procurando o seu permanenteaperfeiçoamento e tendo como objectivo a excelência;
c
) Colaborar com todos os intervenientes noprocesso educativo, favorecendo a criação de laçosde cooperação e o desenvolvimento de relações derespeito e reconhecimento mútuo, em especial entre
 
 
3
docentes, alunos, encarregados de educação epessoal não docente;
d
) Actualizar e aperfeiçoar os seusconhecimentos, capacidades e competências, numaperspectiva de aprendizagem ao longo da vida, dedesenvolvimento pessoal e profissional e deaperfeiçoamento do seu desempenho;
e
) Participar de forma empenhada nas váriasmodalidades de formação que frequente, designadamente nas promovidas pelaAdministração, e usar as competências adquiridas nasua prática profissional;
 f 
) Zelar pela qualidade e pelo enriquecimentodos recursos didáctico-pedagógicos utilizados, numaperspectiva de abertura à inovação;
 g
) Desenvolver a reflexão sobre a sua práticapedagógica, proceder à auto-avaliação e participarnas actividades de avaliação da escola;
h
) Conhecer, respeitar e cumprir as disposiçõesnormativas sobre educação, cooperando com aadministração educativa na prossecução dosobjectivos decorrentes da política educativa, nointeresse dos alunos e da sociedade.Artigo 10.
º
-A
Deveres para com os alunos
Constituem deveres específicos dos docentesrelativamente aos seus alunos:
a
) Respeitar a dignidade pessoal e as diferençasculturais dos alunos valorizando os diferentessaberes e culturas, prevenindo processos de exclusãoe discriminação;
b
) Promover a formação e realização integral dosalunos, estimulando o desenvolvimento das suascapacidades, a sua autonomia e criatividade;
c
) Promover o desenvolvimento do rendimentoescolar dos alunos e a qualidade das aprendizagens,de acordo com os respectivos programas curricularese atendendo à diversidade dos seus conhecimentos eaptidões;
d
) Organizar e gerir o processo ensino-aprendizagem, adoptando estratégias dediferenciação pedagógica susceptíveis de responderàs necessidades individuais dos alunos;
e
) Assegurar o cumprimento integral dasactividades lectivas correspondentes às exigências docurrículo nacional, dos programas e das orientaçõesprogramáticas ou curriculares em vigor;
 f 
) Adequar os instrumentos de avaliação àsexigências do currículo nacional, dos programas edas orientações programáticas ou curriculares eadoptar critérios de rigor, isenção e objectividade nasua correcção e classificação;
 g
) Manter a disciplina e exercer a autoridadepedagógica com rigor, equidade e isenção;
h
) Cooperar na promoção do bem-estar dosalunos, protegendo-os de situações de violênciafísica ou psicológica, se necessário solicitando aintervenção de pessoas e entidades alheias àinstituição escolar;
i
) Colaborar na prevenção e detecção desituações de risco social, se necessário participando-as às entidades competentes;
 j
) Respeitar a natureza confidencial dainformação relativa aos alunos e respectivas famílias.Artigo 10.
º
-B
Deveres para com a escola e os outros docentes
Constituem deveres específicos dos docentespara com a escola e outros docentes:
a
) Colaborar na organização da escola,cooperando com os órgãos de direcção executiva e asestruturas de gestão pedagógica e com o restantepessoal docente e não docente tendo em vista o seubom funcionamento;
b
) Cumprir os regulamentos, desenvolver eexecutar os projectos educativos e planos deactividades e observar as orientações dos órgãos dedirecção executiva e das estruturas de gestãopedagógica da escola;
c
) Co-responsabilizar-se pela preservação e usoadequado das instalações e equipamentos e propormedidas de melhoramento e remodelação;
d
) Promover o bom relacionamento e acooperação entre todos os docentes, dando especialatenção aos que se encontram em início de carreiraou em formação ou que denotem dificuldades no seuexercício profissional;
e
) Partilhar com os outros docentes a informação,os recursos didácticos e os métodos pedagógicos, nosentido de difundir as boas práticas e de aconselharaqueles que se encontrem no início de carreira ou emformação ou que denotem dificuldades no seuexercício profissional;
 f 
) Reflectir, nas várias estruturas pedagógicas,sobre o trabalho realizado individual ecolectivamente, tendo em vista melhorar as práticase contribuir para o sucesso educativo dos alunos;
 g
) Cooperar com os outros docentes na avaliaçãodo seu desempenho;
h
) Defender e promover o bem-estar de todos osdocentes, protegendo-os de quaisquer situações deviolência física ou psicológica, se necessáriosolicitando a intervenção de pessoas e entidadesalheias à instituição escolar.Artigo 10.
º
-C

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