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Clássicos Históricos 380
Elizabeth ThortonRESISTA, SE PUDER...
The Bachelor Trap
Inglaterra, 1816
 Armadilhas do amor 
 Brand Hamilton tem motivos que o obrigam a cortejar Marion Dane, embora eleesteja disposto a tudo para fugir do caminho do altar! Com seu título denobreza e estirpe impecável, Marion não pode deixar de questionar os motivosde Brand. No entanto tem seus próprios problemas para resolver: um inimigooculto fecha o cerco cada vez mais, e Brand é a única pessoa que pode ajudá-la. Nenhum dos dois contava, porém, com a paixão incontrolável que os pegadesprevenidos. O romance pouco convencional vivido por Brand e Marion logose torna alvo da maledicência da sociedade, e eles embarcam numa viagem queos leva do glamour e das intrigas de Londres a um segredo oculto por décadasnum distante vilarejo da Inglaterra...
Título Original:
The Bachelor Trap
 Digitalização e Revisão:
Marina
 Formatação:
Morgana
 
 
CH 380 - Elizabeth Thorton – RESISTA, SE PUDER... -
The Bachelor Trap
ARE De fãs ara fãs sem fins lucrativos
Prólogo
Longbury, Outubro de 1815 
Tão logo entrou pela porta dos fundos de seu chalé, Edwina Gunncorreu a trancá-la com a chave e também com a barra de ferro que aatravessava de batente a batente. Melhor não arriscar. Andara fazendomuitas perguntas, metera seu nariz onde não era chamada. Podia terdespertado alguma fera adormecida.— Trate de se acalmar, Edwina — repreendeu-se, sentindo ocoração aos pulos.— Você está com sessenta anos de idade, desse jeito vai acabartendo uma apoplexia! Ninguém iria considerá-la uma ameaça, você nãotem como provar nada. Após tanto tempo, ele deve se imaginar fora deperigo.Com o coração mais calmo, esgueirou-se até a janela para espiar láfora. O chalé fazia limite com uma enorme propriedade rural conhecida naregião como Mosteiro, e tudo o que ela viu para além da área externa dacasa e seus canteiros de flores foi a infinidade de teixos, carvalhos eespinheiros com a folhagem poupada pelo inverno agora encharcada pelorepentino pé-d'água.Como também estivesse toda molhada, Edwina tirou o casaco e opendurou no cabide atrás da porta. A Sra. Ludlow, que a ajudava com astarefas do dia-a-dia, havia acendido a lareira antes de ir para casa, ondeainda tinha o jantar da família por preparar. Com aquela trave de ferro naporta dos fundos, a boa senhora teria que entrar no chalé na manhãseguinte pela porta da frente, mas isso não seria problema: era só elausar a chave de reserva que ficava sob o capacho.
 
CH 380 - Elizabeth Thorton – RESISTA, SE PUDER... -
The Bachelor Trap
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Edwina teve um sobressalto. Oh, Deus!, estava sozinha ali, seuvizinho mais próximo era o pessoal do Mosteiro... Pensar nisso a fezlembrar de verificar se a porta da frente e as janelas estavam fechadas.No campo as pessoas tinham por hábito manter portas e janelas de suasmoradias abertas o dia inteiro, mas esse era um costume do qual elaprecisava se livrar. De agora em diante, trancas e chaves de dia e denoite.
Velhota tola,
ralhou consigo mesma. Por certo tinha fugido dealgum cão vadio ou de um dos vigias do Mosteiro.Um pouco mais segura ante essa hipótese, pôs-se a subir a escadaque levava ao segundo piso do chalé. Como os degraus fossem altos, eela precisasse do apoio do corrimão, cogitou mudar seu dormitório para oquarto da criada adjacente à cozinha, que estava vazio. O aposento erapequeno, mas seria uma boa maneira de evitar aquela escada que parecianão ter fim. Ah, a idade...Já no seu quarto, embrulhou-se num roupão quente; calçou oschinelos de lã e foi atiçar o fogo na lareira. E enquanto observava aschamas a lamberem as pequenas achas de lenha, perdeu-se emdivagações. Pensava em Hannah, que em suas recordações permaneceria jovem para sempre, que amava a vida e a vivia sem temores, quecausara tanta tristeza... Vinte anos atrás Hannah havia deixado aquelamesma casa jurando jamais regressar e nunca mais fora vista.
Onde andará você, Hannah? O que houve naquela noite? 
 Se fosse mais jovem e desfrutasse de melhores condições físicas,Edwina teria se abalado até Londres para conversar com Brand.Considerava-o como filho, e o que tinha a lhe contar precisava ser ditopessoalmente. Mas como a saúde não lhe permitia extravagâncias, duassemanas atrás ela havia enviado uma carta ao escritório de Brand na
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