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Memórias+de+um+suicida

Memórias+de+um+suicida

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Published by Lilia Janbartolomei
Livro de ficção sobre considerações espirituais do suicídio
Livro de ficção sobre considerações espirituais do suicídio

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Published by: Lilia Janbartolomei on Jan 26, 2011
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MEMÓRIAS DE UM SUICIDA
(Obra Mediúnica)YVONNE A. PEREIRAMemórias de um SuicidaFEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRADEPARTAMENTO EDITORIALRua Souza Valente, 17-CEP-20941e Avenida Passos, 30 - CEP - 20051Rio, RJ-Brasil10ª ediçãoDo 51º ao 60º milheiroCapa de CecconiB.N. 10.427281-AA; 002.01-0; 6/1982Copyright 1955 byFEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA(Casa-Máter do Espiritismo)AV. PASSOS, 3020051 - Rio, RJ - BrasilComposição, fotolitos e impressão of set dasOficinas do Departamento Gráfico da FEBRua Souza Valente, 1720941 - Rio, RJ - BrasilC.G.C, 33.644.857/0002-84 LE, n .O 81.600.503Impresso no BrasilPRESITA EN BRAZILO
 
 
ÍNDICE
IntroduçãoPrefácio da segunda ediçãoPRIMEIRA PARTEOs RéprobosI - O Vale dos SuicidasII - Os réprobosIII - No Hospital "Maria de Nazaré"IV - Jerônimo de Araújo Silveira e famíliaV - O reconhecimentoVI - A Comunhão com o AltoVII - Nossos amigos - os discípulos de Allan KardecSEGUNDA PARTEOs DepartamentosI - A Torre de VigiaII - Os arquivos da almaIII - O ManicômioIV - Outra vez Jerônimo e famíliaV - Prelúdios de reencarnaçãoVI - "A cada um segundo suas obras"VII - Os primeiros ensaiosVIII – Novos rumosTERCEIRA PARTEA Cidade UniversitáriaI - A Mansão da EsperançaII - "Vinde a mim"III - "Homem, conhece-te a ti mesmo"IV - O "homem velho"V - A causa de minha cegueira no século XIXVI - O elemento femininoVII - Últimos traços
INTRODUÇÃO
Devo estas páginas à caridade de eminente habitante do mundo espiritual, ao qualme sinto ligada por um sentimento de gratidão que pressinto se estenderá além da vidapresente. Não fora a amorosa solicitude desse iluminado representante da Doutrina dosEspíritos – que prometeu, nas páginas fulgurantes dos volumes que deixou na Terrasobre filosofia espírita, acudir ao apelo de todo coração sincero que recorresse ao seuauxílio com o intuito de progredir, uma vez passado ele para o plano invisível e caso acondescendência dos Céus tanto lho permitisse - e se perderiam apontamentos que,desde o ano de 1926, isto é, desde os dias da minha juventude e os albores damediunidade, que juntos floresceram em minha vida, penosamente eu vinha obtendo deEspíritos de suicidas que voluntariamente acorriam às reuniões do antigo "Centro Espíritade Lavras", na cidade do mesmo nome, no extremo sul do Estado de Minas Gerais, e decuja diretoria fiz parte durante algum tempo. Refiro-me a Léon Denis, o grande apóstolo
 
do Espiritismo, tão admirado pelos adeptos da magna filosofia, e a quem tenho osmelhores motivos para atribuir as intuições advindas para a compilação e redação dapresente obra.Durante cerca de vinte anos tive a felicidade de sentir a atenção de tão nobreentidade do mundo espiritual piedosamente voltada para mim, inspirando-me um dia,aconselhando-me em outro, enxugando-me as lágrimas nos momentos decisivos em querenúncias dolorosas se impuseram como resgates indispensáveis ao levantamento deminha consciência, engolfada ainda no opróbrio das conseqüências de um suicídio emexistência pregressa.E durante vinte anos convivi, por assim dizer, com esse Irmão venerável cujaslições povoaram minha alma de consolações e esperanças, cujos conselhos procureisempre pôr em prática, e que hoje como nunca, quando a existência já declina para o seuocaso, fala-me mais ternamente ainda, no segredo do recinto humílimo onde estas linhassão escritas!Dentre os numerosos Espíritos de suicidas com quem mantive intercâmbio atravésdas faculdades mediúnicas de que disponho, um se destacou pela assiduidade e simpatiacom que sempre me honrou, e, principalmente, pelo nome glorioso que deixou naliteratura em língua portuguesa, pois tratava-se de romancista fecundo e talentoso, senhorde cultura tão vasta que até hoje de mim mesma indago a razão por que me distinguiriacom tanta afeição se, obscura, trazendo bagagem intelectual reduzidíssima, somentepossuía para oferecer ao seu peregrino saber, como instrumentação, o coraçãorespeitoso e a firmeza na aceitação da Doutrina, porquanto, por aquele tempo, nemmesmo cultura doutrinária eficiente eu possuía!Chamar-lhe-emos nestas páginas - Camilo Cândido Botelho, contrariando,todavia, seus próprios desejos de ser mencionado com a verdadeira identidade. Essenobre Espírito, a quem poderosas correntes afetivas espirituais me ligavam,freqüentemente se tornava visível, satisfeito por se sentir bem querido e aceito. Até o anode 1926, porém, só muito superficialmente ouvira falar em seu nome. Não lhe conheciasequer a bagagem literária, copiosa e erudita.Não obstante, veio ele a descobrir-me em uma mesa de sessão experimental,realizada na fazenda do Coronel Cristiano José de Souza, antigo presidente do "CentroEspírita de Lavras", dando-me então a sua primeira mensagem. Daí em diante, ora emsessões normalmente organizadas, ora em reuniões íntimas, levadas a efeito emdomicílios particulares, ou no silêncio do meu aposento, altas horas da noite, dava-meapontamentos, noticiário periódico, escrito ou verbal, ensaios literários, verdadeirareportagem relativa a casos de suicídio e suas tristes conseqüências no Além-Túmulo, naépoca verdadeiramente atordoadores para mim. Porém, muito mais freqüentemente,arrebatavam-me, ele e outros amigos e protetores espirituais, do cárcere corpóreo, a fimde, por essa forma cômoda e eficiente, ampliar ditados e experiências.Então, meu Espírito alçava ao convívio do mundo invisível e as mensagens já nãoeram escritas, mas narradas, mostradas, exibidas à minha faculdade mediúnica para que,ao despertar, maior facilidade eu encontrasse para compreender aquele que, por mercêinestimável do Céu, me pudesse auxiliar a descrevê-las, pois eu não era escritora para ofazer por mim mesma! Estas páginas, portanto, rigorosamente, não foram psicografadas,pois eu via e ouvia nitidamente as cenas aqui descritas, observava as personagens, oslocais, com clareza e certeza absolutas, como se os visitasse e a tudo estivesse presentee não como se apenas obtivesse notícias através de simples narrativas. Se descreviamuma personagem ou alguma paisagem, a configuração do exposto se definiaimediatamente, à proporção que a palavra fulgurante de Camilo, ou a onda vibratória doseu pensamento, as criavam.Foi mesmo por essa forma essencialmente poética, maravilhosa, que obtive alonga série de ensaios literários fornecidos pelos habitantes do Invisível e até agoramantidos no segredo das gesuetas, e não psicograficamente.

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