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Comunicação & Inovação 
Resenha
66
Comunicação & Inovação, São Caetano do Sul, v. 9, n. 17:(66-67) jul-dez 2008
Contracultura através dos tempos:do mito de Prometeu à cultura digital
1
Counterculture through the ages: from Prometeu myth to digital culture 
Rogério Bianchi de Araújo
Professor de Filosofia da Comunicação da Universidade Municipal de São Caetano do Sul – USCS.
1
G
OFFMAN
, Ken & J
OY
, Dan.
Contracultura através dostempos:
do mito de Prometeu à cultura digital
.
Introduçãode Timothy Leary. Tradução de Alexandre Martins. Rio deJaneiro: Ediouro, 2007.
Pelo próprio tema do livro, pode-se concluir que acontracultura sempre se manifesta em qualquer épocahistórica. Ela tem como marca preponderante a fluidezde formas e estruturas, que leva a rupturas e incertezas,causando turbulências onde antes havia comodismo.Suas estruturas sociais são espontâneas e efêmeras,não há lideranças formais a serem seguidas, pode surgircom grupos políticos radicais ou, mesmo, revolucionáriosou forças de insurreição. O que interessa a ela é,principalmente, o poder das idéias, das imagens e daexpressão artística.Esse posicionamento introdutório na obra é deTimothy Leary, referenciado pelos autores ao longo dotexto como um dos personagens mais influentes dacontracultura contemporânea. Trata-se de uma tentativade definir contracultura logo em seu início, para, a partirde então, descrever uma longa história desta. Contra-cultura, neste livro, é vista como um estímulo ao livre-pensar e ao conhecimento, e como uma estética deconstante mudança. É uma obra de grande fôlego, poisé realmente ambicioso pensar a contracultura desde osmitos gregos até os dias de hoje. No entanto, pareceque os autores conseguiram dar conta do recado.Contracultura é característica de situações em queas imposições estão presentes e obstaculizam as açõescriativas. Livrar-se das restrições é regra básica dequalquer movimento contracultural. Pode ser para chocar,para questionar ou fazer refletir sobre a tradição vigente.Ela não se faz de forma teórica e pensada previamente,mas sim na prática, na experiência vivida, até que ocorraa ebulição do movimento, sem data ou hora marcadapara acontecer. É fruto do contexto histórico. É comoum copo que vai se enchendo de água e transborda detal forma que se torna inevitável a manifestação demovimentos contra-hegemônicos.É interessante o posicionamento dos autores quantoà existência de rebeldes contraculturais míticos. Todosestão acostumados à visão caricata dos mitos gregoscomo algo inquestionável e dogmático. Do ponto de vistados autores, há uma identificação de símbolos decontracultura nos mitos de fundação das duas grandescorrentes a partir das quais surgiu a moderna civilizaçãoocidental: as tradições clássica e judaico-cristã. Prome-teu teria sido o primeiro grande contraculturalista, maspodem-se enxergar ainda outros mitos contraculturaisem Eva, Pandora, Dioniso, Circe, Fausto e Robin Hood.Para os autores, a liberdade de comunicação é umacaracterística fundamental da contracultura. A indivi-dualidade também é defendida como algo imprescindível,não no sentido psíquico do egocentrismo, mas no sentidoda liberdade espontânea, das garantias de opinião,comportamento e pensamento, ou seja, a liberdade denão seguir o que está convencionado pela sociedade.Dessa forma, os contraculturalistas apóiam veemente-mente aquilo que Nietzsche chamou de “transposiçãode valores”.Ao longo da obra, foram levantadas característicasda contracultura que se manifestaram nas mais diversasépocas, em contextos históricos distintos: rupturas einovações, diversidade, comunicação verdadeira e aber-ta, criatividade e imaginação, generosidade, respeitomaior à humanidade do que à propriedade. A filosofiade origem socrática, o taoísmo, o budismo, o sufismo eo trovadorismo são apresentados como contraculturasque marcaram os períodos Antigo e Médio no Ocidentee no Oriente. É interessante a abordagem dos autoresao enfocarem essas personalidades ou certos movi-mentos da história como atos de rebeldia contra o
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