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O CONTROLE EXTERNO DAS ORGANIZAÇÕES SOCIAIS - Monografia

O CONTROLE EXTERNO DAS ORGANIZAÇÕES SOCIAIS - Monografia

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Monografia apresentada em fevereiro de 2008.
Monografia apresentada em fevereiro de 2008.

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Published by: José Henrique Garcia on Jan 27, 2011
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11/13/2011

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O CONTROLE EXTERNO DAS ORGANIZAÇÕES SOCIAIS1 – INTRODUÇÃO:
O Estado Brasileiro costuma ser avaliado de duas maneiras antagônicas. Deum lado, há a visão de que o setor público é normalmente incompetente e deveriareduzir suas atribuições, passando-as a quem poderia fazer melhor, em especialpara a iniciativa privada. Na outra parte do ringue, estão os que acham que todoserviço público deve ser oferecido pelo governo, e qualquer repasse de tarefas ouadão de cnicas empresariais seria uma forma de “privatizaras fuõespúblicas.Por mais esquemático que esse antagonismo possa parecer, ele é aindahegemônico entre nós. Mas um artigo publicado na imprensa, vindo do Ministro deEstado da Saúde, José Gomes Temporão, publicado na Folha de São Paulo (“Afundação estatal fortalecerá o SUS”, 12 de agosto de 2007), mostra que há chancesde irmos além da batalha do “privatismo” contra o “estatismo”.Vale resumir o que há de mais moderno no que se refere à gerência estatal.Há quase 30 anos, vários países do mundo, de diversas tendências ideológicas,vêm realizando reformas na Administração Pública. Um balanço desse processorevela que três elementos são fundamentais para modernizar os governos.
 
Primeiro, a adoção de uma administração orientada por metas e indicadores,gerida por uma burocracia profissional, mas com participão e controle dospolíticos e da sociedade.Segundo, a mudança na estrutura de incentivos que rege o funcionalismoblico, fazendo com que o empreendedorismo vea o burocratismo e asrecompensas pelo bom desempenho (pecuniárias ou não) sejam mais importantesque seguir automaticamente as regras.Em terceiro, a busca contínua da melhoria dos serviços públicos, com o usode instrumentos como o governo eletrônico, a desburocratização, formas de consultapopular e outros mecanismos para aumentar a eficiência e a transparência daspolíticas públicas.A modernização da gestão pública não deve servir para privatizar o Estado,pois ele é muito importante numa sociedade democrática e tem um
modus operandi 
que nem sempre deve seguir a lógica eficientista. O governo não precisa ser umaempresa, mas pode se tornar mais empresarial.O argumento é a defesa da fundação estatal, que daria maior agilidade eflexibilidade à gestão administrativa. Temporão não pretende com o discurso aprivatização, pelo contrário, quer tornar a administração estatal mais empreendedorae eficiente, sem que se percam os avanços obtidos na ampliação da cobertura dosistema de Saúde, por exemplo. Neste caso, vale ressaltar o êxito brasileirocomparado ao dos Estados Unidos, pois conseguimos garantir a atenção básica a
 
uma população heterogênea e com um custo relativamente baixo, ao passo que amais rica nação do planeta o consegue fazê-lo, piorando as condições dascamadas pobres da população.Há alguns anos, a expressão “gestão” vem se difundindo no Brasil comosubstituto da palavra “administração”, para melhor tradução do termo original norte-americano
management 
. A palavra “management”, no inglês, designa a função a ser cumprida e as pessoas que a executarão.O trabalho de gerir uma grande organização precisa ser dividido ecoordenado. Há, literalmente, miríades de formas de organizar o trabalho de gestão,e as organizações reais estão sempre a se debater quanto à melhor solução paraseu caso em particular. Não se resolve esta questão com prescrições científicas outecnológicas; a gestão é uma prática social, dependendo das pessoas, dasociedade, da economia, da cultura, das possibilidades tecnológicas, e etc.Para organizar, entretanto, o debate sobre as diferentes alternativaspossíveis, uma ou outra expressão vem ganhando popularidade no país, mesmoque com uma definição um tanto quanto imprecisa: “Modelo de Gestão”.Por um lado, cabe a um Modelo de Gestão “resolver” a forma de atuar daorganização, dada sua missão e estratégia. Isto é, deve-se estabelecer um modelosobre como a organização deveria ser estruturada e coordenada, para que atenda adeterminados objetivos definidos em certo momento. Trata-se de fazer bem onecessário, de ser eficiente no cumprimento da tarefa.

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