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III ENPIC - INFLAÇÃO E DESEMPREGO NO BRASIL

III ENPIC - INFLAÇÃO E DESEMPREGO NO BRASIL

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1
INFLAÇÃO E DESEMPREGO NO BRASIL: UMA ABORDAGEM EMPÍRICA DE CURTO PRAZO
Dax Peres GoulartRESUMO
O presente estudo demonstra empiricamente a relação de permuta existente entre a taxa de inflaçãoe a taxa de desemprego no Brasil. Utilizando-se de teorias macroeconômicas e a partir deferramentas econométricas (Método dos Mínimos Quadrados e Modelo de Regressão LinearClássico) observou-se, no curto prazo, que a política econômica adotada, principalmente pelo atualGoverno Federal, revela um esforço no sentido de diminuir a taxa de inflação do país ao custo doaumento da taxa de desemprego.
PALAVRAS-CHAVE
MacroeconomiaEconometriaCurva de PhillipsOriginalmente, de acordo com o trabalho empírico de A. W. Phillips desenvolvido em1958, que após analisado o comportamento dos salários no Reino Unido para os anos de 1861-1957ficou constatada a existência de um
trade-off 
entre a taxa de desemprego e a taxa de inflaçãosalarial. Ou seja, Phillips percebeu que quanto maior a taxa de desemprego, menor a taxa deinflação salarial. Portanto, a equação descrita por Phillips para explicar este fenômeno foiapresentada, inicialmente, da seguinte forma:
W = a – b . U
, onde
W
é a taxa de inflação salarial,
 a
 é uma constante (coeficiente linear),
 b
é o coeficiente angular de inclinação e
U
é a taxa dedesemprego. A equação de Phillips pode ser melhor interpretada com o auxílio da Figura 01, onde
U
é a taxa de desemprego e
W
é a taxa de inflação salarial:
FIGURA 01: CURVA DE PHILLIPS ORIGINAL
Com o decorrer dos anos a Curva de Phillips original foi gradativamente adaptada pararelacionar taxa de inflação dos preços à taxa de desemprego. Quando observados os dados daeconomia norte-americana da década de 60, a Curva de Phillips comprovou a teoria quanto aexistência de um hiato entre inflação de preços e desemprego. Logo após as publicações de Phillips,os economistas Paul Samuelson e Roberto Solow divulgaram seus estudos sobre política
UW(a)W = a – b . U
Curva de Phillips
 
 
2
inflacionária evidenciando a
“existência de uma correlação negativa semelhante entre inflação edesemprego nos dados dos Estados Unidos”
(MANKIW, 1999, pág., 740).Assim, a Curva de Phillips “
sugeria que os responsáveis pela política econômica poderiam escolher diferentes combinações de desemprego e de taxa de inflação
” (DORNBUSCH& FISCHER, 1991, pág. 556). Para Solow e Samuelson o aumento da Demanda Agregada exerciauma forte pressão sobre salários e preços da economia norte-americana, forçando a queda da taxa dedesemprego. Segundo Mankiw (1999), essa correlação negativa entre inflação e desemprego foidenominada por Solow e Samuelson de
Curva de Phillips
.Nesse sentido, observando-se os reflexos de curto prazo para um aumento no nível dospreços percebe-se imediatamente um aumento na quantidade ofertada de bens e serviços. Portanto,no curto prazo a curva de Oferta Agregada (quantidade de bens e serviços que as empresasproduzem e vendem a um nível de preços dado) é positivamente inclinada.Segundo os autores da Escola Keynesiana, o comportamento da Oferta Agregada deCurto Prazo (OACP) é determinado pela rigidez dos salários nominais. Ou seja, no curto prazo ossalários nominais são rígidos ou ajustam-se lentamente:
“Como os salários não se ajustam instantaneamente ao nível de preços, um nível de preços menor torna o emprego e a produção menos lucrativos, o que induz as empresas a reduzir a quantidadede bens e serviços oferecidos” (MANKIW, 1999, pág., 700).
Em Dornbusch & Fischer (1991), a Curva de Oferta Agregada de Curto Prazo (COACP)é definida pela seguinte equação:
P
t
= P
t-1
[1 + b (Y – Y
N
)]
, onde
P
é o nível dos preços nosmomentos presente (t) e passado (t-1),
b
é o coeficiente que determina a inclinação positiva dacurva, pois reflete os impactos das variações da produção e do emprego sobre os salários correntes e
Y
e
Y
N
representam, respectivamente, um nível de produção qualquer e o nível de pleno empregoda produção. Portanto, no curto prazo a Curva de Oferta Agregada é positivamente inclinada, pois:
“Os preços aumentam com o nível da produção porque a produção aumentada implica maisemprego, reduzindo o desemprego, e portanto com custos de trabalho aumentados. O fato de os preços aumentarem com a produção é inteiramente um reflexo dos ajustes no mercado detrabalho, onde o emprego mais alto aumenta os salários. As firmas repassam estes aumentos nossalários sobre os preços, e por esta razão os preços sobem com o nível de produção”(DORNBUSCH & FISCHER, 1991, pág. 568).
Quando observa-se o modelo de Oferta e Demanda Agregadas pode-se estabelecer umarelação entre consumo e produção de bens e serviços, bem como determinar as suas possíveisconseqüências e influências na definição das taxas de inflação e de desemprego:
“A curva Phillips simplesmente mostra as combinações de inflação e desemprego que ocorrem nocurto prazo à medida que a curva de demanda agregada move a economia ao longo da curva deoferta agregada de curto prazo” (MANKIW, 1999, pág., 741).
No curto prazo, uma diminuição da demanda agregada de bens e serviços ocasiona umaretração na produção, gerando consequentemente, uma queda no nível geral dos preços. Com oauxílio da Figura 02 pode-se constatar no Painel (a), que a curva de Oferta Agregada desloca-separa a esquerda e para baixo (de DA para DA’), do ponto A para o ponto B, ao longo da curva de
 
 
3
Oferta Agregada (OA). O efeito deslocamento gera como resultado a diminuição da quantidadeproduzida e redução dos preços. No Painel (b), que estabelece a relação entre inflação edesemprego, ocorre um deslocamento representado pelo ponto A em direção ao ponto B. Ou seja,uma diminuição na taxa de inflação (
π
) repercutirá em aumento da taxa de desemprego (U):
FIGURA 02: A CURVA DE PHILLIPS NO CURTO PRAZO
Observando-se,
a priori
, a Curva de Phillips adaptada representada no Painel (b),possibilita a seguinte interpretação: uma taxa de desemprego menor torna-se possível ao custo deuma taxa de inflação maior. A Figura 03 representa graficamente a permuta entre a taxa de inflaçãoe a taxa de desemprego, onde
ππππ
 
é a taxa de inflação,
ππππ
1
-
ππππ
0
é a variação da taxa de inflação,
U
é ataxa de desemprego,
U
1
-U
0
é a variação da taxa de desemprego e a trajetória do ponto
A
em direçãoao ponto
A’
representa a existência da Curva de Phillips, constatando o
trade-off 
entre a taxa deinflação e a taxa de desemprego:
FIGURA 03: CURVA DE PHILLIPS
No presente estudo, a Curva de Phillips relacionará a taxa de inflação dos PREÇOS enão a taxa de inflação dos SALÁRIOS, com a taxa de desemprego. Entretanto, quando a taxa deinflação é utilizada para demonstrar o fenômeno, a abordagem inicial “
não leva em conta o fato deque é o salário real que interessa tanto aos empregados quanto aos empregadores
” (SACHS &LARRAIN, 1998, pág. 509).
U
ππππ
 
ππππ
= a – b . U
Curva de Phillips
ππππ
0
 
ππππ
1
 U
1
 U
0
 AA’
DA’DA
A
BP
($)
 
Q.
dade.
 
AB
ππππ
 
U(a) (b)
OAQ
1
Q
0
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1
 U
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 P
0
 P
1
 
ππππ
 
ππππ
 

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