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A Nova Era e a Revolução Cultural - livro de Olavo de Carvalho na íntegra

A Nova Era e a Revolução Cultural - livro de Olavo de Carvalho na íntegra

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Published by Cavaleiro Do Templo
Este livro está na íntegra no site do professor Olavo de Carvalho, autor do mesmo. Disponibilizei-o aqui também pois esta ferramenta de leitura online torna mais fácil... a leitura.
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12/05/2013

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original

 
Olavo de Carvalho
3
a
edição,revista e aumentada.
 
 
I
NTRODUÇÃO GERAL À 
T
RILOGIA M
 ANUAL DO
U
SUÁRIO
de
O Imbecil Coletivo: Atualidades Inculturais Brasileiras
e dos volumes que o antecederam:
 A Nova Era e a RevoluçãoCultural: Fritjof Capra & Antonio Gramsci 
e
O Jardim das Aflições: De Epicuro à Ressurreição de César – Ensaio sobre o Materialismo ea Religião Civil.
Texto lido no Lançamento de
O Imbecil Coletivo
. Faculdade da Cidade,Rio de Janeiro, 22 de agosto de 1996. O
Imbecil Coletivo
encerra a trilogia iniciada com
 A Nova Era e a Revolução Cultural 
( 1994 ) e prosseguida com
O Jardim das Aflições
( 1995 ).
 
Cada um dos três livros pode ser compreendido sem os outros dois. Oque não se pode é, por um só deles, captar o fundo do pensamento queorienta a trilogia inteira. A função de
O Imbecil Coletivo
na coleção é bastante explícita e foideclarada no Prefácio: descrever, mediante exemplos, a extensão e agravidade de um estado de coisas – atual e brasileiro – do qual
 A Nova Era
dera o alarma e cuja precisa localização no conjunto da evoluçãodas idéias no mundo fora diagnosticada em
O Jardim das Aflições
.O sentido da série é, portanto, nitidamente, o de situar a cultura brasileira de hoje no quadro maior da história das idéias no Ocidente,num período que vai de Epicuro até a "Nova Retórica" de ChaimPerelman. Que eu saiba, ninguém fez antes um esforço de pensar oBrasil nessa escala. Meus únicos antecessores parecem ter sido Darcy Ribeiro, Mário Vieira de Mello e Gilberto Freyre, o primeiro com atetralogia iniciada com
O Processo Civilizatório
, o segundocom
 Desenvolvimento e Cultura
, o terceiro com sua obra inteira.Separo-me deles, no entanto, por diferenças essenciais: Ribeiroemprega uma escala muito maior, que começa no Homem deNeanderthal, mas ao mesmo tempo procura abranger esse imensoterritório desde o prisma de uma determinada ciência empírica, a Antropologia, e fundado numa base filosófica decepcionantementeestreita, que é o marxismo nu e cru. Vieira de Mello, com muito maisenvergadura filosófica, não se aventura a remontar além do período daRevolução Francesa, com algumas incursões até o Renascimento e aReforma. Quanto a Gilberto, o ciclo que lhe interessa é o que se iniciacom as grandes navegações. De modo geral, os estudiosos daidentidade brasileira deram por pressuposto que, tendo entrado naHistória no período chamado "moderno", o Brasil não tinha por quetentar enxergar-se num espelho temporal mais amplo. Estou, portanto,sozinho na jogada, e posso alegar em meu favor o temível mérito daoriginalidade.Temível porque originalidade é singularidade, e a mente humana estámal equipada para perceber as singularidades como tais: ou as expelelogo do círculo de atenção, para evitar o incômodo de adaptar-se a umaforma desconhecida, ou as apreende somente pelas analogias parciais ede superfície que permitem assimilá-las erroneamente a alguma classe
 
de objetos conhecidos. Entre a rejeição silenciosa e o engano loquaz,minha trilogia não tem muitas chances de ser bem compreendida.Mas a singularidade, nela, não está só no assunto. Está também nospostulados filosóficos que a fundamentam e na forma literária queescolhi para apresentá-la, ou antes, que sem escolha me foi impostapela natureza do assunto e pelas circunstâncias do momento.Quanto à forma, o leitor há de reparar que difere nos três volumes. Oprimeiro compõe-se de dois ensaios de tamanho médio, colocadosentre duas introduções, vários apêndices, um punhado de notas derodapé e uma conclusão. O todo dá à primeira vista a idéia de textos deorigens diversas juntados pela coincidência fortuita de assunto. A umexame mais detalhado, revela a unidade da idéia subjacente, encarnadano símbolo que fiz imprimir na capa: os monstros bíblicos Behemot eLeviatã, na gravura de William Blake, o primeiro imperandopesadamente sobre o mundo, o maciço poder de sua pança firmementeapoiado sobre as quatro patas, o segundo agitando-se no fundo daságuas, derrotado e temível no seu rancor impotente. Não usei a gravurade Blake por boniteza, mas para indicar que atribuo a esses símbolosexatamente o sentido que lhes atribuiu Blake. Detalhe importante,porque essa interpretação não é nenhuma alegoria poética, mas, comoassinalou Kathleen Raine em
 Blake and Tradition
, a aplicação rigorosados princípios do simbolismo cristão. Na Bíblia, Deus, exibe Behemot aJó, dizendo: "Eis Behemot, que criei contigo" ( Jó, 40:10 ). Aproveitando a ambigüidade do original hebraico, Blake traduz o"contigo" por
 from thee
, "de ti", indicando a unidade de essência entreo homem e o monstro: Behemot é a um tempo um podermacrocósmico e uma força latente na alma humana. Quanto a Leviatã,Deus pergunta: "Porventura poderás puxá-lo com o anzol e atar sualíngua com uma corda?" ( Jó, 40:21 ), tornando evidente que a força darevolta está na língua, ao passo que o poder de Behemot, como se dizem 40:11, reside no ventre. Maior clareza não poderia haver nocontraste de um poder psíquico e de um poder material: Behemot é opeso maciço da necessidade natural, Leviatã é a infranaturezadiabólica, invisível sob as águas – o mundo psíquico – que agita com alíngua.

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