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Direito das Obrigações I

Direito das Obrigações I

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Published by Lara Geraldes
Direito das Obrigações I - Faculdade de Direito de Lisboa, ano lectivo 2007/2008.

Professor regente: Prof. Romano Martinez.

Autoria: Lara Geraldes.

DISCLAIMER: estes apontamentos não dispensam o estudo dos manuais recomendados pelo professor regente e assistente.
Direito das Obrigações I - Faculdade de Direito de Lisboa, ano lectivo 2007/2008.

Professor regente: Prof. Romano Martinez.

Autoria: Lara Geraldes.

DISCLAIMER: estes apontamentos não dispensam o estudo dos manuais recomendados pelo professor regente e assistente.

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DIREITO DAS OBRIGAÇÕES I
PROF. ROMANO MARTINEZ
Faculdade de Direito de Lisboa
DISCLAIMER Estes apontamentos não dispensam o estudo dos manuais recomendados peloProfessor Regente e Assistente.
 
Direito das Obrigações I, Lara Geraldes @ FDL
CAPÍTULO I: DIREITO DAS OBRIGAÇÕES§1: PRINCÍPIOS GERAIS
. Os prinpios gerais do direito das obrigações o osseguintes:
Autonomia privada:
o
Liberdade contratual [art. 405º]:
Liberdade de escolha do modelo contratual
Liberdade de celebração de negócios jurídicos
Liberdade de estipulação do conteúdo da prestação [art.398º-1]
o
Prinpio aplivel a outras fontes das obrigações, desde querelativamente a direitos disponíveis [vs obrigação de alimentos, vg].
Boa fé: cláusula geral
o
Objectiva [vg art. 437º, alteração das circunstâncias]
o
Subjectiva [vg art. 612º]
Responsabilidade patrimonial: actualmente o património do devedor é a únicagarantia das obrigações [vg penhora ou venda de bens].
o
Historicamente: responsabilidade pessoal e prisão por dívidas.
§2: CONCEITO
. Obrigação em sentido lato inclui o dever jurídico de prestar, bemcomo correspectivos estados de sujeição, ónus, poderes/deveres [deveres funcionais] edeveres acessórios [
MENEZES CORDEIRO
]. A definição legal [art. 39], ainda queinsuficiente, é o ponto de partida: a prestação mais frequente é, efectivamente, a obrigaçãode facere. Ressalve-se que a adstrição à não realização de uma prestação [obrigação de nonfacere] constitui, ainda, uma obrigação: vg a não construção de um muro.Se o dever de prestar não for realizado, por incumprimento, opera o poder deprestar, mediante concessão de uma vantagem sucedânea à vantagem inicial, ao credor. Aobrigação não deve, todavia, ser reduzida à garantia do cumprimento, segundo
ROMANOMARTINEZ
, já que tem cariz pessoal e não real. Já
MENEZES CORDEIRO
salienta que a
2
 
Direito das Obrigações I, Lara Geraldes @ FDLresponsabilidade pelo incumprimento não se inclui no crédito, na medida em que é umaconsequência da sua violação e gera outra obrigação.Refira-se que, por via de regra, a obrigação constitui-se e extingue-se pelocumprimento, sem necessidade de recorrer à responsabilidade por dívidas.
§3: CARACTERÍSTICAS
. Cumpre discutir pela procedência das característicasseguintes do direito das obrigações:
Natureza patrimonial
o
As obrigações têm tendencialmente natureza económica e podem seravaliáveis em dinheiro, desde que a prestação corresponda a uminteresse do credor, digno de protecção legal [art. 398º-2, 2ª parte].Todavia, o legislador parece ter consagrado regra inversa, aoconsagrar que a prestação não necessita de ter valor pecuniário [art.398º-2]. Sublinhe-se que o carácter não patrimonial de uma obrigaçãonão elimina os danos que o credor possa sofrer com o seuincumprimento pelo devedor. A indemnização é, assim, semprenecessária.
o
Exemplo: A fotógrafo, obriga-se perante B, noiva, a fotografar o seucasamento. Recusando-se a revelar as fotografias no laboratório, eapesar de as mesmas não terem qualquer valor pecuniário, B tem odireito a ser indemnizada por danos não patrimoniais [art. 496º].
Colaboração do devedor
o
O credor não vê satisfeito o seu direito se o devedor adoptar umaatitude de inércia, sem colaborar na realização da prestação.
o
Excepções: direitos pessoais de gozo [art. 407º], figura intermédiaentre o direito das obrigações e os direitos reais.
Relatividade
o
Em relação a terceiros, o contrato só produz efeitos nos termosprevistos na lei [art. 406º-2]. Dir-se-ia que, em princípio, o devedorsó se encontra vinculado perante o credor, tão-só. Todavia,
ROMANO
3

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