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Direitos Reais

Direitos Reais

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Published by Lara Geraldes
Direitos Reais - Faculdade de Direito de Lisboa, ano lectivo 2007/2008.

Professor regente: Prof. Pedro de Albuquerque.

Autoria: Lara Geraldes.

DISCLAIMER: estes apontamentos não dispensam o estudo dos manuais recomendados pelo professor regente e assistente.
Direitos Reais - Faculdade de Direito de Lisboa, ano lectivo 2007/2008.

Professor regente: Prof. Pedro de Albuquerque.

Autoria: Lara Geraldes.

DISCLAIMER: estes apontamentos não dispensam o estudo dos manuais recomendados pelo professor regente e assistente.

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Published by: Lara Geraldes on Jan 28, 2011
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DIREITOS REAIS
PROF. PEDRO DE ALBUQUERQUE
Faculdade de Direito de Lisboa
 DISCLAIMER Estes apontamentos não dispensam o estudo dos manuais recomendados peloProfessor Regente e Assistente.
 
Direitos Reais – Lara Geraldes @ FDL
CAPÍTULO I: INTRODUÇÃOA Categoria de Direitos Reais§1: EVOLUÇÃO HISRICA
. A categoria actual de direitos reais radica nacontraposição histórica entre actio in rem e actio in personam. No Direito Romano, oprincípio da tipicidade da tutela judicial implicava que as situações jurídicas subjectivasfossem actuáveis judicialmente quando a estas correspondessem actiones, que sedesconhecia a figura dos direitos subjectivos – acepção subjectivista. A primeira das actionesdirigia-se contra uma coisa, enquanto que a segunda se dirigia contra uma pessoa,individualmente considerada, obrigada para com o autor em virtude de um contrato ou delito.Paralelamente a esta realidade processual situavam-se as acções mistas que combinavam ascaracterísticas supra.Glosadores, Comentadores e, posteriormente, o humanista francês
DONNELUS
[dogmatização dos direitos de personalidade] serviram-se desta descoberta para concluírem,no plano adjectivo, que toda uma acção pressupõe um direito. A evolução posteriorassentaria na oposição, agora já no plano substantivo, entre direitos reais [actiones/ius inrem] e direitos de crédito [actiones/ius in personam]. Só com a pandectística e a classificaçãogermânica das relações jurídicas se pode falar na categoria de direitos reais enquanto ramodo direito objectivo.Deve-se preferir, hoje, a designação de Direito das Coisas [Sachenrecht – acepçãoobjectivista] perante o perigo de se supor que, através da formulação “direitos reais”, nosreferimos somente a direitos subjectivos reais [
OLIVEIRA ASCENSÃO
].
§2: CONCEITO
. O Direito das Coisas será, assim, o ramo da ordem jurídica que regulaa atribuão das coisas, em termos reais, às pessoas [
OLIVEIRA ASCENSÃO
].
PEDROALBUQUERQUE
concorda com esta acepção, completando que essa distribuição pode não serexclusiva, na medida em que o benefício em causa pode ser atribuído a diversas pessoas [vgcompropriedade], ou mediante a colaboração de outras pessoas [intermediação].
2
 
Direitos Reais – Lara Geraldes @ FDLSegundo
CARVALHO FERNANDES
, criticado por
PEDRO ALBUQUERQUE
, os direitosreais assegurariam, aos respectivos titulares, a realização de vantagens [interesses próprios]mediante o aproveitamento de utilidades proporcionadas por coisas determinadas. Esta noçãoparte da noção de “interesse” [na concepção tradicional de
JHERING
, relativamente aosdireitos subjectivos] que, como já
MENEZES CORDEIRO
afirmara, padece de contradiçõesintrínsecas e deve, por isso, ser afastada [“jurisprudência dos interesses”, diz-se].
§3: TEORIA GERAL
. Antes de analisarmos as principais posições doutrinárias, cumpreindicar os traços caracterizadores dos direitos reais: o seu objecto é a coisa corpórea; nãoexiste, correlativamente, qualquer vinculação a uma prestação; a individualidade do titular éabstracta e objectiva; preconiza a estreita vinculação da coisa ao direito real [a coisa nãopode ser separada do direito, independentemente da atitude de terceiros – inerência/sequela]. Por estas razões, entende
PEDRO ALBUQUERQUE
que, apesar da multiplicidade defiguras, existe efectivamente uma categoria unitária de direitos reais. Feita esta primeiraabordagem, podemos estabelecer a divisão tripartida entre as principais teorias gerais daestática dos direitos reais:
Teoria do poder directo: teoria clássica
o
O direito real é um poder que recai directamente sobre uma coisa.
o
Poder material: poder directo traduzir-se-ia em actos materiais, degozo, sobre a coisa, pressupondo a posse sobre esta [exercício depoderes de facto].
Crítica: existe poder material no comodato, vg, direitoobrigacional; quase todos os direitos reais de garantia e deaquisição não dão lugar à posse.
o
Poder imediato: o titular exerceria o direito e alcançaria o seu efeitoútil sem a intervenção de outrem. Influências de
SAVIGNY
[“o poderda vontade”] e de
JHERING
[“tutela do interesse”] na construção doconceito de direito subjectivo.
3

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