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PROCESSO CRIATIVO

PROCESSO CRIATIVO

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Capítulo
3O
 Processo Criativo
O
conceito de criatividade e
o
conceito da pessoa humana, plena, saudável e realizadora parecem cada vez mais próximos, e talvez acabem por tornar-se a mesma coisa.
Abraham Maslow (1976)
Existe uma tendência para pensar na criatividade como esfera para uns poucosescolhidos, pessoas possuidoras de lampejos de genialidade, que deixam sua marcaduradoura na humanidade. Nos pensamentos de Sócrates, de Platão, de Aristóteles, deBuda, de Santo Tomás de Aquino e de Descartes, de Russell, de Wittgenstein e de Bateson;na arte de Da Vinci, de Michelangelo, de Van Gogh, de Renoir, de Picasso e de Hockney;na poesia de Shakespeare, de Milton e de Keats; na música de Bach, de Beethoven, deMozart, de Tchaikovsky e de Stockhausen; nas teorias de Pitágoras, de Newton, deCopérnico, de Maxwell, de Einstein e de Hawking; nas invenções de Arquimedes, deGutenberg, de Watt, de Babbage, de Edison, de Dairnler e de Buckminster Fuller; e em miloutros nomes célebres cultuamos nossos “deuses da criatividade”.Contudo, destacando essas pessoas como criativas, sugerimos que nós, que nãodeixamos essas marcas na história, não somos criativos; ou, se somos criativos, o somosapenas ocasional e reduzidamente. Na verdade, embora possamos não ser como Da Vinciou Einstein, todos somos criativos - o tempo todo. Só que alguns de nós utilizamos nossacriatividade de formas que deixam uma marca visível e outros não."Criar" significa “dar existência”. A esse respeito, cada frase que pronunciamos éum ato de criação, a escolha de dar forma a um pensamento, de maneira a ser comunicado.Não importa se mil pessoas possam ter usado as mesmas palavras, ou palavras semelhantes,em outras épocas; nosso ato de criação é igualmente real. Ao ler essas palavras você estáexercitando a criatividade; você faz com que imagens e idéias criem existência na suamente. Você expressa criatividade em toda decisão que toma; seja na solução de umconflito, na organização de uma apresentação ou no preparo de uma refeição. O que querque façamos, estamos promovendo uma mudança no mundo, propiciando a existência denovas formas. Todo pensamento e toda ação por nós realizados são uma expressão decriatividade. Estar vivo é criar.A grande maioria de nós, via de regra, não considera criativos todas as nossas idéiase atos. Sentimos que a "verdadeira" criatividade tem de produzir idéias e formasinesperadas, "novas" no sentido de que ninguém mais as criou, e tem de causar um impactoduradouro no mundo. Mas uma pessoa que imaginasse a teoria da relatividade, semqualquer conhecimento da obra de Einstein, seria menos criativa do que ele? O próprioEinstein seria menos criativo se ninguém o tivesse levado a sério? Sem dúvida, algumas dasnossas expressões criativas são "novas" para o mundo, e poucos são os que podem deixaruma marca duradoura, mas, em termos dos processos interiores da mente, elas não são mais"criativas" do que qualquer outra das nossas criações.Se julgarmos a criatividade apenas segundo seus atributos exteriores - sua
 
originalidade e impacto - estaremos prestando um desserviço a nós mesmos. Nãopercebemos que em sua essência a criatividade é um processo interior que acontece semcessar dentro de todos nós. Quando nos deixamos aprisionar pela convicção de que nãosomos muito criativos, estamos sujeitos a adotar uma atitude que confirme essa crença.Provavelmente, não conseguiremos ver e apreciar a nossa própria criatividade, bloqueandoinconscientemente o seu fluxo natural e provando a nós mesmos que não somos muitocriativos. Podemos ter idéias, mas julgando-nos pouco criativos, ignoramos a nossaspróprias idéias - porque são nossas. Ralph Waldo Emerson explica esta questão de maneiraextraordinariamente sucinta no seu ensaio
 Autoconfiança:
Acreditar que seus pensamentos, acreditar que aquilo que é verdadeiro paravocê no âmago do seu coração é verdadeiro para todos os homens - isso é o gênio.Expresse a sua convicção latente, que esta deverá refletir o sentimento universal.Devíamos aprender a detectar e a observar essa centelha de luz que lampeja emnossa mente. Entretanto, descartamos nossas idéias sem nos darmos conta; elasvoltam para nós com certa majestade alienada. Amanhã um estranho dirá do alto doseu bom senso magistral, precisamente aquilo que pensamos e sentimos o tempotodo, e seremos forçados a aceitar envergonhados a nossa opinião dita por outrem.
Quantas vezes outra pessoa recebeu todo o crédito por uma idéia que há muitotempo tivéramos? A outra pessoa é considerada "criativa", enquanto nossas idéiaspermanecem ignoradas. Muitas vezes, subestimamos nossas idéias, as guardamos conosco enão nos guiamos por elas.Contudo, como logo veremos, o processo criativo envolve mais do que apenas teruma nova idéia; é também dar forma a esta idéia. Edison é venerado como o inventor dalâmpada elétrica. Mas ele fez muito mais do que simplesmente ter uma idéia brilhante;foram necessários anos de experiências e centenas de fiascos até ele conseguir produziruma lâmpada que funcionasse. Aqueles que confiam em suas idéias, percebem o valor dasmesmas e são fiéis a elas são os que expressam sua criatividade - e, desta forma, aquelesque consideramos "criativos". A criatividade não-expressa não é a criatividade quebuscamos.
Uma atitude parcial 
Nas áreas em que expressamos nossa criatividade, podemos considerá-la fluindoatravés de canais muito usados. Uma pessoa pode cozinhar bem, mas não se considerar tãocriativa em outras artes. Outra pessoa pode ter muitas idéias criativas em programação desistemas, mas sentir certo bloqueio quando se trata de treinar uma equipe. Outra ainda podeexpressar sua criatividade em desenho gráfico, mas não na solução de problemas, Nas áreasem que nossa criatividade flui com facilidade e livremente, aceitamos nossos dons edificilmente os percebemos. Todavia, atentamos para aquelas áreas em que estamosbloqueados, e de novo nos subestimamos como pouco criativos. Mais uma vez tornamos acriatividade alguma coisa especial, além de nós e do nosso alcance.Assim como muitos outros atributos humanos, nossa criatividade, em seus estágiosiniciais, pode ser frágil e vulnerável. Quando crianças, de maneira geral transbordamos decriatividade, inventando novos jogos, compondo novas frases, criando novos mundos emnossa imaginação, construindo castelos com lascas de madeira e fazendo amigos, Entãovamos para a escola, provavelmente na expectativa de que o aprendizado também possa serparte desse jogo criativo. Contudo, via de regra, o jogo gradualmente se perde. À medida
 
que "crescemos", o aprendizado torna-se mais sério. Nosso potencial criativo em geraltorna-se inativo, às vezes é negado e para a maioria canaliza-se em umas poucas direçõesaprovadas.Assim, não é de admirar que alguns de nós terminem a escola desapontados e comuma certa carência interior. A criatividade livre tomou-se um sonho perdido, umarecordação obscura do passado, agora substituída por uma aptidão altamente desenvolvidapara o pensamento racional.A mente lógica e a capacidade crítica sem dúvida constituem trunfos, sobretudoquando se trata da solução de problemas complexos. Contudo, o processo criativo tambémutiliza os aspectos não-racionais, ocultos e misteriosos da mente. O excesso de confiançanos modos racionais de pensamento pode ser um bloqueio adicional da nossa criatividadenatural. Sob seus piores aspectos, nossa inclinação à racionalidade tende a redundar emcinismo que nega qualquer criatividade que possa existir em nós.A criatividade é também uma atitude mental. É encorajada por uma abertura depensamento; pela disposição de conviver por algum tempo com idéias conflitantes e não tera solução de imediato; por uma curiosidade que busca informações e pela ânsia deaprender; pela valorização dos trabalhos do inconsciente e a disposição a brincar com aimaginação; e pela presteza em recuar e questionar suposições e crenças.Muitas vezes, para nós, ser criativo é ter uma idéia brilhante, uma percepçãorepentina, um" aha!". Mas a criatividade envolve muito mais que isso. Em geral, ela exigemuita reflexão, consciente e inconsciente, antes que a inspiração possa emergir. Einsteinponderou a respeito de alguns resultados experimentais inexplicáveis durante muitos anos,antes de chegar à Teoria Especial da Relatividade. A criatividade tampouco significa surgircom uma idéia nova ao final do processo. A idéia nova tem de ser expressa e receber umaforma, e isso também pode exigir muito tempo e trabalho.Aqueles que admiramos como pessoas" criativas", via de regra, são os quereconhecem a existência de um processo em andamento e dispõem-se a trabalhar com esteprocesso natural - enquanto de modo geral o resto de nós inadvertidamente entra em seucaminho.
 A criatividade como um processo
Para ver o processo criativo em ação, passaremos à análise de alguns "estimulantesdo intelecto" do tipo freqüentemente considerado um teste de "solução criativa deproblemas". Além de tentar solucionar o problema, tome consciência do processo que estáacontecendo, os estágios pelos quais você está passando. (Caso conheça as soluções detodos eles, veja se consegue recordar o processo pelo qual passou na primeira vez em quesolucionou esses problemas.)
Problema
1Você tem uma torta para dividir em oito pedaços iguais, mas só pode fazer trêscortes na torta. Como faz?Tente solucionar o problema antes de continuar a leitura.Provavelmente você pensa em si mesmo imaginando a torta, ou então desenhando-a, para sentir o problema.

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