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Massas, legitimação e sistema internacional.

Massas, legitimação e sistema internacional.

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Published by Strela DA Mata
Relections and doubts about mass movements in the South of the globe
Relections and doubts about mass movements in the South of the globe

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Categories:Types, Speeches
Published by: Strela DA Mata on Feb 01, 2011
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02/01/2011

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Massa popular legitima-se e toma as ruas de assalto.Quando no Irão de Amadinejad a fraude eleitoral foi denunciada pelo povo nas ruas,assistiu-se a muito mais do que a uma contestação e condenação de uma fraude eleitoral.A opressão fez-se representar pelos clássicos bastões dos guardiões do regime e os cidadãos interligados globalmente puderam dar o seu contributo na oposição a esta , ou pelo menos a sua atenção a uma questão supostamente alheia aos seus interesses quotidianos( mesmo quando já tinha caducado o prazo de validade mediática e sido retirado o tema da grelha dos noticiários).A surpresa foi geral, as mulheres sem véu manifestaram-se na rua em plenateocracia persa contemporânea. No entanto, o poder manteve-se inabalado e foi procurando legitimar-se pelo espectáculo do desafio a Obama e da basófia nuclear.Muitos deram como perdida a ideia da cidadania global, tendo em conta a dificuldade com que se deparavam os Foruns Sociais Mundiais em manter o ritmo da aderênciaglobal. De facto, a quebra foi evidente mas, não terá ficado o espírito que agora semanifesta no continente africano ? O espírito da alternativa na política, da criatividade e coragem cívica, da participação política popular. Serão ideias mortas?Entre o Setembro moçambicano e o Janeiro magrebino a juntar-se as ruas da Grécia, do Reino Unido, de Caracas, da França e os jovens de França; o que dizer desta transiçãode século? Aos que tinham desprezado a legitimidade das contestações que os subúrbios levaram a cabo e apontado para uma ausência de consciência política; o que vos digo agora? É tão democrático tomar a bastilha, como denunciar o ostracismo da urbanização contemporânea – essa escola de exclusão física e psicológica - ; como o é tomar a rua para nelaexigir a democracia e a alternância no poder. Ao estilo de Abril mas em 2011 e ainda mais a Sul.O que se passa na Tunísia? Os militares percebem o povo e lembram-se de quem são enquanto humanos, e ponderam , tal como na Turquia ou no Níger, servir de guardiões deum outro regime? Esse que trará mais liberdade e laicidade. Será? Veremos.E o sistema político internacional, como responde? Ninguém estará surpreendido com a posição da China (variável estruturalista nesta análise sistémica). Mas que efeito terá , nsua defesa de valores humanistas, o facto de um país passar a pertencer ao Conselho de Segurança das N.U.?Veremos que medidas serão usadas de novo para África. Essa África na qual, para além de pulularem tiranos, repetem-se genocídios sem que as N.U. ou a U.A. manifestem – pela acção – alguma vontade de humanizar o Globo. Não! O negócio fala mais alto. 10logramas de peso no Ruanda ou no Sudão não são a mesma coisa que 10 kilogramas de pesonos EUA ou em Auschvitz. O destino do dinheiro roubado aos cofres de Estado, esse poderá ser o mesmo: um paraíso fiscal.Por isso, consentia-se a ditadura na Tunísia, no Egipto, na Arábia Saudita; mas não no Iraque nem no Irão! Por isso democraticamente temos Berlusconi, Isaltinos, Felgueiras e Cavacos, Bushistas enraivecidos, Viktor Orban , Sarkozy, entre outras maravilhas do Norte. Destas podemos ter a certeza do que será de esperar enquanto exemplos democráticos e defensores da democracia dentro e fora do Ocidente. Estas referências ocidentais percebem de contabilidade e de fiscalidade. Sem dúvida! E de Liberdade? E de democracia?Mas o que há de comum entre o cidadão africano e o cidadão europeu? A vivência do resultado de uma taxa de desemprego em ascensão? O resultado de pacotes de políticas de austeridade de inspiração Bretton Woods? O FMI? Não será a precariedade, esta questão transversal a vários regimes? Não será este o legado dos últimos 20 ou 30 anos de política global? É coisa para se dizer : precários os quiseram, rebeldes os tiveram! E já agora: qual é a nacionalidade do desemprego? É residente ou nacional? Será a mesma do capital?Mas permanece a dúvida, o que resultará das revoltas magrebinas? Em Maputo recuou-seem certas políticas e o governo suspirou de alívio, assim como em Tripoli. Na Tunísia

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