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Desigualidade Das Riquezas, 01 02 2011

Desigualidade Das Riquezas, 01 02 2011

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Published by Fernandes Martinho
A desigualdade das riquezas é um dos problemas que inutilmente se procurará resolver, desde que se considere apenas a vida atual. A primeira questão que se apresenta é esta: Por que não são igualmente ricos todos os homens? Não o são por uma razão muito simples: por não serem igualmente inteligentes, ativos e laboriosos para adquirir, nem sóbrios e previdentes para conservar.
A desigualdade das riquezas é um dos problemas que inutilmente se procurará resolver, desde que se considere apenas a vida atual. A primeira questão que se apresenta é esta: Por que não são igualmente ricos todos os homens? Não o são por uma razão muito simples: por não serem igualmente inteligentes, ativos e laboriosos para adquirir, nem sóbrios e previdentes para conservar.

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02/03/2011

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Desigualdade das riquezas
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 Tema: desigualdade dasRiquezasFonte: Evangelho segundo o Espiritismo, XVI: Item, 8.NÃO SE PODE SERVIR A DEUS E A MAMONDesigualdade das riquezas
8. A desigualdade das riquezas é um dos problemas que inutilmente se procurará resolver, desde que seconsidere apenas a vida atual. A primeira questão que se apresenta é esta: Por que não são igualmente ricostodos os homens? Não o são por uma razão muito simples:
 por não serem igualmente inteligentes, ativos elaboriosos para adquirir, nem
 
sóbrios e previdentes para conservar.
E, alias, ponto matematicamente demonstrado que a riqueza, repartida com igualdade, a cada um dariauma parcela mínima e insuficiente; que,supondo efetuada essa repartição, o equilíbrio em pouco tempo estariadesfeito, pela diversidade dos caracteres e das aptidões; que, supondo-a possível e durável, tendo cada umsomente com que viver, o resultado seria o aniquilamento de todos os grandes trabalhos que concorrem para oprogresso e para o bem-estar da Humanidade; que, admitido desse ela a cada um o necessário, já não haveria oaguilhão que impele os homens às grandes descobertas e aos empreendimentos úteis.Se Deus a concentra em certos pontos, é para que daí se expanda em quantidade suficiente, de acordocom as necessidades. Admitido isso, pergunta-se por que Deus a concede a pessoas incapazes de fazê-lafrutificar para o bem de todos. Ainda aí está uma prova da sabedoria e da bondade de Deus. Dando-lhe o livre-arbítrio, quis ele que o homem chegasse, por experiência própria, a distinguir o bem do mal e que a prática doprimeiro resultasse de seus esforços e da sua vontade. Não deve o homem ser conduzido fatalmente ao bem,nem ao mal, sem o que não mais fora senão instrumento passivo e irresponsável como os animais.A riqueza é um meio de o experimentar moralmente. Mas, como, ao mesmo tempo, é poderoso meio deação para o progresso, não quer Deus que ela permaneça longo tempo improdutiva, pelo que
incessantemente adesloca.
Cada um tem de possuí-la, para se exercitar em utilizá-la e demonstrar que uso sabe fazer dela.Sendo, no entanto, materialmente impossível que todos a possuam ao mesmo tempo, e acontecendo,além disso, que, se todos a possuíssem, ninguém trabalharia, com o que o melhoramento do planeta ficariacomprometido,
cada um a possui por sua vez.
Assim, um que não na tem hoje, já a teve ou terá noutra existência; outro, que agora a tem, talvez não natenha amanhã. Há ricos e pobres, porque sendo Deus justo, como é, a cada um prescreve trabalhar a seu turno.A pobreza é, para os que a sofrem, a prova da paciência e da resignação; a riqueza é, para os outros, a prova dacaridade e da abnegação. Deploram-se, com razão, o péssimo uso que alguns fazem das suas riquezas, asignóbeis paixões que a cobiça provoca, e pergunta-se: Deus será justo, dando-as a tais criaturas?E exato que, se o homem só tivesse uma única existência, nada justificaria semelhante repartição dosbens da Terra; se, entretanto, não tivermos em vista apenas a vida atual e, ao contrário, considerarmos oconjunto das existências, veremos que tudo se equilibra com justiça.Carece, pois, o pobre de motivo assim para acusar a Providência, como para invejar os ricos e estespara se glorificarem do que possuem. Se abusam, não será com decretos ou leis suntuárias que se remediará omal.As leis podem, de momento, mudar o exterior, mas não logram mudar o coração; daí vem serem elas deduração efêmera e quase sempre seguidas de uma reação mais desenfreada. A origem do mal reside noegoísmo e no orgulho: os abusos de toda espécie cessarão quando os homens se regerem pela lei da caridade.
PONDERAÇÕES:
Primeiro temos de considerar que estamos num mundo de provas e expiações,
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daí se perguntar por que estamos num mundo de provas, daí já começamos a cogitar, ora se eu estou aqui é porque mereço por razões que Deus bem sabe, estou em missão para progredir e avançar na minha evolução e progresso espiritual.Então não vim a este mundo para gozar vida, engordar o corpo, repízar no próximo egoisticamentecomo se fosse o rei do mundo, dono de tudo, gritando sae da frente que eu quero passar, porque se assim fosse
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Estudo dado no Centro Espírita Joana d’Arc, a 01/ 02/ 2011;
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Evangelho segundo o Espiritismo, III: 13-15.
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o espírito não ia ganhar nada com isso e só ia ficar devedor a Deus por uma encarnação jogada fora sem seesforçar em seu progresso moral ou intelectual, preço da inércia em se confortar na sua acomodação..Sim, é triste ser pobre e ter de trabalhar para ganhar o pão de cada dia, especialmente se a pessoa nãotiver nenhum treinamento para o mercado de trabalho e ter de se sujeitar a pobrezas extremas, passar por humilhações, passar por vergonhas, por inferioridades perante o próximo, por fome, necessidades, mal vestido,muitas vezes com fome, com frio por não ter roupa adequada etc.E, porquê Deus permite isso; vejamos, não será porque noutras vidas passadas viveram no dolce-fare-niente e chegar a hora de Deus o obrigar a se esforçar para seu progresso moral e espiritual, porque se não vaipelo amor só vai pela dor,
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a dor é o aguilhão que empurra para a frente, não deixa a pessoa se acomodar.Nos dias de hoje graças a Deus, os Governos já estão promovendo escolas de ensino profissional paraos jovens ter alguma condição de entrar nalgum mercado de trabalho e estamos agradecidos por isso, de certaforma é uma caridade legalizada, porque antes disso os jovens só podiam seguir a careira de seus pais oucomercio de seus pais no caso de se eles as tivessem, senão filho de pobre já era predestinado ao nascer ser pobre também, mas hoje em dia as leis de fraternidade e solidariedade cresceram muito e os caídos estão sendoajudados, dependendo só de se eles aceitam a ajuda a eles oferecida, ao que às vezes é recusada por questãode orgulho, porém quando lhes é explicado que são direitos seus prescrito na Constituição, aí a oferta é aceita..Deus nos criou ‘simples e ignorantes’
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e no caminho da vida eterna do espírito Deus nos concede‘quantas reencarnações forem necessárias’,
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 para termos progresso incessante na nossa evolução espiritual.De acordo com a doutrina de Jesus, o progresso do espírito não lhe será tirado, pois ‘suas obras oseguem’,
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e ao desencarnar ele leva consigo os seus merecimentos e ao voltar noutra reencarnação ele trazconsigo seus bens espirituais, na forma de intuições, dons, inclinações, vocações, virtudes, aptidões, inteligência,senso do certo e do errado e conforme as riquezas do espírito ele reage no corpo carnal e apresenta seu caráter,sua personalidade, seu modo de ser, sua condição de ser humano, e quando enriquece com seus dons notáveisse diz: ‘quem é bom já nasce feito’, nisso o Espiritismo ensina que é porque o espírito já progrediu e temexperiência que brota de si na hora certa.Pois bem já nasce feito, mas não é que Deus o criasse melhor do que os outros por privilegio, mas por que ele trabalhou noutras vidas passadas e trouxe aproveitamentos, pois ‘onde seu coração está, lá estátambém seu tesouro’,
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seja moral ou intelectual.Os pais lhe dão o corpo, mas não o espírito,
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se o pai for inteligente, não quer isso dizer que por herança hereditária o espírito venha a ser também inteligente, pois pode ser um espírito pouco desenvolvidoatrasado que Deus o coloca nas mãos de pais evoluídos para ter chance de se desenvolver, com o carinho ecuidados dos pais, e deste modo também nestas leis de Deus pode haver espíritos superdotados filhos de gentehumilde e simples sem nenhum dom notável, eis por que é ‘a cada um segundo suas obras’.
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Daí, a desigualdade de riquezas no mundo, pois sempre há um melhor que outro em sua habilidade eavança mais no progresso, seja moral ou intelectual ou material, causando no próximo a apreciação do fato ouensejo de também chegar à mesma meta de posse, pelo seu próprio esforço e condição, mas infelizmente aosmais atrazados que não sejam moralizados esse desejo na inveja pode provocar querer o que não lhe pertence,daí as atitudes de roubar, furtar, matar, porém naqueles de boa moral espontaneidade na solidariedade, nafraternidade, a caridade, as instituições filantrópicas e do bem em grande variedade com funções específicascomo casas de órfãos, clinicas, fundações religiosas, sociedades, associações etc.O Mundo ainda está numa mistura do bem e do mal, porém a caminho de se regenerar;
conforme ohomem progride na moral e na inteligência ele avança um passo nas obras de Deus, fonte do amor..Olhando os tempos antigos o homem sofria bastante; a vida era mais do gênero ‘cada um por si’; hojeem dia o Governo dá educação aos nossos filhos, o Governo dá fundos de desemprego, o Governo dáaposentadoria aos idosos, o Governo dá auxilio de família aos mais pobres, e dá serviços de saúde, etc..Nota-se que há nações mais desenvolvidas nas idéias de auxilio aos direitos humanos ou de cidadãoque outras, mas a tendência é que todo o mundo um dia será igual nas idéias governamentais.progressivamente
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A Gênese, III: 5.
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O Livro dos Espíritos, Q., 115- 121.
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O Livro dos Espíritos, Q. 169.
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Apocalipse, XIV: 13.
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Mateus, VI: 21.
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O Livro dos Espíritos, Int. VI 12° parágrafo
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Mateus, XVI: 27.
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Evangelho segundo o espiritismo, III: 19.
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e evangelicamente no ‘amai-vos uns aos outros’, que é da Vontade de Deus e quem faz aos pequeninos o faz aDeus, e quem contribui aos pequenos, contribui para Jesus 
e dá vitória a Jesus na sua doutrina de amor por ele trazido ao Mundo a mando de nosso Pai.
.A desigualdade está visto que é derivado da grande variedade de graus dos espíritos que aqui habitam,há espíritos que estão mais para a inferioridade, mais para seu começo como espíritos e na diversidade ummontão de graus de ascensão de uns mais que outros, pois que embora o Mundo seja de ‘provas e expiações’,
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mesmo assim contém em si milhares de graduações de moral e de inteligência.Muitos sofrem neste mundo das influencias de uns aos outros, mas também há muitos que se beneficiamde uns aos outros. Mas aos poucos com tudo se renovando continuamente haverá uma média de cultura, deboas maneiras, de respeito, de tolerância, de moral, de ética, de amor de harmonia, de paz, de compreensãomutuamente, respeitosamente, sem preconceitos, injustiças nem julgamentos premeditados.E por que o Espiritismo pensa assim, é por que a Doutrina Espírita ensina que o Espírito evolui e temprogresso, 
pois que essa é a lei instituída por Deus, não é invenção, mas caso provado, caso estudado econvicto por teólogos, estudiosos e médiuns sérios e responsáveis.Deus é o mesmo ontem. Hoje e sempre,
 portanto não é que Deus mude suas opiniões ou suaVontade, trata-se aqui que quem está constantemente mudando é o homem, na sua evolução e desenvolvimentoespiritual, porquanto o homem é progressivo, ele se aperfeiçoa aos poucos e Deus lhe revela novos conceitosconforme ele cresce em entendimento, desenvolvimento intelectual e moral, aproveitando ao mesmo tempo oviver e conviver com Deus.
Deus, não nos criou para nos deixar ao abandono, como muitos julgam ter sido, mas nos acompanhacada passo de nossas vidas, de nossa evolução, de nosso progresso, pois não nos criou como robôs jáprogramados feitos, mas espíritos com ‘livre arbítrio’ 
e livres para crescermos a nosso próprio passo.De certo modo estamos programados, sim, mas é nosso próprio programa que muitos chamam de‘Karma’,
 pertinente ao Espírito que habita em nosso corpo, mas estamos constantemente fazendo decisões eesse ‘Karma’ vai se modificando para melhor, pois raciocinamos e retificamos nossas atitudes erronias porqueDeus nos criou como seres raciocinais perfectíveis.
* * * * *
Estudemos um pouco sobre causas e efeitos no capítulo quinto doEvangelho segundo o Espiritismo:
Justiça das aflições
3. Somente na vida futura podem efetivar-se as compensações que Jesus promete aos aflitos da Terra.Sem a certeza do futuro, estas máximas seriam um contra-senso; mais ainda: seriam um engodo. Mesmo comessa certeza, dificilmente se compreende a conveniência de sofrer para ser feliz. E, dizem, para se ter maior mérito. Mas, então, pergunta-se: por que sofrem uns mais do que outros? Por que nascem uns na miséria eoutros na opulência, sem coisa alguma haverem feito que justifique essas posições? Por que uns nadaconseguem, ao passo que a outros tudo parece sorrir? Todavia, o que ainda menos se compreende é que osbens e os males sejam tão desigualmente repartidos entre o vício e a virtude; e que os homens virtuosos sofram,ao lado dos maus que prosperam. A fé no futuro pode consolar e infundir paciência, mas não explica essasanomalias, que parecem desmentir a justiça de Deus...”
Causas atuais das aflições
4. De duas espécies são as vicissitudes da vida, ou, se o preferirem, promana de duas fontes bemdiferentes, que importa distinguir. Umas têm sua causa na vida presente; outras, fora desta vida.Remontando-se à origem dos males terrestres, reconhecer-se-á que muitos são conseqüência natural docaráter e do proceder dos que os suportam.
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Mateus, XXV: 40.
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João,VII: 16-29.
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Evangelho segundo o Espiritismo, III: 13-15.
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O Livro dos Espíritos, Q> 778-785.
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I João, I: 5.
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Atos, XVII: 28.
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O Livro dos Espíritos, Q. 843.
18
O Espiritismo não usa a palavra Carma, porém leis de causa e efeito, O Evangelho segundo o Espiritismo, capituloV.: .
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