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Trabalho de Filosofia - Platão

Trabalho de Filosofia - Platão

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Published by Cleberson Ramirio
Trabalho produzido pela E. E. Luiza Marcelina Branca Chaib em 2009
Trabalho produzido pela E. E. Luiza Marcelina Branca Chaib em 2009

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Published by: Cleberson Ramirio on Feb 03, 2011
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12/03/2012

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Platão
IntroduçãoDiscípulo de Sócrates, fundador da Academia e mestre de Aristóteles. Acredita-se queseu nome verdadeiro tenha sido Arístocles; Platão era um apelido que, provavelmente,fazia referência à sua característica física, tal como o porte atlético ou os ombros largos,ou ainda a sua ampla capacidade intelectual de tratar de diferentes temas. Πλάτος(plátos) em grego significa amplitude, dimensão, largura. Sua filosofia é de grandeimportância e influência. Platão ocupou-se com vários temas, entre eles ética, política,metafísica e teoria do conhecimento.VidaPlatão nasceu em Atenas, provavelmente em 427 a.C. e morreu em 347 a.C. um anoapós a morte do estadista Péricles. Seu pai, Aristão, tinha como ancestral o rei Codros esua mãe, Perictione, tinha Sólon entre seus antepassados. Inicialmente, Platãoentusiasmou-se com a filosofia de Crátilo, um seguidor de Heráclito. No entanto, por volta dos 20 anos, encontrou o filósofo Sócrates e tornou-se seu discípulo até a mortedeste. Pouco depois de 399 a.C., Platão esteve em Mégara com alguns outros discípulosde Sócrates, hospedando-se na casa de Euclides. Em 388 a.C., quando já contavaquarenta anos, Platão viajou para a Magna Grécia com o intuito de conhecer mais de perto comunidades pitagóricas. Nesta ocasião, veio a conhecer Arquitas de Tarento.Ainda durante essa viagem, Dionísio I convidou Platão para ir à Siracusa, na Sicília.Platão partiu para Siracusa com a esperança de lá implantar seus ideais políticos. Noentanto, acabou se desentendendo com o tirano local e retornou para Atenas.Em seu retorno, fundou a Academia. A instituição logo adquiriu prestígio e a elaacorriam inúmeros jovens em busca de instrução e até mesmo homens ilustres a fim dedebater idéias. Em 367 a.C., Dionísio I morreu, e Platão retornou a Siracusa a fim demais uma vez tentar implementar suas idéias políticas na corte de Dionísio II. Noentanto, o desejo do filósofo foi novamente frustrado. Em 361 a.C. voltou pela últimavez à Siracusa com o mesmo objetivo e pela terceira vez fracassa. De volta para Atenasem 360 a.C., Platão permaneceu na direção da Academia até sua morte, em 347 a.C.Pensamento PlatônicoEm linhas gerais, Platão desenvolveu a noção de que o homem está em contato permanente com dois tipos de realidade: a inteligível e a sensível. A primeira é arealidade imutável, igual a si mesma. A segunda são todas as coisas que nos afetam ossentidos, são realidades dependentes, mutáveis e são imagens das realidades inteligíveis.Tal concepção de Platão também é conhecida por Teoria das Idéias ou Teoria dasFormas. Foi desenvolvida como hipótese no diálogo Fédon e constitui uma maneira degarantir a possibilidade do conhecimento e fornecer uma inteligibilidade relativa aosfenômenos.Para Platão, o mundo concreto percebido pelos sentidos é uma pálida reprodução domundo das Idéias. Cada objeto concreto que existe participa, junto com todos os outros
 
objetos de sua categoria de uma Idéia perfeita. Uma determinada caneta, por exemplo,terá determinados atributos (cor, formato, tamanho etc). Outra caneta terá outrosatributos, sendo ela também uma caneta, tanto quanto a outra. Aquilo que faz com queas duas sejam canetas é, para Platão, a Idéia de Caneta, perfeita, que esgota todas as possibilidades de ser caneta. A ontologia de Platão diz, então, que algo é na medida emque participa da Idéia desse objeto. No caso da caneta é irrelevante, mas o foco dePlatão são coisas como o ser humano, o bem ou a justiça, por exemplo.O problema que Platão propõe-se a resolver é a tensão entre Heráclito e Parmênides: para o primeiro, o ser é a mudança, tudo está em constante movimento e é uma ilusão aestaticidade, ou a permanência de qualquer coisa; para o segundo, o movimento é que éuma ilusão, pois algo que é não pode deixar de ser e algo que não é não pode passar aser; assim, não há mudança.Por exemplo, o que faz com que determinada árvore seja ela mesma desde o estágio desemente até morrer, e o que faz com que ela seja tão árvore quanto outra de outraespécie, com características tão diferentes? Há aqui uma mudança, tanto da árvore emrelação a si mesma (com o passar do tempo ela cresce) quanto da árvore em relação aoutra. Para Heráclito, a árvore está sempre mudando e nunca é a mesma, e paraParmênides, ela nunca muda, é sempre a mesma e sua mudança é uma ilusão .Platão resolve esse problema com sua Teoria das Idéias. O que há de permanente emum objeto é a Idéia; mais precisamente, a participação desse objeto na sua Idéiacorrespondente. E a mudança ocorre porque esse objeto não é uma Idéia, mas umaincompleta representação da Idéia desse objeto. No exemplo da árvore, o que faz comque ela seja ela mesma e seja uma árvore (e não outra coisa), a despeito de sua diferençadaquilo que era quando mais jovem e de outras árvores de outras espécies (e mesmo dasárvores da mesma espécie) é a sua participação na Idéia de Árvore; e sua mudançadeve-se ao fato de ser uma pálida representação da Idéia de Árvore.Platão também elaborou uma teoria gnosiológica, ou seja, uma teoria que explica comose pode conhecer as coisas, ou ainda, uma teoria do conhecimento. Segundo ele, ao ver um objeto repetidas vezes, uma pessoa se lembra, aos poucos, da Idéia daquele objetoque viu no mundo das Idéias. Para explicar como se dá isso, Platão recorre a um mito(ou uma metáfora) segundo a qual, antes de nascer, a alma de cada pessoa vivia em umaestrela, onde se localizam as Idéias. Quando uma pessoa nasce, sua alma é "jogada" para a Terra, e o impacto que ocorre faz com que esqueça o que viu na estrela. Mas, aover um objeto aparecer de diferentes formas (como as diferentes árvores que se podever), a alma se recorda da Idéia daquele objeto que foi visto na estrela. Tal recordação,em Platão, chama-se anamnesis.A reminiscênciaUma das condições para a indagação ou investigação acerca das Idéias é que nãoestamos em estado de completa ignorância sobre elas. Do contrário, não teríamos nem odesejo nem o poder de procurá-las. Em vista disso, é uma condição necessária, para talinvestigação, que tenhamos em nossa alma alguma espécie de conhecimento oulembrança de nosso contato com as Idéias (contato esse ocorrido antes do nosso próprionascimento) e nos recordemos das Idéias ao vê-las reproduzidas palidamente nas coisas.
 
Deste modo, toda a ciência platônica é uma reminiscência. A investigação das Idéiassupõe que as almas preexistiram em uma região divina onde contemplavam as Idéias.Podemos tomar como exemplo o Mito da Parelha Alada, localizado no diálogo Fedro,de Platão. Neste diálogo, Platão compara a raça humana a carros alados. Tudo o quefazemos de bom, dá forças às nossas asas. Tudo o que fazemos de errado, tira força dasnossas asas. Ao longo do tempo fizemos tantas coisas erradas que nossas asas perderamas forças e, sem elas para nos sustentarmos, caímos no Mundo Sensível, onde vivemosaté hoje. A partir deste momento, fomos condenados a vermos apenas as sombras doMundo das Idéias.Amor  No Simpósio, de Platão, Sócrates revela que foi a sacerdotisa Diotima de Mantinea queo iniciou nos conhecimentos e na genealogia do amor. As idéias de Diotima estão naorigem do conceito socrático-platônico do amor.ConhecimentoPlatão não buscava as verdadeiras essências da forma física como buscavam Demócritoe seus seguidores. Sob a influência de Sócrates, ele buscava a verdade essencial dascoisas. Platão não poderia buscar a essência do conhecimento nas coisas, pois estas sãocorruptíveis, ou seja, variam, mudam, surgem e se vão. Como o filósofo busca averdade plena, deve buscá-la em algo estável, nas verdadeiras causas, pois logicamentea verdade não pode variar e, se há uma verdade essencial para os homens, esta verdadedeve valer para todas as pessoas. Logo, a verdade deve ser buscada em algo superior.Como seu mestre Sócrates, Platão busca descobrir as verdades essenciais das coisas. Ascoisas devem ter um outro fundamento, além do físico, e a forma de buscar estasrealidades vem do conhecimento, não das coisas mas do além das coisas. Esta buscaracional é contemplativa. Isto significa buscar a verdade no interior do próprio homem,não meramente como sujeito particular, mas como participante das verdades essenciaisdo ser.O conhecimento era o conhecimento do próprio homem, mas sempre ressaltando ohomem não enquanto corpo, mas enquanto alma. O conhecimento contido na alma era aessência daquilo que existia no mundo sensível. Portanto, em Platão, também a técnicae o mundo sensível eram secundários. A alma humana enquanto perfeita participa domundo perfeito das idéias, porém este formalismo só é reconhecível na experiênciasensível.Também o conhecimento tinha fins morais, isto é, levar o homem à bondade e àfelicidade. Assim a forma de conhecimento era um reconhecimento, que faria o homemdar-se conta das verdades que sempre possuíra e que o levavam a discernir melhor dentre as aparências de verdades e as verdades. A obtenção do autoconhecimento eraum caminho árduo e metódico.Quanto ao mundo material, o homem poderia ter somente a doxa (opinião) e téchne(técnica), que permitia a sua sobrevivência, ao passo que, no mundo das idéias, ohomem pode ter a épisthéme, o conhecimento verdadeiro, o conhecimento filosófico,.

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