A INFORMAÇÃO COM CREDIBILIDADE
Jornalista Responsável e Editora:
Tânia Cecília Tavares CasquelMTB 23.291Rua Epitácio Pessoa, 440-c - CentroSão Manuel - CEP 18.650-000
DEPARTAMENTO COMERCIALCLASSIFICADOS - ASSINATURASATENDIMENTO AO LEITOR
(14) 3841-4459
e-mail: redacao@odebateregional.com.br
Diretora:
Tânia Cecília Tavares Casquel
Diretora Administrativa:
Antônia Miths Gerzely
Diretor Jurídico:
Dr. Sílvio Roberto MazettoOAB/SP 89.053
Periodicidade:
Semanal
Impressão:
JS Produções GráficaAs matérias assinadas nãorepresentam a opinião deste jornal. Na forma da legislação emvigor, a Direção de O Debate nãose responsabiliza por conceitosemitidos em artigos assinados.
S
ão Manuel, nos últimostempos, vem enfrentandouma onda de crimes quesuperam as expectativas, justamente por ser um mu-nicípio pequeno, com poucomais de 38 mil habitantes. Onoticiário veiculado por este jornal e pela Rádio Clube deSão Manuel testemunha o queestamos dizendo.A cidade conta com trêsórgãos dedicados a conter os crimes, a investigá-los edesvendá-los, bem como a pre-venir suas ocorrências: PolíciasMilitar e Civil e a Guarda CivilMunicipal.Todos esses órgãos lidamcom diculdades as mais di-versas para cumprir as suasfunções. Isso vai desde a faltade um efetivo compatível até, por vezes, a falta de veículosque possam dar conta das bus-cas que sempre são necessárias.De toda maneira, o esforço dos policiais, civis e militares, bemcomo dos guardas civis muni-cipais é visível e respeitado, eeles conseguem bons êxitos emsuas ações, muitas vezes quaseque milagrosamente.A omissão dos governantesna segurança pública dos esta-dos e municípios faz com que amaioria da população brasileiraviva assombrada pela violên-cia. E aqui em São Manuel nãoé diferente. A população vivetemerosa.Dados recentes divulgados pelo Instituto de Pesquisa Eco-nômica Aplicada (Ipea), dãoconta de que nove em cadadez brasileiros têm medo deser vítima de crimes como ho-micídio, assalto a mão armadae arrombamento de residência.O temor é intenso para cerca de70% das pessoas e um poucomenor para cerca de 20%. Oreceio de agressão física é co-mum a 70% dos entrevistados.A falta de investimentos nosetor é o que causa essa sensa-ção de insegurança dos cida-dãos, e o coloca nessa situaçãocrítica. Por isso é importanteque o próprio governo munici- pal local assuma a coordenaçãode uma política de segurança pública para o município, atémesmo definindo uma linhade investimentos, no caso paraa Guarda Civil Municipal,desde muito abandonada. Isso poderia minorar a insegurançada população.Os dados do Ipea, compila-dos no Sistema de Indicadoresde Percepção Social sobreSegurança Pública (Sips), mos-tram também que o sentimentoda população em relação àcriminalidade varia conformea região. Mas é evidente queexiste em todo lugar, inclusiveaqui em São Manuel.A pesquisa ainda revela queas mulheres têm mais medode serem mortas do que oshomens. O temor também émaior entre os que não foramvítimas de algum tipo de crimenos últimos 12 meses. O arrom- bamento de moradias preocupamenos a classe média e mais os pobres e os ricos: têm muitomedo desse crime 71,8% dosque ganham até dois saláriosmínimos e 76,3% dos querecebem acima de 20 salários.Tudo isso nos leva a ana-lisar mais especificamente aGuarda Civil Municipal de São
São Manuel,
sexta-feira
- 4 de fevereiro de 2011
2
A
A Guarda Civil Municipal e asegurança dos são-manuelenses
O que a população espera é que a administração Baroni dê, efetivamente, toda assistência necessáriaà nossa Guarda Municipal, coisa que seu antecessor, Flavinho Silva, não fez. Nossa cidade carece de mais segurança. E a GCM, ao lado das Polícias Civil eMilitar da cidade, pode ajudar bastante na soluçãodesses problemas.Sabe-se que a GCM do município vem sendotratada como “coisa desnecessária”, mantendo, por exemplo, um dos veículos do órgão, quebrado,durante meses. Outro veículo que precisa de ma-nutenção, leva os guardas a recorrerem aos seus próprios recursos, fazendo “vaquinhas” para custear os reparos.
O
PINIÃO
Janeiro de 2011 será ummês lembrado por todos os brasileiros e por todo mundo.Parafraseando o ex-presidenteLula, nunca antes na históriadeste país se viu uma tragédiacomo essa. O mês de janeiro,marcado pelo calor e altaumidade, trouxe um volumeinesperado de água para aregião serrana do Rio. Mo-radores do local há mais deoitenta anos viram, da noite para o dia, suas histórias devida destruídas.O local da tragédia, paraquem o conheceu, é de belezaímpar, procurado por muitosturistas do Brasil e do mundo para um verdadeiro retiro nomeio da oresta. Casas resi-denciais e de veraneio, comér-cio, hotéis de luxo, pousadas,restaurantes, tudo destruídoem fração de segundos. Masserá que isso era esperado?Quem são os responsáveis? Anatureza agiu sozinha?Moradia é um direitoconstitucional. O artigo 5º daC.F. garante aos brasileirose estrangeiros residentes no país o direito à propriedade. OGoverno Federal, através dosconvênios que faz com as ins-tituições nanceiras, garanteo acesso à casa própria.Para dar efetividade aodireito à moradia alguns con-vênios são firmados comas prestadoras de serviços públicos e com os Estados eMunicípios, consistentes nofornecimento de água, luz, pavimentação, saneamento básico e infra-estrutura: esco-las, hospitais, postos de saúde.Assim também ocorreu noslocais das tragédias.Desta forma desde a pri-meira casa construída o Mu-nicípio falhou no seu dever de scalização e com o passar dos anos, mesmo que semautorização expressa do Poder Público para a construção, omesmo foi omisso e coniven-te com o desenvolvimentolocal. Omisso, pois “fechouos olhos” para o desenvol-vimento urbano e conivente, pois forneceu tudo: água, luz,asfalto, telefone, crechês,hospitais, posto de saúde, etaxou a todos com os carnesde IPTU e demais serviços públicos, sem, contudo, pla-nejar a ocupação do solo.O artigo 5º arma que nin-guém poderá ser privado desua propriedade, a não ser noscasos especicados por lei eóbvio no caso de inadimplên-cia, porém no inciso XXVassegura a autoridade compe-tente o poder de usar de pro- priedade particular, assegura-da ao proprietário indenizaçãoulterior, se houver dano. Os projetos encomendados aosgeólogos e ambientalistasdurante anos armavam queuma parcela signicativa dasmoradias construídas nasáreas de várzea e nas encostasestavam em local crítico eque era necessário o deslo-camento dessas famílias paraáreas seguras. Com fulcro no preceito constitucional supra,as famílias deveriam ter sidoretiradas de suas moradias, elevadas para outro lugar. Suascasas deveriam ter sido derru- badas e as áreas danicadasrecuperadas, recuperando-seo ecossistema do local. Masnada foi feito.Culpar única e exclusi-vamente o Poder Público,também não adianta. O po- bre constrói do jeito que dáe como pode, sem nenhumaassistência técnica. E os ricoscujas mansões foram por águaabaixo? Tiveram orientaçõesde engenheiros e arquitetos,os quais tem a obrigação desaber onde constroem paraadequar a construção ao tipode solo. Essas pessoas sabiamque estavam construindoonde não poderiam, e aí maisuma vez falhou o poder dafiscalização e o bom sensodaqueles que podem escolher onde edicar.O direito à moradia não pode sobrepor-se ao direito àvida, pela qual o Estado tam- bém é responsável. A tragédia poderia ser evitada, se desdeo início o Estado não fosseomisso. Afinal, meia dúziade casas no meio da orestanão danica o ambiente, masmilhares delas com certezatrazem um impacto ambientalque merece toda a atenção doPoder Público e das pessoasque se dizem ambientalistas,cujas casas também foramdestruídas.O artigo 37, § 6º da Cons-tituição Federal traz explícitaa responsabilidade civil obje-tiva do Estado armando queas pessoas de direito públicoresponderão pelos danos cau-sados a terceiros, agindo ora pela omissão e ora pela açãoo Poder Público deixou ascidades à mercê da própriasorte e não adianta culpar anatureza, pois esta apenas sedefendeu da invasão.Quando os homens respei-tarem a natureza e deixaremsuas ambições de lado para praticar o bem em prol dasociedade, tragédias comoessas carão no passado e os preceitos constitucionais nãoserão apenas letras decora-tivas num livrinho chamadoConstituição.
– Rio de Janeiro
Direito em Debate
Por Drª. Edilaine Rodrigues de Góis Tedeschi
direitoemdebate@odebateregional.com.br
C o l a b o r a d o r e s p o n t â n e o
Manuel, em relação aos acon-tecimentos que têm envolvidoo órgão nos últimos meses.Começa pela saída da GCM dolocal onde estava instalada hámuitos anos, ao lado do prédioonde existiam diversas repar-tições municipais, inclusive aDiretoria de Saúde.Consta que para alojar aDiretoria de Pessoas com De-ciência,a administração municipalresolveu transferir a sede daGCM para dependências da an-tiga Cafenoel. Nesse local, háalgum tempo, houve a ocorrên-cia de goteiras e inltrações ea Guarda precisou ir para outrolugar. Desta feita, os guardasforam deslocados para a sededo antigo Tiro-de-Guerra deSão Manuel, fechado à épocado ex-prefeito Flavinho Silva.Local para onde, inicialmente,deveria ser transferido o Pro- jeto Luz, o que não foi feitoaté hoje.Sabe-se que a GCM domunicípio vem sendo tratadacomo “coisa desnecessária”,mantendo, por exemplo, umdos veículos do órgão, que- brado, durante meses. Outroveículo que precisa de ma-nutenção, leva os guardas arecorrerem aos seus própriosrecursos, fazendo “vaquinhas” para custear os reparos. Issotudo, além da falta de umefetivo consistente, o que éreclamado há tempos.Enquanto os problemas pre-ocupam, os responsáveis pelaGCM prosseguem sua luta paraaprimorar a atuação dos seusintegrantes. Tanto que no últi-mo nal de semana houve emnossa cidade um treinamentodos nossos guardas, por inte-grantes do GAPE – Grupo deAções Preventivas Especiais.Para concluir, o que a popu-lação espera é que a adminis-tração Baroni dê, efetivamente,toda assistência necessária ànossa Guarda Municipal, coisaque seu antecessor, FlavinhoSilva, não fez. Nossa cidadecarece de mais segurança. Ea GCM, ao lado das PolíciasCivil e Militar da cidade, podeajudar bastante na soluçãodesses problemas.
Bloco de Notas
Por Gildo Sanches
blocodenotas@odebateregional.com.br blogdogildo.blogspot.com
C o l a b o r a d o r e s p o n t â n e o
Milton Monti
O deputado federal MiltonMonti tomou posse no dia1º, em Brasília, de seu quartomandato, reeleito que foi emoutubro passado, com umaexpressiva votação. Logo apósa posse, ele falou aos ouvintesda Rádio Clube de São Manuel,entrevistado pela jornalistaTânia Casquel. À noite, a TVTem, através do jornal Tem Notícias, também entrevistouo deputado são-manuelense,que disse ser contra a volta daCPMF e que um de seus prin-cipais objetivos é trazer para anossa região o Gasoduto, queoferecerá combustível limpoe mais barato para as nossasindústrias. Miltinho foi pres-tigiado por grande número deadmiradores que estiveram emBrasília, assistindo à sua posse.
Comandos
O PT e o PMDB, base desustentação do governo Dil-ma, fizeram os presidentesdo Senado e da Câmara paraos próximos dois anos. JoséSarney (PMDB-AP) foi eleito para presidir o Senado pelaquarta vez. Recebeu 70 votos.Com 375 votos, Marco Maia(PT-RS), venceu na Câmara.
Mundo anormal
O Banco Central do Brasil au-mentou sua caixa de ferramen-tas para lidar com um mundoque escapou da normalidade. No cenário internacional, àexcessiva liquidez associa-se arisco real de estagnação em al-gumas economias européias. Ehá países com regime de câm- bio inexível, como a China.
Banco PanAmericano
Sócia do PanAmericano, bancovendido por Silvio Santos aoBTG Pactual, a Caixa Econô-mica Federal pôs a disposiçãoda instituição um “chequeespecial” de R$ 8 bilhões. Esselimite de crédito faz parte deum acordo com o novo contro-lador. O Fundo Garantidor deCrédito, que reúne os bancosdo país, assumirá a rombo deR$ 3,8 bilhões.
Educação
O número de formandos noscursos que preparam docentes para os primeiros anos da edu-cação básica, como Pedagogiae Normal Superior, caiu 50%,de 103 mil para 52 mil, entre2005 e 2009, segundo censodo MEC. Também houve que-da – de 77 mil para 64 mil - nonúmero de graduandos emlicenciaturas, que atuarão noensino médio e nos últimosanos do fundamental. Notíciaruim.
Revolta no Egito
Após os maiores protestos já realizados no Egito e umamensagem do presidente Ba-rack Obama, pressionando pelatransição pacífica, o ditador Hosni Mubarak anunciou quenão vai concorrer a seu sextomandato, em setembro. Masgarantiu que não renuncia,como exige a oposição:
“Esteé meu país, onde vivi, lutei edefendi sua terra. Vou morrer neste território”
, disse ele.
Desagrado
O Nobel da Paz MohamedElBaradei deu um ultimato atéhoje para que Hosni Mubarak saia. O pronunciamento deMubarak desagradou e foi mui-to vaiado por manifestantes,que sacudiam sapatos no ar, prometendo nova marcha atéo palácio presidencial, no queestá sendo chamado de “sexta-feira da despedida”. A famíliado ditador já deixou o país eestá instalada em Londres.
Eliminado
O Corinthians foi vergonho-samente eliminado da CopaLibertadores da América peloTolima, da Colômbia. Torce-dores caram revoltados. Alémdos muros pichados no ParqueSão Jorge, o Corinthians teve prejuízos também no CT doParque Ecológico, na zona les-te de São Paulo, eles invadiramo local e quebraram carros de jogadores e de funcionários doclube. Janelas, para-choques efaróis viraram alvos dos vânda-los. Para muitos este ano está perdido para o Corinthians.
Concurso
Na última semana, o MinistérioPúblico de São Paulo (MP/SP) publicou, no Diário Oficial paulista, o regulamento do con-curso para ingresso na carreirade promotor. O documento,com data de 10 de janeiro, émais um indício de que o órgãodeverá abrir o processo seletivoem breve. O setor de concursosda instituição explicou que a proposta de abertura de pro-cesso seletivo deverá ainda ser aprovada pelo órgão especialdo Colégio de Procuradoresda Justiça, para que, só emseguida, o procurador-geral deSão Paulo, Fernando GrellaVieira, autorize a realizaçãodo processo. Mais informaçõesno Jornal dos Concursos, nas bancas.
Recado Final:
“Não possuir algumas das coisas que dese- jamos é parte indispensável da felicidade”
– (BertrandRussell)