Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more
Download
Standard view
Full view
of .
Save to My Library
Look up keyword
Like this
5Activity
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
Monografia - Um Silencio de Morte sobre o Inicio da Vida - Hermes Rodrigues Nery

Monografia - Um Silencio de Morte sobre o Inicio da Vida - Hermes Rodrigues Nery

Ratings: (0)|Views: 510 |Likes:
Published by Cavaleiro Do Templo

More info:

Published by: Cavaleiro Do Templo on Feb 04, 2011
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

03/31/2013

pdf

text

original

 
 1 
MONOGRAFIA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM BIOÉTICA,PELA PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA (PUC-RJ), EMCURSO PROMOVIDO PELA CONFERÊNCIA NACIONALDOS BISPOS DO BRASIL (CNBB) E PONTIFÍCIA ACADEMIAPARA A VIDA – 28 de janeiro de 2011
Da esq. Para a dir.: Dr. Cláudio Fonteles (propositor da ADIN 3510), Jaime Ferreira Lopes (Vice-Presidente do Movimento Nacional pelaCidadania Brasil Sem Aborto, Deputado Federal Miguel Martini (PHS-MG)e Prof. Hermes Rodrigues Nery, Coordenador da Comissão Diocesana emDefesa da Vida e Movimento Legislação e Vida, da Diocese de Taubaté, em27 de maio de 2008, durante audiência pública na Câmara dos Deputados(Brasília), sobre a ADIN 3510
 
 2 
“UM SILÊNCIO DE MORTE SOBRE OINÍCIO DA VIDA”
Hermes Rodrigues Nery
Uma breve reflexão sobre o voto do ministro Carlos Ayres Brito, doSupremo Tribunal Federal, autorizando o uso de células-troncoembrionárias para fins de pesquisa científica e terapia no Brasil 
Desde 1827, com a publicação da obra epistolar De
Ovi Mammaliumet Hominis Genesis (Sobre o óvulo dos mamíferos e a origem do Homem)
,de Karl Ernst Von Baer (1792-1876), que a ciência tem comprovado oinício da vida humana desde a fecundação. É uma constatação, portanto,científica, validada por outros experimentos do século 20, corroboradapelos avanços biotecnológicos obtidos por aqueles que investem naclonagem reprodutiva.
Em caso de eficácia da clonagem humana, serápreciso viabilizar as condições culturais para a aceitação daquilo quehoje é visto como horror, daí o trabalho a longo prazo promovido por“fortes correntes culturais, econômicas e políticas”
 
1
, na desconstruçãodo conceito antropológico de natureza e pessoa humana; e nadisseminação de uma mentalidade cada vez mais secularizada eeficientista (especialmente adversa à Cristandade), para se chegar a umgrau menor de resistência à manipulação da vida.
Por isso, tais forçasconvergem investimentos e ações sistematizadas no esforço de desmontedas estruturas civilizacionais do direito natural, e na arquitetura de umaengenharia social, tecnicamente planejada e controlada para umcompleto domínio da vida. Nesse sentido, assombra o perigo de umfundamentalismo cientificista, com a aplicação do conhecimento semnenhum critério ético ou moral, mas apenas com fins hedonistas eutilitários, atendendo os interesses ideológicos de sistemas políticostotalitários (inclusive com roupagem democrática). Não se teme mais ofuror da
hybris
, nada mais parece conter a
libido sciendi 
. É Fausto quedeseja a plenitude das satisfações terrenas.
Im Anfang war die Tat! (“Nocomeço era a Ação!” – Goethe, Faust, I
)
2
.
Mas que ação, que quer ser, elamesma, causa de si própria?
 
 3 
E então, ficam algumas interrogações: “A pesquisa científica, queconta com um apoio político e tecnológico imenso, representa o
 pecado final 
da civilização ocidental? Ou ela é o Graal que buscamos como únicaforma remanescente de salvação? Essas duas afirmações constitueminterpretações legítimas do atual estado da ciência e da tecnologia?”
3
Ofato é que “qualquer problema que hoje possa surgir acerca do aspectosocial das descobertas científicas e das aplicações tecnológicas pede acontribuição de diversas ciências”
4
. Daí a relevância da bioética, nareflexão e nas tomadas de decisão, especialmente sobre a aplicação doconhecimento científico, pois “o valor da ciência está em seus frutos, emseus efeitos sobre nossas vidas, mais para o bem do que para o mal”
5
. Enesse sentido, a experiência histórica nos adverte: muitas vezes, asmelhores promissões podem nos causar as piores apreensões. Depois deHiroshima, Einstein se tornou um Hamlet: “deveríamos ter fabricado eutilizado a bomba atômica?”
6
 
Preferir o conhecimento, mesmo sombrio e terrível, sem padecerde dores morais ou incômodos de consciência
Em 1952, o físico Edward Teller não teve escrúpulos em desenvolvere apoiar a detonação da bomba de hidrogênio (mil vezes maisdevastadora que a de Hiroshima) no atol de Eniwetok. Muitos anosdepois, em 1994, afirmara numa entrevista que “em nenhumacircunstância deve se preferir a ignorância ao conhecimento –
especialmente
quando o conhecimento é terrível”.
7
Este foi o mesmoraciocínio e lógica do ministro do Supremo Tribunal Federal, Carlos AyresBrito, ao permitir o uso de células-tronco embrionárias para fins depesquisa científica e terapia no Brasil, tendo sido enfático nesteposicionamento que “não padece de dores morais ou incômodos deconsciência”
8
.
Ao julgar improcedente a ação direta deinconstitucionalidade (ADIN 3510), proposta pelo então ProcuradorGeral da República, Dr. Cláudio Lemos Fonteles, Carlos Ayres Britoconsiderou a ADIN 3510 “a causa mais importante da história desteSupremo Tribunal Federal
”.
9
E acrescentou: “é a primeira vez que umTribunal Constitucional enfrenta a questão do uso científico-terapêuticode células-tronco embrionárias. Causa cujo desfecho é de interesse detoda a humanidade. Causa ou processo que torna, mais que todos osoutros, esta nossa Corte Constitucional
uma casa de fazer destino
.”
10

Activity (5)

You've already reviewed this. Edit your review.
1 hundred reads
1 thousand reads
Gêsa Cavalcanti liked this
Polyana Sena liked this
Hellen Queiroz liked this

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->