Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more ➡
Download
Standard view
Full view
of .
Add note
Save to My Library
Sync to mobile
Look up keyword
Like this
44Activity
×
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
figuras de linguagem e funções de linguagem

figuras de linguagem e funções de linguagem

Ratings: (0)|Views: 12,628|Likes:
Figuras de Linguagem e Funções da Linguagem. Resumo teórico. Literatura e Redação.
Figuras de Linguagem e Funções da Linguagem. Resumo teórico. Literatura e Redação.

More info:

Categories:Types, School Work
Published by: Marcelo Maciel de Almeida on Feb 06, 2011
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, DOC, TXT or read online from Scribd
See More
See less

04/15/2013

pdf

text

original

 
 ______________________________________________________________________________________________ 
FIGURAS DE LINGUAGEM1- FIGURAS SONORAS:1.1- Aliterão:
repetição de sonsconsonantais (consoantes).
 
Cruz e Souza é omelhor exemplo deste recurso. Uma dascaracterísticas marcantes do Simbolismo,assim como a sinestesia. Ex: "(...) Vozesveladas, veludosas vozes, / Vopias dosviolões, vozes veladas / Vagam nos velhosrtices velozes / Dos ventos, vivas, s,vulcanizadas." (fragmento de Vioes quechoram. Cruz e Souza)
1.2- Assonância:
repetição dos mesmos sonsvocálicos. Ex: (A, O) - "Sou um mulato natono sentido lato mulato democrático do litoral."(Caetano Veloso) (E, O) - "O que o vago eincógnito desejo de ser eu mesmo de meu ser me deu." (Fernando Pessoa)
1.3- Paranomásia:
o emprego de palavras parônimas (sons parecidos). Ex: "Com tais premissas ele sem vida leva-nos às primícias" (Padre Antonio Vieira)
1.4- Onomatopeia:
criação de uma palavra para imitar um som. Ex: A língua do nhem"Havia uma velhinha / Que andavaaborrecida / Pois dava a sua vida / Para falar com alguém. / E estava sempre em casa / A boa velhinha, / Resmungando sozinha: / Nhem-nhem-nhem-nhem-nhem..." (CeliaMeireles)
2- FIGURAS DE SINTAXE:2.1- Elipse:
omissão de um termo ouexpressão facilmente subentendida. Casosmais comuns:
a) pronome sujeito, gerandosujeito oculto ou implícito:
iremos depois,compraríeis a casa?;
b) substantivo
- acatedral, no lugar de a igreja catedral;Maracanã, no ligar de o estádio Maracanã;
c)preposição
- estar bêbado, a camisa rota, ascaas rasgadas, no lugar de: estar bêbado,com a camisa rota, com as calças rasgadas;
d)conjunção
- espero você me entenda, no lugar de: espero que você me entenda;
e) verbo
-queria mais ao filho que à filha, no lugar de:queria mais o filho que queria à filha. Emespecial o verbo dizer em diálogos - E o rapaz:- Não sei de nada !, em vez de E o rapaz disse:
2.2-Zeugma:
omissão (elipse) de um termoque apareceu antes. Se for verbo, podenecessitar adaptações de número e pessoaverbais. Utilizada, sobretudo, nas or.comparativas. Ex: Alguns estudam, outrosnão, por: alguns estudam, outros nãoestudam. / "O meu pai era paulista / Meu avô, pernambucano / O meu bisavô, mineiro / Meutataravô, baiano." (Chico Buarque) - omissãode era
2.3- Hipérbato:
alteração ou inversão daordem direta dos termos na oração, ou dasorações no período. São determinadas por ênfase e podem até gerar anacolutos. Ex:Morreu o presidente, por: O presidentemorreu. Obs1.: Bechara denomina esta figuraantecipação. Obs2.: Se a inversão for violenta,comprometendo o sentido drasticamente,Rocha Lima e Celso Cunha denominam-nasínquise Obs3.: RL considera anástrofe umtipo de hipérbato
2.4- Anástrofe:
anteposição, em expressõesnominais, do termo regido de preposição aotermo regente. Ex: "Da morte o manto lutuosovos cobre a todos.", por: O manto lutuoso damorte vos cobre a todos. Obs.: para RochaLima é um tipo de hipérbato
2.5- Pleonasmo:
repetição de um termo jáexpresso, com objetivo de enfatizar a ideia.Ex: Vi com meus próprios olhos. "E rir meuriso e derramar meu pranto / Ao seu pesar ouseu contentamento." (Vinicius de Moraes), Ao pobre não lhe devo (OI pleonástico) Obs.: pleonasmo vicioso ou grosseiro - decorre daignoncia, perdendo o cater entico(hemorragia de sangue, descer para baixo)
2.6- Assíndeto:
ausência de conectivos deligação, assim atribui maior rapidez ao texto.Ocorre muito nas or. coordenadas. Ex: "Nãosopra o vento; o gemem as vagas; omurmuram os rios."
2.7- Polissíndeto:
repetição de conectivos naligação entre elementos da frase ou do período. Ex: O menino resmunga, e chora, eesperneia, e grita, e maltrata. "E sob as ondasritmadas / e sob as nuvens e os ventos / e sobas pontes e sob o sarcasmo / e sob a gosma e ovômito (...)" (Carlos Drummond de Andrade)
ESCOLA ESTADUAL PAULO JOSÉ DERENUSSON – “Vencendo desafios,conquistando vitórias”PROF. MARCELO MACIEL DE ALMEIDANome: ________________________________________________________ nº: _____ FIGURAS DE LINGUAGEM E FUNÇÕES DE LINGUAGEM
 
2.8- Anacoluto:
termo solto na frase,quebrando a estruturação lógica. Normalmente, inicia-se uma determinadaconstrução sintática e depois se opta por outra.Eu, parece-me que vou desmaiar. / Minhavida, tudo o passa de alguns anos semimportância (sujeito sem predicado) / Quemama o feio, bonito lhe parece (alteraram-se asrelações entre termos da oração)
2.9- Anáfora:
repetição de uma mesma palavra no início de versos ou frases. Ex:"Olha a voz que me resta / Olha a veia quesalta / Olha a gota que falta / Pro desfecho quefalta / Por favor." (Chico Buarque) Obs.:repetição em final de versos ou frases éepístrofe; repetição no início e no fim serásímploce. Classificações propostas por RochaLima.
2.10- Silepse:
é a concordância com a ideia, enão com a palavra escrita. Existem três tipos:a) de gênero (masc x fem): São Paulo continua poluída (= a cidade de São Paulo). V. Sª élisonjeiro; b) de mero (sing x pl): OsSertões contra a Guerra de Canudos (= o livrode Euclides da Cunha). O casal o veio,estavam ocupados; c) de pessoa: Os brasileirossomos otimistas (3ª pess - os brasileiros, masquem fala ou escreve também participa do processo verbal)
2.11- Antecipação:
antecipação de termo ouexpressão, como recurso enfático. Pode gerar anacoluto. Ex.: Joana creio que veio aqui hoje.O tempo parece que vai piorar Obs.: CelsoCunha denomina-a prolepse.
3- FIGURAS DE PALAVRAS OUTROPOS (Para Bechara ALTERAÇÕESSEMÂNTICAS):3.1- Metáfora:
emprego de palavras fora doseu sentido normal, por analogia. É um tipo decomparação implícita, sem termocomparativo. Ex: A Amazônia é o pulmão domundo. Encontrei a chave do problema. /"Veja bem, nosso caso / É uma portaentreaberta." (Luís Gonzaga Junior) Obs1.:Rocha Lima define como modalidades demetáfora: personificão (animismo),hipérbole, símbolo e sinestesia.
3.2- Personificação:
atribuição de ões,qualidades e sentimentos humanos a seresinanimados. (A lua sorri aos enamorados)
3.3- Símbolo:
nome de um ser ou coisaconcreta assumindo valor convencional,abstrato. (balança = justiça, D. Quixote =idealismo, cão = fidelidade, além dosimbolismo universal das cores) Obs2.: estafigura foi muito utilizada pelos simbolistas
3.4- Catacrese:
uso impróprio de uma palavraou expreso, por esquecimento ou naausência de termo específico. Ex.: Espalhar dinheiro (espalhar = separar palha) / "Distrai-se um deles a enterrar o dedo no tornozeloinchado." - O verbo enterrar era usado primitivamente para significar apenas colocar na terra. Obs1.: Modernamente, casos como pé de meia e boca de forno são consideradosmetáforas viciadas. Perderam valor estilísticoe se formaram graças à semelhança de formaexistente entre seres.Obs2.: Para Rocha Lima, é um tipo demetáfora
3.5- Metonímia:
substituição de um nome por outro em virtude de haver entre elesassocião de significado. Ex: Ler JorgeAmado (autor pela obra - livro) / Ir ao barbeiro (o possuidor pelo possuído, ou vice-versa - barbearia) / Bebi dois copos de leite(continente pelo contdo - leite) / Ser oCristo da turma. (indivíduo pala classe -culpado) / Completou dez primaveras (parte pelo todo - anos) / O brasileiro é malandro(sing. pelo plural - brasileiros) / Brilham oscristais (matéria pela obra - copos).
 3.6- Antonomásia, perífrase:
substituição deum nome de pessoa ou lugar por outro ou por uma expressão que facilmente o identifique.Fusão entre nome e seu aposto. Ex: O mestre= Jesus Cristo, A cidade luz = Paris, O rei dasselvas = o leão, Escritor Maldito = LimaBarreto. Obs.: Rocha Lima considera comouma variação da metonímia
3.7- Sinestesia:
interpenetração sensorial,fundindo-se dois sentidos ou mais (olfato,visão, audição, gustação e tato). Ex.: "Maisclaro e fino do que as finas pratas / O som datua voz deliciava ... / Na dolência velada dassonatas / Como um perfume a tudo perfumava./ Era um som feito luz, eram volatas / Emnguida espiral que iluminava / Brancassonoridades de cascatas ... / Tanta harmoniamelancolizava." (Cruz e Souza) Obs.: ParaRocha Lima, representa uma modalidade demetáfora.
3.8- Anadiplose:
é a repetição de palavra ouexpressão de fim de um membro de frase nocomeço de outro membro de frase. Ex: "Todo pranto é um comentário. Um comentário queamargamente condena os motivos dados."
4- FIGURAS DE PENSAMENTO:
 
4.1- Antítese:
aproximação de termos oufrases que se opõem pelo sentido. Ex: "Nestemomento todos os bares estão repletos dehomens vazios" (Vinicius de Moraes). Obs.:Paradoxo - ideias contradirias num  pensamento, proposição de Rocha Lima ("dor que desatina sem doer" Camões)
4.2- Eufemismo:
consiste em "suavizar"alguma ideia desagradável. Ex: Ele enriqueceu por meios ilícitos. (roubou), Você não foi feliznos exames. (foi reprovado) Obs.: Rocha Lima propõe uma variação chamada litote - afirma-se algo pela negação do contrário. (Ele não vê,em lugar de Ele é cego; Não sou moço, emvez de Sou velho). Para Bechara, alteraçãosemântica.
4.3- Hipérbole:
exagero de uma ideia comfinalidade expressiva. Ex: Estou morrendo desede (com muita sede), Ela é louca pelosfilhos (gosta muito dos filhos). Obs.: ParaRocha Lima, é uma das modalidades demetáfora.
4.4- Ironia:
utilização de termo com sentidooposto ao original, obtendo-se, assim, valor irônico. Obs.: Rocha Lima designa comoantífrase. Ex: O ministro foi sutil como uma jamanta.
4.5- Gradação:
apresentação de ideias em progressão ascendente (clímax) oudescendente (anticlímax). Ex: "Nada fazes,nada tramas, nada pensas que eu não saiba,que eu não veja, que eu não conheça perfeitamente."
4.6- Prosopopeia ou personificão ouanimismo:
é a atribuão de qualidades esentimentos humanos a seres irracionais einanimados. Ex: "A lua, (...) Pedia a cadaestrela fria / Um brilho de aluguel ..." (JoãoBosco / Aldir Blanc). Obs.: Para Rocha Lima,é uma modalidade de metáfora
FUNÇÕES DA LINGUAGEM
Para melhor compreeno das fuões delinguagem, torna-se necessário o estudo doselementos da comunicação. São eles:
emissor
- emite, codifica a mensagem
receptor
- recebe, decodifica amensagem
mensagem
- conteúdo transmitido peloemissor 
código
- conjunto de signos usado natransmissão e recepção da mensagem
referente
- contexto relacionado aemissor e receptor 
canal
- meio pelo qual circula amensagemObs.: as atitudes e reações dos comunicantessão também referentes e exercem influênciasobre a comunicação.As funções da linguagem são:
1- Função emotiva (ou expressiva):
centralizada no emissor, revelando suaopino, sua emão. Nela prevalece a  pessoa do singular, interjeições eexclamações. É a linguagem das biografias,memórias, poesias líricas e cartas de amor.
2- Fuão referencial (ou denotativa):
centralizada no referente, quando o emissor  procura oferecer informações da realidade.Objetiva, direta, denotativa, prevalecendo a 3ª pessoa do singular. Linguagem usada nasnotícias de jornal e livros científicos.
 3- Função apelativa (ou conativa):
centraliza-se no receptor; o emissor procurainfluenciar o comportamento do receptor.Como o emissor se dirige ao receptor, écomum o uso de tu e você, ou o nome da pessoa, além dos vocativos e imperativo.Usada nos discursos, sermões e propagandasque se dirigem diretamente ao consumidor.
4- Função fática:
centralizada no canal, tendocomo objetivo prolongar ou não o contato como receptor, ou testar a eficiência do canal.Linguagem das falas telefônicas, saudações esimilares.
5- Função poética:
centralizada namensagem, revelando recursos imaginativoscriados pelo emissor. Afetiva, sugestiva,conotativa, ela é metafórica. Valorizam-se as palavras, suas combinações. É a linguagemfigurada apresentada em obras literárias, letrasde música, em algumas propagandas etc.
6- Função metalinguística:
centralizada nocódigo, usando a linguagem para falar delamesma. A poesia que fala da poesia, da suafuão e do poeta, um texto que comentaoutro texto. Principalmente os dicionários sãorepositórios de metalinguagem.Obs.: Em um mesmo texto podem aparecer várias funções da linguagem. O importante é

Activity (44)

You've already reviewed this. Edit your review.
1 hundred reads
1 thousand reads
Daniel Oliveira added this note|
Oiie minha linda
anamirceya liked this
sheylatavares liked this
Rayssa Fernanda liked this
Breno Araujo liked this

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->