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Queijo Suíço

Queijo Suíço

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Published by Miss I
A história de uma fortaleza com falta de segurança.
A história de uma fortaleza com falta de segurança.

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O queijo suíço
1
Miss I
7 de Janeiro de 2011
O queijo suíço
 
Capítulo I
 A povoação onde se encontravam era apenas uma das muitas que existiam naque-la imensidão de terra. No entanto, tinha algumas características que tornavam-na facilmente reconhecível: era a segunda maior tanto em dimensão como em popula-ção e tinha quezílias antigas com uma povoação vizinha, que era a maior de todas ea mais povoada - o único reino daquelas paragens. A verdade é que não se reconhe-cia nenhuma vitória estrondosa a nenhum dos lados. As tropas do reino nunca conseguiram tomar a povoação vizinha de assalto, ainda que o tivessem tentadopor diversas vezes. Com o passar dos anos os ataques mútuos cessaram, mas a animosidade manteve-se. Os povos não se cruzavam, não faziam trocas comerciais,não se falavam e simplesmente ignoravam-se mutuamente. A discórdia durava há tantos anos que já ninguém se lembrava de como tinha começado. As pessoas mu-dam de ideias rapidamente e aquele povo vizinho que até ali era como outro qual-quer passou a representar o inimigo. Todos juravam agora a pés juntos que aquela rivalidade sempre tinha existido. No entanto, ninguém queria entrar numa luta a sério de homem para homem (até porque lutar cansa e há sempre a possibilidadede sair magoado ou derrotado), mas encontravam conforto naquele inimigo emcomum, alguém a quem chamar nomes e culpar de todos os males. Ainda que a raça humana seja conhecida por ser capaz de lamentar-se de qualquer coisa, inclu-sivamente de coisas boas, a verdade é que não haviam muitos males por ali. A po- voação florescia, a maioria dos animais era saudável, as plantações produziammais do que se consumia e essa abundância anual florescia o comércio. O rio nunca trouxe seca nem falta de peixe, se bem que o peixe não era uma presença assídua nas ementas mais apetecíveis. Quero eu com isto dizer que ainda que ninguém seatrevesse a dizê-lo em voz alta, a verdade é que se vivia bem.Os destinos desta abonada povoação eram comandados por um homem chamado Artur. Ninguém se lembrava de ter votado em Artur, mas a verdade é que ele ocu-pava o único lugar de poder por aqueles lados e ninguém se atrevia a contestar oseu talento natural para mandar nos outros. Artur não se preocupava muito com oreino do lado e concentrava-se cada vez mais na organização da sua povoação: me-lhorar a qualidade das plantações e pastagens, premiar os donos dos melhoresanimais e claro, renovar um ou outro dever burocrático com algum vizinho. Arturera moreno, naturalmente forte e grande e essa figura mantinha possíveis adver-sários a uma distância considerável. E embora ninguém ousasse desafiá-lo, a ver-dade é que também ninguém hesitaria em afirmar que Artur era um homem bon-doso, desde que ninguém lhe pisasse os calos. Artur era casado com Morgana,também ela era morena e alta. No entanto, as suas feições traíam uma ascendência estranha aos restantes habitantes. Morgana gozava também a fama de ser a mu-lher mais bonita que alguma vez alguém havia visto. Morgana e Artur tinham ape-nas uma filha que era a menina dos olhos de Artur, tal como acontece com a gene-ralidade das relações entre pais e filhas. Conforme a menina crescia, o mistérioadensava-se aos olhos do pai e ele já não sabia como definir a jovem mulher que ti-nha diariamente à sua frente. Ensombrado pela falta de um filho varão, ensinou à filha tudo o que sabia: manejar a espada, tiro com arco, montar a cavalo, etc. Mor-gana afligia-se com a aprendizagem pouco feminina que o marido incutia na filha econtra-atacava obrigando-a a ler, cozinhar, preparar remédios caseiros e costurar.Era difícil equilibrar a balança porque a filha detestava estar presa em casa quan-
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O queijo suíço
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