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Requerimento Escusa Octávio V. Gonçalves

Requerimento Escusa Octávio V. Gonçalves

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Published by: octávio v gonçalves on Feb 07, 2011
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02/07/2011

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Exmo. SenhorDirector da Escola S/3 de S. Pedro,Dr. Manuel Conceição CoutinhoASSUNTO: Requerimento de pedido de escusa de intervenção nos procedimentos de avaliação dodesempenho, na função de relator.
 
Eu, Octávio Valdemar Gonçalves, professor do quadro da Escola S/3 de S. Pedro e pertencente aogrupo de docência 410, residente em Villa Paulista, lote 56, Abambres, 5000-261, Vila Real, venhorequerer a Vossa Excelência, com carácter de urgência, escusa de intervir nos procedimentos deavaliação de desempenho, para os quais fui nomeado relator, com as competências mencionadas nasalíneas a), b), c), d) e e) do n.º 2 do art.º 14.º do Decreto-Regulamentar n.º 2/2010, de 23 de Junho,pelo coordenador de Departamento de Ciências Sociais e Humanas, Fernando Queirós Meireles, aoabrigo do n.º 1, do art.º 13.º e de acordo com os critérios estabelecidos nas alíneas a) e b), do n.º 3,do mesmo art.º 13.º, do citado Decreto-Regulamentar, uma vez que está criado, na escola, um climade suspeição que impende sobre a isenção dos relatores, e especificamente sobre mim próprio, oque colide com o princípio da imparcialidade definido no art.º 6.º do Código do ProcedimentoAdministrativo [CPA], consubstanciado no Decreto-Lei n.º 18/2008, de 29 de Janeiro.Dado que as suspeições sobre a falta de isenção dos relatores estão, para efeito da percepção eavaliação subjectivas de alguns elementos da comunidade docente da escola, mais do querazoavelmente suportadas, tanto na natureza das relações pessoais entre avaliadores e avaliados,como na falta de transparência e escrutínio público dos procedimentos inerentes ao modelo deavaliação em vigor, assim como nas suas debilidades técnicas, científicas e pedagógicas, ou, ainda,nos incidentes susceptíveis de comprometerem a imparcialidade do avaliador, tal como consignadosna alínea a) do ponto 1 do art.º 44.º e na alínea d) do ponto 1 do art.º 48.º do CPA, não resta aosignatário outra alternativa pessoal e profissional que não seja requerer a sua dispensa imediata dequalquer participação neste processo.Para uma melhor explicitação dos fundamentos da minha decisão, referencio, sucintamente, asevidências e as razões que a fundamentam:- a circunstância de entre a minha pessoa e um dos avaliandos existir mais de uma dezena deanos de cooperação escolar, de convívio e de amizade, o que é susceptível de ser entendidocomo configurador de intimidade (veja-se o consignado na alínea d) do ponto 1 do art.º 48.º doCPA), pode vir a substantivar incidentes de suspeição de menor isenção da minha parte,criando uma situação que a minha consciência ética e deontológica não suporta, sentindo-se,assim, inibida para actuar debaixo deste clima;
 
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- o facto de não estarem definidas as quotas de Muito Bons e Excelentes, atribuídas por escola,deixa em aberto a possibilidade de poderem ocorrer conflitos de interesses entre avaliadores eavaliados na disputa pelas classificações de Excelente ou Muito Bom, o que contraria asgarantias de imparcialidade estipuladas na alínea a) do ponto 1 do art.º 44.º do CPA, pelo que,no limite e mais cedo ou mais tarde, as perspectivas de progressão na carreira de cada professordependem, não apenas da sua própria classificação, como também da que os outros professoresda mesma escola/agrupamento obtiverem, o que pode vir a gerar declarações de imputações deparcialidade, seja sob a forma de favorecimentos ou sob a forma de prejuízos nas avaliações,degradando-se irremediavelmente o relacionamento e a cooperação entre colegas;- essas mesmas quotas condicionarão, e não promoverão, o mérito de quem é avaliado assimcomo levantarão questões de ordem ética e deontológica no escalonamento,
à posteriori
, quepode vir a ter que ser feito aquando da sua aplicação;- a contingência de não me ter sido disponibilizada, no decurso da minha formação académica eda minha carreira profissional, absolutamente nenhuma formação específica relativa àavaliação de professores, o que me deixa na ignorância da posse ou não das capacitaçõespróprias e do treino requeridos a uma avaliação séria, porque, do ponto de vista dos saberes edas competências, uma coisa é avaliar alunos e outra, bem distinta, é avaliar professores,sobretudo quando estes são colegas com o mesmo tempo de serviço e experiênciasprofissionais similares. Assim sendo, o meu desempenho do cargo de relator poderia vir arevestir-se, ainda que involuntariamente, de um amadorismo real, eventualmente traduzidonuma redução da compreensão e da operacionalização dos critérios de avaliação às minhasconvicções subjectivas e mais ou menos diletantes, o que poderia acarretar a exposição daminha conduta a um risco que o meu sentido de exigência e a minha deontologia profissionalnão me autorizam;- quanto à comprovação adicional, quer da falta de transparência dos procedimentos inerentes aomodelo de avaliação, quer das debilidades técnicas, científicas e pedagógicas que ocaracterizam, remeto para a declaração de salvaguarda que entreguei em anexo à acta daprimeira reunião de relatores, ocorrida em 13 de Janeiro de 2011, bem como para o conjuntodas minhas posições públicas acerca deste inconsistente e pouco sério modelo de avaliação.Reafirmo aquilo que já havia exposto na minha declaração de salvaguarda, sob a forma de umaconstatação fundamentada, segundo a qual o actual modelo de avaliação é inconsistente,amadorístico, opaco, burocrático, inoperacional e contraproducente. Ao invés de "contribuir paramelhorar a prática pedagógica, valorizar o trabalho e a profissão, promover o trabalho decolaboração", acaba a fomentar conflitualidades/perturbações e, em virtude da sua questionávelexequibilidade, tem implicações negativas na prática pedagógica e na qualidade da escola pública.Face ao exposto, considero que, ao abrigo do estabelecido nas citadas alíneas, pontos e artigos doCPA, não estão reunidas as condições objectivas que permitam contrariar o clima de suspeição queestá instaurado na escola, pelo que reforço a inevitabilidade da minha dispensa do cargo de relatorpara que fui nomeado, conferindo-se acolhimento administrativo e legal ao meu impedimento para

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