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O Caminho de Elohim

O Caminho de Elohim

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O Caminho de Elohim
Sétima Parte do Manifesto Judaico do Caminho
Introdução
U
m dos temas (supostamente) mais complexos das Escrituras é o entendimento danatureza de Elohim. Esse tema, e suas doutrinas (como trindade, modalismo, arianismo,etc.) tem sido fonte de grandes conflitos ao longo da história. O grande problema é que, por trás de todas as doutrinas e teorias formuladas, sempre encontramos uma boa dose deidéias preconcebidas e tentativas de fazer com que essas idéias se encaixem com asEscrituras. Por exemplo: Alguns partem do pressuposto de que o Judaísmo jamais poderiater crido dessa ou daquela maneira. Ao fazerem isso, elevam a tradição humana ao statusde Verdade. Outros ignoram o fato de que algumas doutrinas, como o Trinitarismo, surgiramcomo formas de conciliação política de diferentes visões. Outras visões ainda tomamunicamente como base o chamado Novo Testamento, ou elementos históricos do quesupostamente cria este ou aquele grupo. Outros imediatamente rotulam esta ou aquelavisão como ³cristã´ e automaticamente rejeitam qualquer razão bíblica por detrás doargumento. E assim por diante.Todas essas diferentes visões sobre a natureza de Elohim são muito boas no fazer oseu ³dever de casa´ e apontar os embaraços históricos e/ou bíblicos de doutrinasopositoras. Porém, são extremamente falhas em reconhecer as suas próprias dificuldadeshistóricas e/ou bíblicas.
 
Na realidade, por incrível que pareça, quando atentamos unicamente para o quedizem as Escrituras, reconhecendo-as como a única fonte plausível para extrairmos umaverdade de fé, podemos perceber que o entendimento sobre a natureza de Elohim torna-semuito mais simples do que parece à primeira vista. É uma questão de estarmos dispostos anos desnudarmos de qualquer dogma pré-concebido, seja ele judaico, cristão, ou qualquer outro. Depois, voltemo-nos para o que dizem as Escrituras. E é este o nosso objetivo comeste estudo.
 
 
 
O Monoteísmo e as Pragas do Egito
 
 Ao lermos a narrativa da Torá sobre a saída do povo de Israel do Egito, nos deparamos coma seguinte expressão:
 
³E eu passarei pela terra do Egito esta noite, e ferirei todo o primogênito na terra do Egito,desde os homens até aos animais; e em todos os deuses do Egito farei juízos. Eu souYHWH.´ (Shemot/Êxodo 12:12)
 
O interessante dessa leitura é que a Torá nos apresenta as diferentes pragas que YHWHfez cair sobre o Egito como um juízo sobre ³os deuses do Egito´. Por que a Torá nos dizisso?
 
 A interpretação praticamente unânime dessa passagem é a de que os egípcios possuíamvários deuses, e de que cada praga demonstrava a eles que, na realidade, era YHWH quemestava no controle daqueles elementos.Por exemplo. Os egipciios criam no deus Hapi, o deus do Nilo, que em rese controlaria ascheias do rio Nilo e que portanto era fundamental para a fertilidade da área. Podemos ver abaixo uma imagem de Hapi esculpida no templo deLuxor erguido por Amunhotep por voltado século 19 AC. As duas figuras de Hapi representam Hapi no baixo Nilo e no alto Nilo. Assim sendo, quando a Torá afirma que YHWH transformou o Nilo em sangue , esta foi umademonstração para Faraó e para os egípcios de que somente YHWH é Elohim sobre oscéus e a terra e que Hapi não tem poder algum. O mesmo pode ser dito para os demaisdeuses do Egito, cada um tendo sido ³afligido´ por uma das pragas.O Egito, sob esse aspecto, não era diferente de qualquer outra sociedade politeístaprimitiva. O politeísmo caracteriza-se fundamentalmente pela crença de que as forças danatureza são, na realidade, deuses diferentes.Harsh Nevatia, professor de mitologia hindu, em seu artigo ³The Pagan Origins of Hindusim´descreve com bastante precisão o fenômeno do politeísmo:
 
³Em praticamente todas as civilizações antigas, a religião se iniciou como um fenômeno pagão. O paganismo era caracterizado por um panteão de deidades amplamenterepresentando as forças da natureza. Por exemplo, Helios era o deus sol na Grécia antiga eHorus era o deus do céu para os egípcios antigos. Civilizações antigas inicialmente nãotinham explicações para fenômenos naturais, então acreditavam que as forças divinas eramresponsáveis por eles.
 
 A sociedade védica primitiva daquilo que é a Índia hoje também era pagã. Indra era odeus do trovão, e também o rei dos deuses. Agni era o deus do fogo, Varun o deus do céu,e assim por diante. Os rios e montanhas também eram deificados; Ganga, o principal rio daÍndia, sendo um exemplo. A flora e a fauna também eram adoradas. Agradar os deuses pagãos implicava em receber a sua benevolência tal como chuvas temporãs e boa colheita.Irritá-los levava a incorrer em sua ira, na forma de enchentes ou secas.´ 
 
 De fato, a Bíblia está cheia de exemplos de como os demais povos primitivosadoravam outros deuses. Seguem alguns exemplos:
 
y
 
Dagon, deus dos mares (ex: Jz. 16:23)
 
y
 
 Asherá/Ishtar, deusa da primavera/fertilidade (ex: 1 Re. 15:13)
 
y
 
Nebo, deus da sabedoria e da escrita (ex: Is. 46:1)
 
y
 
Fortuna, deusa da sorte (ex: Is. 65:11)
 
y
 
Marduk, deus da água, vegetação, juízo e magia (ex: Jr. 50;2)
y
 
B
aco, deus do vinho (ex: 2 Mac. 6:7)
 
y
 
Hermes, deus-mensageiro (ex: At. 14:12)
 
y
 
 Artemis, deusa da floresta (Ex: At. 19:34)
 
Como podemos ver, esses deuses pagãos estavam sempre associados a lugaresimportantes, astros, fenômenos naturais, entre outros. E é fundamental termos isso emmente para entendermos o que virá a seguir.
O Monoteísmo de Muitos Nomes
 
 Alguns acadêmicos críticos da
B
íblia dizem que originalmente a fé bíblica teria sidopoliteísta, e que teria posteriormente evoluído para um monoteísmo à medida que asociedade israelita primitiva evoluiu. Como uma das principais provas de seus argumentoscitam o fato de que a
B
íblia traz muitos nomes e/ou títulos associados a YHWH.De fato, a
B
íblia chama a YHWH por muitos nomes. Porém, o grande erro de taisacadêmicos está em compreender que os termos bíblicos que aparecem se referindo aYHWH sejam, na realidade, nomes de divindades diferentes. Não é o caso, como veremosadiante.O primeiro ponto importante que precisamos ter em mente é o fato de que YHWH éinsondável e infinito. Sha¶ul (Paulo) demonstrou isso plenamente ao dizer:
³O profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como do conhecimentode Elohim! Quãoinsondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Porque quemcompreendeu a mente de YHWH? ou quem foi seu conselheiro?´ (Ruhomayah/Romanos11:33-34)
 
O salmista também nos demonstrou que YHWH não tem limites:
³Para onde me irei da tua Ruach, ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, lá tuestás; se fizer no Sheol a minha cama, eis que tu ali estás também. Se tomar as asas daalva, se habitar nas extremidades do mar, até ali a tua mão me guiará e a tua destra mesusterá.´ (Tehilim/Salmos 139:7-10)

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