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Nicholas Spykman e a política do Rimland

Nicholas Spykman e a política do Rimland

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NICHOLASSPYKNIAN
EA
GEOPOLÍTICADO
RIJ'vILAND
o
grandedebate
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Lu-anteopeododeentregucrras,
osEsraclos
unidosforampalcodeumgrandedebate,no qualdiversascorrentesdepensamentoseconfrontaram
so-
breaspectosfundamentaisdagrandeestragiaaser
adora-
dapeiogovernoamericanonocampo
dapolíticaiurcrn:«io-
nal.A,agendadodebatecentrava-seem
dois
temasque
clivi- diarn
as
elites
políticas
e
intelectuais
dopaís
emposiV'l('\ inconciliáveiscmutuamenteexcludcntcs:;\
pn'slT\,\ção
d;\
pazeapolíi
ica
exrcrriaamericana,
O
problemadamanutençãoda
paz
mundial,c\cL\
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111,1is
precáriacomaascensãodonazi-fascismo,colocouem
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posOpOSLOS
ospartidáriosdo
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do
reallsil/o
em
matériaderelaçõesinternacionais, Herdeirosdo:'espírito
wilsoninnr.".osidealistas
dclcn-diamaadoçãoeleumsistemadescgurançacoletiva.
cric.u- regadode
preservar
apazmundialpor
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nidade
depoder,
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NICHOLAS
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no
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dernorteadapeloscritériosestritosdaseguraaedointe- ressenaonais
1.
Apolêmicasobreosrumosdapolíticaexternaamericana, diantedoperigodaguerranaEuropaedaagressãodomili- tarismojaponêsnoOriente,colocoutambémemcampos opostososdefensoresdo
isolacionismo
edo
interuencionismo,
Responsáveispeloveto
à
participaçãoamericananaLiga dasNações,osisolacionistasafirmavamqueopaísdeveria adotarumapoticade"esplêndidoisolamento"emrelação aomundoexterioreopunham-sea
um
maiorenvolvirnento americanonosassuntosextracontinentais,especialmentenas querelaspolíticaseuropéias.Aocontrário,osintervencionis- tasadvogavamanecessidadedeumaãodiretaamericana, sealteraçõesdoequilíbriodepodermundialcolocassemem perigoasegurançaeosinteressesdopaís,aexemplodainter- vençãomilitarnaPrimeiraGrande
Guerra",
Essegrandedebatemodeloufortementeoperfilintelec- tualdeNicholasj.Spykman
(1893-1943),
professordaUni-versidadedeVale,quedeleparticipouabertamenteeposi- cionou-sesemambigüidadessobreostemasemquestão. Asidéiasexpostasemduasobrasmagnassituamoggra- foamericanocomoadeptodorealismoemrelaçõesinter- nacionaisedointervencionismoempolíticaexternaame- ricana".
o
sistema
internacional
é
vistopelorealismo
deSpykrnan
comoessencialmenteanárquicoe
potencialmente
belicoso, semelhanteao"estadodenatureza"hobbesiano.Esse
sisi.c-
mapadecedaaunciadeumgovernocentralizadoemter- mosmundiaiseneleaforçaéexercidasobumreairnede
<1
livre-concorrênciapelosúnicosatoresquerealmentecon- tamnasrelõesinternacionais:osEstadosnacionais. Porém,aoutrafacedaanarquiainternacional
é
asobera- niaestatal,isto
é,
adesordemexternatemsuacontrapartida naordeminternadosEstadosnacionais.Seexternamentea foaéinteiramentedesmonopolizada,internamentecada Estadodetémomonopóliodaviolêncialegítimanorespec-
s
v
tivoterritório.Éaexclusividadedocontroleelaforçafísica porumgovernocentralque,noplanodapolíticainterna. distingueemtermosjusnaturalistasoestadocivildoestado natural.Deformaque,enquantoasrelaçõesintcrcstataisse baseiamnaleielaforça,asrelaçõesinua-estataisdcscnvol- vem-sesoboimpériodaforçada
lei".
Assim,norealismohobbesianodeSpykman,osistcm.: internacionaltemmetaforicamenteaestruturadeumamcs,\ dejogo,emqueosEstadosseassemelhamabolasdebi- lhar,sendodapróprianaturezadojogoochoquedasbolas entresi.Emboraessesistemasejaanárquico,nãoéncccssu-
riarncntecaótico.
Nele,aordeminternacionalég,wanti(!:1 porumgruposeletodegrandespotênciasque,peladiplo- maciaoupelaforça,controlamesubordinamasmediasc pequenasponcias.Aocontrabalançaremparte
<1,111;\1-
quiainternacional,essaestruturahierquica
l'
oligopo1ís-
Carr,EdwardHalleu.
Vinteanosde
crise:
1919·1939.Brasília:Editora
l'nB,
1981. VertambémManfredWilhelmy.
Política.internacional:enfoques)'realidades.
Buenos Aires:GrupoEditorLatinoamericano,1988,P:43.
1
SchlesingerJr.,ArthurM.
Osciclosda.liistôriaamericana.
Riodc.Janeiro:Editora CivilizaçãoBrasileira,1992,
p.
25-53.
3
Spykman,Nicholas
J.
EstadosUnidosfrenteaim.u.ndo.
México:FondodeCultura Econômica.1944,
p.
11·5.Vertambém,domesmoautor,
TlieGeograjJhyo]the
Peoce.
NovaYork:Harcourt,BraccanelCompany,19H,p.3-7.
Spyknnn.Nicholas
J.
Estadosl'nidl's(rcl/leaimundo;
p.
:!:;-t,1:11·:!.
 
96Nrcaot.xs
SPYK}vfANEAGEOPOLÍTICADO
RIMLAND
ticaconferecertaestabilidadeerelativaprevisibilidadeaosistemadeEstados.Alémderealistahobbesiano,Spykmanétambémumrea-listamaquiavélico,paraoqualasrelaçõesinternacionaispautam-sepelapolíticadepoderentreEstadossoberanos.Paraogeógrafoamericano,apolíticadepodervisa,emúltimainstância,
à
segurançae
à
autopreservaçãodoEsta-do,quesetraduzemprimordialmentenamanutençãodesuaintegridadeterritorialenapreservaçãodesuainde-pendênciapotica.Noâmbitodapolíticainternacional,podercompensadoépoderneutralizado,aopassoquepodernãocompensado
é
excedentedepoderquepodeserprojetadolivrementenoexterior.Porisso,alémdaquelenecessárioparagarantiraordeminternaeaindependênciaexterna,oEstadodevebuscarsemprealcançarumamargemdepoderexcedentequepossaserutilizadonapolíticaexternatendoemvistaaobteãodasupremacia
internacional".
Ogeógrafoamericanoécategóricoaoreferir-seàcen-tralidadedapolíticadepodernoâmbitodasrelaçõesinte-restatais:realizarosobjetivoselapolíticaexterior.Poderslgnific\sobrevivência,aptidãoparaimporaprópriavontade
dOS
demais,capacidadededitaraleiaosquecarecem
de
forçaepossibilidadedearrancarconcessõesdosmais
débeis.
Quando
a
últimaformadeconflitoéaguerra,aluta
pelo
poderseconverteemrivalidadepelopoderiomilitar,empreparaçãoparaaguerra."""Nasociedadeinternacionalsãopermitidastodasasfor-masdecoerção,inclusiveasguerrasdedestruição.Issosignificaquealutapelopoderseidentificacomalutapelasobrevivência;assimsendoamelhoriadasposiçõesrelati-vasdepoderconverte-senodesígnioprimordialdapolíti-cainterioreexteriordosEstados.Tudoomaisésecundá-rioporque,emúltimainstância,somenteopoderpermite
s
U
A..
políticadepoderpretendidapelospartidários
do"cs-plêrid
idoisolamento"fixavaaprimeiralinha
ele
defesa
dos
EstadosUnidosnoprópriohemisférioocidental,argumen-tandoque,emvirtudedesuaposiçãogeográfica
bioccánica,
a
"fortalezaamericana"estavanaturalmenteprotegidapelosdoAtlânticoeeloPacífico.Emoutraspalavra.'),essaestratégiapostulavaumapolíticadeautocontcnçãovolunt.iriaqueimplicavafixar-senoperímetrodeseg\lLU1~,alwmis-féricoe
manter-se
apartadoelecrises
iritcrnacio
nn
isquen:1()
d
ucnvolvessemdiretamente
o
continente
americano.
Criticandoaintroveroisolacionista,Spykrnanreebr{!,lÚ;1queaprimeiralinhadedefesadeveriasituar-sen.ionocon-
....
tincntcamericano,masdooutroladoeloAtl:mticocdo
P;1CI-
fico.Issosignificavaavançara',forçasameriC1l1dsc
I(]()-
na-Iasnasduaspontasdocontinente
eurasiático.
SOlllellte
avançand?aprimeiralinhaeledefesaparadentrodaEuro-paeelaAsia,seriapossívelmontarumasegunda
Iinh.i
denoperímetrointernoelohemisfério,.\m-paramanterdivididosc
LIIUJd
C
na
"l,
assimcorno
'1.
nC()IlLC',ienohemisfério
ocidclll,d
I
G
Ibidem,
p.
28,433.
Ihldcm,
p.

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