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Revista Do Depart Amen To de Geografia 2

Revista Do Depart Amen To de Geografia 2

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05/06/2012

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original

 
UNIVERSIDADEDESÃOPAULO Reitor;-Prof.Dr,JoséGoldemberg
Vice-Reitor:
-r-.
Prol,
Dr.AndRicciardi
Cruzl'ACULDADEDEl'ILOSOFlA,LETRASECli:NCIASHUMANAS Diretor:-ProLDr.JoãoBaptistaBorgesPereira
Vice-Diretor:-
Prol.Dr.JoPauloGomesMonteiro DEI'-·\RTAMENTODEGEOGRAFIA ChefedoDepartamento;~Prol.Dr.AdiJsonAvansideAbreu
Vice-Cheíe:-Prol.'Dr."[udith
de
LaCorte
REVISTA·DODEPARTAMENTODEGEOGRAFIADAFFLCHDAUSP
Comissão
de
Publicações:
Prol',
.
Gil
Soderode
Tolcdo Praia,
Maria
ReginaCunhadeToledo
Sader
Prol,Dr.JoWilliamVesentini AlunaLídiaLúci"Antongiovanni
Funcionário
SarnuelDiasdeOliveira
O
conteúdodos
trabalhos
publicados
são
deinteiraresponsabilidade
de
seusautores. Publicadoem
1986
CapaVicenzoRBochicchio
revista
do
departarnento
deUSP
1983
ACULDADEDEFILOSOFIA,LETRASECIÊNCIASHUMANAS
rSSNOt02·4582
.'.\
 
92
vezque
dá
ênfaseaopreparo
cultural,
determinan-tedopreparotécnico_
'A
outraproposta(Maran- goni,
1982),
eatiza
a
técnica,
comodeterminante da
definição
deculturae,mesmo,
de
cncia. Nessecoso,
cada
limadelasremeteamodali- dadesdiferentesdedesempenhoprofissional,na empresapública
e
naempresaprivada. osetratadeencontrarumaposiçãointer- mediáriaentreasduas,masdetomar,talvez,o preparoparapesquisacomoo
parãmetro
atualmais adequado àdefin.içãodoggraíoprofissional. Provavelmente,assituaçõesconcretasdeIra- balhoinfluenciarãonodesenhofinaldaprofissão muitomais
00
quees
realmente
contidonasduas propostas.
PerspectivasIdeológicas
Atéagorao
geógrafo,
enquantoprincipalmen- teumprofessor-do'ensinopúblicooudoensino
01-
Asirnow,
M.(1968)
"Capítulo
I.UmaFilosofia
do
Projeto
de
Engenharia"
in
lmroduçáo
noProjeto
de
Engenharia,
.tradução
deJoséWalderlcyCcêlbc
Dias,EditoraMestre
Jou,
oPaulo.02-DepartarneurodeGeografia(1974)Pós-Graduação. Guia,FFLCHdaUSPelGEQG,SãoPaulo.
03-Departamentode·Geografiia
(l9i8)
Pôs-Graduo- çâo.Guia,GeografiaFísico,
'2:
FFLCHdaUSPe lGEOG,
o
Paulo
d4-
Dorfles,G.(1978)ODesignIndustrialesuaEs-
téticaTradução
de
\\l:1càn
Ramos,
Editora
Presença,
Portugal,LivrariaMartinsFontes,Brasil. 05-Marangoni,A.M.M..C.(1972)DistribuiçãoSe-
mestraleleDisciplinas.
PropostaDe
AheraçâcCurri- cular,DG
da
FFLCHdaUSP,SãoPaulo.
06-
Paviani,
A.
(1982)
"TheGeograpbcrs
Profcssiono!
Skills:Problemsand
Perspcctlves"
in
IOD,
LatinAme-
r-"
privado-mastambémcomoumtécnicodopla- nejamento,tevesuasperspectivasideológicasini- ciais,emgrandemedidadefinidaspelanatureza doambienteideológicoondeformou-se,ouseja,
a
Universidade.NocasodaUSPessa
perspectiva
ideológicaidentifica-secompreocupaçõessociais epolíticasreferidasdiversamente
à
democracia,ao socialismo,aoprogresso,aodesenvolvimento,aos pobres,aosoprimidos,aostrabalhadores,
õ
classe operária,aoscamponesesetc.
É
possívelque adefiniçãoprofissionalprovo- que,entreosgeógrafos,oquejáocorreu
muito
tempoentreosmédicos,osengenheiros,os
advoga-
dos
etc.,
ouseja-oque
ocorre
comoseco- nomistas,soclogos,psilogosetc.-umasepa- raçãoentretécnicaecultura
c,
portanto,entreo fazereopensar,detalmodoquesedesenvolvam duasformasdelutaespecíficas:alutaprofissional (associações,sindicatosetc.)ealutaideológica. Nosdoiscasos,issorepercutirásobreaprópriafor- maçãodo
geógrafo
profissional.
rican
Regional
Coerence,Vo.
11
Sirnpósio
e
Mesas
Redondos,2.Mesaredonda-ACapacitaçâoPro-
Iissionnl
àoGeógrafo,lBGE..
Rio
deJaneiro.
07-
Pereira
L.C.E.(1981)"OEstadoPlaoejador''
in
Estado
e
Subdesenvolvimento
Industrializado,Esboço
deumaEconomia
Política
Peririca,
EditoraBrnsi- liense,
2~
edição,oPaulo.
08-Seabra,
/1.J.F.G_
(l98J)
DistribuiçãoSemestraldas Disciplinas.PropostaCurricular,DGdaFFLCHda USP,oPaulo.
09-
Silva,A.C.da
(I9i5/82)
OrientãoemPós-Gra- duação.
Qualiíicaçâo
deProjetosde
Mcstrado
eDou-torado,DGdaFFLCHdaUSP,SãoPaulo.
10-Telesp
(1982)
Comércio,
Indústria,
Profissões,
Serviços.ListaTelefônica
Telcsp
105,.
PáginasAma.
rclas,EditoradeGuiasLTB
S.A.,
SãoPaulo.
11-Trotski,
L,(198])"Culturac
Socialismo"
ia
Ire-
tski,
Política,Editora
Atica
S.A.,traduçãodeMo.
niqueFaleck,
SãoPaulo.
o
SOLO,ASOCIEDADEEOESTADO(*)
NotadoTradutor("') FriedrichRatzel
(J844-1904)
é,
sem
-
vidaumdosmaisdestacados
representantes
daescolaclássicaalemãde
geografia;
sua"obra,quetratadeproblemas
que
seassociamaosdeoutrasciênciasnaturaisesociais,se constituinumadas
contribuições
mais
im-
portantespara
o
desenvolvimento
da
gecgra-
fiamoderna,em
suaconcepção
ambienta- lista.
BIBLIOGRAFIACITADA
Recentemente,
DO
país,sobretudo
em
tex-
tosdedivulgação,multiplicaram-seasre- rências
a
autoresclássicosdageografia,entre os
quaisRatzcl,
algumas
vezescitados
a
partir
.depontosdevistaequivocados,emvários casos
por
desconhecimento
de'suas
obras.
Issosedeveem
muito,
nocasode
Ratzel,
a.
quea
grande
maioriade
seus
escritos
se
encontra
apenas
em
idioma
alemão;
íorarn
editados
algumas
poucas
tradõesdeseus
livros
cartigos
em
italiano,
ingles
c
francês,
todas
atualmemcesgctndcs
ededifícil
acesso
A
traduçãoque
ora
se
publica
pretende
ser
uma
contribuiçãoparaque
se
conheça
epossaavaliardevidamenteemnossomeio oque
Ratzcl
realmente
disse.
Foielaborada
DO
comprimentode
um
programa
de
pós-
graduação
sob
a
orientação
do
Prof".Manoel
.Senbra,
a
partir
dotextoem
íratcêspubli-
cado
em
L'AnnJe
Sociologioue,
DO
qua!
não
consta
referência
ao
tradutor.Optou-sepor
umatraduçãoestritamenteliteral,sem
preo-
cupação
comelegânciadeestilo,que,nu
circunstância,
poderiaser
arriscada
c
peri-
Irãstlcu.
Issoposto,
S
divulgnçâo
nos
pa-
.rece oportuna.
(Mario
Antonio
Eufrásio),
FriedrichRatzel
I-OSOLOEASOCIEDADE
ComooEstadonão
é
conce~ívelsemterritó- rioesemfronteiras,constituiu-se
bastanterápida-
.menteumageografiapotica,eaindaquenasciên- ciaspolíticasemgeralsé.tenha'perdidodevista comfreqüência oimportânciadofator espacial, dasituação,
etc.,
considera-se
entretanto
comofora dedúvidaqueoEstado
não
podeexistirsem
um
solo.
Abstrai-lo
numateoria'do
Estado
é
umaten- tativavãquenunca
pôde
terêxito
senão
demodopassageiro.Pelo
contrio,
temhavidomuitasteo- rias
da
sociedadequepermaneceramcompletamente alheia
a
quaisquerconsideraçõesgeográficas;estas têmmesmo
o
poucolugar
na
sociologiamoderna que
é
inteiramenteexcepcionalse
encontrar
umaobraemqueelasdesempenhamalgumpapelA
maiorparteelos
sociólogosestuda
o
homcn:cc-
moseelesetivesseformado
11081',
sem
!:1('0:-:
C(")!11
"terra
Oêrrodessa.eonccp\,nosalta
;;(1,
(dho"
é
verdade,no
queconccrne
üs
formas
inr('riu:·..:~
J:1
sociedade,porquesuaextrema
$.ip'p!ii.:id:l~k
t":tZ
comque
sejam
semelhantesàsformas
mais
elcmcn-
tares
do
Estado
Masentão,seostiposmaissimples
deEstado
s50
irreprescnveissemumsoloque
Ihespertença,assimtambémdevesercomostipos maissimplesdesociedade;
aconclusãose
impõe.
-f
')-Traduzidode'LeSol.aSocieté
er
t
('l,lI'
LAlfJre50(O!OC1qt
(1898lH99)
3(
1-14
Pnris
("")-1
Nu/mur
blnricAnton
o
Enírásio
O
tru-
dutor,
[1:.1
época
da
clabcruçâo
deste
trabalho,eraaluno
do
Dcptv
de
GeografiadaFFLCH
d:"l
L'SP,nocursode
Pós-Graduação
aveldeMestrado.
Trabalho
entreguepara
publicão
em
J
8;08/82.
 
94
I
II
Numenoutro,caso,'adependênciaemrelaçãoao solo
é
um,efeitode:.causasdetodoneroqueli- gamohomem
!i
terra.Semvida,opapeldoso- loaparececommaisevidêncianahisriadosEs- tadosquenahistóriadassociedades,eissoseria devidoaosespaçosmaisconsideráveisdequeoEs- tadotemnecessidade.Asleisdaevolãogeográ- Iicasãomenosfáceisdesepercebernodesenvol- vimentodafamíliaedasociedadequenodesenvol- vimentodo'Estado;eosãojustamenteporqueaque- lasestãomaisprofundamenteenraizadasaosoloe mudammenosfacilmentedoqueeste.
1:
mesmo umdosfatosmais,consideráveisdahistóriaafôrça comaqualasociedadepermanecefixadaaosolo, mesmoquandoo,Estadodelesedestacou.Qu~ndo oEstadoromano'morre,opovoromanolhesobre- vivesobaformadegrupossociaisdetodotipoe épelointermédiodessesgruposquesetransmitiram liposteridadeumamultiplicidadedepropriedades queopovohaviaadquiridonoEstadocpeloEstado. 'Assim,quersejaohomemconsideradoisolada- menteou.erngrupo
(Iamília,
triboouEstado),por todaparte,emqueseobservarseencontraráal- gumpedaçodeterraquepertenceouàsuapessoa ouao,grupodequeelefazparte.Noquediz respeitoaoEstado,ageografiapolíticaapóslongo tempo
seihabituou
alevaremconsideraçãoadi- mensãodoterritórioaoladodacifradapopulação. Mesmoosgrupos,comoa,tribo,afalia,acomu- na,quenãosãounidadespolíticasaunomas.só- mentesãopossíveissobreumsolo,eseudesenvol- vimentonâopodesercompreendidosenãocom respeitoaessesolo:assimcomooprogressodoEs- tado
é
ininteligívelsenãoestiverrelacionadocom oprogressododomíniopolítico.Emtodosesses casos,cstamosnapresençadeorganismosquecn- trurnemintermbio;naisoumenosdurávelcoma terra;noCursodoqualsetrocaentreeleseaterra todonero.deaçõesedereações.Equemvenha asupor
que.
num'povoemviasdecrescimento, aimportânciadosolonãosejat50evidente,que observees,e
PO\O
nomomentodadecadênciacda disolução! Nãosepodeentendernadaarespei- todoqueentãoOcorresenãoforconsideradoo solo.Umpovoregridequandoperdeterritório. Elepodecontarcommenoscidadãoseconservar aindamuitosolidamenteoterritórioondeseen- contramasfontesdesuavida.Masseseuterritó- riosereduz,é,deumamaneirageral,ocomeçodo fim.
Ir
HABITAÇÃOEALIMEN.
TAÇÃO
Sob
variaçõesdiversas,arelaçãodasociedade comosolopermanecesemprecondicionada,por umaduplanecessidade:adahabitaçãoeadaali. mentação.Anecessidadequetemporobjetoa habitação
é
detalmodosimplesquedelaresultou, entreohomemeosolo,umarelaçãoqueperrna- neceuquaseinvariávelnotempo.Ashabitações modernassão,namaiorpane,menosefêrnerasque asdospovosprimitivos;masohabitantedasgran- descidadesfazparasfcompedrastalhadasum abrigoartificialquenemsempreétão
espaçoso
quantoascavernasdaidadedapedra;damesma forma,muitasdasaldeiasnegras'epolinésiassão compostasdechoçasmaisconfortáveisquemuitas
aldeiaseuropéias.Emnossascapitais]osrepresen-
tantesdamaisaltacivilizaçãoque
existiudis- põem,parasuashabitações,demenoslugarque oshabitantesmiseráveisdeum
kraal
hotentote. Ashabitõesentreasquaishámaisdiferençasão, deumlado,aquelasdospastoresnômades,coma extremamobilidadenecessáriaàsmigraçõescon- tínuasdavidapastoril,e,deoutro,osapartamen- tosamontoadosnosenormesedifíciosdenossas grandescidades.Etodavia,osprópriosnômades estiloligadosaosolo,aindaqueoslaçosqueos ligamaelesejammaisIracosque,aquelesda
50.
ciedadedevidasedcntár!a.Elestêmnecessidade demaisespaçoparasemover,masvoltampcriódi- 'camenteaocuparosmesmoslocais.Portanto.11"0 existeapoioparaseoporos
nômades
atodososoutrospovossedentáriostomadosembloco,pela únicarazãodequeapósumaestadadealgunsme. sesnumlocal,omadelevantasuatendaeatrans- porta,nodorsodeseucamelo,paraalgumou- trolugar,depastagem.Essadiferençanadatem deessencial;nãotem,mesmo,aimpornciada- quelaresultantedesualgrandemobilidade,desua necessidadedeespaço,
consequência
davidapas- toril, Representou-seigualmenteosmadescomo completamentedesprovidosdequalquerorganiza- çãopolíticanosentidodaantigamáxima
Sacae
nomadessun/,civitatem
110/1
hobent,
(I)Indagou- -seseelesvalorizamosoloqueocupame,conse- quentemente,seelesodelimitam.Mashoje,tal fato
é
indubitável:
oterririoda
Mongólia
é
tãode