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Produção e reprodução: as famílias escravas na agricultura fluminense (1835-1885) - uma perspectiva comparativa --- Renato Rocha Pitzer

Produção e reprodução: as famílias escravas na agricultura fluminense (1835-1885) - uma perspectiva comparativa --- Renato Rocha Pitzer

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Trabalho com o qual o historiador Renato Pitzer obteve o 1o lugar do prêmio de Ciência e Tecnologia (área de ciências humanas) em 1986 na Universidade Federal Fluminense. O trabalho foi orientado pelo Prof. João Fragoso, então professor do Departamento de História da UFF.
Trabalho com o qual o historiador Renato Pitzer obteve o 1o lugar do prêmio de Ciência e Tecnologia (área de ciências humanas) em 1986 na Universidade Federal Fluminense. O trabalho foi orientado pelo Prof. João Fragoso, então professor do Departamento de História da UFF.

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Categories:Types, Research, History
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11/27/2013

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text

original

 
PRODUÇÃO
E
REPRODUÇÃO:
as
famílias
escravas
na
agricultura fluminense (1835-1885)
uma
perspectiva comparativa*
Renato Rocha
Pitzer**
Este
trabalho
mereceu o 1?
lugar
do
prêmio
de Ciência e
Tecnologia
(Área
da Ciên-
cias
Humanas)
1986
da
Universidade
Federal
Fluminense (UFF),contando
com a
orientação do
professor
João
Luiz
Fragoso
do
Dept?de
História da
UFF.
O Coletivo
Editorial optou
por
publicar
o
texto
em sua
forma
original,
em
virtude
de ser um
tra-
balho
premiado, tendo
o
autor
incluído,
ao
final,
um
posfácio
onde discute os
desdo-
bramentos e
autocríticas
ao
projeto.
"
24
anos,
licenciado e mestrando em História
pela
UFF e
membro
do Coletivo
Edito-rial
da
Revista
Arrabaldes.
30
Revista
Arrabaldes.Ano l,
n°.
1,maio/agosto
1988
1
-INTRODUÇÃO
Noventa e
oito
anos
nos
separam
da abolição da escravatura. Estamos,
pois,
às
vésperas
do centenário do fim da escravidão negra no Brasil.
Neste
já longo
período,
poucos estudos
sérios
dimensionaram coerente-mente
o
passado
histórico
do
negro,
tanto
no
período
da
escravidão,
como
no
posterior,
com a integração
traumática
do negro à sociedade brasileira.
Os
estudos
perpassam,
em geral, uma
visão
discriminatória
do negro,oscilando entre
o
preconceito
explícito,
por um
lado,
que
exclui
ou reduz o
seu
papel, e por
outro,
não menos
discriminador,
que, embasado em um pa-ternalismo
irritante,
enaltece e idealiza a
negritude, confirmando
a grande
estranheza
que
nossa
sociedade ainda possui em relação aos
'de
cor'.
Se,
para
além disso, vislumbramos o problema da discriminação das
mulheres em
nossa
cotidianidade,
e por
extensão,
a
questão
de ser
mulher
negra neste
Brasil, entramos em um campo bem mais delicado da
história
dopaís.
Considerando
que o
estudo
detalhado
das
famílias
escravas
é de
grande
valia
para
o melhor esclarecimento e redimensionamento
destas
questões atéaqui
levantadas,
procuramos,
a
partir
de
três localidades distintas
localiza-
das
no
atual
Estado
do Rio de
Janeiro
,
perceber
o que em
cada
uma
delas
de
particular,
e o queexistedesemelhante entre
elas,
circunscrevendo
tem-
poralmente a pesquisa, em um
período
que precede e
sucede
o fim do
tráficonegreiro,
a fim de verificarmos as possíveis alterações provocadas por este na
consecução de
famílias
negras
cativas.Desde
logo,
faz-se
necessário
definirmos o que entendemos por
família,evitando
que a
generalidade
do
conceito termine
por
invalidar
a
pesquisa.
Para
a
existência
de
famílias
escravas,
consideramos
essencial
a
existên-
cia
"do
laço conjugai (legítimo
ou
ilegítimo)
ou de um
laço
de
paternidade
ou
maternidade"
1
.
Fugimos,
assim,
dasinterpretações que, procurandoasnoçõesde
com-
padrio e parentesco, entendem a
família
de maneira
mais
ampla. A família
que nos
interessa,
pois,
possui
um
caráter
restrito,
podendo-se
compor
de
ape-
nas
dois elementos
(mãe/filho,pai/filho,marido/mulher).
1.1
-
REVISÃO HISTORIOGRAFICA
Este
temada
família
escrava
nospareceu interessantee
polêmico
quan-
do,
observando
a
historiografia brasileira, notamos
a ênfase dada à
inexistên-
cia de
famílias
escravas
no escravismo
sul-americano.
Esta
tese
é por
vezes
defendida de maneira dissimulada mas, na maioria dos
casos,
de forma enfáti-
ca.
As principais argumentações utilizadas por
diversos
autores, como
Vera
Ferlini,
Jacob Gorender, Emília
Viotti
da Costa, Katia Mattoso e Stanley
Stein
2
,
são as
seguintes:
a)
precariedade
ou
inexistência
de
vida
familiar;
b) a
forte
possibilidade de
serem
os
escravos
cônjuges ou filhos
separados
pela
Arrabaldes
31
 
vendaa
proprietários
distintos;
c) a
prática
de
aborto
proposital
entre
as es-
cravas;
d)
a
alta
taxade
mortalidade
infantil
no
meio
escravo;
e) a
superiori-
dade
numérica de
escravos
do
sexo
feminino,
o que
levaria
a um baixo
índice
de nascimentos.
Estas
posições
nos
parecem problemáticas
se não
forem
tratadas
com o
devido cuidado. Raramente
os
estudos sobre
a
família
escrava
o
acompanha-
dos de um
estudo
da
família
de
homens livres, onde
se
atentasse
para
o
per-centual de procriação
destas
famílias. Somente um estudo neste nível poderia
revelar se o
índice
de
procriação
e aexistênciade
famílias eram
o
insignifi-
cantes
no
meio
escravo
como
pretenderam demonstrar os
autores
citados.
Al-
guns
estudos recentes sobre
a
família
têm
demonstrado
que a
família
nuclear',
rigidamente estabelecida, não era hegemônica entre a população livre no
século
XIX
3
.
Como
se
exigir,
portanto,
tal
rigidez
da
família
escrava?
A
res-
peito
do
desequilíbrio existente entre
os
homens
e as
mulheres
escravas,
gos-taríamos de recordar que, também aí, a preferência recai em demonstrar-se o
baixo
índice
de
nascimentos
de
escravos
em
relação
ao
número
de
cativos
do
sexo masculino.
Ao
nosso ver,
a
perspectiva
mais
frutífera
seria
a de
per-guntarmos quantas
escravas
em
idade madura procriaram neste
ou
naquele
período,
e
quantas
das que
procriaram eram
casadas
(legítima
ou
ilegitima-
mente).
Doispontos
parecem
importantes
para
a
tomada
de
posição daqueles
autores
por nós
citados:
a)
Em
primeiro lugar,
a
retomada, ainda
que
despida
da
roupagem
racis-
ta, dos
pressupostos
de
Gilberto
Freire
4
,
que compreendia a
impossibilidade
da
existência
da
família
escrava,
na
medida
em que a
autoridade
do
senhor
dafazenda
impediria que o marido ou mulher
escravos
possuíssem qualquer
autonomiafamiliar. A
família
patriarcal
do
senhor abrangeria
sua
mulher,
seus
filhos,
seus
afilhados,
agregadose
escravos.
Esta
família ampla, somada
aos
diversos elementos acima arrolados, inviabilizaria
a
família
escrava.
b) Em
segundo lugar,
o
referencial utilizado
por
estes
autores
para
afirmarem
a
'esterilidade'
do escravismo
brasileiro
— é o Sul dos Estados
Uni-dos
da
América,
que se
caracteriza
por um
alto
índice
na
formação
defamí-
lias
escravas
e uma
alta taxa
de
natalidade entre
os
cativos. Como
objeta-mos,
o maisrazoável
seria
termos como
referencial a sociedade em que os
pró-
prios
cativos vivem,
rompendo
com a
dualidade
(Escravismo
na
América
Lati-
na
= Estéril x
Escravismo
no Sul dos EUA = Fértil)
5
. Além disso, quando
pensássemos
em
influências
efetivas
provindas
do
exterior, deveríamos estu-
dar com
mais atenção
as
sociedades
africanas
de
onde provêm
os
negros cati-
vos,
a fim de
desprezarmos
as
interpretações correntes
que
persistem,
por
exemplo,
em
associar
a
poligamia africana
à
promiscuidade, devassidão,
etc.
6
.
Outra
tese
criticáveléaquelaqueadvogao fim dotráfico negreiro
(1850),
cujos
defensoresvêem
uma
ruptura imediata
e uma
relação direta
de
causa-efeito
(fim
do
tráfico negreiro
=
maior
incentivo
por parte dos
senhores
â
procriação)
7
.
Esta
interpretação
despreza a
heterogeneidadeeconômica
bra-
sileira
em meados do século
passado.
Pensar
que o
impacto
do
final
do tráfico32
Arrabaldes
negreiro deu-se de maneira indiferenciada em
todo
o Brasil, nos parece uma
fórmula
um
tanto
ingênua, decorrente
das
generalizações
correntes na histo-
riografia brasileira, que carecem dos devidos embasamentos empíricos.
1.2
-PERSPECTIVA
COMPARATIVA
Acreditamos, em vista disso, que o estudo comparativo é o mais
fecun-
do
para
a
construção
de
sínteses
gerais,
a
partir
do
estudo
minucioso
de
mais
de uma
localidade.
E no
caso
de um
trabalho detalhado
a
respeito
das
famílias
escravas,
destacamos
este
método
de
pesquisa.
O
método comparativo
é a
única forma
de
superarmos
a
perspectiva
po-
sitivista
da
descrição,
passando para a explicação,
distinguindo
os elementos
específicos
daqueles ocasionais,
no
dizer
de
Ciro
Cardoso:
"Esta
é uma
tendência
que de
fato
constitui
um
processoessencial
no
caminho
para
asistematizaçSodos
conhecimen-
tos, entre outras
causas
porque
possibilita
ao
observador
afas-
tar-se
de seu
próprio ponto
de observação, de sua
sociedade
particular:
sem o que
nSo
objetividade
possível nas
ciên-
cias
sociais"
.
As
localidades
em que
pretendemos
nos
deter estão circunscritas
ao
atual
Estado do Rio de
Janeiro,
no
período
que vai de
1835
a
1885,
e
são as
seguintes:Paraíbado
Sul, Petrópolis
e
Capivary.
Paraíba
do Sul
caracteriza-se
fundamentalmente
pela
produção agro-exportadora
de
café, fundada
na
exploração
da
mão-de-obra
escrava.
Petró-polis distingue-se pela pequena produção agropecuária,
realizada
majorita-riamente por imigrantes
livres alemães
com destino ao mercado local. Final-mente, Capivary
caracteriza-se
pela
produção,
pequena
e
média,
de
café
(de
qualidade
inferior
ao do Vale do
Paraíba)
e alimentos, ambos para o mercado
interno, utilizando tanto
o
negro
cativo no
processo
produtivo,
com os ho-
mens livres
pobres do
município.
1.3
-PROPÓSITOS
EPRESSUPOSIÇÕES
Nosso
objetivo
é,
portanto,
demonstrar a existência de vida familiar cati-
vanestas
localidades distintas, procurando perceber
as
nuanças
destas
famílias
em
relação
ao
processo
produtivo
em que se
inserem. Vida
familiar
que, ape-
sar
de dever
obediência, respeito
e favores ao
Senhor,
possuía uma
relativa
autonomia
em
face
deste.Como pressuposto
principal,
procuraremos demonstrar que as famílias
escravas
interferiam efetivamente no cálculo econômico do senhor
escravocra-
ta.
Quando
estes
transmitiam
herança
ou
vendiam
seus
escravos,
deveriam
pensar
como partilhar
ou
vender
sem
dissociar
as
famílias
escravas
estabele-
cidas. A
transmissão desta propriedade
dava-se
hegemonicamente,
ao
nossover,
de
forma coletiva
(o
'lote
familar')
e não
individual
(a
unidade
escrava).
Arrabaldes
33
 
Subsidiando
esta
hipótese, verificar,
a
partir
da
construção
de
séries,
se
há um
impacto
imediato,
decorrente
do fim do
tráfico
negreiro,
na
taxa
de
procriação
e de
famflias
escravas,
ou se —
como pudemos averiguar
em Pa-
raíba do Sul — este reflexo se sentirá
posteriormente
e de maneira diferencia-
da
nas diversas localidades. Estudar se há uma variação
(tanto
no
tempo
como
no
espaço)
do
período intergenético
das negras cativas. Verificar, ainda, se asuniões
entre
escravos, explicitadas
nos
inventários
post
mortem,
eram reali-
zadas
à luz da Igreja
Católica
(casamentos legítimos) ou eram relações de
concubinato
(casamentos
ilegítimos).
Finalizando
esta
parte do
trabalho,
devemos salientar que a pesquisaemParaíba do Sul já
está
relativamente
amadurecida
9
e que os
principais
questionamentos
sobre
as
famílias
escravas
surgirama
partir
do
contato
com
esta
localidade, sendo, pois, ela norteadora de
nossas
presentes preocupações.
2
-PARAÍBA
DO
SUL:
UM
PONTO
DE
PARTIDA
2.1
-BREVE
RELATO
HISTÓRICO
O
município
de
Paraíba
do Sul
localiza-se
no
médio
vale
do rio que lhe
onome,ameia distância entreasMinas
Gerais
e Rio deJaneiro, marcado
por uma
topografia
com
relevos
de
pouca elevação
as
chamadas'meias
la-
ranjas'— que
tanto
seadaptariamao
cultivo
docafé.Em
conjunto
com
Vassouras
e Valença constituem-se nos
municípios
que
mais
produziram
café,
no já
lendário Vale
do
Paraíba,
durante
o
séculoXIX.No
início
do séc.
XIX,
se caracterizava pela presença abundante dematas
e
florestas virgens,
e
ainda
por uma
baixa densidade demográfica.
Se-
gundo
um
cronista
da
época,
"o
total
das
pessoas
adultas
o
passava
de 500
(segundo o rol do
Pároco)"
10
.
Margeando-se a estrada nova, por ranchos de
arrear
tropas
locais utilizados pelos tropeiros
que
vinham
e
voltavam
deMinas
ao Rio de
Janeiro, para
descansarem
a si e a
seus
animais
,
contras-
tando
o intenso tráfego da estrada com a precariedade dos estabelecimentosque ali se encontravam.
Em
meados
do
séc.
XIX,
o
desenvolvimento urbano
não é
significativo,
mas
a
agricultura apresenta diferenças notórias, para João Fragoso:
"Já
nesta
época o
sistema
agrário daeconomiadeexpor-tação
imprimia
uma
nova
fisionomia
aos campos de
Paraíba
do
Sul,
As matas
estavam
sendo substituídas
pelas
fazendas
de
café"
11
.
É, pois, o café que dará nova forma e vida ao nosso
município,
forma
esta
indissociadadomercado
externo,
devidoàscaracterísticasevalor inter-nacional desta cultura.
A
técnica utilizada
era a
derrubada
e
queimada
dasmatas,
demonstrando o caráter extensivo da produção. Segundo João Frago-
so,
"a
presença
e
disponibilidade
das matas substituem a aplicação de um tra-
balho
adicional na refertilização dos
solos
12
",
sendo
portanto
a fronteira
móvel da
produção
um
elemento
fundamental
para
sua
reprodução
13
.
Arrabaldes
Conforme
o
censo
de
1840,
apopulaçãodo
município
era de
11.586
habitantes,
com uma
densidade demográfica bastante baixa
(9
habitantes
por
km
2
)
14
.
Torna-se claro que
esta
baixa densidade coloca em evidência a ques-
tão da
mão-de-obra
necessária
a
mover
esta
economia.
A
mão-de-obra
utilizada
será
a do
negro
cativo, provenientemente
majo-ritariamente
da
África, como podemos verificar
na
Tabela
I.
TABELA
I:
DistribuiçãoEntre
Africanos
e
Crioulos
em
Relação
ao
Plantei
Total-Paraíba
do
Sul
(1835-1869).
período africanoscrioulos
n?
de
escravos
n?de inventários
1835/39
1840/49
1
850/541855/59
1860/641865/69*
56,762,364,550,742,232,643,337,735,549,357,867,4
712
509
411
1.021
1
009
47831
23
14
3124
16
Total
4.140
139
*
Inclui
os
inventários
de
1870.
Fonte
: Inventários
Cartório
de
Paraíba
do
Sul.
(Citado em
FLORENTINO, Manolo
G. eFRAGOSO,
João
L. R.
Marcelino, filho de
Ino-
cência,
crioula,neto
de Joana,
cabinda:
um estudo sobre famílias
escravas
em Paraíba doSul
(1835-1872).
S,P.
Revista
de Estudos Econômicos.
17(2):
151-173.
maio/ago.
1987.
No
entanto,
podemos perceber, pela
mesma
tabela, a
não desprezível
participação
dos
crioulos
negros
escravos
nascidos
no
Brasil
— à
reprodução
do
plantei.
Percebe-se
que
eles
representam nunca menos
que 35% do
total
dos escravos.
Em
síntese,
os
principais fatores para
a
reprodução
do
sistema
escravis-
ta-agrário-exportador
em
Paraíba
do Sul são a
terra
e a
mão-de-obra.
No que
tange
à
mão-de-obra, existem
duas
formas
de
reprodução:
a
primeira ligada
à
compra
de
Africanos,
e a
segunda
— que nos
interessa
em
particular
ligado
à
reprodução
dos
negros
no
Brasil
(os
crioulos).
2.2
-A
FAMÍLIA
ESCRAVA
Como salientamos anteriormente, a historiografia tem relutado em
acei-
tar aidéiada
conformação
de
famílias
escravas
noseiodo
escravismo
colo-
nial,
no
século
XIX.
Apontando
problemas como
o do
alto
índice
de
mortan-
Arrabaldes
35

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