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Despacho 8835.2001 Manual Boas Praticas Laboratoriais

Despacho 8835.2001 Manual Boas Praticas Laboratoriais

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 N.
 o
98 — 27 de Abril de 2001
DIÁRIO DA REPÚBLICA — II SÉRIE
7383
MINISTÉRIOS DA EDUCAÇÃO E DA REFORMADO ESTADO E DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Despacho conjunto n.
o
386/2001.
— Nos termos do disposto nosn.
os
3 e 4 do artigo 21.
o
do Decreto-Lei n.
o
204/98, de 11 de Julho,e no cumprimento da subdelegação de competências estabelecida pelodespacho n.
o
24 305/2000 (2.
a
série), de 31 de Outubro, do Secretáriode Estado do Ensino Superior, publicado no
Diário da República,
2.
a
série, n.
o
274, de 27 de Novembro de 2000, é aprovado o programade provas de conhecimentos específicos a utilizar nos concursos deingresso na carreira técnica, área de planeamento, do quadro de pes-soal não docente da Universidade da Beira Interior, constante doanexo ao presente despacho e do qual faz parte integrante.5 de Abril de 2001. — O Reitor da Universidade da Beira Interior,
 Manuel José dos Santos Silva.
— O Director-Geral da AdministraçãoPública,
Júlio G. Casanova Nabais.
 ANEXO
Programa de provas de conhecimentos específicos a utilizarnos concursos de ingresso na carreira técnica, área do pla-neamento, do quadro de pessoal não docente da Universi-dade da Beira Interior.
1 — Quadro Comunitário de Apoio — PRODEP III.2 — Informática na óptica do utilizador:2.1 Utilização dos sistemas operativos MS-Windows 9x eMS-Windows NT;2.2 — Utilização de ferramentas de escritório electrónico.3 — Técnicas básicas de programação:3.1 — Estrutura de dados;3.2 — Programação estruturada;3.3 — Princípios de bases de dados relacionais.
MINISTÉRIO DA SAÚDE
Gabinete da Ministra
Despachon.
o
8835/2001(2.
a
série).
— O Decreto-Lein.
o
217/99,de 15 de Junho, com a redacção dada pelo Decreto-Lei n.
o
534/99,de 11 de Dezembro, ao aprovar o regime jurídico do licenciamentoe fiscalização dos laboratórios de análises clínicas, teve como preo-cupação fundamental garantir a qualidade das actividades desenvol- vidas. Para o efeito, para além de regras gerais sobre a instalação,organização e funcionamento, determinou que estas unidades dis-ponham de um manual de boas práticas que defina as regras e osprocessosdegarantiadequalidade,assegurandoumaapropriadaorga-nização técnica e procedimental.É objectivo deste manual melhorar e credibilizar as práticas labo-ratoriais para aumentar o nível de protecção da saúde e permitira acreditação dos laboratórios e a sua integração no sistema de qua-lidade da saúde.Na sua preparação estiveram envolvidas a Comissão Técnica Nacio-nal, a Ordem dos Médicos e a Ordem dos Farmacêuticos, que, ouvidassobre a sua versão final, sobre ele se pronunciaram favoravelmente. Assim: Ao abrigo do n.
o
1 do artigo 7.
o
do Decreto-Lei n.
o
217/99, de15 de Junho, com a redacção dada pelo Decreto-Lei n.
o
534/99, de11 de Dezembro, aprovo o
Manual de Boas Práticas Laboratoriais,
que inclui os anexos
I
a
IV
e vai ser publicado como parte integrantedo presente despacho.28 de Fevereiro de 2001. — A Ministra da Saúde,
Maria Manuela de Brito Arcanjo Marques da Costa.
Manual de Boas Práticas Laboratoriais
I — Introdução
1 — Objectivo e campo de aplicação — o exercício profissional emlaboratórios que prossigam actividades de diagnóstico, de monito-rização terapêutica e de prevenção no domínio da patologia humana(laboratório)fazpartedeumaabordagemglobaldecuidadosdesaúde,incluindo o médico assistente, o especialista médico ou farmacêutico(especialista) e outros profissionais de saúde. A análise dos resultadoslaboratoriais fornece dados decisivos para o diagnóstico e prestaçãode cuidados de saúde. A qualidade deve ser a preocupação essencial e constante de todoo pessoal do laboratório. O desenvolvimento de um sistema da qua-lidade é imprescindível para o correcto exercício profissional noslaboratórios.O presente manual, que se intitula
Manual de Boas Práticas Labo- ratoriais
(MBPL), é um instrumento para a implementação da qua-lidade em todos os laboratório que executem exames laboratoriaise é dirigido a todos os que neles trabalham, independentemente dasua qualificação ou função. As regras e recomendações contidas no
Manual
não têm por objec-tivo impor qualquer tipo de método para executar uma determinadaanálise: isto seria interferir na competência do director técnico dolaboratório, que é o responsável máximo por todos os aspectos cien-tíficos e de organização do laboratório. Compete ao director técnicodo laboratório a escolha de métodos optimizados, recomendados pelassociedades científicas nacionais ou internacionais deste âmbito ou vali-dados por ele próprio segundo um procedimento que permita a trans-feribilidade dos resultados.O
Manual
obriga ao registo escrito de todos os procedimentos eabrange todas as etapas dos exames laboratoriais, desde a colheitaaté à entrega dos resultados. Esses procedimentos operativos asso-ciados ao controlo da qualidade são um elemento do sistema de garan-tia da qualidade dos laboratórios que realizam exames laboratoriais. As disposições contidas no
Manual
aplicam-se aos laboratórios pri- vados onde se realizam exames laboratoriais, qualquer que seja aforma de exploração. Aos laboratórios públicos e aos laboratóriosdo sector social aplicam-se as disposições e obrigações referentes àsregras de qualidade e segurança conforme dispõe o n.
o
2 do artigo 1.
o
do Decreto-Lei n.
o
217/99, de 15 de Junho, e no que respeita aosestabelecimentoshospitalaresdevemserconsideradasascompetênciasrespectivas do director do estabelecimento, das instâncias deliberativase consultivas, assim como dos próprios directores dos serviços, deacordo com a legislação em vigor.2 — Definição dos termos:2.1 — Exames laboratoriais — são exames que contribuem para odiagnóstico, tratamento, monitorização ou prevenção de doençashumanas ou qualquer modificação do estado de equilíbrio fisiológico.2.2 — Garantia da qualidade — conjunto de acções preestabeleci-das e sistemáticas necessárias para se obter a garantia de que umproduto ou serviço satisfaz determinadas exigências da qualidade. Noâmbito dos exames laboratoriais, a garantia da qualidade permiteter o domínio da organização de todas as tarefas que levam à qua-lidade, abrange obrigatoriamente as fases pré-analítica, analítica epós-analítica e inclui também procedimentos de controlo, tais comoo controlo da qualidade interno e a avaliação externa da qualidade:Qualidade (Q) — aptidão de um produto ou serviço para satis-fazer as necessidades expressas ou implícitas do utilizador.No domínio dos exames laboratoriais é a adequação entreos meios utilizados às informações esperadas pelo médico pres-critor e às expectativas do doente;Sistema da qualidade (SQ) — estrutura organizacional, respon-sabilidades, procedimentos, processos e recursos para imple-mentação e gestão da qualidade;Controlo da qualidade interno (CQI) — conjunto de procedi-mentos postos em prática num laboratório com vista a permitirum controlo da qualidade dos resultados das análises à medidaque as mesmas são executadas; Avaliação externa da qualidade (AEQ) — anteriormente conhe-cida como controlo externo da qualidade (CEQ), correspondeà avaliação, por um organismo exterior, da qualidade dos resul-tados fornecidos pelo laboratório.2.3 — Relatório de exames laboratoriais — documento escrito, vali-dado pelo especialista, contendo os resultados (quantitativos ou qua-litativos) dos exames efectuados, acompanhado de comentários sem-pre que necessário.2.4 Confidencialidade todas as informações relativas aosdoentes devem ser consideradas como confidenciais e protegidas pelosegredo profissional.2.5 — Amostras: Amostrabiológica — amostraobtidapeloactodacolheitaesobrea qual vão ser efectuados um ou vários exames laboratoriais; Amostra de calibração — amostra de composição definida qua-litativa e quantitativamente, para um ou vários constituintes,frequentemente aferida em relação a padrões de referência,destinada à calibração das técnicas; Amostra de controlo — amostra adaptada aos métodos utiliza-dos, destinada a apreciar a exactio e a precio dosresultados.2.6 — Avaliação — estudo de um procedimento, uma técnica ouum instrumento, para precisar as suas características e adaptação aofim em vista.2.7 — Laboratório — é a estrutura onde, sob a responsabilidadede um director técnico, se realizam exames laboratoriais.
 
7384
DIÁRIO DA REPÚBLICA — II SÉRIE
N.
 o
98 — 27 de Abril de 2001
2.8 — Recursos humanos — conjunto das pessoas que desempe-nham uma função no laboratório, habilitadas com uma qualificaçãoconforme os textos regulamentares e sob a responsabilidade do direc-tor técnico do laboratório:Director técnico do laboratório — especialista em patologia clí-nica ou em análises clínicas inscrito, respectivamente, naOrdem dos Médicos ou na Ordem dos Farmacêuticos e queexerce as suas funções e competências de acordo com a
leges artis
e a legislação em vigor para as respectivas profissões eespecialidades;Especialista — especialista em patologia clínica ou em análisesclínicas inscrito, respectivamente, na Ordem dos Médicos ouna Ordem dos Farmacêuticos e que exerce as suas funçõese competências de acordo com a
leges artis
e a legislação em vigor para as respectivas profissões e especialidades;Técnico superior — indivíduo titular de um diploma do ensinosuperior universitário, não especialista pela Ordem dos Médi-cos ou Ordem dos Farmacêuticos, que pela natureza do seucurso exerce funções num laboratório;Técnico — indivíduo titular de qualificação reconhecida paradesempenhar, sob a responsabilidade de um especialista, fun-ções no âmbito da execução de exames laboratoriais; Auxiliar todo o indivíduo sem qualificação específica quedesempenha no laboratório funções de apoio à execução deexames laboratoriais; Administrativo — todo o indivíduo que no laboratório desem-penha funções não directamente relacionadas com a execuçãodos exames laboratoriais, nomeadamente as de secretariado,atendimento de doentes, etc.2.9 — Colheita — acto que permite a obtenção de uma amostrabiológica.2.10 — Procedimentos — instruções escritas, próprias de cada labo-ratório, descrevendo as operações a efectuar, as precauções a tomare as medidas a aplicar no laboratório.2.11 — Sistema analítico — conjunto dos meios analíticos consti-tuído por um método, um aparelho ou conjunto de aparelhos, umou vários reagentes e materiais, uma ou várias amostras de calibração,uma ou várias amostras de controlo, que permite realizar a deter-minação de um constituinte segundo um procedimento previamentedefinido.2.12 — Qualificação — operação destinada a demonstrar que umsistema analítico ou um equipamento funciona correctamente e dáos resultados esperados.2.13 — Transferibilidade:Característica de um procedimento analítico que permite queele seja utilizado em diversos laboratórios;Característica de um resultado analítico que permite compará-locom os obtidos noutros laboratórios.2.14 — Valores de referência — valores observados para um dadoparâmetro analítico numa população de referência.Podem ser estabelecidos pelo director técnico do laboratório, emfunção das técnicas analíticas que utiliza, ou eventualmente verificadosquando se empregam dados de publicações científicas. A expressão «valor de referência» é preferível às de «valor usual»ou de «valor normal».2.14.1 — Valor observado — é o valor de um dado parâmetro ana-lítico obtido por observação ou por medida.2.14.2 — População de referência — é um grupo particular de indi- víduos num estado de saúde cuidadosamente definido em função doou dos parâmetros analíticos a observar.2.14.3 — Valores de referência — são todos os valores que podemser observados na população de referência.2.14.4 — Distribuição de referência — é a distribuição de proba-bilidade dos parâmetros observados na população de referência.2.14.5 — Intervalo de referência — é definido a partir da distri-buição de referência em função dos objectivos de utilização.2.15 — Validação — operação que permite garantir que um resul-tado foi obtido nas condições técnicas adequadas e é compatível coma história clínica. Esta validação é tanto analítica como biopatológica. A validação analítica comporta a verificação da conformidade dascondições de execução com os procedimentos e tem em conta nomea-damente os resultados obtidos no controle da qualidade interno. A validação biopatológica é o controlo da verosimilhança e da coe-rência do conjunto dos resultados das análises efectuadas para umapessoa, tendo em conta o seu estado clínico, os tratamentos de quefoi alvo e os resultados anteriores.
II — Regras de funcionamento
1 — Organização:1.1 — Independência do responsável pelo laboratório — o exercícioda direcção técnica do laboratório, nas condições previstas no presenteMBPL, de acordo com a legislação vigente e respectivas regras deon-tológicas, pressupõe total autonomia e independência profissional etécnica do especialista director técnico.1.2 — Obrigações do responsável pelo laboratório — o director téc-nico do laboratório deve assegurar que as recomendações contidasno MBPL sejam seguidas no laboratório, assim como nos laboratórioscom que estabeleça contratos de colaboração, pelo que é impres-cindível a sua intervenção nos actos de gestão com influência na rea-lização dos exames laboratoriais.1.2.1 — Aspectos gerais — a presença física verificável do directortécnico, prevista no n.
o
2 do artigo 23.
o
do Decreto-Lei n.
o
217/99,com as alterações introduzidas pelo artigo 1.
o
do Decreto-Lein.
o
534/99, deve ser compatível com o horário de abertura ao públicopraticado pelo laboratório, devendo ser substituído nos seus impe-dimentos por um especialista.Compete ao director técnico representar o laboratório e respondernos aspectos éticos e deontológicos e técnicos perante a sua Ordeme, ainda, garantir que as práticas publicitárias do laboratório sejamadequadas aos princípios ético e deontológicos a que se encontra vinculado.1.2.2 — No que se refere aos recursos humanos:
 a
) Estabelecer o organigrama do laboratório;
 b
) Definir os requisitos mínimos (qualificação) para o desem-penho de uma função;
 c
) Definir o programa de formação para o desempenho de cadatarefa;
 d
) Promover a formação contínua;
 e
) Verificar que cada operação é confiada a pessoal com qua-lificação, treino e experiência apropriados;
 f 
) Pôr à disposição do pessoal os procedimentos gerais e ope-rativos, assim como o presente manual;
 g
) Informar o pessoal quanto à entrada em vigor de qualquernovo procedimento e eventuais modificações ulteriores;
 h
) Garantir a aplicação das medidas referentes à saúde, segu-rança do pessoal e protecção do ambiente, em certos casosem coordenação com o médico de higiene, saúde e segurançano trabalho e a comissão de higiene e segurança no trabalho.1.2.3 — No que se refere aos procedimentos gerais e operativos:
 a
) Verificar que os procedimentos em vigor, aprovados e data-dos, são postos em prática pelo pessoal;
 b
) Verificar que toda a modificação justificada dos procedimen-tos é escrita, aprovada, datada, comunicada e que o pessoalé preparado para a aplicação dessa modificação;
 c
) Verificar que toda a modificação de procedimentos suscep-tível de alterar quer a apresentação dos resultados quer asua entrega implica a informação do prescritor a fim de evitarinterpretações erróneas;
 d
) Conservar um ficheiro cronológico de todos os procedimentose conservar em separado um ficheiro morto dos procedimen-tos em desuso;
 e
) Certificar-se da gestão regulamentar dos arquivos. (Cf. capí-tulo
VI
).1.2.4 — No que se refere às instalações, ao equipamento, aos con-sumíveis e aos reagentes:
 a
) Garantir que as instalações e o equipamento estão em boascondições de funcionamento;
 b
) Garantir que os produtos consumíveis são apropriados;
 c
) Garantir que os consumíveis e reagentes estão disponíveis,dentro do prazo de validade e conservados nas condiçõesdefinidas pelo fabricante;
 d
) Garantir o correcto tratamento e eliminação dos resíduos.1.2.5 — No que se refere a relatórios dos exames laboratoriais:
 a
) Deve garantir que o relatório seja validado por um espe-cialista;
 b
) Por sua vez, o especialista deve:Validar os resultados dos exames laboratoriais depois dese ter certificado de que a sua execução foi conformeas recomendações do MBPL;Verificar se a informação dos resultados é feita nos prazoscompatíveis com a sua boa utilização clínica e em con-dições de confidencialidade.1.3 — Obrigações do pessoal:
 a
) Ter em conta as recomendações do MBPL;
 b
) Obrigar-se a todos os procedimentos operativos em vigor nolaboratório;
 
 N.
 o
98 — 27 de Abril de 2001
DIÁRIO DA REPÚBLICA — II SÉRIE
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 c
) Submeter-se às regras do segredo profissional;
 d
) Procurar estar constantemente actualizado, participando tãoregularmente quanto possível em acções de formação pro-fissional.2 — Instalações:2.1 — Disposição e manutenção — as dimensões, a construção ea localização do laboratório devem estar conformes à actividade neledesenvolvida e à legislação específica em vigor. A disposição do espaço do laboratório deve favorecer a boa exe-cução das utilizações previstas. As áreas afectas aos laboratórios devem ter em conta e estar ade-quadas ao número de doentes atendidos e ao número de amostrasprocessadas no laboratório.Todos os laboratórios devem ter pelo menos uma área para recep-ção, uma área para secretariado e arquivo, uma sala para colheitasque permita o isolamento dos doentes, duas áreas afectas a actividadestécnicas do laboratório, uma área para lavagem do material e doislavabos (doentes e funcionários). A superfície mínima do conjunto das áreas, compreendendo asáreas circulantes, não deve ser inferior a 120 m
2
. As áreas laboratoriaisdevem formar um conjunto contínuo e devem estar separadas umadas outras.Devem existir áreas de armazenamento, à temperatura adequada,para as matérias-primas, reagentes e consumíveis. Estas devem serdiferentes das áreas de conservação de amostras biológicas. As áreasde armazenamento de matérias-primas e ou reagentes tóxicos oupotencialmente perigosos ou contaminantes devem estar separadas(no que diz respeito ao armazenamento o termo «área» não pressupõepara esta qualquer dimensão, pode tratar-se de um simples compar-timento separado num armário, ou uma sala).Devem estar definidos procedimentos para a manutenção dos diver-sos locais (frequência, produtos e modo de emprego).2.2 — Segurança — todo o pessoal deverá ser informado das medi-das a tomar, quer na prevenção quer em caso de acidente.Devem ser tomadas todas as medidas necessárias para respeitara legislação sobre riscos de incêndio. As normas de segurança devem ser adequadas à dimensão, peri-gosidade e especificidade do trabalho produzido no espaço dolaboratório.3 — Equipamento — todos os laboratórios devem possuir o equi-pamentoparaarealizaçãodasanálisesqueexecutam,quedeveconstarno seu regulamento interno.Para os laboratórios autorizados a trabalhar com isótopos radioac-tivos, os locais e material devemestardeacordocomaregulamentaçãoespecífica em vigor.4 — Sistemas analíticos — o laboratório deve manter actualizadauma lista de todas as análises efectuadas com o equipamento existentebem como daquelas que envia para laboratórios com os quais esta-beleça contratos de colaboração. Deve dispor do material adequadoe necessário à execução das análises que declara efectuar, incluindoas urgentes.Os sistemas analíticos utilizados para a obtenção dos resultadosdevem ser escolhidos em função do desempenho pretendido e deestudos realizados de forma independente do fabricante e do dis-tribuidor. Se o sistema escolhido não foi alvo de uma avaliação inde-pendente, o responsável deverá certificar-se de que os resultados obti-dos são conformes às exigências pretendidas e transferíveis na medidado possível.4.1 — Instrumentação — devem existir procedimentos predefinidospara a inspecção, limpeza, manutenção e verificação periódicas dosaparelhos. Estas operações, tal como as visitas de manutenção oureparação da assistência técnica, devem ficar registadas por escritonum livro de ocorrências de cada aparelho. As normas de utilização e manutenção dos aparelhos devem estarpermanentemente à disposição do pessoal e serem respeitadas poreste.Devem estar previstos procedimentos alternativos em caso de maufuncionamento de um aparelho: utilização de outras técnicas ou enviodas amostras para outro laboratório.4.2 — Material e reagentes — o material necessário ao funciona-mento dos aparelhos deve ser conforme às normas especificadas pelosfabricantes e ser utilizado apenas com o fim e da forma previstas.Oslaboratóriospoderãoutilizarreagentescomerciaisquetenhamsido registados junto da entidade competente reconhecida pelo Minis-tério da Saúde, devendo o número do registo figurar na embalagem.Os reagentes preparados ou reconstituídos no laboratório devemexibir a data da sua preparação ou reconstituição e a data limiteda validade. Os de origem externa devem ainda constar de um registode recepção no laboratório. Em todos os casos relevantes, deve serassegurada a rastreabilidade dos mesmos. As instruções sobre as con-dições de armazenamento devem ser respeitadas.5 — Informática — se os laboratórios possuírem um sistema infor-mático, este deverá ser concebido e implementado por forma a evitaros erros e a respeitar a confidencialidade dos dados que contém.O acesso total ou parcial aos dados deve estar limitado ao pessoalautorizado. Qualquer modificação dos dados ou do programa só podeser efectuada por pessoal autorizado e deve ser registada.Deve estabelecer-se um processo que permita evitar a perda dainformação em caso de avaria do sistema informático. Devem estarprevistos procedimentos alternativos em caso de mau funcionamentodo sistema informático.6 — Eliminação de resíduos — a eliminação de resíduos deverá serconforme à legislação em vigor, deve ser conduzida por forma a nãopôr em risco a saúde do pessoal do laboratório ou do pessoal encar-regue da sua recolha e não deve ser fonte de poluição do ambiente.De acordo com a legislação em vigor, a responsabilidade da gestãode resíduos perigosos é atribuída ao seu produtor. No entanto, estaresponsabilidade poderá ser transferida para uma entidade devida-mente autorizada para o efeito, mediante a celebração de um contratode prestação de serviços.7 — Contratos de colaboração entre laboratórios — a contrataçãoentre laboratórios só é possível se todos estiverem em conformidadecom o presente manual e no caso do laboratório requisitante nãodispôr de capacidade técnica para a realização de exames que exijamtecnologia especial.Esta contratação tem de ser estabelecida em protocolo de cola-boração que deverá abordar os seguintes aspectos:Forma de identificação da amostra;Condições de colheita e conservação da amostra;Condições de transporte da amostra;Tempo máximo entre colheita e recepção da amostra;Tempo máximo para a emissão dos resultados;Modelo de boletim para a emissão dos resultados.Estes contratos apenas pressupõem os exames laboratoriais quecomprovadamente o laboratório requisitante não possa efectuar.
III — Execução dos exames laboratoriais
1 — Procedimentos:1.1 — Regras gerais — o laboratório que realiza exames laborato-riais deve dispôr de procedimentos operativos escritos, datados e tec-nicamente validados de modo a assegurar a qualidade dos resultadose a conformidade com MBPL.Em cada zona de actividade específica do laboratório, os proce-dimentosoperativosrelativosàsoperaçõesqueaísãorealizadasdevemestar disponíveis. Livros, artigos e manuais podem ser utilizados comocomplementos dos procedimentos operativos.Estes procedimentos não devem ser fixos, mas sim adaptados àevolução dos conhecimentos e dados técnicos. Qualquer alteraçãode um procedimento deve ser escrita, datada, aprovada pelo respon-sável autorizado para esse efeito e divulgada junto do pessoal.Cada amostra biológica deve ser tratada separadamente para queseja possível relacionar inequivocamente o resultado com a amostra.1.2 Aplicações os procedimentos operativos devem incidirespecialmente sobre os seguintes pontos: A preparação do doente para a colheita a efectuar (jejum, dietae outras restrições aplicáveis);O tipo de amostra; A escolha do recipiente destinado a receber o produto/amostrae eventuais aditivos (anticoagulantes ou outros reagentes); A identificação do doente (incluindo nome, idade, sexo e infor-mação clínica relevante) e da amostra; A colheita; As interferências conhecidas e relevantes (medicamentos, ali-mentos e dados); As condições de transporte da amostra;Os critérios de rejeição da amostra;O processamento pré-analítico da amostra;Os reagentes (preparação, utilização, segurança e conservação);Os aparelhos utilizados (utilização, manutenção, calibração);O processamento analítico com referência ao método utilizado; As regras de validação; A transmissão dos resultados; A conservação da amostra antes e depois da análise; A gestão dos sistemas informáticos existentes; A manutenção dos locais e dos materiais de trabalho (limpeza,organização, condições especiais: temperatura, corrente eléc-trica e humidade, quando aplicável); A garantia da qualidade.2 — Colheita, identificação, conservação e eliminação dos produtose amostras:2.1 — Colheita de amostras:
Realização
 A colheita deve ser efectuada pelo especialista ou por pessoal soba sua responsabilidade e com formação definida no despacho minis-

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