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Musashi - Eiji Yoshikawa - Vol. II

Musashi - Eiji Yoshikawa - Vol. II

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02/26/2013

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MusashiVolume IIEiji Yoshikawa
 
Neste segundo volume, após o violento e histórico duelo de Ichijoji
,
Musashi procuraabrigo num templo do monte Hiei para recuperar-se física e mentalmente de seusferimentos. Depois, segue seu caminho de samurai peregrino na rota doaperfeiçoamento filosófico e guerreiro, e também se envolve em duelo particular coma natureza, ao tentar dominá-la, o que não consegue apesar de todo o seuempenho.O jovem guerreiro incorporando força e agilidade ímpares torna-se também maishumano: desenvolve profunda amizade com um habilíssimo manejador do bastãoque por muito pouco não o derrota, além de procurar formar um discípulo à suaimagem na pessoa de um garoto que passa a acompanhá-lo por longo trecho de suamissão. Para não falar da bela jovem que conquistou seu coração, amor que revelao lado sensível e frágil de Musashi, e que na verdade não logra dominar e fazerfrutificar.As imagens de Edo, a futura Tóquio, em frenético desenvolvimento, cujo palpitantesubmundo deixa antever a metrópole que mais tarde virá a ser, constituem aincursão urbana desta obra predomi-nantemente bucólica e com forte presença deum feu-dalismo em sofrida modernização.Toda a trama, no entanto, com suas múltiplas reviravoltas, está inscrita na lógica doesperado e inevitável duelo da ilha de Funashima com Sasaki Kojiro, o outro grandeespadachim da época e rival de Musashi em habilidade, tenacidade e sabedoriaguerreira. Para o eventual vencedor, não será apenas necessária a melhor técnica,mas também a maior nobreza de espírito.Eiji Yoshikawa dividiu sua obra em sete livros:
A Terra, A Água, O Fogo, O Vento, O Céu, As Duas Forças 
e
A Harmonia Final.
Destes, os cinco primeiros são uma
 
referência ao
gorin,
os cinco elementos básicos de que se compõe, segundo oBudismo, toda e qualquer matéria, ou ainda os ciclos por que passa o espíritohumano para alcançar a perfeição, começando pela terra impura até atingir o estágiomais alto, o céu, ou segundo a concepção budista, a paz do nada, o nirvana.
 
O VENTO
(2ª parte)
 
PRECE POR UM MENINO MORTO
 Estamos na face meridional do pico Shimei-ga-take do monte Eizan
1
, de onde seavistam com facilidade os famosos torreões ocidentais e orientais do complexoreligioso, assim como o rio Yokogawa e os vales do Iimuro. À distância, no mundo vilmuito abaixo deste ambiente puro, corre em meio ao lixo e à poeira o extenso rioOkawa, envolto em fina névoa. Mas aqui, no templo Mudoji, junto às nuvens, osilêncio reina sobre florestas e riachos, o frio retarda o desabrochar das plantas einibe o canto dos pássaros sagrados.-
Yobutsu-u 'in... Yobutsu-u 'en... Bupposoen... Chonen Kanzeon... Bonen Kanzeon...
 Os Dez Versos à deusa Kannon escapam de um aposento nas profundezas dotemplo Mudoji, nem em prece nem declamados, muito mais num sussurroinvoluntário. Quem seria?O tom do murmúrio eleva-se pouco a pouco para logo em seguida diminuirrepentinamente: quem fala deixa-se arrebatar gradativamente, mas logo cai em si ebaixa a voz.O aprendiz do templo, um menino vestindo um quimono branco, vem por um longocorredor de lustrosas tábuas largas, pretas como breu. Transporta uma bandejacontendo uma refeição frugal
2
, respeitosamente erguida com ambas as mãos àaltura dos olhos, e entra no aposento de onde provém o murmúrio.- Senhor! - chamou o menino, depositando a bandeja num canto da sala.- Senhor! - insistiu momentos depois, ajoelhando-se. O homem interpelado, porém,continuava de costas para ele, ligeiramente curvado para a frente, alheio à suapresença.Dias atrás, alquebrado e coberto de sangue, esse homem - um samurai peregrino -havia surgido no templo apoiado à espada. Dito isso, o leitor será capaz de adivinhara identidade do samurai, pois descendo-se esse pico rumo a leste chega-se à vilaAnatamura e à ladeira Shiratorizaka; rumo a oeste, o caminho leva diretamente à vilaShirakawa e à senda Shugaku-in, onde se ergue o pinheiro solitário.
1
Pico Shimeidake (no original, Daishimei-no-mine): dois picos sobressaem na crista do monte Hieizan - tambémconhecido como Eizan - situado na fronteira do município de Kyoto com a província de Shiga: Daihiei, a leste(848 m), e Shimeidake (839 m), a oeste, este último referido pelo autor. Hieizan, montanha que faz parte dacadeia Higashiyama, é famosa por nela terem existido quase 3000 templos de monges guerreiros,impiedosamente exterminados numa única noite por Oda Nobunaga, irritado com a intromissão dos referidosmonges na gestão política do país. Na época de Musashi, os monges tinham sido proibidos de imiscuir-se ematividades leigas e haviam retomado seus deveres religiosos.
 
2
Nos templos budistas, a refeição, sempre frugal, era servida uma única vez pela manhã, de acordo com os
 
preceitos da religião.
 

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