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2003 palacios olugardamemoria

2003 palacios olugardamemoria

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08/30/2010

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 (In: MACHADO, Elias & PALACIOS, Marcos (Orgs),
Modelos do Jornalismo Digital
,Salvador: Editora Calandra, 2003)
Ruptura, Continuidade e Potencialização no Jornalismo Online:o Lugar da Memória
Marcos Palacios
“ E a reflexão, como diz, e muito bem, Averróis, é extrair o desconhecido do conhecido”.(Agustina Bessa-Luís
– Um cão que sonha)
Nosso objetivo neste artigo
1
é fundamentalmente pedagógico, buscando contribuir para adiscussão em torno das especificidades do Jornalismo na Web, através da sugestão de quadros dereferência, que permitam melhor sistematizar as transformações por que passa a prática jornalística na contemporaneidade. Consideramos que, de muito, ultrapassamos a fase em bastavafalar-se em “revolução nos meios de comunicação”, em “novos paradigmas”, “mudançasfundamentais”, etc. Além do perigo de instauração de um pensamento guiado por uma lógicaevolucionista de caráter simplista, a idéia de superação sucessiva dos suportes midiáticos poucocontribui para o avanço do conhecimento e, portanto, para a maximização dos potenciais dasNovas Tecnologias aplicadas ao campo da Comunicação e do Jornalismo em particular. Importabuscar compreender os modos de articulação e transformação das características dos múltiplossuportes existentes, dentre os quais o online, confrontando-os com as práticas que efetivamentetêm lugar no cenário da produção jornalística contemporânea.
1
Uma versão preliminar deste trabalho, sob o título “ Jornalismo Online, Informação e Memória:apontamentos para debate”, foi apresentada no Workshop de Jornalismo Online, realizado na Universidade daBeira Interior, Covilhã (Portugal), sob a coordenação do Prof. Antonio Fidalgo, em junho de 2002.
 
 2
Nesta ocasião, tomamos para tal propósito uma das características do Jornalismo Online
2
, qualseja a Memória, procurando situá-la num quadro geral e discutir até que ponto estamosefetivamente frente a processos de Ruptura com relação a práticas e modelos anteriores e comque efeitos e conseqüências. Apesar de sua relativa novidade, o Jornalismo Online tem sido objetode considerável discussão e elaboração acadêmica, havendo um bom cabedal de materialdisponível para quem se disponha estudar o assunto
3
. Abordando a Memória no JOL, tentamosconectar contribuições já produzidas por diversos autores, aproximando-as para que o leitor possacolocá-las em sinergia.Partimos de uma breve descrição do que entendemos serem as características gerais doJornalismo Online para, em seguida, assinalar possíveis conseqüências da introdução de recursosde Memória praticamente ilimitados propiciados pelo novo suporte
4
jornalístico representado pelasredes telemáticas e pelas práticas que se instauram em função desse novo entorno no qual seinscreve a ação profissional dos jornalistas.Ao estudar as características do jornalismo desenvolvido para a Web, Bardoel e Deuze (2000)assinalam a existência de quatro elementos distintivos: Interatividade, Customização de Conteúdo,Hipertextualidade e Multimidialidade. Palacios (1999), com a mesma preocupação, estabelececinco características: Multimidialidade/Convergência, Interatividade, Hipertextualidade,Personalização e Memória. Cabe ainda acrescentar a Instantaneidade do Acesso, possibilitando aAtualização Contínua do material informativo como mais uma característica do Webjornalismo.
2
Há uma discussão acadêmica estabelecida (e.g. Canavilhas 1999, Machado 2000) em torno do uso de termoscomo Jornalismo Online, Jornalismo Digital, Webjornalismo, etc. Neste artigo, utilizamos indistintamente asexpressões Jornalismo Online, Webjornalismo e Jornalismo na Web para denominar a produção jornalísticaque utiliza como suporte a WWW (World Wide Web) da Internet.
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Além do material publicado em formato convencional (livros, coletâneas, artigos em periódicosespecializados) vários sites emergem como referências importantes, reunindo contribuições da mais variadaamplitude e qualidade, tais como o GJOL (Grupo de Jornalismo Online da FACOM/UFBA):http://www.facom.ufba.br/jol/index.htm; Sala de Prensa: http://www.saladeprensa.org;BOCC: http://bocc.ubi.pt/index2.html; Biblioteca Digitale (com excelentes entrevistas com estudiosos deComunicação):http://www.mediamente.rai.it/biblioteca/; MCS:http://www.aber.ac.uk/media/index.html; Jornalistas da Web:http://www.jornalistasdaweb.com.br/;Writing for the Web:http://www.useit.com/papers/webwriting/;RCCS:http://www.com.washington.edu/rccs/;Lupajor: http://www26.brinkster.com/lupajor ; Sumário de periódicos de Comunicação:http://www.rebeca.eca.usp.br ;Sobresites:http://www.sobresites.com/jornalismo/;"Guia do Webjornalista":www.guiadowebjornalista.hpg.com.br .
4
Há igualmente uma discussão acadêmica estabelecida quanto à Internet ser ou não um meio de comunicaçãode massa e sobre as especificidades da comunicação na Internet (e.g. , Maldonado 1998, Wolton 1999,Palacios 2002). Neste artigo consideramos que a dimensão de produção e consumo de informação jornalísticaé apenas uma das muitas atividades que têm lugar no sistema/ambiente complexo representado pelas redestelemáticas.
 
 3
Essas seis características, que serão agora brevemente apresentadas, refletem as potencialidadesoferecidas pela Internet ao jornalismo desenvolvido para a Web. Deixe-se claro, preliminarmente,que tais possibilidades abertas pelas Novas Tecnologias de Comunicação (NTC) não se traduzem,necessariamente, em aspectos efetivamente explorados pelos sites jornalísticos, quer por razõestécnicas, de conveniência, adequação à natureza do produto oferecido ou ainda por questões deaceitação do mercado consumidor. Estamos a falar, fundamentalmente, de potenciais que sãoutilizados, em maior ou menor escala, e de forma diferente, nos sites jornalísticos da Web.É igualmente importante que se ressalte que não acreditamos existir um formato canônico, nemtampouco “mais avançado” ou “mais apropriado” no jornalismo que hoje se pratica na Web.Diferentes experimentos encontram-se em curso, sugerindo uma multiplicidade de formatospossíveis e complementares, que exploram de modo variado as características das NTC. Sealguma generalização é possível, neste momento, ela possivelmente diz respeito ao fato de quetodos esses formatos são ainda altamente incipientes e experimentais, em função do pouco tempode existência do novo suporte mediático representado pelas redes telemáticas.Alguns sites jornalísticos apostam, por exemplo, na maximização da Atualização Contínua de seumaterial informativo, como os jornais de portais, (a exemplo de
Último Segundo,
do Portal IG, emhttp://www.ig.com.br , ou o
 Ao Vivo,
do Portal Terra em,http://www.terra.com.br ); outros explorammais a Multimidialidade e a possibilidade de aprofundamento de assuntos, com a disponibilizaçãode extensos bancos de dados visuais e sonoros (a exemplo do
MSNBC 
, emhttp://www.msnbc.com, ou a edição online do semanário brasileiro
Veja
, emhttp://www.veja.com.br); outros ainda ensaiam modelos de tipo P2P (
 peer to peer 
), experimentandocom um jornalismo de tipo aberto, que aposta na Interatividade e onde todos os leitores podemlivremente disponibilizar suas contribuições (como exemplificado pelo
 Akademia,
emhttp://www.akademia.ubi.pt/html/index.php, produzido pelo Laboratório Multimedia da Universidadeda Beira Interior, em Portugal).Multimidialidade/Convergência - No contexto do Jornalismo Online, multimidialidade, refere-se à convergência dos formatos das mídias tradicionais (imagem, texto e som) na narração do fato jornalístico. A convergência torna-se possível em função do processo de digitalização dainformação e sua posterior circulação e/ou disponibilização em múltiplas plataformas e suportes,numa situação de agregação e complementaridade.Interatividade - Bardoel e Deuze (2000) consideram que a notícia online possui a capacidade defazer com que o leitor/usuário sinta-se mais diretamente parte do processo jornalístico. Isto podeacontecer de diversas maneiras: pela troca de
e-mails
entre leitores e jornalistas, através dadisponibilização da opinião dos leitores, como é feito em sites que abrigam fóruns de discussões,

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