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Qualidade de Vida no Trabalho

Qualidade de Vida no Trabalho

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As medidas relacionadas com a Qualidade de Vida no Trabalho (conhecida pela sigla QVT) estão ganhando cada vez mais espaço no cotidiano das mais variadas empresas. Revista Banas Qualidade | Janeiro/2011 | No: 224 | Páginas 34 a 37

As medidas relacionadas com a Qualidade de Vida no Trabalho (conhecida pela sigla QVT) estão ganhando cada vez mais espaço no cotidiano das mais variadas empresas. Revista Banas Qualidade | Janeiro/2011 | No: 224 | Páginas 34 a 37

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Published by: Luiz de Paiva on Feb 14, 2011
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03/30/2014

 
CAPA
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• www.banasqualidade.com.br • Janeiro • 2011
Qualidade de Vida noTrbho
Como os programas estão sendodesenvolvidos pelas empresas naatualidade
[Nathalie Gutierres]
 
CAPA
www.banasqualidade.com.br • Janeiro • 2011 •
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A
s medidas relacionadas com a Qualidade de Vida noTrabalho (conhecida pela sigla QVT) estão ganhandocada vez mais espaço no cotidiano das mais variadasempresas. Com o conceito de ter preocupação com obem-estar geral e a saúde dos trabalhadores no desempenho desuas tareas prossionais, as ações de QVT estão ligadas com osaspectos ísicos e ambientais, como também os aspectos psicoló-gicos do local de trabalho. E, a partir do instante que as empresas vão observando os resultados de tais ações, percebem que oinvestimento neste setor pode caracterizar uma série de retornospositivos em diversos âmbitos da organização. A QVT está intrinsecamente conectada à motivação dos cola-boradores das empresas, os quais contribuirão de orma signicati- va para o sucesso das organizações.“Muitas empresas começarama entender que cuidar do bem-estar e da saúde integral de seusuncionários é ator de suma importância para que eles continuemmotivados em seus trabalhos e se mantenham no mais alto nível dedesempenho e produtividade”, resume Alberto Ogata, presidenteda Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), entidadesem ns lucrativos que tem como objetivo estimular ações e pro-gramas corporativos de saúde e qualidade de vida.Na opinião de Mario Persona, palestrante, consultor e proessorde estratégias de comunicação e marketing, os programas de QVTsão atrativos que vão além da recompensa salarial dos colaboradoresdas empresas. “Os seres humanos são complexos e não uncionamapenas motivados pelo salário, mas são muitas as variáveis que mexemcom suas emoções, saúde e estado de espírito. Quando a empresainveste na qualidade de vida de seu colaborador, está investindo emseu ativo mais importante: as pessoas e a capacidade que elas têmde criar e produzir”, esclarece. Porém, não basta a empresa investirem qualidade de vida. “É preciso que a companhia dissemine umacultura neste sentido entre os seus colaboradores. Muita gente aindacarrega vícios de uma antiga maneira de viver e trabalhar sem sepreocupar com sua qualidade de vida, seja em casa ou no trabalho.Não vai adiantar muito a empresa investir em um trabalhador quenão liga para a própria saúde sem antes prepará-lo culturalmentepara viver e trabalhar com uma nova perspectiva. Uma pessoa assimcontinuará tendo uma péssima qualidade de vida no trabalho por nãosaber usuruir dos beneícios que a empresa oerece nesse sentido”,acrescenta Persona, justicando que “o investimento em qualidadede vida requer também um trabalho de conscientização do que sejaa qualidade de vida”. Através do ponto de vista dos prossionais, além das qua-licações como título universitário, idiomas e cursos, o ladocomportamental do colaborador exerce grande infuência em suarotina de trabalho. “Hoje as pessoas são contratadas para entre-gar resultados e, como a competição é muito orte, existe umasobrecarga de trabalho que gera estresse. Isso é associado aquelechee autoritário, que muitas vezes usa o cargo para abuso. Como avanço das tecnologias, as máquinas tomam conta do lugar doscolaboradores e, as pessoas que cam nas empresas, precisamproduzir o dobro, entregar o triplo na metade do tempo. Então asempresas estão enxergando que não adianta exigir demais, poisaquele colaborador cará doente e ele é um talento que a empresaquer manter. Os gestores de pessoas começam a ver o colaboradorcomo um ser humano, que pensa, que tem emoção, um corpo, etudo isso necessita cuidado. Assim, as empresas começam a investire a desenvolver programas de qualidade de vida e os prossionaispassam a ter satisação no trabalho, porque lá ele encontra alter-nativas que, por mais estressante que a atividade dele seja, ele tem válvulas de escape, como as chamadas salas de descompressão.Nestas salas, existem opções como o pebolim, pingue-pongue,mesa de sinuca, televisão”, analisa Luiz Roberto Fava, cirurgiãodentista especialista em endodontia e palestrante há quatro anosem assuntos relacionados a motivação e qualidade de vida.Uma vez que a empresa passa a investir em programas de QVT,o próprio colaborador passa a se sentir mais pertencente àquelacompanhia. “O prossional irá encontrar momentos em que elepode relaxar e descontrair. É algo também siológico, pois quandoo ser humano está trabalhando, o cérebro unciona bem durantecerca de uma hora e meia. Depois disso, ele passa a car cansado,o que justica uma pausa”, detalha Fava.Entretanto, nem todas as companhias que já adotam as práti-cas de QVT apresentam programas maduros neste segmento. Asações estão mais requentemente relacionadas ao estilo de vida,envolvendo atividade ísica, nutrição e gerenciamento do stress.Observamos no Brasil empresas com dierentes estágios de evo-lução em programas de qualidade de vida. Muitas organizaçõesrealizam ainda somente ações pontuais, como ginástica laboral,eiras de saúde ou promovem palestras. Outras empresas já têmprogramas mais amplos, com avaliação das necessidades e interes-ses dos colaboradores, estabelecem metas claras e buscam alinharos resultados com as estratégias corporativas”, completa Ogata.Examinando o mercado de modo mais abrangente, pode-senotar que nos dias atuais, a QVT ainda está limitada às grandesempresas. Ogata explica que este cenário é justicado pelo ato“das grandes companhias contarem com mais recursos nanceirospara a implantação de programas e terem maior número de co-laboradores, o que consequentemente az com que os problemasdecorrentes da perda da produtividade relacionada à saúde e oscustos de assistência médica sejam mais percebidos”. Para ele, odesao é expandir esse movimento de promoção da saúde e bem-estar às micros e pequenas empresas, o que é bastante possível.“Existem estudos que demonstram eeitos muito positivos emtermos de produtividade quando há programas que estimulem aqualidade de vida. Isso é mensurado nos índices de redução dealtas e adoecimento, bem como na retenção de talentos e reduçãode custos com saúde”. Porém, os programas de QVT não precisam enem devem ser restritos às grandes companhias.As ações voltadasà qualidade de vida nem sempre exigem grandes investimentosquando a empresa é criativa o suciente para encontrar meios deazer muito com pouco”, acrescenta Persona.Desse modo, é nítido que os programas de QVT independemdo porte da empresa, ou seja, podem ser implementados emqualquer companhia, de qualquer tamanho. “Não é o porte daempresa que determina as condições para implantação de ações
 
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de QVT e sim o nível de conhecimento e percepção que seus ges-tores possuem sobre a importância do tema. Claro que as grandesempresas oerecem um leque mais abrangente de ações, porémas médias e pequenas que decidem investir em QVT conseguemresultados superiores em termos de adesão e comprometimentodos colaboradores. Quanto maior a empresa, mais engessados eburocráticos são seus processos, o que diculta a fexibilização deações que não se mostraram ecientes, principalmente quandoesbarram na limitação de seus budgets. Muitas vezes os gestores deRH acabam azendo não o que gostariam, mas o que o orçamentoliberado permite”, avalia Wellington Alves de Lima, undador ediretor geral da OAPCE Qualidade de Vida no Trabalho, empresacom oco em massoterapia como estratégia no combate ao stresse prevenção de doenças relacionadas ao trabalho.Com base na pesquisa“Working Well”, aplicada em 47 países, emum universo de 1.245 organizações e mais de 15 milhões de uncioná-rios, coordenada no Brasil pela ABQV, Ogata relaciona os programasque têm sido adotados nos últimos tempos.“Os dados mostram queincentivar a prática de atividades ísicas, promover a alimentaçãosaudável e combater o stress são consideradas questões determi-nantes para que as empresas brasileiras invistam em programas dequalidade de vida. Esses atores impulsionam as ações de maneiramuito signicativa para mais de 50% das companhias nacionais (58%apontam atividade ísica e nutrição e 51% estresse) que responderamao estudo, em um universo de mais de mil organizações e mais dedez milhões de uncionários”.É pertinente também salientar a importância de proporcionarum ambiente seguro e a adoção de equipamentos e procedimen-tos de segurança, conorme orienta Persona. “De nada adianta aempresa iniciar, por exemplo, um programa de ginástica laboralou colocar música ambiente no reeitório se o local onde os tra-balhadores vivem a maior parte do tempo é insalubre e perigoso. A insalubridade do ambiente de trabalho pode exigir todo umtrabalho de recuperação ambiental, que acaba sendo tambémum investimento em qualidade de vida para os trabalhadores”.Ele acrescenta que os projetos de melhoria na qualidade de vidadevem ser aplicados de modo amplo para todos os departamentosda companhia.“Às vezes, em uma mesma empresa, você encontrapessoas trabalhando em escritórios novos e arejados, enquantohá muita gente no chão de ábrica trabalhando em condiçõestotalmente insalubres. Esse contraste gera uma desigualdade queatalmente irá acarretar danos à produtividade da empresa. Quemtrabalha em um chão de ábrica abandonado às moscas certamentetrabalha ressentido de ver seus colegas da área administrativa emredomas acarpetadas e climatizadas”.O desenvolvimento de programas de QVT àquelas companhiasque estão iniciando seus trabalhos no segmento deve ser minu-ciosamente planejado. “Para que se atinjam melhores resultados,os programas de qualidade de vida corporativos precisam ser bemelaborados, utilizar orte base cientíca e contar com apoio técnico.Hoje, já existe um consenso no segmento do ‘wellness’ que o maisimportante não é a quantidade de atividades de qualidade de vidacorporativos existente ou a variedade de ações que abrangem, massim o modo como as iniciativas são geridas pelas empresas”, descreveOgata. Ele ressalta o retorno que tais programas já demonstram gerar.A qualidade de vida do colaborador começa a ser reconhecida comodierencial competitivo e, em algumas empresas, já passa a azerparte dos indicadores de ROI (Retorno sobre o Investimento). Issosignica que os programas de qualidade de vida precisam, de ato,estar integrados ao planejamento estratégico e às metas da empresa.E como tais, são passíveis de avaliações de resultados. Daí o aumentoda importância da gestão desses programas”.Para adotar as práticas de QVT, os gestores das organizaçõesnecessitam estar comprometidos com o assunto.“O mais importanteé que a alta direção da empresa esteja convencida da importância dasações de QVT para o uturo da empresa e dos negócios, pois isso ga-rantirá o êxito do programa. Do contrário, veremos ações minguadas ealeatórias que não conseguirão atingir seus objetivos. Depois é neces-sário traçar o perl da empresa, identicar os pontos que exigem maisatenção, que causam mais altas, aastamentos e queixas. Em seguida,pode-se azer uma pesquisa de mercado para conhecer quais são aserramentas e ações mais apropriadas para o programa”, discorre Alves de Lima, que ala a respeito da divulgação do retorno das açõesaos colaboradores. “O ponto chave é a mensuração dos resultados,por isso é extremamente importante que se registre o maior númerode índices possíveis antes da implantação para compará-los depois.Estes dados é que possibilitarão a continuidade dos programas e aampliação com novas ações, anal, a lucratividade da empresa seránossa maior aliada”.O colaborador deve ser pensado como ser humano, como de-ne Fava. “O lado do colaborador é mais complexo, considerandoprimeiramente a pessoa dele como ser humano”. Ele relacionaos dierentes setores dos seres humanos diante do ambientede trabalho. “As pessoas têm oito áreas para administrar a sua vida: ísico, emocional, intelectual, prossional, nanceiro, lazer,relacionamentos e espiritual. O gestor que consegue entenderque aquela pessoa tem oito áreas para administrar, porque elenão coloca um pouco do setor do lazer e do ísico a avor dele emum programa de qualidade de vida? Exemplicando, a empresaoerece academia e o colaborador se interessa, o que o motiva aproduzir. Isso muda a motivação, altera o grau de engajamento.Desse modo, as empresas inteligentes e holísticas começam a verhoje que o colaborador tem corpo, mente e espírito”. Alguns especialistas acreditam que os serviços de consultoriapodem prestar auxílio às organizações que visam adotar práticasde QVT. “O primeiro passo é buscar uma consultoria para azerdiagnóstico do que existe que pode ser melhorado e do que nãoexiste que pode ser implantado. Não é um trabalho simples, e umbom projeto poderá resultar em maior economia de recursos e me-lhoria na produtividade”, opina Persona, que ala da importânciada existência de acompanhamento às ações. “Se os prossionaisnão orem devidamente educados em qualidade de vida, poderãoachar que aqueles minutos de trabalho interrompido para azerginástica laboral não passam de perda de tempo. Os resultados dequem é obrigado a interromper uma atividade com um sentimentoassim não serão os melhores”.

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