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02485_08_Citacao_Postal_slucena_PPL-TC.pdf

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02/02/2013

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TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO
PROCESSO-TC-02485/08
Poder Executivo Municipal. Administração Direta Municipal.Prefeitura de Olho D’Água. Prestação de Contas Anual relativa aoexercício de 2007. Prefeito. Agente Político. Contas de Governo.Apreciação da matéria para fins de emissão de PARECER PRÉVIO.Atribuição definida no art. 71, inciso I, c/c o art. 31, § 1°, daConstituição Federal, no art. 13, § 1°, da Constituição do Estado daParaíba, e no art. 1°, inciso IV da Lei Complementar Estadual n°18/93 - 
Despesas sem licitação – Incorreção nos DemonstrativosContábeis – Despesas não comprovadas – Aplicação em ASPSabaixo do percentual estabelecido pela Legislação da espécie -Ausência de recolhimento de contribuição previdenciária patronal -Transgressões a Princípios da Administração Pública, a dispositivosde natureza constitucional, infraconstitucional e regulamentar.EMISSÃO DE PARECER CONTRÁRIO À APROVAÇÃO DASCONTAS, exercício 2007. Encaminhamento à consideração daegrégia Câmara de Vereadores de Olho D’Água.
Através de Acórdãoem separado, atribuição definida no art. 71, inciso II, da Constituiçãodo Estado da Paraíba, e no art. 1°, inciso I, da Lei Complementar Estadual n° 18/93, julgamento irregular das contas de gestão doChefe do Executivo, na condição de Ordenador de Despesas,atendimento parcial às exigências da LRF, imputação de valor aoGestor municipal com responsabilidade, aplicação de multas,comunicação ao MPE e à Receita Federal do Brasil  erecomendações à atual Administração do Poder Executivo.
 
 
PARECER  PPL-T C-        0238  /2010
 
RELATÓRIO 
Tratam os autos do presente processo da análise da Prestação de Contas do Município de
Olho
 
D’Água
, relativa ao exercício financeiro de
2007,
de responsabilidade do Prefeito e Ordenador deDespesas, Srº 
Júlio Lopes Cavalcanti
.A Divisão de Acompanhamento da Gestão Municipal V – DIAGM V, com base nos documentosinsertos nos autos, emitiu o relatório inicial de fls. 604/619, evidenciando os seguintes aspectos dagestão municipal:
1.  Sobre a gestão orçamentária, destaca-se:
 
a)
o orçamento foi aprovado através da Lei Municipal n.º 06/2006, de 22 de dezembro de 2007,estimando a receita e fixando a despesa em R$ 6.098.800,00, como também autorizandoabertura de créditos adicionais suplementares em 50% da despesa fixada na LOA;
b)
durante o exercício, foram abertos créditos adicionais suplementares no montante de R$2.140.000,00;
c)
a receita orçamentária efetivamente arrecadada no exercício totalizou o valor de R$5.304.181,31, inferior em 13,03% do valor previsto no orçamento;
d)
a despesa orçamentária realizada atingiu a soma de R$ 5.583.203,47, inferior em 8,45% dovalor previsto no orçamento;
e)
o somatório da Receita de Impostos e das Transferências – RIT atingiu a soma de R$3.786.741,10;
h)
a Receita Corrente Líquida - RCL alcançou o montante de R$ 4.867.676,27.
2. No tocante aos demonstrativos apresentados
:
 
 
PROCESSO-T02485/08
 
 
2
a)
o Balanço Orçamentário apresentou déficit equivalente a 6,76% da receita orçamentáriaarrecadada;
b)
o Balanço Financeiro registrou um saldo para o exercício seguinte, no valor de R$174.330,00, distribuídos entre Caixa e Bancos nas proporções de 21,08% e 78,92% ,respectivamente;
c)
o Balanço Patrimonial evidenciou déficit financeiro no valor de R$ 656.957,99; 
3.  Referente à estrutura da despesa, apresentou a seguinte composição
:
a)
as remunerações dos Vereadores foram analisadas junto com a Prestação de Contas da Mesada Câmara Municipal;
b)
os gastos com obras e serviços de engenharia, no exercício, totalizaram R$ 412.630,00correspondendo a 7,39% da Despesa Orçamentária Total (DOTR).
4. Quanto aos gastos condicionados
:
a)
a aplicação de recursos do FUNDEB na remuneração e valorização dos profissionais domagistério (RVM) atingiu o montante de R$ 593.456,88 ou
60,33%
das disponibilidades doFUNDEB (limite mínimo=60%);
b)
a aplicação na manutenção e desenvolvimento do ensino (MDE) alcançou o montante de R$1.231.629,91 ou
32,52%
da RIT (limite mínimo=25%);
c)
o Município despendeu com saúde a importância de R$ 402.270,36 ou
10,62%
da RIT;
d)
as despesas com pessoal da municipalidade alcançaram o montante de R$ 3.120.392,44 ou
64,10
% da RCL (limite máximo=60%);
e)
as despesas com pessoal do Poder Executivo alcançaram o montante de R$ 2.924.281,24 ou
60,08
% da RCL (limite máximo=54%).
 
Foram registradas nesta Corte denúncias sobre possíveis irregularidades ocorridas no exercício de2007, tratadas em processo específico.Ato contínuo, ao final do exórdio instrutório, a Auditoria relacionou as seguintes irregularidades:Da gestão fiscal.a. Gastos com pessoal, correspondendo a 64,10% da RCL, em relação ao limite (60%)estabelecido no art. 19, da LRF;b. Gastos com pessoal, correspondendo a 60,08% da RCL, em relação ao limite (60%)estabelecido no art. 20, da LRF e não indicação de medidas em virtude da ultrapassagem deque trata o art. 55 da LRF;c. Não envio dos REOs para este Tribunal, referentes ao 1°, 2°, 4°, 5° e 6° bimestres;d. Ausência de comprovação da publicação dos REOs, referentes ao 1°, 2°, 4°, 5° e 6° bimestres,em órgão de imprensa oficial;e. Não envio do RGF  para este Tribunal, referente ao 2° semestre;f. Ausência de comprovação da publicação do RGF, referente ao 2°  semestre, em órgão deimprensa oficial.Da gestão geral.g. Déficit orçamentário no percentual de 6,74% da receita arrecadada, demonstrandodesequilíbrio nas contas públicas;h. Déficit financeiro no balanço patrimonial, no valor de R$ 656.957,99;i. Despesas não licitadas no valor total de R$ 892.540,23, correspondendo a 15,99% da despesaorçamentária total;j. Omissão de receitas do FUNDEF/FUNDEB, no montante de R$ 73.322,71;
 
 
PROCESSO-T02485/08
 
 
3
k. Despesas não licitadas no valor total de R$ 892.540,23, correspondendo a 15,99% da despesaorçamentária total;l. Aplicações em Ações e Serviço Públicos de Saúde (ASPS) no percentual de 10,62%, abaixo,portanto, do percentual mínimo estabelecido;m. Extravio dos balancetes mensais e das respectivas documentações comprobatória dasdespesas;n. Extravio dos processos licitatórios referentes ao exercício de 2007;o. Despesas não comprovadas no valor de R$ 3.483.697,73;p. Realização de despesas com empresas fantasmas, no montante de 132.300,00;q. Ausência de controle patrimonial dos bens móveis e imóveis da Prefeitura Municipal;r. Inconsistência nas informações referentes aos bens móveis e imóveis registrados no BalançoPatrimonial;s. Despesas irregulares com locação de imóvel para a Polícia Militar da Paraíba;t. Despesas em duplicidade com locação de casa para as instalações da Polícia Militar, novalor de R$ 1.800,00;u. Ausência de cadastro e contabilização da dívida ativa municipal;v. Despesas irregulares com o Sr. Manoel Leite Guimarães, no valor total de R$ 34.441,85;w. Despesas irregulares com ajudas financeiras no montante de R$ 49.660,00;x. Despesas insuficientemente comprovadas na quantia de R$ 15.150,00;y. Despesas não comprovadas com combustíveis e lubrificantes na importância de R$373.935,87;z. Não recolhimento de contribuições previdenciárias – parte patronal – no valor total de R$614.099,06.Tendo em vista as irregularidades apontadas pelo Órgão de Instrução apontou em seu relatórioinicial, e atendendo aos princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa, o Relator determinou a citação do Sr. Júlio Lopes Cavalcanti, então Prefeito Constitucional. Este, em10/06/2010 e 01/07/2010,  acudiu aos autos solicitando dilação de prazo (fls. 624/625; 632/633),tendo o pleito atendido pelo Relator. Inobstante a concessão, o ex-gestor manteve-se omisso ao deixar escoar o prazo sem emanar qualquer manifestação.Instado a se pronunciar, o Ministério Público emitiu o Parecer nº 01513/10 (fls. 762/766), da lavra doIlustre Procurador-Geral Marcílio Toscano Franca Filho, acompanhando o posicionamento doÓrgão de Instrução, pugnou no sentido de que esta Egrégia Corte decida pelo(a):a) Emissão de parecer contrário à aprovação e irregularidade das contas anuais do Chefe doPoder Executivo do Município de Olho d’Água, Sr. Júlio Lopes Cavalcanti, exercício 2007;b) Declaração de Atendimento parcial aos preceitos da LRF;c) Aplicação de multa pessoal com fulcro no art. 55 e 56 da LOTCE;d) Imputação de débito relativo aos danos pecuniários causados ao Erário, conforme aponta aAuditoria;e) Representação à douta Procuradoria Geral de Justiça a fim de que adote as providências ecautelas penais de estilo;f) Recomendações à Prefeitura Municipal de Olho D’Água no sentido de guardar estritaobservância aos termos da Constituição Federal, das normas infraconstitucionais e ao quedetermina esta Egrégia Corte de Contas em suas decisões, evitando a reincidência das falhasconstatadas em análise.

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