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Habeas Corpus Em Procedimentos Administrativos

Habeas Corpus Em Procedimentos Administrativos

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02/15/2011

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HABEAS CORPUS EM PUNIÇÕES DISCIPLINARES
Não é novidade para ninguém que existem em todas as profissões oassédio moral, por patrões que pensar ser onipotentes, desgraçando avida dos funcionários.Mas para os que sofrem dessemal em sua profissãovou deixar alguns esclarecimentos.Em primeiro lugar, somos funcionários do estado, ou da União, não doschefes. Eles podem nos mandar fazer algo, mas fazemos só se estiverdentro do que nos propomos fazer ao prestarmos o concurso, fora disso,se o ato for ilegal podemos nos recusar a fazê-lo ou se for ordem meioduvidosa, podemos pedir para que a ordem seja dada por escrito, eassinada.Devemos trabalhar com inteligência, procurando não ficar na mão deninguém, fazendo o serviço melhor possível, mas se mesmo assimquiserem te perseguir, é bom que saiba os seus direitos.Os processos administrativos sempre poderão aparecer, esse não é oproblema. Problema acredito é perder neles. Se ao responder um, évisto que não está sendo dado a mínima para suas razões de defesa,procure algum erro na
regularidade formal do ato (competência,cerceamento de ampla defesa e contraditório, cumprimento deformalidades legais)
. Qualquer irregularidade nessa área podem anular oprocedimento administrativo. Alguns fatores especificamente causamanulação dele:*
bis in idem-
punição duas vezes pela mesma transgressão ou infração,ainda que seja a primeira verbal. Se não for respeitadaadministrativamente, deve ser pedida apreciação do Judiciário, que nemtarda, nem falha;*
Nemo tenetur se detegere-
por exemplo, o ítem 1 do anexo 1 dodecreto federal 4.346 de 26 de agosto de 2002, Regulamento Disciplinardo Exército foi considerado inconstitucional porque o inciso LXIII, artigo5º da Constituição Federal, se analisado exegeticamente, constitui o
 
direito do preso de permanecer em silêncio, mas o âmbito de abrangênciadesta norma é bem maior que esse, tendo em vista que a maior parte dosdoutrinadores a considera como a máxima que diz que ninguém seráobrigado a produzir prova contra si mesmo (pelo uso do principio dainterpretação efetiva); então esse não é um direito só quem estiver preso,mas antes toda pessoa que estiver sendo acusada. O direito ao silêncio éapenas a manifestação da garantia muito maior, que é a do direito da nãoauto-acusação sem prejuízos jurídicos, ou seja, ninguém que se recusar aproduzir prova contra si pode ser prejudicado juridicamente, como diz oparágrafo único do art. 186º do código de processo penal: O silêncio, quenão importará em confissão, não poderá ser interpretado em prejuízo dadefesa. Este direito é conhecido como o princípio
nemotenetur sedetegere
.Esta norma está prevista no Tratado Internacional denominado Pacto deSão José da Costa Rica, também conhecido como Convenção Americanade Direitos Humanos, da qual o Brasil é signatário, em seu art. 8º, inciso 2,alínea 'g':"Art. 8º - Garantias judiciais:2. Toda pessoa acusada de um delito tem direito a que se presuma suainocência, enquanto não for legalmente comprovada sua culpa. Durante oprocesso, toda pessoa tem direito, em plena igualdade, às seguintesgarantias mínimas:g) direito de não ser obrigada a depor contra si mesma, nem a confessar-se culpada".No Brasil esta alínea 'g' é interpretada extensivamente, de forma a chegar-se à conclusão de que "ninguém é obrigado a produzir prova contra simesmo". O direito constitucional de permanecer calado (art. 5º, LXIII, CF)foi criado tendo-se como base esta norma. Através da Suprema Corte esseprincípio traduz-se dessa forma: "O Estado - que não tem o direito detratar suspeitos, indiciados ou réus como se culpados fossem (RTJ176/805-806) - também não pode constrangê-los a produzir provas contrasi próprios (RTJ 141/512)."*
dueprocessoflaw-
princípio do devido processo legal. Através dele,ninguém pode ser punido sem o devido processo legal e sem ser por
 
autoridade competente para tal. Punições sumárias e por qualquer chefenão encontrar guarida em nosso ordenamento jurídico. Ilustrando isso,existe uma história (ou estória, não sei se é verdade e também não sei emque país) de que houve pessoas falando palavrões no canal de rádio daPolícia. Então o comandante da área determinou que o policial que tinhafalado aquilo se identificasse, se não todos os policiais de serviço seriampunidos. Como ninguém o fez, o comandante via rádio determinou quetodos ficassem duas horas à mais de serviço por aquele palavrão. Depoisde meia hora, traficantes do morro mais perigoso da região ficaram
compena
dos policiais e disseram que foram eles que xingaram no rádio e quequalquer um tinha acesso ao canal de rádio da Polícia. Se fosse aqui noBrasil, os comandados poderiam se recusar a cumprir tal punição, porquepunições podem ser dadas apenas depois do devido procedimentoadministrativo, respeitada a ampla defesa e o contraditório, aplicando apunição
o comandante da compania
. Ou mais inteligente ainda, poderiampedir que tal ordem fosse passada por escrito, e cumprir a punição, edepois processar o comandante.*
Princípio da Reserva Legal-
Por este princípio, nenhum fato pode serconsiderado crime se não existir uma lei que o enquadre como crime outransgressão e, nenhuma pena pode ser aplicada, se não houver sançãopré-existente e correspondente ao fato. O estado só pode agir dentro dalegalidade, e qualquer coisa que não for observada dentro de umprocedimento administrativo, menos os prazos (se não caracterizaremprejuízoao indiciado), podem exigir a extinção do referido processo. Esseprincípio ainda diz que o Judiciário pode ser acionado em qualquermomento, mesmo que não tenham sido esgotados todos os canaisadministrativos, para serem avaliados critérios de legalidade e não demérito (o importante é extinguir o processo se estiver eivado deilegalidade). O meio de se pedir apreciação do Judiciário sem custos e semmuitas complicações é o
habeas corpus.
Vejamos algumas definiçõeslegais sobre ele:Art. 5º, inciso LV da CF/88: Aos litigantes, em processo judicial ouadministrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditórioe ampla defesa, com os meios e

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