Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more
Download
Standard view
Full view
of .
Save to My Library
Look up keyword
Like this
5Activity
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
Platão - Alegoria Da Caverna

Platão - Alegoria Da Caverna

Ratings: (0)|Views: 1,835 |Likes:
Published by kid_ota1218
Retirado de: PLATÃO. A República, Livro VII, 514a-521b. Lisboa: Ed. Fundação Calouste Gulbenkian, 1990. Trad. de Maria Helena da Rocha Pereira (adaptado).
Retirado de: PLATÃO. A República, Livro VII, 514a-521b. Lisboa: Ed. Fundação Calouste Gulbenkian, 1990. Trad. de Maria Helena da Rocha Pereira (adaptado).

More info:

Published by: kid_ota1218 on Feb 15, 2011
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF or read online from Scribd
See more
See less

05/30/2014

pdf

 
1
Alegoria da Caverna - Platão
Retirado de: PLATÃO.
A República,
Livro VII, 514a-521b. Lisboa: Ed. Fundação CalousteGulbenkian, 1990. Trad. de Maria Helena da Rocha Pereira (adaptado).Participam do diálogo: Sócrates e Glauco.“(Sócrates) - Depois disto – prossegui eu – imagina a nossa natureza, relativamente àeducação ou à sua falta, de acordo com aseguinte experiência. Suponhamos unshomens numa habitação subterrânea emforma de caverna, com uma entrada abertapara a luz, que se estende a todo ocomprimento dessa gruta. Estão lá dentrodesde a infância, algemados de pernas epescoços, de tal maneira que só lhes é dadopermanecer no mesmo lugar e olhar emfrente; são incapazes de voltar a cabeça,por causa dos grilhões; serve-lhes deiluminação um fogo que se queima ao longe,numa eminência, por detrás deles; entre afogueira e os prisioneiros há um caminhoascendente, ao longo do qual se construiuum pequeno muro, no gênero dos tapumesque os apresentadores de fantochescolocam diante do público, para mostraremas suas habilidades por cima deles.(Glauco) - Estou a ver – disse ele.- Visiona também ao longo deste muro,homens que transportam toda a espécie deobjetos, que o ultrapassam: estatuetas dehomens e de animais, de pedra e demadeira, de toda a espécie de lavor; como énatural, dos que os transportam, uns falam,outros seguem calados.- Estranho quadro e estranhosprisioneiros são esses de que tu falas –observou ele.- Semelhantes a nós – continuei -. Emprimeiro lugar, pensas que, nestascondições, eles tenham visto, de si mesmo edos outros, algo mais que as sombrasprojetadas pelo fogo na parede oposta dacaverna?- Como não – respondeu ele – se sãoforçados a manter a cabeça imóvel toda avida?- E os objetos transportados? Não sepassa o mesmo com eles?- Sem dúvida.- Então, se eles fossem capazes deconversar uns com os outros, não te pareceque eles julgariam estar a nomear objetosreais, quando designavam o que viam?- É forçoso.- E se a prisão tivesse também um econa parede do fundo? Quando algum dostranseuntes falasse, não te parece que elesnão julgariam outra coisa, senão que era avoz da sombra que passava?- Por Zeus, que sim! – De qualquer modo – afirmei – pessoas nessas condições nãopensavam que a realidade fosse senão asombra dos objetos.- É absolutamente forçoso – disse ele.- Considera pois – continuei – o queaconteceria se eles fossem soltos dascadeias e curados da sua ignorância, a verse, regressados à sua natureza, as coisasse passavam deste modo. Logo que alguémsoltasse um deles, e o forçasse a endireitar-se de repente, a voltar o pescoço, a andar ea olhar para a luz, ao fazer tudo isso,sentiria dor, e o deslumbramento impedi-lo-ia de fixar os objetos cujas sombras viaoutrora. Que julgas tu que ele diria, sealguém lhe afirmasse que até então ele sóvira coisas vãs, ao passo que agora estavamais perto da realidade e via de verdade,voltado para objetos mais reais? E se ainda,mostrando-lhe cada um desses objetos quepassavam, o forçassem com perguntas adizer o que era? Não te parece que ele severia em dificuldades e suporia que osobjetos vistos outrora eram mais reais doque os que agora lhe mostravam?- Muito mais – afirmou.- Portanto, se alguém o forçasse a olharpara a própria luz, doer-lhe-iam os olhos evoltar-se-ia, para buscar refúgio junto dosobjetos para os quais podia olhar, e julgariaainda que estes eram na verdade maisnítidos do que os que lhe mostravam?- Seria assim – disse ele.

Activity (5)

You've already reviewed this. Edit your review.
1 thousand reads
1 hundred reads
jocelizandonai liked this

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->