Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more
Download
Standard view
Full view
of .
Save to My Library
Look up keyword
Like this
5Activity
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
ESTRADA E CAMINHO

ESTRADA E CAMINHO

Ratings: (0)|Views: 231 |Likes:
Published by Caminho da Graça

More info:

Published by: Caminho da Graça on Feb 16, 2011
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

07/13/2014

pdf

text

original

 
Página|
1
ESTRADA & CAMINHO
Leitura: SALMO 84
INTRODUÇÃO
Esse é o salmo do peregrino. É o salmo que inspirou muitas gerações de pessoas na terra de Israel quereuniam-se uma vez no ano para irem ao templo adorar a Deus. Esse era o salmo do caminhante, era osalmo da jornada, o salmo da estrada. A medida em que eles iam se aproximando do templo, as alegriasdo coração se manifestavam e o salmo era falado como uma jornada do caminho, como uma confissãoda estrada de quem queria chegar num lugar da adoração. Nós não somos hoje pessoas do templo, otemplo somos nós, não temos nenhuma devoção por pedras, colunas... Somos santuário de Deus,somos habitação de Deus no Espírito. Portanto, a leitura desse salmo já não nos serve como umainspiração para quem está indo a um lugar de culto; seria de uma pobreza primitiva enorme a gentepensar assim. Mas, é sobretudo uma viagem existencial para esse lugar aonde Deus tem o seu pouso emnós e aonde nós temos o nosso pouso em Deus, aonde a gente se aninha em Deus no caminho.
"Quão amáveis são teus tabernáculos, Senhor dos Exércitos! 
 
 A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do Senhor; o meu coração e a minha carne exultam pelo Deus vivo! 
 
O pardal encontrou casa, e a andorinha, ninho para si, onde acolha os seus filhotes; 
 
eu, os teus altares, Senhor dos Exércitos, Rei meu e Deus meu! 
 
Bem-aventurados os que habitam em tua casa; louvam-te perpetuamente.
 
Bem-aventurado o homem cuja força está em ti, em cujo coração se encontram os caminhos aplanados, o qual, passando pelo vale árido, faz dele um manancial; de bênçãos o cobre a  primeira chuva.
 
Vão indo de força em força; cada um deles aparece diante de Deus em Sião. Senhor, Deus dos Exércitos, escuta-me a oração; presta ouvidos, ó Deus de Jacó! Olha, ó Deus, escudo nosso, e contempla o rosto do teu ungido.
 
Pois um dia nos teus átrios vale mais que mil; prefiro estar à porta da casa do meu Deus, a  permanecer nas tendas da perversidade. Porque o Senhor Deus é sol e escudo; o Senhor dá  graça e glória; nenhum bem sonega aos que andam retamente.
 
Ó Senhor dos Exércitos, feliz o homem que em ti confia." 
  A GRANDE QUESTÃO DO CAMINHO, É COMO VOCÊ ANDA NO CAMINHO.
 A gente costuma associar a vida a uma estrada... Há aqueles jargões cansativos que toda hora nosacomete do tipo: na estrada da vida. E é, sem dúvida alguma, algo útil para nós, pensar que a vida éalguma coisa que se assemelha a uma estrada. A imagem da estrada é útil para entendermos a idéia docaminho. É útil porque aponta numa direção, numa via, e é útil porque há um caminho na estrada, masnão há uma estrada no caminho. Ou seja, a imagem da estrada me remete para o fato de que estouandando na direção de algum lugar, isso me é útil porque na vida não existe essa opção de não se estarandando. Não existe essa chance de não ser e de não ir. De outro lado, essa imagem da estrada é útilpara nós porque nos mostra isso.No caminho de Deus que a gente anda, não existe uma estrada fixa, de modo algum. Na mente dagente, na maioria das vezes, quando se pensa em andar com Deus, o que se apresenta é uma idéia deuma estrada fixa. Aí alguém chega e diz assim: "Jesus é o caminho". Aí o sujeito imagina Jesus comosendo a BR-1 de Deus, um caminho fixo. Aí você diz: "Como é esse caminho?". Então a pessoa te
 
Página|
2
apresenta o manual de doutrinas, e você aprende aquelas doutrinas. Chega até o ponto de pensar queDeus não te ouviu, se você não mencionar a Trindade na oração: "Pai eu te peço em nome do teuFilho, no poder do Espírito Santo". Se não usar as três nomenclaturas, Deus ficou chateado. Já vi genteser interrompida ou, após uma oração, receber admoestação de alguém que disse: "Escuta, você nãofalou em nome de Jesus". Porque se você não completar o pacote da estrada com todas as sinalizaçõesdela, parece que você não está indo a lugar nenhum.Nesse sentido, a imagem da estrada não nos ajuda, porque nós não estamos caminhando num caminhofixo. Ele disse: "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida". Não há fixidez, o que há é movimento na Verdade que conduz a gente na direção da Vida sempre. A estrada física conforme eu lhes disse é fixa.O caminho espiritual, por seu turno, é vivo e não é fixo. No caminho espiritual não existe fixidez daestrada, ou seja, o modo de caminhar e ver a estrada espiritualmente muda o caminhante e muda aestrada. Numa estrada física, fixa, não interessa como o caminhante caminha, a estrada é a mesma. Elepode caminhar de maneira apressada, ou lenta, agitada, angustiada, calma, contemplativa, olhando em volta ou de maneira completamente alienada, a estrada é a mesma... Ele pode botar no automático edeixar ir. No mundo espiritual, no entanto, não é assim, não existe absolutamente nenhum chão fixo,por isso é que o justo vive pela fé, pisa no chão da fé e sabe sobretudo isto: o modo de caminhar e ver aestrada espiritualmente, muda o caminhante e muda a estrada. A estrada, acerca da qual a gente estáfalando hoje, é a existência de cada um de nós. Cada um de nós está numa estrada.
COMO É QUE A GENTE ESTÁ CAMINHANDO NESSA ESTRADA?
 A estrada é chamada à existência, conforme o caminho do caminhante.Isso que é extraordinário, porque a minha estrada não existe por si só, ela é chamada à existênciaconforme o meu caminhar. A estrada é conforme ela é andada, essa que é a verdade! Nesse sentido, aestrada física-fixa fica pobre para ilustrar o caminho espiritual. A estrada física não muda com oscaminhantes, ela permanece a mesma. Mas a estrada espiritual é feita pelo andar do caminhante, éproduzida pelos teus pés. Por isso não se pode apenas dizer para alguém: "Olha só, vê ali, Jesus é ocaminho, anda nele". Porque isso não vai significar absolutamente nada para pessoa, a menos que apessoa ande e experimente. Nós, cristãos, temos uma mentalidade religiosa que nos faz pensar em Jesuscomo Caminho relacionado a alguma coisa que se assemelha a uma estrada física e fixa. Mas não é. E aíé que está o engano, e é aí que as coisas vão ficando pedradas dentro de nós. Por que a gente ficapensando que pela entrada na igreja, pela via do batismo, pelo aprendizado dos nossos jargões, dosnossos chavões, pela capacidade que a gente tem de papagaiar e repetir coisas que a gente ouve, ousimplesmente, porque nós fomos batizados e temos o nome arrolado num rol de membros de umaigreja ou participamos de determinadas formas de culto com certa regularidade e nos dizemos cristãos,nós somos de Jesus. E não é. Não existe fixidez no caminho de Cristo a menos que você ande nele.Não é possível você simplesmente dizer: eu sou de Jesus; se você não anda no Caminho.Essa mentalidade religiosa é que pensa no caminho de Jesus como se fosse uma estrada e que a gentepode botar o pé nela e andar do jeito que quiser. No caso da estrada, se a gente for andando, dado otempo e o espaço, a gente chega lá. Todavia, o caminho espiritual não é assim. Você pode ter tido todasas informações que lhe façam pensar que Jesus é o Caminho, mas se você não andar conforme oCaminho, você não está no Caminho. E é aí que o bicho pega dentro de nós. O interessante é que aestrada física, como eu disse, não muda com os caminhantes, mas a estrada espiritual é feita pelocaminhante.E aí eu queria que você pensasse comigo no seguinte: Lembra da parábola do bom samaritano? Elailustra perfeitamente o que estou querendo dizer, antes de chegar no salmo. O que a gente tem ali é umcaminho, uma estrada, que ia de Jerusalém para Jericó... mesma estrada... está fixa lá até hoje. Vocêpode fazer o caminho romano antigo dos dias de Jesus até os dias de hoje, ela esta lá, com pedras
 
Página|
3
daquele tempo, com cenários que não mudaram, uma estrada. Aí Jesus disse que, naquela estradaaconteceu uma coisa que envolveu cinco pessoas. Uma mesma estrada, cinco caminhos diferentes, umamesma estrada que foi alterada pelo caminhar dos caminhantes. Um mesmo chão que virou chãodiferente de acordo com a diferença da caminhada de cada um. O primeiro indivíduo que a genteencontra naquela estrada é um homem honesto, que saiu de casa e foi trabalhar. E no caminho paralevantar o sustento para a vida, uma tragédia o acometeu. E ele foi deixado - largado, caído, assaltado,ferido, roubado, depravado e privado dos seus bens e do que tinha - ali abandonado. Caminho de umhomem honesto roubado e largado na estrada. Tem um segundo homem nessa história, nessa estrada, éaquele que encontra o honesto que vem andando, querendo levantar o sustento para levar para casa e oassalta. Mesma estrada, um segundo caminho, caminho de violência, de expropriação, de covardia, deaproveitamento, de roubo, de engano. Mesma estrada, um homem honesto caído, um assaltante que seaproveitou da vida dele, e fez o seu próprio caminho. Aí passa uma terceira figura, um sacerdote,mesma estrada um terceiro caminho. O sacerdote vem e olha o homem, passa de largo, segue o seucaminho, caminho da indiferença, o caminho da incapacidade de se solidarizar, o caminho daquele quetem a sua agenda tão definida, que não tem espaço para qualquer parada. Esse é, sobretudo, o indivíduoque achava que a finalidade de cultuar a Deus num lugar sagrado, cumprindo uma liturgia, lhe era maisimportante do que a parada para exercer a misericórdia com aquele que estava ali deitado. Uma mesmaestrada, um outro caminho. Aí tem um quarto indivíduo que passa na mesma estrada, um levita. Ele viuo sacerdote passar e não fazer nada, e não fez nada também. Assumiu o caminho da omissão homicida,largou o indivíduo, fez que não viu, alienou-se, ligou o botão do auto-engano e se foi, insensível eimpermeável. Aí vem um quinto indivíduo. Mesma estrada, um quinto caminho. Era um samaritanoconsiderado herege pelos judeus, abominado pelo sacerdote e pelo levita. Mas ele passa e ele olha, e ele vê e ele se abaixa, ele socorre, ele cuida, ele pensa as feridas, trata delas, derrama sobre elas óleo e vinho. Cuida do indivíduo e o leva e o coloca numa estalagem e diz para o estalajadeiro: "Eu estoudeixando aqui dinheiro, e se não for o suficiente, bota tudo na minha conta, porque quando eu passarde volta eu vou quitar tudo". A estrada para o primeiro homem era um meio de vida e ele caiu nela.Para o segundo homem era um meio de se aproveitar dos recursos do outro, era o caminho doaproveitamento e do engano. Para o terceiro homem, o sacerdote, era apenas uma estrada banal, aondeo que quer que acontecesse não lhe dizia respeito, porque ele era um desses indivíduos que se deslocavade um ponto para o outro e o que acontece no meio para ele não existe, ele é indiferente à vida. Ooutro é omisso, ele sempre olha para quem ele acha que lhe é superior na hierarquia, e diz: "Se ele nãofez, porque que eu tenho que fazer". E há um aqui, para quem o caminho é o lugar de misericórdia, é olugar onde a graça pode se manifestar e aonde o amor de Deus pode ser encarnado. Uma única estradacom caminhos diferentes. Isso nos ajuda entender e a discernir uma coisa fundamental para nós hoje: Ocaminho é chamado à existência pelo modo como eu ando.Nós estamos todos aqui reunidos em Brasília, no Hotel Fenícia, cada um veio de casa, e eu não sei oque vocês deixaram em casa. Mas eu sei uma coisa, que ainda que a vida seja completamente idênticapara nós, nós todos temos diferentes caminhos de vida. Você olha em volta e você vê pessoas tendo asmesmas oportunidades, respondendo a elas de modo completamente distinto, e vê pessoas não tendooportunidades e respondendo a essas não-oportunidades de modo também completamente distinto. Anteontem, eu recebi uma carta quando eu ia chegando aqui. Um rapaz extremamente discreto me deuessa cartinha e falou: "Por favor leia, mas leia, leia mesmo". Eu já estava atrasado, entrando, e só dei umsorriso para ele e botei a carta no bolso. E a carta dele está aqui. Olha só como uma estrada que podiaser miserável se transforma num caminho de vida, por causa do pé de quem pisa, de como pisa, decomo vê, de como enxerga, de como interpreta e de como chama coisa a existência para sua própria vida. "Estou lhe escrevendo essa breve carta a fim de externar o quanto sou grato a Deus pela sua vida,gostaria muito de um dia poder compartilhar com você de maneira mais detalhada minha caminhada.Pude saber quem era o meu pai biológico e conhecê-lo, foi uma experiência libertadora quanto arejeição que tenho por parte do meu verdadeiro pai humano. Meu pai tem, o primeiro deles, a saúderegular apesar da doença e minha mãe nunca pegou uma gripe sequer por causa do HIV, isso é motivode alegria. Deus tem feito muito em mim e o sonho que tenho como oração diante Dele é que eu me

Activity (5)

You've already reviewed this. Edit your review.
InêsBustamante liked this
1 thousand reads
1 hundred reads
Glaydson Costa liked this

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->