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Evolução ou Criação final

Evolução ou Criação final

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Introdução - O debate: Evolução ou Criação?
A Revista Veja no.6 de 11 de fevereiro de 2009 publica matéria com o título:
“Uma guerra de 150 anos
em Caderno Especial referindo-se às idéias revolucionárias donaturalista inglês Charles Darwin com um “chavão” em destaque entitulado: “
 A Darwin o queé de Darwin”
1
em referência ao dito por Jesus Cristo:
“Daí a César o que é de César.”
A matéria faz referência também sobre a teoria evolucionista darwiana tornando público os trabalhos feitos por Darwin comemorando neste ano de 2009, 200 anos de seunascimento em 20 páginas especiais enaltecendo os trabalhos revolucionários de Darwin. Ostrabalhos de Darwin são apresentados nesta importante revista de circulação nacional como os pilares da Biologia e da Genética assim como em outras ciências modernas. Nesse Caderno Especial é apresentada uma reportagem completa sobre evolucionismodividindo-o em 5 pilares:1.a evolão dos seres vivos;2.o ancestral comum;3.a multiplicão;4.o gradualismo;5.seleção natural.O mistério, no entanto, é buscar o por que tanta gente ainda reluta em aceitar que o ser humano é o resultado da evolução. Nesta reportagem a diretora do Colégio PresbiterianoMackenzie, profa. Débora Muniz, defenda a troca dos livros de ciências convencionais por apostilas de conteúdos criacionistas até a 4
a
. rie
2
. De acordo com esta proposta oevolucionismo deveria ser apresentado “num momento certo”, isto é, a partir do ensinofundamental em diante.
1
CARRELI, Gabriela,
 A Darwin o que é de Darwin
, Revista VEJA, edição 2009 – ano 42 – no. 6, 11 defevereiro de 2009, pp. 73 a 91
2
ibid., p. 84
1
 
 Nas escolas evangélicas os alunos aprendem que o evolucionismo existe mas que arazão está com a Bíblia e Darwin é apresentado apenas como mais uma teoria”.
3
Em outro número da Revista Vera o jornalista vai qualificar como “assustador” areação criacionista de setores das escolas confessionais no Brasil:
“É assustador que, às vésperas do bicentenário do nascimento de Charles Darwin, pai da teoria da evolução, escolas brasileiras estejam ensinando criacionismo nas aulas deciências. Já se sabia que as escolas adventistas fazem isso. A novidade é que o negócio está se propagando. Em instituições tradicionais de São Paulo, como o Mackenzie, inventou-se atéum método próprio para o ensino”. 
4
O jornalista e editor da Revista Adventista rebateu as críticas de que o que o relato bíblico da Criação é
“uma fábula encantadora, mas não é ciência”
argumentando que:
 Alguém precisa dizer para o Petry que seleção natural tem base factual e explicarelativamente bem a biodiversidade (microevolução) em nosso planeta, mas a história de que“todos viemos de um ancestral comum” (macroevolução), essa, sim, é uma fábula, e nem um pouco “encantadora”.
5
Em 2000 o então governador do Rio de Janeiro Antony Garotinho sancionou uma leique determina que o ensino religioso faça parte do currículo das escolas públicas reacendendoo debate sobre ciência e religião de modo geral, e em particular os debates sobre criacionismoe evolucionismo.
“Segundo determinação da Secretaria de Estado da Educação do Rio de Janeiro, em2004 as escolas públicas promoveriam "reflexões sobre a criação do mundo" por meio deuma "abordagem superficial do criacionismo". Porém, não foi explicado que metodologia os professores deverão utilizar para isso”.
O presidente da Sociedade Brasileira pelo Progresso da Ciência (SBPC) se pronunciousobre o assunto nos seguintes termos:
3
ibid.,
4
André Petry, Revista Veja 04/02/2009
5
Michelson Borges,
Visão "Petryficada" da Veja
6
MARTINS, Maurício Vieira, O criacionismo chega às escolas do Rio de Janeiro: uma abordagem sociológica,in:http://www.comciencia.br/200407/reportagens/02.shtml (acesso em 21/08/09)
2
 
"[O ensino do criacionismo] é propaganda enganosa. É um caso que deveria ser vistocomo de defesa do consumidor. Os alunos deveriam procurar o Procon", afirmou EnnioCandotti, presidente da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência ”.
Esta situação revela um debate presente não só no Brasil, mas em muitos outros países.A evolução de Darwin foi excluída das provas de ciências das escolas públicas em1999 no Estado do Kansas nos Estados Unidos. No Reino Unido a atual política educacionalinclui o evolucionismo no currículo mas permite que também se ensine o criacionismo. NaItália o Ministério da Educação – um país fortemente católico – apresentou um novo programado Ensino Médio que exclui do currículo o aprendizado da teoria da evolução.Para o cientista Stanley Weinberg do centro Nacional para a Educação da Ciência:
“A controvérsia criação-evolução não é uma disputa intelecutal ou científica, nem éum conflito entre ciência e religião, basicamente é uma disputa pelo controle da políticaeducacional”.
8
 Na perspectiva do professor de ciências da religião e história da ciência da PontifíciaUniversidade Católica de São Paulo:
O conflito presente não é primariamente entre ciência e religião, mas entre boaciência e religião de um lado e de outro suas respectivas corruptelas.
9
O Jornal “A Folha de São Paulo” de 8 de fevereiro de 2009 traz um caderno especialcom o título:
 Homens de Boa Fé;
neste caderno
 
a jornalista Silvia Colombo apresenta umamatéria intitulada
“Darwin nas mãos de Deus”
. Tendo como motivação o bicentenário donascimento de Charles Darwin, a matéria relata uma pesquisa feita na Inglaterra tendo comoresultado que mais da metade da população britânica pesquisada acredita na Teoria do DesignInteligente em detrimento da Teoria Evolucionista. Também na matéria um instituto deCambridge aponta que aqueles que defendem ou simpatizam com a idéia do Criacionismoentre os jovens somam em torno 32% e o Design Inteligente conta com a simpatia de 51%.A interpretação dos resultados é considerada difícil pelos próprios organizadores da pesquisa. Os pesquisadores constataram que é preocupante principalmente pela grandequantidade de pessoas que acreditam que a terra foi criada nos últimos dez mil anos.
7
CANDOTTI, Ennio,
 
entrevista, in: GAZIR, Augusto,
 Escolas do Rio vão ensinar criacionismo, in:
Ciência eSaúde, Folha de São Paulo, 13 de maio de 2004, p. 4 in:http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u11748.shtml(acesso em 14/08/09)
8
COM CIÊNCIA, reportagem,
Criação versus evolução: uma disputa pelo controle da política educacional 
9
 
Criacionismo lá e aqui,
3

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