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OVG (2011) - Requerimento ADD (versão CCAD)

OVG (2011) - Requerimento ADD (versão CCAD)

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Published by: octávio v gonçalves on Feb 16, 2011
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1
Requerimento
ÀComissão de Coordenação da Avaliação de DesempenhoDecorridos mais de cinco meses de trabalho de análise aturada do conteúdo dos documentoslegais relativos à avaliação do desempenho docente, o signatário deste requerimento vê-seconfrontado, enquanto professor e na qualidade de relator designado pelo coordenador doDepartamento Curricular de Ciências Sociais e Humanas ao abrigo do n.º 1, do art.º 13.º doDecreto-Regulamentar n.º 2/2010, de 23 de Junho, com obstáculos que ainda não conseguiuultrapassar e que se lhe afiguram impeditivos da salvaguarda, quer do rigor e exigência queconfigura a sua consciência profissional, quer do direito de todos os professores a umaavaliação justa, séria e credível.1.
 
O primeiro grave obstáculo diz respeito à total ausência de formação para o exercícioda função de professor relator, contra aquilo que foi a expectativa dos professoresrelatores no decurso destes meses, desde a sua designação. Aliás, há três anos que os professores reivindicam essa formação como condição necessária para o cumprimentocredível dessa função. O Conselho Científico para a Avaliação dos Professoresrecomendou formalmente que essa formação teria de ser de média e de longa duração,ministrada por instituições do ensino superior. Esta formação é necessária não apenas para os professores relatores poderem exercer com credibilidade a sua função, como éfundamental para que os professores avaliados possam reconhecer neles essa mesmacredibilidade.Este é um obstáculo que desacredita todo o processo e que a tutela tem vindo anegligenciar, de forma grosseira e incompreensível, violando recomendações esolicitações neste sentido.2.
 
O segundo obstáculo reporta ao generalizado clima de suspeições que se instalou nasescolas, e especificamente na Escola de pertença do signatário, sobre a falta de isenção
 
dos relatores, o qual, para efeito da percepção e avaliação subjectivas dos elementos dacomunidade docente da escola, está mais do que razoavelmente suportado, tanto nanatureza das relações pessoais entre avaliadores e avaliados, como na falta detransparência e escrutínio público dos procedimentos inerentes ao modelo de avaliaçãoem vigor, assim como nas suas debilidades técnicas e pedagógicas, ou, ainda, nosincidentes susceptíveis de comprometerem a imparcialidade do avaliador, tal comoconsignados na alínea a) do ponto 1 do art.º 44.º e na alínea d) do ponto 1 do art.º 48.ºdo CPA.Este é um obstáculo que colide com a consciência profissional do signatário que, pelanatureza do modelo de avaliação e pelas condições da sua implementação, vê a suaisenção, imparcialidade e objectividade serem objecto de dúvida e de questionamento por parte dos colegas, sem que lhe seja possível contrariar, de todo, tais dinâmicas desuspeição.3.
 
O terceiro obstáculo, provavelmente derivado do primeiro, prende-se com a objectivaimpossibilidade de resolução dos problemas técnicos que a execução prática do modelode avaliação suscita. Desses problemas técnicos dá o signatário, de seguida, algunsexemplos, em relação aos quais requer os respectivos esclarecimentos.
 Dimensão: Vertente Profissional, Social e Ética
1.º Problema.
 Indicador: «Reconhecimento do dever de promoção do desenvolvimento integral de cadaaluno».O descritor, dos níveis «Excelente» e «Muito Bom», correspondente a este indicador é oseguinte: «Revela profundo comprometimento na promoção do desenvolvimento integral doaluno».Requer o signatário os seguintes esclarecimentos: ² 
 
De que modo
 
é fiável avaliar se um professor está «comprometido na promoção dodesenvolvimento integral de um aluno»? ² 
 
Com duas ou três aulas observadas, de que modo pode ser avaliado, com um mínimo defiabilidade, o comprometimento do professor no desenvolvimento integral de «cada
»
 aluno (conforme enuncia o indicador)?
 
3
 ² 
 
Relativamente aos professores que não têm
 
aulas observadas como deve ser realizada,de modo fiável, essa avaliação? ² 
 
De que modo fiável se determina a fronteira entre estar 
 p
rofundamente com
 p
rometido
eestar apenas
com
 p
rometido
? Segundo que critérios se avalia o grau de profundidade
 
deum comprometimento? ² 
 
Q
uais são os critérios que permitem estabelecer a fronteira que separa odesenvolvimento
integral 
do desenvolvimento
não integral 
 
de um aluno, e que critérios permitem aferir a respectiva promoção desse desenvolvimento?
2.º Problema.
Indicador: «Responsabilidade na valorização dos diferentes saberes e culturas dos alunos.»Este indicador, inexplicavelmente, não tem ligação com nenhum dos treze descritoresexistentes.Requer o signatário os seguintes esclarecimentos: ² 
 
Q
ue critérios fiáveis permitem aferir se um professor 
v
aloriza
os diferentes saberes eculturas dos alunos? ² 
 
Q
uando se pretende a valorização dos diferentes saberes e culturas dos alunos issosignifica que
todos
os saberes e culturas devem ser igualmente valorizados,independentemente dos valores que essas culturas defendam? Se não forem igualmentevalorizados, que critérios devem presidir à sua diferenciação? ² 
 
Como se deve avaliar, sem aulas observadas, se um professor valoriza ou não valorizaos saberes e as culturas dos seus alunos?
3.º Problema
Descritor: «O docente demonstra claramente que reflecte e se envolve consistentemente naconstrução do conhecimento profissional e no seu uso na melhoria das práticas.» (Nível«Excelente»).Requer o signatário os seguintes esclarecimentos: ² 
 
Como se deve proceder à distinção entre uma
demonstração clara
e uma
demonstraçãonão clara
? Existem
demonstrações não claras
? De que características se revestem? ² 
 
Como se define, em termos comportamentais, uma «envolvência consistente»? ² 
 
Como se determina, de modo fiável e observável, a fronteira entre uma
en
v
ol 
nciaconsistente
e uma
en
v
ol 
ncia não consistente
?

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