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NÔS RAÇA

NÔS RAÇA

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NÔS RAÇApor Miguel Pinheiro a 31 de Jan de 2011  agostinho da silva, Gilberto Freyre, lusofonia, Manuel Novas, Painéis de S. VicenteFoi a península ibérica porto de povos vários ao longo dos séculos, por aqui se misturaram gregos, cartagineses, celtas, romanos, semitas, fenícios, judeus, vândalos, suevos, visigodos, muçulmanos, árabes, berberes, mouros, negros, moçárabes….… reflectiu Gilberto Freyre, “O quase permanente estado de guerra em que viveu, porlargos anos, Portugal, situado entre a África e a Europa, deu-lhe uma constituição social vulcânica que se reflecte no quente e plástico do seu carácter nacional. O estadode conquista e reconquista, de fluxo e refluxo, não deixou que se estabelecesse emPortugal nenhuma hegemonia (…) nenhum exclusivismo de raça ou cultura” (1), sugere Agostinho da Silva, “ é o que está implícito: na fraternidade dos Painéis de Nuno Gonçalves,ue congrega cristãos, judeus e mouros; e na Cristandade que andou no pensamento deCamões.”(2)Matéria de brava discussão este Painéis (pintados no séc. XV), também chamados de PainéisInfante, ou Políptico de São Vicente de Fora. “Só depois da primeira exposição pública doinéis de S. Vicente, em Maio de 1910 e da publicação do livro de José de Figueiredo “ArtePortuguesa Primitiva. O pintor Nuno Gonçalves” passou a ser reconhecida a existência de uma escola portuguesa na pintura.”Este achado fez furor na época, e pode ser visitado no Museu Nacional de Arte Antiga (Lisboa) incluído na exposição “Primitivos Portugueses (1450-1550). O Século de Nuno Gonçalves.”Há quem veja quase tudo nestes painéis, existem as personagens controversas do judeu(?) e do mouro (?), também se discute a presença de D. Duarte, do Infante D. Henrique, D. Afonso V, D. Leonor, D. Isabel, o cronista Fernão Lopes…, e em pleno ditadurado Estado Novo no séc. XX houve até quem descobrisse um sósia de Salazar!! É uma obra-prima genial, plena de símbolos e simetria, o que dá origem a um labirinto de interpretações divergentes. Em suma, um rebuçado para a criatividade, a não perder.E qual é a importância de ser ou não ser o Infante? ou o Mouro? ou o Judeu?Pouca, se o for, é-o, e se não o for, outros serão, e a tela não é nem mais nem menos genial por isso. O que interessa mesmo é essa tal fraternidade que Agostinho sugeria estar neste painel representativo do “saber, engenho e arte” do início dos Descobrimentos. Foi esta mistura fraterna de povos que uniu os mares, que uniu o mundo.Então o que é isso que falamos quando dizemos Lusofonia? Ou povos de Cultura Portuguesa? O que se quer com isto?Coisa simples desejava Agostinho da Silva, “O que eu quero é que a filosofia que haja por estes lados arranque do povo português, faça que o povo português, bem comido ebem bebido e bem sabido, tenha confiança em si mesmo, (…) Filosofia que realize todas as potencialidades de que o português tem dado mostras, portugueses de Portugal,portugueses do Brasil, felizmente bem laçados de índio e de negro, portugueses de Áfr

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