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Filosofia 11º ano

Filosofia 11º ano

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Apontamentos de Filosofia do 11º ano relativamente á matéria do conhecimento
Apontamentos de Filosofia do 11º ano relativamente á matéria do conhecimento

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Apontamentos de FilosofiaI
 –
Estrutura do Acto de Conhecer
 A sensação, a percepção e a razão
A
sensação
é o
primeiro acesso ao mundo exterior
, é uma vivência simples, produzida pelaacção de um estimulo (interno ou externo) sobre um órgão sensorial, transmitida ao cérebroatravés do sistema nervoso e por isso
possibilita o contacto e o acesso aos objectos
(reais efísicos), apreendendo-os assim. Contudo, uma sensação não é pura pois é a
base da nossapercepção
. Quando recebemos um estímulo, essa sensação apresenta-se como uma forma maiscomplexa, a forma da percepção onde o ser humano descodifica, configura, interpreta e
atribuisentido ás coisas
, faz juízos de valor, trabalhando assim com os dados sensoriais; conclui-seassim que a
sensação e a percepção têm conectividade.
 A
percepção
depende dos dados sensoriais e da própria subjectividade do sujeito, pois esteorganiza os dados sensoriais numa totalidade de acordo com certos factores como apersonalidade, sistema nervoso, o contexto, a educação, a cultura, etc.A sensação e a percepção
são condições necessárias
para que se desenvolva o conhecimento,mas elas
por si só não conseguem garanti-lo
.Passamos então para o
domínio da razão
, por isso, para alem de haver um conhecimentoperceptivo, há um
conhecimento racional
. Este, consiste na elaboração de representaçõesmentais abstractas e no estabelecimento de relações lógicas entre os dados perceptivos. Vaipermitir a universalidade, dado que as provas racionais apresentadas, apesar de serem
relativasa cada sujeito
, são compreendidas por outros sujeitos, permitindo assim
a comunicação e ainter subjectividade
.
O sujeito e o objecto, e as suas funções
 
Em todo o conhecimento, encontram-
se face a face um “cognoscente” (aquele que conhece)
e
um “conhecido” –
 
um sujeito e um objecto
.O conhecimento é o acto na qual o sujeito e o objecto
entram em relação
, e dessa relaçãoresulta a
afecção do sujeito pelo objecto
e a
apreensão do objecto pelo sujeito
.Há uma relação recipocra entre o sujeito e o objecto: o sujeito só tem a sua função em relaçãoao objecto e o objecto de conhecimento só o é em relação ao sujeito. Esta correlação nãosignifica que sejam elementos permutáveis;
o sujeito não pode ser objecto
e o
objecto nãopode ser sujeito
, porque os seus
papéis são diferentes
, as suas funções são na sua essênciadiferentes:-
A função do sujeito
é adquirir as características do objecto e avaliá-las
(ACTIVO)
 
 
-
A função do objecto
é de ser conhecido pelo sujeito e sê-lo eficazmente
(PASSIVO)
 Ao apreender o obj
ecto, o sujeito não apreende o “objecto” em si, mas sim uma
imagem ourepresentação daquilo que o sujeito apreende
. As qualidades não são retiradas ao objecto,entrando fisicamente na consciência do sujeito, sob forma de imagem. Essa imagem tem de seralguma relação com o objecto, mas não é o objecto em si. Por conseguinte, a actividade sujeitona construção da representação do objecto não exclui, mas antes exige, a transcendência doobjecto em relação á consciência que o representa. Deste modo, no conhecimento, o
objectonão se altera
, mas sim o sujeito:
nasce nele a consciência do objecto
.
CONHECIMENTO
SUJEITO
OBJECTO
 REPRESENTAÇÃO
 
Realismo Ingénuo
O Realismo Ingénuo é uma doutrina filosófica segundo a qual a mente humana
apreende ascaracterísticas do mundo exterior tal e qual como ele é.
No realismo ingénuo, o sujeito tem a realidade espelhada em si, portanto, não pode daropiniões, apenas se limita a retratar o que vê. Deste modo, o
sujeito é passivo
, pois possui ainformação e transmite-a, mas não tem a oportunidade de a processar e interpretar.Ao contrário do realismo ingénuo, temos
a percepção
, que se adequa mais com a realidade. Osujeito apreende as características do objecto (exterior ao sujeito e nunca imanente), elaborauma representação mental desse mesmo objecto
e faz as suas interpretações
. Para cadaobjecto pode haver diferentes percepções, dado que o sujeito é livre de expressar a sua opiniãoe pode interpretar da sua maneira, sendo assim um
sujeito activo.
 Descrição fenomenológica do acto de conhece
 
Para os fenomenologos, o
conhecimento é um fenómeno puro
, de consciência de alto exteriora nós, desligado de quaisquer particularidades (objecto e sujeito no geral, desligados dequalquer descrição particular).A análise fenomenologica não interessa se se conhece com os sentidos, com a razão, porintuição ou dedução, etc., nem que tipo de conhecimento é. Interessa sim o facto de
como éque tivemos a consciência.
Assim, a fenomenologia do conhecimento considera apenas oconhecimento em si mesmo, a sua estrutura essencial.Perspectivado como um fenómeno que ocorre sempre que um sujeito conhece, osfenomenologos procuram descreve-lo para clarificar o seu significado essencial.
(^^ “sujeito e objecto, as suas funções” fazem parte da descrição fenomenológica
 
 
II
 –
A natureza do conhecimento
Tipos de Conhecimento:
 
- Directo
(
Contacto
 –
 
tipo de conhecimento que possuímos quando conhecemos pessoalmenteuma pessoa ou algo ///
Actividade
 –
tipo de conhecimento requerido para a execução de certasactividades)
- Indirecto
(
Saber que
 –
 
tipo de conhecimento a que se chama “conhecimento proposicional”,
pois o seu objecto é uma proposição verdadeira. É aquilo a que nos é transmitido. Ex: saber queLisboa é a capital de Portugal.)
 A definição de Conhecimento
O conhecimento é um estado no qual uma pessoa está em contacto cognitivo com a realidade.É, portanto, uma
relação entre o sujeito e o objecto do conhecimento
. Todo o conhecimentoenvolve uma
crença,
pois ao acreditarmos nela quer dizer que a sabemos, logo é conhecimento.Uma crença é qualquer
tipo de convicção que uma pessoa possa ter
e resulta da relação entreo sujeito que tem a crença e o objecto dessa crença. Porém, acreditar apenas em algo não a fazdisso uma verdade. Para que se possa saber algo, não temos somente que acreditar nisso, comotambém tem de ser verdade.
A crença é uma condição necessária para o conhecimento
, noentanto,
não é suficiente
: saber e acreditar são coisas distintas.Contudo, uma crença que se revele verdadeira também não é conhecimento. O conhecimento éfactivo, ou seja,
não se pode conhecer falsidades
, mas não significa que não possamos saberalgo que é falso. É diferente pensar que se saber algo que é falso. É diferente pensar que se sabealgo do que realmente saber, pois aí já temos garantia de que é verdade
. A verdade é assimuma condição necessária para o conhecimento.
Para haver conhecimento, não se pode terapenas sorte em acreditar naquilo que é verdadeiro; tem de haver algo mais que distinga oconhecimento da mera crença verdadeira. Assim, segundo Platão, para alem de verdadeira, acrença tem de ser justificada, para que realmente possa haver conhecimento. Tem de haverprovas, razoes, justificações que
suportem a crença verdadeira
.Posto isso, a definição tradicional de conhecimento é que, para se ter conhecimento tem de seter uma
crença verdadeira justificada
. Apesar de, separadamente, nenhuma das condições sersuficiente para o conhecimento, tomadas juntas parecem ser suficientes. No entanto, este é um

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