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Breve história da estética

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Breve História da Estética
 O belo e a beleza têm sido objeto de estudoao longo de toda a história da filosofia. Aestética enquanto disciplina filosófica, surgiuna antiga Grécia, como uma reflexão sobre asmanifestações do belo natural e o beloartístico. O aparecimento desta reflexãosistemática é inseparável da vida cultural dascidades gregas, onde era atribuída umaenorme  importância aos espaços públicos, aolivre debate de ideias. Os poetas, arquitetos,dramaturgos e escultores desfrutavam de umgrande reconhecimento social.
Ideal de Beleza 
Platão foi o primeiro a formular explicitamentea pergunta: O que é o Belo? O belo éidentificado com o bem, com a verdade e aperfeição. A beleza existe em si, separada domundo sensível. Uma coisa é mais ou menosbela conforme a sua participação na ideiasuprema de beleza. Neste sentido criticou aarte que se limitava a "copiar" a natureza, omundo sensível, afastando assim o homem dabeleza que reside no mundo das ideias.As obras de arte deviam seguir a razão,procurando atingir tipos ideais, desprezandoos traços individuais das pessoas e amanifestação das suas emoções. Platão ligoua arte à beleza.Aristóteles concebe a arte como uma criaçãoespecificamente humana. O belo não pode serdesligado do homem, está em nós. Separatodavia a beleza da arte. Muitas vezes afealdade, o estranho ou o surpreendenteconverte-se no principal objetivo da criaçãoartística. Aristóteles distingue dois tipos deartes:a) as que possuem uma utilidade prática,isto é, completam o que falta nanatureza. b) As que imitam a natureza, mastambém podem abordar o que éimpossível, irracional, inverossímil.  O que confere a beleza a uma obra é a suaproporção, simetria, ordem, isto é, uma justamedida. Aristóteles associou a arte à imitaçãoda natureza.As ideias de Platão e Aristóteles tiveram umalarga influência nas ideias estéticas da arteocidental. 
Figura 1Apolo de Belveder. Cópia romana deuma estátua grega do século IV a.C.
 
 
  
 Figura 2 Discóbolo (Lançador de Disco). Cópiaromana de uma escultura de Mirón (séc.V a.C.).
  
Figura 3 Grécia, Laocoonte (c.25 a.C.)
 
    Esta escultura ilustra a lenda do sacerdotetroiano Laocoonte e dos seus filhos, que, porordem de Atena, foram estrangulados porduas serpentes vindas do mar.A arte Helenística e Romana, emborainfluenciadas pelas concepções de belezaplatônicas, acentuaram a individualidade físicados corpos e as emoções.
    
 
Dimensão Simbólica 
Durante a Idade Média, o Cristianismo,difundiu uma nova concepção da beleza,tendo como fundamento a identificação deDeus com a beleza, o bem e a verdade.Santo Agostinho concebeu a beleza comotodo harmonioso, isto é, com unidade, número,igualdade, proporção e ordem. A beleza domundo não é mais do que o reflexo dasuprema beleza de Deus, onde tudo emana. Apartir da beleza das coisas podemos chegar àbeleza suprema (a Deus). 
Figura 4 Manuscrito de LasHuelgas (1220), Iluminura doComentário ao Apocalipse doBeatus de Liebana
     
Figura 5 Mosteiro de Leça do Bailio,Porto (Portugal)
  
Figura 6 Vitral da Catedral de Leon, Agnus Dei
 
 Figura 7 Catedral deChartres
  A partir do século XIII, começa a desenvolver-se um estética da luz, que terá no gótico a suaexpressão artística.São Tomás de Aquino identificou a beleza como Bem. As coisas belas possuem trêscaracterísticas ou condições fundamentais: a)Integridade ou perfeição (o inacabado oufragmentário é feio);b) a proporção ou harmonia (a congruênciadas partes); c) a claridade ou luminosidade.Como em Santo Agostinho, a beleza perfeitaidentifica-se com Deus.
A Obra Prima 
No Renascimento (séculos XV só em Itália, eXVI em toda a Europa), os artistas adquirem adimensão de verdadeiros criadores. Os gêniostêm o poder de criar obras únicas e originais.Começa a desenvolver-se uma concepçãoelitista da obra de arte: a verdadeira arte éaquela que foi criada unicamente para o nossodeleite estético, e não possui qualquerutilidade. Entre as novas ideias estéticas queentão se desenvolvem são de destacar asseguintes:a ) Difusão de concepções relativistas sobre abeleza. O belo deixa de ser visto como algoem si, para ser encarado como algo que variade país para país, ou conforme o estatutosocial dos indivíduos. Surge o conceito de"gosto".b) Difusão de uma concepção misteriosa dabeleza, ligada à simbologia das formasgeométricas e aos números, inspirada nopitagorismo e neoplatonismo.c) Difusão de uma interpretação normativa daestética aristotélica. Estabelecem-se regras epadrões fixos para a produção e a apreciaçãoda arte. 
Figura 8 Miguel Ângelo,Criação de Adão, pormenordo fresco na Capela deSistina  (1508-1512)
  
Figura 9 Rafael Sanzio, O casamento daVirgem (1504)
    
 
Arte Com Regras 
Entre os séculos XVI e XVIII continuaram apredominar as estéticas de inspiraçãoaristotélica. Procura-se definir as regras paraatingir a perfeição na arte. As academias quese difundem a partir do século XVII, velampelo seu estudo e aplicação.Paralelamente começam a adquirir crescenteimportância ideias estéticas que afirmam asubjetividade do belo. A questão é reduzida aum problema de gosto (sensitivo, nãonormativo).  
Figura 10 Hyacinth Rigaud, Luís XIV (1701)
  Na segunda metade do século XVIII, asociedades europeia atravessa uma profundaconvulsão. O começo da revolução industrial,a guerra da Independência Americana (1776)e a Revolução Francesa (1789) criaram umclima propício ao aparecimento de novasideias. O principal movimento artístico desteperíodo, foi o neoclássico - que toma comofonte de inspiração a antiga Grécia e Roma. Aarte neoclássica será utilizada de formapropagandística durante a RevoluçãoFrancesa e no Império napoleônico. 
Figura 11 Jean Auguste DominiqueIngres, Édipo explica o enigma da Esfinge(1808)
    É neste contexto que surge Immanuel Kant, oprincipal criador da estética contemporânea.Para este filósofo os nossos juízos estéticostem um fundamento subjetivo, dado que nãose podem apoiar em conceitos determinados.O critério de beleza que neles se exprime é odo prazer desinteressado que suscita a nossaadesão. Apesar de subjetivo, o juízo estético,aspira à universalidade.
Novos Conceitos 
Ao longo do século XIX a arte atravessaprofundas mudanças. O academismo é postoem causa; artistas como Courbet, Monet,Manet, Cézanne ou Van Gogh abrem umaruptura com as suas normas e convenções,preparando desta maneira o terreno para aemergência da arte moderna. Surgem entãomúltiplas correntes estéticas, sendo dedestacar as seguintes:a) A romântica que proclama um valorsupremo para a arte (F. Schiller, Schlegel,Schelling, etc). Exalta o poder dos artistas, osquais através das suas obras revelam a formasuprema do espírito humano, o Absoluto.b) A realista que defende o envolvimento daarte nos combates sociais. As obras de arteassumem muitas vezes, um conteúdo políticomanifesto.
 
Figura 12  GustaveCourbet, Os Quebradoresde Pedra (1849-50)
  Coubert tinha uma visão sombria deste tipo detrabalhos, afirmando que rebaixavam o serhumano. O quadro foi destruído durante a IIª.Guerra Mundial. 
Figura 13Caspar David Friedrich, Viajantejunto ao mar de neblina (1818)
  
     

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