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Experiencia Estética - Arte função e definição - A obra de arte

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Experiência e Atitude Estética
 
Definição da Arte
 
Interpretação da Obra de ArteEspecificidades das linguagens artísticasN                                                               a
 
Carlos Fontes
  
Uma obra de arte é um desafio; não a explicamos, ajustamo-nos a ela. Ao interpretá-la, fazemos uso dos nossospróprios objetivo e esforços, dotamo-la de um significado que tem a sua origem nos nossos próprios modos dever e de pensar. Numa palavra, qualquer gênero de arte que, de fato, nos afete, torna-se deste modo, artemoderna, Arnold Hauser,
Teorias de Arte 
 Os problemas levantados pela interpretação da obra de arte apresentam-se sob o aspecto de contradiçõespermanentes. A obra de arte é uma tentativa para alcançar aquilo que é único; afirma-se como um todo, umabsoluto, mas pertence simultaneamente a um complexo sistema de seleções. É o resultado de uma atividadeindependente, traduz um devaneio superior e livre, mas é também um ponto onde convergem as linhas de forçadas civilizações,
 
Henri Focillon,
A Vida das 
Formas 
vegando na Filosofia. Carlos Fontes Van Gogh
(1853-1890),
Noite Estrelada 
(1889)        Em vida este pintor apenas conseguiu vender um único quadro.
1.Experiência Estética.
O homem é razão, mas também emoção. O  meio envolvente despertamnele, emoções de agrado ou desagrado, de prazer ou de tristeza, de belezaou fealdade. Mas o homem não se limita a contemplar, também cria, produzobjetos onde procura não apenas expressar estas emoções, mas o faz deforma que outros as possam igualmente experimentar quando os contemplam 
Marcel Duchamp
,
Fonte 
(1917)Peça com que Duchamp concorreu a uma exposição organizada pela "Societyof Independents Artits" que pugnava por novas formas de expressão artística.A peça embora não tenha sido aceite, não tardou a tornar-se num dos íconesda arte moderna. 
2. Atitude Estética .
As predisposições que o homem revela para produzir, mas também paravalorizar em termos emotivos os objetos e as situações, constitui o que designamos por atitudeestética. Esta atitude é pois uma das condições necessárias para pudermos ter uma experiênciaestética, caso contrário os nossos sentidos estarão bloqueados. Para que exista então umaexperiência estética é necessário: Contemplar as coisas de forma desinteressada e sem preconceitos.O que implica vê-las como são em si mesmas, com distanciamento e desapego. Os nossos sentidosdevem estar libertos e despertos para o diferente ou outras dimensões não familiares.
 
 
René Magritte,
Isto Não é Um Cachimbo 
(1928 )Uma interrogação sobre a traição das imagens (quando as imagens são confundidas com as próprias
coisas) 
3. Sensibilidade Estética
. O modo como vivemos as diversas experiências estéticas depende danossa sensibilidade, a qual é influenciada pela preparação que temos para poder usufruir uma dadaexperiência. Muitas formas de arte, como certas expressões daarte contemporânearequerem umainiciação prévia, nomeadamente para pudermos entender a linguagem usada pelos artistas.
4. Estética.
A Estética (Sentimento, olhar com sentimento) é uma disciplina filosófica que procuradefinir o Belo ou da Beleza em geral e as suas formas de representação nas artes e na natureza,assim como os seus efeitos sobre os receptores. No início estes conceitos estavam intimamenteligados à ideia de Bem, mas também à afirmação de poder dos grupos sociais dominantes. Acontemplação estética e o destino das produções artísticas foram assumidos como um dos seusprivilégios.
5. Beleza Natural e Beleza Artística.
Os conceitos anteriores tanto podem ser usados quando nosreferimos à natureza ou a obras criadas por seres humanos. Até praticamente ao século XVIII, não sefazia uma clara distinção entre um e outro tipo de beleza, dado que os artistas procuravam sobretudoimitar a beleza natural. Com a criação da estética como disciplina filosófica, no século XVIII, faz-seuma nítida distinção entre os dois tipos de beleza. O conceito de estética passa a ser reservado àapreciação das obras criadas pelos homens. A definição do conceito de beleza continuou, todavia, aser um problema central da estética: É a Beleza definível? A beleza é uma qualidade que pertence àspróprias coisas belas? Ou resulta de uma relação entre elas e a nossa mente? Ou ainda de uma dadapredisposição (atitude) que adquirimos para as reconhecermos como belas?
6. Juízos Estéticos.
Um juízo é a afirmação ou a negação de uma dada relação sobre algo (ex. Omar é belo; o lixo é feio). Um juízo estético é a apreciação ou valorização que fazemos sobre algo, eque se traduz em afirmações como "gosto" ou "Não Gosto". Nem sempre estes juízos são baseadosem critérios explícitos que permitam fundamentar as nossas afirmações. Em termos gerais todos osjuízos estéticos baseiam-se nos seguintes pressupostos:
a) Objetividade das apreciações
. Pressuposto que a Beleza é eterna, sendo independente dosjuízos individuais (subjetivos). A beleza não está nas nossas apreciações, mas constitui umapropriedade dos próprios objetos estéticos. Que propriedade ou propriedades são estas que tornam osobjetos belos ? Apesar de todas as tentativas para definir a Belo ou a Beleza, nunca se chegou anenhum consenso. Alguns autores procuram contornar a situação, afirmando que para gêneroartístico, ao longo dos tempos, têm vindo a ser apurados certos "cânones" específicos que nospermitem ajuizar do valor estéticos das diversas obras.
b) Subjetividade das apreciações.
Pressuposto que o valor estético atribuído a um objeto não podeser separado do contexto sócio-cultural a que está ligado. O belo é o que eu gosto ou aquilo que meagrada. A beleza funda-se assim numa relação subjectiva, sensorial, entre sujeito e o objeto. A arte ouo valor de cada obra é sempre vista em função de um dado contexto. A história tem-nos mostrado quenem sempre existe um acordo entre os méritos de uma obra de arte e os juízos sobre a mesmaproduzidos na época em que foi criada. Muitos artistas que foram considerados geniais no seu temposão hoje considerados artistas menores, enquanto que outros que passaram despercebidos são agoravalorizados.
 
7. A Estética como disciplina filosófica
. As primeiras manifestações artísticas são provavelmentetão antigas como o próprio homem, mas o conceito de estética é relativamente recente. A palavraestética só foi introduzida em 1750 no vocabulário filosófico pelo alemão Alexander GottliebBaumgartem quando publicou uma obra (Estética) onde procurava analisar a formação do gosto. Areflexão sistemática na filosofia, sobre a beleza e a arte são, todavia, muito mais antiga e remonta pelomenos à antiguidade clássica. Muitos autores preferem o termo
filosofia da arte 
, entendendo-o comouma reflexão centrada nas obras de arte e nas suas relações com o criador que as produziu. Estadenominação pretende excluir, por exemplo, o belo natural.
8. História da Estética.
O belo e a beleza têm sido objeto de estudo ao longo de toda a história dafilosofia. A beleza está etimologicamente relacionada com "brilhar",
aparecer", "olhar". Na
antigaGrécia
a reflexão estética estava centrada sobre as manifestações do belo natural e o belo artístico.Para Pitágoras o belo consiste na combinação harmoniosa de elementos variados e discordantes.Platão afirma que a beleza de algo, não passa de uma cópia da verdadeira beleza que não pertence aeste mundo. Aristóteles defende que o belo é uma criação humana, e resulta de um perfeito equilíbriode uma série de elementos. Na
Idade Média
identifica-se a beleza com Deus, sendo as coisas belasfeitas à sua imagem e por sua inspiração. Entre os
século XVI e XVIII
predomina uma estética deinspiração aristotélica: a beleza é associada à perfeição conseguida por uma sábia aplicação dasregras da criação artística. As academias a partir do século XVII, garantirão a correta aplicação doscânones artísticos.
Kant
atribuirá ao sentimento estético as qualidades de desinteresse e deuniversalidade. Foi o primeiro a definir o conceito de belo e do sentimento que ele provoca.
Hegel
veráno belo uma encarnação da Ideia, expressa não num conceito, mas numa forma sensível, adequada aesta criação do espírito. 
Orlan
, Quinta operação cirúrgica-performance ao lábio (1991). 
Na "arte carnal" à semelhança da "body art" o corpo funciona como o suporte e o meio de expressãodo artista. Esta artista submeteu-se a várias operações como forma de provocar uma reflexão sobre osconceitos de beleza.A
arte contemporânea
colocou problemas radicalmente novos à estética. Os artistas rompem com osconceitos e as convenções estabelecidas na arte e sobre a arte. O conceito de experiência estética,por exemplo, passou a ocupar o lugar que antes tinha na Estética o Belo ou a Beleza.  Consulta:Breve História da Estética.  
9. Filosofia da Arte.
Esta disciplina filosófica tem um sentido muito mais restritivo que a estética, poissó se aplica às chamadas "belas artes". Trata apenas das obras criadas pelos seres humanos. Entreoutras aborda as seguintes questões: Em que consiste uma obra de arte? Que se cria numa obra dearte ? Porquê e quando se considera bela uma obra artística? É a arte uma expressão de sentimentos? A arte imita a natureza ?  É subjetiva ou objetiva a percepção estética? Existe uma definição geralde arte ? Que critérios nos permitem afirmar a qualidade artística de uma obra de arte ? Qual o valorda própria arte?

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