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Sobre a Economia do Dubai

Sobre a Economia do Dubai

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Published by cpaixaocosta
Estudo de Juvenal Lucas sobre o paraíso Dubai
Estudo de Juvenal Lucas sobre o paraíso Dubai

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01/12/2013

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DUBAILÂNDIA
O NOVO MUNDO PARA OS PRIVILIGEADOS“O Dubai é para os privilegiados uma mistura exponencial da Disne y lândia e de Las Vegas”No texto que escrevi como preambulo do “power point” que publiquei no dia 1 de Agostosobre o Dubai, criei um problema com algumas pessoas que o leram, certamente porconsiderarem a natureza crítica do meu comentário radical e excessiva. Em sua opiniãoconsideravam a extraordinária intervenção do Xeque do Dubai, Rashid Bin Saeed Maktoum,uma demonstração de lucidez económica, criatividade, engenho.Dizia eu:
O Dubai é
 
o paraíso dos arquitectos e ricalhaços e espelho cintilante da orgiacapitalista
.”
Não é somente o petróleo, mas principalmente a sua “Zona Franca”, que atraiu asempresas multinacionais e capitalistas para aquela zona do mundo, aoproporcionar-lhes múltiplas e vantajosas isenções fiscais e comerciais.Só a forma injusta e desproporcionada como o Sistema Capitalista se apropria damais-valia do trabalho, tornou possível transformar aquele território naincomensurável ofensa que é, aos milhões de seres humanos que morrem de fomee á imensa miséria, que progride de forma acelerada na esmagadora maioria dahumanidade.Ora bem!!! A questão central, não é essa!
Independentemente de considerar um absurdo histórico, a organização dasociedade humana admitir a possibilidade de uma pessoa se assumir como dona do petróleo, ou de qualquer outro mineral que a Natureza tenha produzido, não podemos deixar de considerar que, os minerais que extraímos da terra e todos osrestantes elementos que prodigamente a natureza nos fornece no seu estadonatural, tal como o ar que respiramos e a água que bebemos, deveriam ser, como éóbvio, um benefício da humanidade e nunca propriedade privada pessoal etransmissível.
Infelizmente, por enquanto (espero eu!!!), graças á existência dessas injustas regras que protegem a propriedade privada no Sistema Capitalista, essa apropriação que consideroarbitrária, indevida e profundamente injusta , ainda é encarada pela humanidade em geral,como lógica e natural, sob as mais variadas argumentações, permitindo-se assim, que asreceitas provenientes desses bens que a Natureza tão abundantemente proporcionou áhumanidade, revertam em beneficio particular e exclusivo de alguns.
Assistimos apaticamente a maior parte das vezes, a ver o produto desses privilégios,consumidos em desperdícios tão ostentatórios e obscenos, que por vezes chegam a provocaro riso, tal como por exemplo a do príncipe Alwaleed, um dos 6.000 príncipes sobrinhos do reida Arábia Saudita, que para abrir o portão do seu palácio basta dizer “Abre-te Sésamo” e paradivertimento do seu filho contratou 18 jogadores profissionais de futebol para jogar com ele.Alem de 3 aviões a jacto, guarda 300 carros na sua garagem, entre Rolls-Royces, LamborghiniDiablo, etc. etc. Ou então como aquele xeque do Qatar, que há poucos dias, enviou de aviãopara Londres, o seu Lamborghini Murciélago LP640, para uma simples mudança de óleo,gastando neste luxuoso capricho 30.000 euros.Estes ridículos exemplos demonstram a que ponto é escandaloso injusto e irracional oSistema Capitalista no que se refere às relações de produção, permitindo que por um lado se
 
consumam e delapidem recursos consideráveis e por outro deixe um ser humano morrer àfome, a cada 3.5 segundos.O nº de pobres não pára de crescer, sendo actualmente 307 milhões, segundo o Relatório daConferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD). Em 2015,calcula-se que esse número atinja os 420 milhões.O número de pessoas pobres que vivem nos países menos desenvolvidos, com menos de 1dólar por dia, (havendo regiões, principalmente em África, que não ultrapassam os 50cêntimos de dólar),
duplicou nos últimos 30 anos.
815 Milhões, principalmente demulheres e crianças, são vítimas crónicas da fome ou de grave subnutrição.Quanto ao resto do Mundo que não está contido nestas estatísticas, remeto quem está a lereste texto, para o documento que publiquei neste mesmo Blogue no dia 29 de Fevereiropassado, sob o titulo “ A Sociedade dos dois décimos” de autoria de Werner Schwab, com osub-titulo “Os senhores do mundo a caminho de uma outra civilização” .A essência desse documento, assente no conceito teoricamente científico que 1/5 dapopulação chega para satisfazer todas as necessidades da humanidade, deixa aos restantes4/5 aquele - “ah esses vão ter dificuldades!”.Facilmente irão concluir quando chegarem ao fim desta análise sobre o “fenómeno Dubai”,que ele foi concebido e edificado exclusivamente para esses dois décimos considerando quea maior parte dos restantes oito décimos só terá possibilidades de ver a elite desse quinto adivertir-se.Mas como é ……ainda neste Mundo que estamos a viver, ao ajudarmos a denunciar algumasdas suas incoerências e barbaridades, estamos talvez a contribuir para diminuir o tempo quefalta para a sua transformação e a ajudar pessoas que por desconhecimento ou irreflexão,não tenham discernido quão objectivamente anti-Natureza e injusta é esta realidade.Em abono da opinião das pessoas que discordaram dos termos em que analisei o “PowerPoint” sobre o Dubai, baseadas exclusivamente no lado quási secreto em que se têmdesenvolvido aqueles empreendimentos, tenho de confessar que sob o ponto de vistameramente económico, também o achava positivo.Estava convencido, contrariamente ao que genericamente acontece com os governantesárabes (e não só!), que normalmente levam o dinheiro para a Suíça ou compram castelos naInglaterra, que aquela obra era resultado exclusivo da aplicação das receitas do petróleo doDubai pelo xeque Rashid Bin Saeed Maktoun no desenvolvimento do seu país,fundamentalmente para salvaguardar o seu futuro e dos seus súbditos, tendo em vista que opetróleo vai acabar no Dubai daqui a 10 anos, como está previsto.A profunda alteração da minha opinião, deriva do facto de contrariamente ao que pensava atéhá pouco tempo, o desenvolvimento exponencial do Dubai não é reflexo dessa aplicação justae perspicaz do dinheiro ganho com o petróleo do Emirato.Antes pelo contrário!
De facto somente 5% do rendimento do Dubai provem desse petróleo. O turismo éresponvel por 33% e os restante s r ecursos t ê m origem na “Zona Franca ”.
 A gestão do xeque do Dubai, totalitária pela natureza dos seus poderes e pela tradição doscostumes locais, permite que ele sozinho tenha o poder de decidir os destinos do território eutilizar esse espaço a seu belo prazer e com total autonomia.O que á partida parecia um hino de louvor á imaginação e criatividade humana mais não éque o aproveitamento sub-reptício do Capitalismo, para transformar aquele paraíso fiscal num
 
monstruoso e colossal artifício, não só para funcionar como uma central de branqueamentode capitais e permitir as “legais” fugas ao Fisco.
Tudo isto torna o fenómeno Dubai não uma forma de gestão inteligente dosdinheiros próprios do xeque, como foi referido, mas uma aliança de ocasião entre oxeque e o Grande Capital Financeiro, para continuar a aumentar constante eescandalosamente os seus rendimentos livres de impostos.O Dubai é igualmente um paraíso para as multinacionais ali sediadas, na medidaem que isso facilita aproveitarem-se das astúcias que a sociedade capitalistapermite no que respeita á distribuição da riqueza e praticar impunemente aengenharia financeira necessária, para se apoderar globalmente das mais-valiasproduzidas pelo mundo do trabalho.A multiplicação desenfreada dos seus lucros e o constante aumento do fosso entrericos e pobres é tendência universal e consequência lógica da Globalização daEconomia.É também, por acréscimo, uma bizarra e inacreditável zona de lazer e divertimentopara os privilegiados, onde nada nem ninguém paga impostos.
Embora seja criada a ilusão de que as classes economicamente mais débeis também ali têmum local de eleição para seu divertimento, fornecerem algumas instalações hoteleiras
 
compreços mais acessíveis, torna-se um autêntico equívoco, pois para terem acesso à maioriaesmagadora das luxuosas instalações criadas para uso exclusivo de quem tem muitíssimodinheiro, terão de pagar (e muito), apenas para ver o interior desses investimentos.Os excessos, a que vulgarmente associamos as desbragadas e exorbitantes excentricidadesdos príncipes árabes, têm também entre estes endinheirados as suas orgíacas manifestaçõescomo por exemplo: A grande moda actualmente no Dubai é possuir mini-submarinos, quepodem ser escolhidos entre os 14 modelos de luxo fabricados no próprio Dubai. Estes“brinquedos” custam entre 8 e 58 milhões de dólares e podem ter um raio de acção até 4.500milhas.O Dubai é um dos 7 Emiratos Árabes Unidos.
No Dubai vive-se para e pelo dinheiro!
A sua moeda é o “Dirham” e a sua cotação andacolada ao dólar norte-americano.
A valorização do sector imobiliário foi de 400% em 5 anos
Os próprios gestores das empresas que aí exercem a sua actividade, queixam-se da falta delealdade dos trabalhadores, tal como actualmente acontece com os ases do futebol. Umamudança de patrão, significa muitas vezes enormes aumentos de salário.O ordenado mínimo de um quadro de empresa é 5.000 euros. Os trabalhadores da construçãocivil recebem o equivalente a 125 Euros. Trabalham de segunda a sábado 8 horas por dia evivem amontoados em pavilhões.Vivem lá mais de 200 nacionalidades. As rendas de casa sobem 30% ao ano e inflação é naordem dos 15%.É voz corrente que no Dubai “os europeus enchem os bolsos e se divertem, os indianos epaquistaneses trabalham e os árabes enriquecem”.Não há nenhum projecto, por mais arrojado e dispendioso que seja, que tenha dificuldades noseu financiamento. O mercado é frenético, vendendo-se todos os empreendimentos em 24 h(segundo Célia Reinaldo, agente imobiliária no Dubai) e o exotismo da imaginação não tem

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Satar Abdul Rahimo Abdul added this note|
O meu comentario esta tudo bonito, lindo, muito sacrificio das pessoas empenhadas, e estao de parabens.. Queria aproveitar como conseguir um investimento ou parceria para abertura de bombas de combustiveis para a minha cidade da ilha de mocambique, patrimonio cultural e da humanidade. meu email. himo_ilha@hotmail.com Um abraco e desculpem.
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