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Centro Dr. João dos Santos - Metodologias de Intervencao

Centro Dr. João dos Santos - Metodologias de Intervencao

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03/02/2011

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Metodologias de intervenção
:
Algumas estratégias de intervenção 
Na intervenção directa com as crianças tenta-se reflectir o climainstitucional da Casa da Praia. A dinâmica do funcionamento em  Equipa,que passa pela cooperação e pelo respeito do ser e do saber de cada um, éa mesma que tentamos imprimir no trabalho quotidiano com os grupos decrianças, procurando-se, assim, uma convivência harmoniosa, no respeitopela individualidade de cada um.
 
Como já referimos, João dos Santos dá particular importância, noacto educativo, à
relação/comunicação
que permita a troca desentimentos, emoções e conhecimentos, através das várias formas delinguagem (corporal, verbal, gráfica, plástica).Actualmente, com o acesso generalizado à escolaridade, a escoladefronta-se com o problema do insucesso educativo de largas camadas dapopulação escolar, sobretudo das crianças oriundas de meios maisdesfavorecidos, onde a linguagem escrita é menos presente e acomunicação é, por vezes, muito directa e pouco elaborada.Sabemos que o domínio da leitura representa uma competência deinegável peso na vida escolar e social da criança. A privação de talcompetência é geradora de desvantagens e dependências.João dos Santos lembra que o registo escrito que se aprende naescola não faz sentido e não é acessível a quem não registe, previamente,de outras formas, a sua experiência e que viveu num ambiente em que odiálogo não é possivel, por insuficiência sócio-cultural ou por perturbaçãomental e emocional dos componentes da família.A
escrita
- forma de linguagem privilegiada na escola - surge comonecessidade do que se quer dizer no tempo e no espaço. Escrever éregistar um projecto, uma ideia, é pensar. “Constitui uma reserva doconhecimento” ( J. S.).Assim, é, essencialmente, a
busca do “sentido do aprender
”,através da estimulação e da ligação dos saberes, das vivências e dasexperiências de cada criança, do conhecimento de si próprio e das suascapacidades (quem sou, onde estou, do que sou capaz...), aliada à
 
aprendizagem do viver em conjunto
, que procuramos desenvolver naCasa da Praia.Tenta-se criar um
clima relacional de segurança
que permita àcriança uma estabilidade emocional  que propicie o prazer e o desejo doconhecimento, onde se ligue o simbolismo, a realidade e o afecto (TeresaFerreira), num “clima de liberdade para pensar” (Lipman).Damos grande importância
às actividades de livre expressão
 
oral
, como forma de fazer emergir os sentires, as experiência, os saberes,e motivações  das  crianças,  ligando-os  a
outras  formas de expressão
 ( desenhada, dramatizada, gravada ou escrita).Nos casos em que a expressão oral é mais inibida ou limitada,promove-se o jogo do inverso: parte-se das suas produções gráficas ouplásticas, valorizando-as pela “palavra”, dita e escrita, e dá-se-lhessentido, facilitando a sua “leitura” e ajudando a construir, organizar edesenvolver a imaginação.Ao conferir importância à oralidade e ao valorizar o discursoparticular de cada criança, pode mostrar-se-lhes como se fala e se registaaquilo que sabem e dizem. Os textos “ditos” são transformados em textos“escritos”, muitas vezes por empréstimo da mão da professora.João dos Santos afirmava que “não se pode escrever com a caneta ecom a mão, mas com ideias e com imaginação”. Assim, o
Texto Livre
éum meio muito presente no trabalho que desenvolvemos.Inicialmente reflexo de simples relatos ou descrição elementar desituações valorizados através do seu registo, transformando os textos“ditos” em “escritos”, a criança apercebe-se que aquele registo tem umsignificado. Progressivamente, os textos vão-se tornando mais complexose criativos, à medida que vão sendo “partilhados” e discutidos.A
leitura  de histórias
é, também, uma actividade quevalorizamos. Os contos tradicionais, por exemplo, são um bom mananciale “têm tudo o que é preciso para estimular o sonho, a fantasia e o saber dacriança” (J.S.) já que, mais que desenvolver a imaginação, por vezes, énecessário ajudar a construí-la.A essência de uma boa história reside, geralmente, nalguma forma deconflito, problema ou série de problemas que podem constituir uma boabase de exploração de temáticas relacionadas com as emoções e a moralmais básicas (amor/ódio; bem/mal; vida/morte...) (K. Eagan).Proporcionam, igualmente, vivências e espaços de diálogo, reflexão e
 
discussão, confrontando diversos pontos de vista e ajudando a relativizare a respeitar as diferentes opiniões.A
imaginação de
 
histórias
pelas crianças surge de uma formanatural, muitas vezes apoiada noutras formas de expressão,nomeadamente, a gráfica, a plástica e a corporal..As histórias imaginadas  permitem a projecção dos seus  conflitos,medos e fantasias.Do ponto de vista terapêutico, João dos Santos (1988) realçava aimportância de facilitar às crianças com bloqueios do imaginário, orecurso à fantasia criativa, através de histórias, desenhos ou leituras quepudessem facilitar os aspectos imaginários do simbolismo da criaçãoartística ou da simbolização da linguagem escrita.Os textos e histórias das crianças são, posteriormente, compilados emlivros individuais ou colectivos, constituindo material de leitura, rico designificado construído e espelho evolutivo de cada criança.A utilização da
Imprensa
e do
Computador
ao serviço da “livreexpressão da criança” (Freinet), para além de valorizar e formalizar assuas produções escritas, contribui, entre outras, para o desenvolvimentoda cooperação, organização e autonomia, e de diversas habilidadesespecíficas da leitura e da escrita. A função da linguagem escrita como meio de comunicação à distância,suporte do conhecimento e do pensamento, aparece, de forma bempatente, no
Jornal Escolar
.    Constituído por textos livres, histórias,relatos de experiências, estudos ou acontecimentos, resulta de umtrabalho e empenho colectivos.Ao saber que o Jornal vai ser lido e apreciado por outros, a livreexpressão da criança adquire uma “existência social” (Oury e Vasquez,1968). O orgulho sentido pela criança ao mostrar o Jornal à família,vizinho ou amigo, sabendo que nele há algo de significativo para ela, éfactor de reforço da sua autoestima e estímulo ao desenvolvimento da suacompetência e consciência linguísticas.Para além de permitir a divulgação dos seus textos escritos, o JornalEscolar é também investido pelas crianças no que respeita à decoração earranjo gráfico.Sabemos que a interiorização, pelas crianças, das noções de
tempo eespaço
se vai adquirindo e estruturando a partir das referências da sua

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