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Georgette Heyer - A incomparável Bárbara (PtBr)

Georgette Heyer - A incomparável Bárbara (PtBr)

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1
  
 
A INCOMPARÁVE BÁRBARA(An Infamous Army)
   
 
2
  
GEORGETTE HEYER 
A INCOMPARÁVEL BARBARA
(An Infamous Army)
"Eu tenho comigo um exército miserável, fraco e mal equipado, e um estado maior totalmente desprovido de experiência. ” O Duque de Wellington para o General Lord Stewart, 08 de maio de 1815 
  
CAPÍTULO I
Sentado perto da janela da sala de Lady Worth, o cavalheiro de casaco vermelho, tinha suaatenção distraída das conversas que ocorriam ao redor dele.   Além do vidro, entre os transeuntesque viajam ao longo da estrada, uma jovem tinha chamado sua atenção.   Além disso a conversatinha argumentos idênticos aos que poderiam ser ouvido em todos os lugares em Bruxelas."Na verdade, estou menos ansiosa agora com a presença de Lord Hill, mas quanto gostaria que oduque não se atrasasse!”Porque naquele momento a moça virasse na direção da janela dois travessos olhos escuros, ocavalheiro de casaco escarlate não ouviu a observação de lady Worth que falara com ansiedade  aseus hóspedes momentos antes."Minha querida", assentiu com a cabeça ironicamente o Conde de Worth,”todos nós gostaríamos. ”Mas Georgiana Lennox, que tinha concordado com a sua anfitriã  sorriu para o conde e lembrou-lhe que existia  alguém, em Bruxelas, que realmente não queria a chegada do duque: ”O príncipe,meu caro senhor, está fora de si! Eu não sei como dizer o contrário! Ele ficou irritado quando euexpressei o desejo de que o duque se apressasse ...  Eu dei-lhe a impressão de não confiar na suaprópria capacidade para lidar com Bonaparte. ”Lady Worth sorriu: ”Deve ter ficado envergonhada! O que você disse?”."Que não era verdade! Tenho grande amizade ao príncipe, mas quem na verdade pode supor queele possa enfrentar Bonaparte em campo aberto.   Que experiências já teve? Posso compará-lomuito bem pelo meu irmão March.   um bom comandante-em-chefe, e March de fato faz parte doestado maior do Duque, enquanto o príncipe... . ”"É verdade que o príncipe e seu pai não se dão bem?" Exclamou Sir Peregrine Taverner, um jovemlouro vestindo uma jaqueta azul adornada com grandes botões de prata. ”Eu ouvi dizer .  .  . ”Mas um cavalheiro grandiloqüente, com olhar alegre e curioso interrompeu-o:"É verdade! O príncipe é favorável ao Inglês, e não é apreciado pelo rei.   Eu acho que éindiscutível que o príncipe fala inglês muito melhor do que o holandês e o francês! Pelo que eupercebi, houve no outro dia uma verdadeira briga, e o príncipe dizia em termos inequívocos, que,se o rei não queria vê-lo escolher os ingleses entre os seus melhores amigos não deveria tê-loenviado para ser educado na Inglaterra ou enviá-lo para ganhar experiência com Wellington naEspanha e Portugal.   E ele saiu, deixando seu pai e seu irmão sem palavras, e é claro que elecontou a Colborne.   Acredite em mim, Colborne não se arrependerá quando retornar ao seuregimento.   Por nada no mundo que eu seria secretário militar do príncipe de Orange”.A jovem já não era visível a Lord Hay, e este cansado de admirar a fachada cor cobre da casa emfrente, voltou sua atenção para a última frase e perguntou inocentemente: ”Eu o que disse Sir John,Sr.   Creevey?.Um sorriso involuntário surgiu nos lábios de Judith Worth, e as  penas de avestruz que adornavamo chapéu de Lady Georgiana tremeram visivelmente quando ela escondeu o rosto na manga.   Porum momento, todos evocaram a imagem de seis pés da silenciosa, teimosa, e fascinante pessoade Sir John Colborne, que confiara as suas angústias ao Sr.   Creevey.
 
3
  
Mas o Sr.   Creevey pareceu não se incomodar, apontou com a desaprovação o dedo para LordHay e disse com um ar de sabedoria: ”Eu não acho realmente que queira que eu revele minhasfontes de informação, senhor. ”"Em minha opinião", disse Hay,”o Príncipe de Orange é uma excelente jovem. ”"Oh, quanto a isso... !”Lady Worth, ciente de que o parecer do Sr.   Creevey sobre o príncipe não seria do agrado de lordeHay, interveio observando que o irmão do príncipe, Frederico, era realmente uma bela figura."Duro como um boneco" Hay disse. ”No estilo prussiano.   Chamam-lhe”Capitão Sabre”.Lady Georgiana admitiu que ele tinha aspecto agradável. ”Mas ele não tem dezoito anos”,acrescentou," não pode contar muito. ”Georgy”, protestou Hay."Nem você  pode negar", ela riu. ”Você sabe o que é isso! É apenas um menino. ”"Aguarde para saber quando eu for para o campo. ”"Eu não tenho dúvida! Você vai fazer maravilhas e será lembrado em todas as expedições.   Comprofunda gratidão do Duque que irá escrever sobre você: ”O ajudante geral de Maitland, o tenenteLord Hay ... ”» mas foi interrompido pelo riso."Tenho todas as razões para estar satisfeito com o comportamento do ajudante geral Lord Hay"continuou com voz virtuosa. ” Wellington escreve com transporte e profundidade, é isto!”"Silêncio, agora! Eu não pretendo ouvir uma palavra contra o Duque.   É o maior  homem domundo. ”De tenacidade Whig como era, o Sr.   Creevey não podia aceitar em silêncio uma afirmação tãohiperbólica
1
.   E, aproveitando da briga lúdica que se seguiu, Sir Peregrine Taverner aproximou-sedo irmão e disse calmamente: ”Eu acho que você não sabe quando o Duque deve vir paraBruxelas, Worth?”."Por que eu deveria saber?""Eu pensei que você tivesse ouvido a partir de Audley. ”"Sua irmã recebeu uma carta dele, mas Charles não sabia quando o Duque partirá de Viena”. "Ele deveria estar aqui.   No entanto, parece que quando esteve com Lord Hill o príncipe já nãopartiria para  invadir a França.   Por conseguinte, é verdade que Hill foi enviado para colocá-lo emcheque?”"Eu acho que suas fontes são tão boas quanto as minhas, meu caro Peregrine".Sir Peregrine tinha atingido a idade venerável de vinte e três anos, a três era casado e a dois nãoestava mais sob a tutela do conde de Worth, também era pai de duas robustas crianças.   Mas oirmão ainda lhe despertava um certo medo.   Não rebateu a gélida observação e se contentou emdizer: ”É impossível não ficar ansioso.   Afinal, Worth, agora sou homem de família”."É verdade", sorriu Worth."Se eu soubesse que Bonaparte iria fugir de Elba, eu não tomaria uma casa em Bruxelas.   Admita
 
1
 
Arthur
 
Wellesley
 
(1769
1852),
 
primeiro
 
duque
 
de
 
Wellington
 
(e
 
marquês
 
e
 
barão
 
e
 
príncipe
 
de
 
muitos
 
lugares)
 
por
 
méritos
 
militares,
 
nunca
 
foi
 
muito
 
amado
 
pelos
 
Whigs
 
pois
 
sempre
 
defendeu
 
uma
 
política
 
fortemente
 
conservadora.
 
Para
 
ser
 
honesto,
 
Arthur
 
Wellesley
 
(ou
 
Wesley),
 
primeiro
 
duque
 
de
 
Wellington
 
era
 
muito
 
amado
 
por
 
muito
 
poucas
 
pessoas,
 
com
 
a
 
possível
 
exceção
 
dos
 
membros
 
de
 
sua
 
equipe
 
e,
 
aparentemente,
 
por
 
Georgette
 
Heyer
 
que
 
tornou
o
 
um
 
dos
 
protagonistas
 
desse
 
romance.
 
Aqui,
 
como
 
na
 
Regência
 
e
 
em
 
outros
 
lugares,
 
a
 
autora
 
combina
 
com
 
o
 
sua
 
habitual
 
imaginação,
 
habilidade
 
e
 
realidade.
 
Não
 
é
 
apenas
 
o
 
fundo
 
histórico
 
(que
 
culminou
 
na
 
Batalha
 
de
 
Waterloo)
 
é
 
rigorosamente
 
verdadeiro,
 
não
 
 
personagens
 
fictícios
 
(mas
 
certamente
 
não
 
menos
 
verdadeiras
 
que
 
outros,
 
e
 
algumas
 
 
conhecidas
 
dos
 
leitores
 
de
 
Heyer)
 
são
 
acompanhadas
 
de
 
muitas
 
figuras
 
históricas
 
(a
 
partir
 
de
 
Wellington
 
passando
 
pelo
 
Príncipe
 
de
 
Orange,
 
pela
 
Duquesa
 
de
 
Richmond,
 
Thomas
 
Creevey,
 
Caroline
 
Lamb
 
e
 
muitos
 
outros,
 
e,
 
claro,
 
Napoleão,
 
que
 
no
 
entanto,
 
não
 
aparece,
 
no
 
sentido
 
próprio
 
da
 
palavra),
 
mas
 
muitos
 
dos
 
personagens
 
ficcionais
 
são
 
modelados
 
por
 
pessoas
 
reais
 
e
 
muitas
 
das
 
personagens
 
falam
 
palavras
 
reais
 
que
 
foram
 
pronunciadas.
 
A
 
precisão
 
dos
 
detalhes
 
e
 
a
 
capacidade
 
de
 
captar
 
o”espírito
 
do
 
tempo"
 
tornam
 
supérfluo
 
recordar
 
aos
 
leitores
 
de
 
Heyer.
 
[N.
 
d.
 
T.
 
]
 

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