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Reflexão sobre o ensino de História e Geografia no século XXI

Reflexão sobre o ensino de História e Geografia no século XXI

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Reflexão e propostas para o ensino fundamental, de educaçao de jovens e adultos e para a gerontagogia, procurando contribuir com uma nova abrodagem, seja no aspecto didádico como no conteúdo das disciplinas.
Reflexão e propostas para o ensino fundamental, de educaçao de jovens e adultos e para a gerontagogia, procurando contribuir com uma nova abrodagem, seja no aspecto didádico como no conteúdo das disciplinas.

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 Reflexão sobre o ensino de História e Geografia no século XXI:
Contribuições para o ensino fundamental, para a educação de Jovens e Adultos e para a Gerontagogia
Prof. Dr. Adilson MarquesSão Carlos/SP 2011
 
Apresentação
O mundo contemporâneo passa por profundas transformações e rupturasparadigmáticas. Uma nova forma de pensar, sentir e agir coloca-se como desafio para que asustentabilidade do planeta, a cultura de paz e a conquista da democracia e dos direitoshumanos se harmonizem e dêem sentido aos avanços tecnológicos em todas as escalas (local,regional, nacional e planetária), diminuindo as desigualdades econômicas e sociais, ao mesmotempo em que valorize a diversidade cultural e a singularidade de cada experiência humana.Este desafio também deve estar presente no ensino de História e de Geografia (seja naeducação escolar ou não-escolar), abarcando o ensino fundamental ou mesmo a educação deJovens e Adultos e em programas educativos com idosos (Gerontagogia). No caso específico doensino fundamental, o professor possui um árduo desafio: o de sensibilizar a criança, atravésdas mais diferentes atividades pedagógicas, para que valores sócio-ambientais, desolidariedade e de cooperação se transformem em atitudes duradouras, estimulando a práticada cidadania e dos direitos humanos desde a mais tenra idade. A forma de sentir, pensar e agirdeste profissional influenciará diretamente o imaginário da criança, favorecendo ou não suavontade de participar das aulas e estimulando um relacionamento afetual com a escola e comos demais alunos e participantes do processo educativo.A motivação da criança pode facilmente esvanecer caso não haja a experiência dosensível e as trocas sensoriais que apenas a convivên
cia fluida, conflitual e “ecológica” com o
outro, no tempo e no espaço físico cotidiano, é capaz de sustentar, pois a vontade e ointeresse dependem da sinergia entre a razão e os sentidos para ser constantemente retro-alimentada. Infelizmente, não é assim que tem sido o ensino de História e Geografia ao longode todo o século XX. Independentemente da visão adotada pelo professor (tradicional oucrítica) a aula quase sempre é expositiva ou baseada na leitura de um livro didático e aavaliação pautada na memorização de datas, conceitos ou fatos. A mudança nos conteúdos,ocorrida nas últimas três décadas, não foi acompanhada por uma mudança na forma deensinar e de interagir com a criança.Frequentemente, a criança continua sendo pensada como se apenas tivesse a funçãopsíquica pensamento, menosprezando as outras tão bem estudadas por Jung (a sensação, aintuição e o sentimento). É uma visão integral e holística do fazer educativo que estedocumento propõe, recuperando e valorizando também o corpo, a alegria e a felicidade nointerior da sala de aula, em suma o
Homo ludens
.
 
Parte 1 - Reflexões sobre a DidáticaIntrodução
Antes de apresentar uma proposta de ensino de História e Geografia para o século XXI,é necessário fazer breves reflexões sobre a Didática, questionando sua ênfase nos aspectoscognitivos e menosprezo de outras dimensões importantes da existência humana, como opapel do corpo e da gestualidade dentro do espaço escolar; assim como a tendência emdissociar a teoria da prática, tentando exportar para a sala de aula os planos de ensino que nãoencontram eco na realidade escolar, por exemplo.Também é necessário refletir sobre as mudanças importantes no conteúdo e no ensinode História e Geografia, que vem sendo propostas ao longo das últimas décadas, mas queainda não foram acompanhadas por uma mudança na forma de ensinar, muito pautada aindana racionalização, esquecendo-se dos aromas, das cores, das formas sensoriais e ruídos queocorrem na História e na Geografia vivenciada ou experienciada no cotidiano.
O papel e a importância da Didática no ensino fundamental
A expressão Didática é frequentemente compreendida como a arte ou a técnica deensinar. Em nossa reflexão, ela será entendida como o ramo da Pedagogia que estuda osmodos e as condições de se processar o ensino e a instrução na educação escolar e não-
escolar. No século XX, duas grandes escolas dominaram as reflexões sobre o tema, a “escolanova”, baseada em princípios humanistas e pautada nos interesses do aluno, e a que podemoschamar de “tecnicista”,
de cunho neoliberal e apoiada pelo Banco Mundial, principalmente,após a década de 1960.Em meados da década de 1990, uma proposta que vem sendo chamada de
“interacionista” vem ganhando força neste debate, não como uma mera síntese das duas
anteriores, mas como uma terceira força, capaz de se relacionar de forma dialógica ecomplementar com ambas, reconhecendo os seus valores, mas as reconduzindo aos seusrespectivos lugares. Essa nova visão pode ser chamada também de humanista, mas não ignorao valor das novas Tecnologias de Comunicação e Informação (TICs) na reflexão sobre asestratégias de ensino. Como salientamos, a Didática é o instrumento pedagógico para melhorrealizar o ensino e a instrução. Porém, podemos dizer que cada professor promove em si, aolongo de sua formação, competências didáticas relacionando dialogicamente a sua experiênciacom a educação (seja em âmbito escolar ou não-escolar) e o estudo teórico.Assim, podemos dizer que as competências didáticas são também habilidades sócio-pedagógicas que vão orientar a atuação profissional. Nesse sentido, acreditamos que umprofissional para atuar no ensino fundamental, necessite, entre outras, das seguintescompetências didático-pedagógicas:- Ser capaz de integrar teoria e prática em sua atuação profissional;

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