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HIST CULTURA - 29.ABRIL.2010

HIST CULTURA - 29.ABRIL.2010

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Cultura Portuguesa ± Aula 19- 29 de Abril 
1
Sumário
:- IV.Do Estado do Renascimento à construção do Império.- D.Sebastião e D.Henrique: As Regências; a realeza de D.Sebastião e odesastre de Alcácer-Quibir;- O Cardeal-Rei e a sucessão no Trono de Portugal.Vamos hoje ver os
dois Últimos reinados da Dinastia de Avis
que precedem a união comEspanha. Logo isto vai corresponder ao reinado
D. Sebastião
e do
Cardial D. Henrique,
entre
1557
e
1580.D. Sebastião
foi o filho póstumo de
Infante D. João
, que por sua vez era o 8º filho de D. JoãoIII, o único que tinha conseguido chegar á idade núbio, casar e deixar descendência.D. Sebastião, assim baptizado, é um nome sem tradição na casa real Portuguesa, o nome é-lhe dado por ter nascido precisamente no dia de São (20 de Janeiro) Sebastião.Teve o cognome de ³
O Desejado
´e este cognome foi-lhe imediatamente dado mesmo antes denascer, por quanto havia sido efectivamente desejado por toda a nação, que assistira semnada poder fazer á sucessivas mortes dos filhos de D. João III. Por isso a
nação via agora emD. Sebastião a única esperança de ter um rei e um rei Português
.Visto
D. João III
morrer quando
D. Sebastião
tinha apenas
3 anos
, era necessário obviamenteencontrar uma solução que pudesse assegurar o Governo do reino. Essa solução é a de
regência
, que vai ser assegurada pela rainha Viúva de D. João III, avó de D. Sebastião(
Rainha Dona Catarina
).É evidente que nessa altura existia quem defendesse que a regência deveria ser asseguradapelo Irmão de D. João III, o cardial D. Henrique. Mas o que é facto é que a opinião que venceuentre os mais próximos da Coroa, foi de facto a da Rainha D. Catarina.Durante a regência da Rainha D. Catarina, vai-se verificar uma serie de acontecimentos Algunsdeles resultado de iniciativas anteriores, mas há aqui como uma certa concentração deacontecimentos importantes:
 
Cultura Portuguesa ± Aula 19- 29 de Abril 
2-
1557-1559
± A
Rainha Dona Catarina
vem a obter do Papa Paulo IV a criação de doisbispados: de Coxim e Malaca e ao mesmo tempo a erecção do Bispado de Goa (metropolita doOriente) ± Isto na altura era muito importante, importante naturalmente para igreja massobretudo importante para Portugal que testemunhava com erecção destas duas novasdioceses um poder de Portugal reconhecido pela Igreja no Oriente - é o reconhecimento doImpério Português na Índia através do reconhecimento de Dioceses Cristã.
1557 
± D. Catarina envia
M
em de Sá
como governador do
Brasil
. Encarregando-o depromover o seu
desenvolvimento
(como era esperado que qualquer governador o fizesse),mas fundamentalmente incumbindo-o de
erradicar 
uma ameaça que se estava a desenhar sobre o Brasil: a presença dos
Franceses
no
Brasil
e a sua projectada criação da chamada
França Antárctica
. Isso vem efectivamente a acontecer, em
1560
Mem de Sá
expulsa
os
franceses
do
Brasil
.-
1557 
± Portugueses conseguem-se estabelecer ³definitivamente´ em
M
acau
;-
1558 
± Dona Catarina nomeia como
vice-rei
da Índia
Constantino Bragança
, essaescolha vai ser efectivamente muito feliz, ele vai estar na Índia entre
1558 e 1561
e vai ter umGoverno bastante importante e energico, conseguindo conquistar até
Damão
;-
1560 
±
Paulo
 
Dias de Novais
foi encarregue de estudar e preparar o inicio dopovoamento de Angola;-
1559
±
Obtenção da Bula
sobre o estabelecimento de uma nova
Universidade
em
Portugal
(
Évora
). A partir de agra Portugal passa a ter duas universidades (Coimbra e Évora)Em
inais de 1560 
a Ranha Dona Catarina anuncia a sua intenção de se r 
etirar do Governosdo Reino
. Tenciona passar o reino ao
Cardial Infante D. Henrique
. Mas tem de haver aprovação das três Cortes do reino, para tal são convocadas Cortes para
Lisboa
em
Dezembro de 1562
e vão-se prolongar até
Janeiro
de
1563
. Estas cortes vão
aceitar 
o
pedido de renuncia
por parte da rainha D. Catarina, visto não terem conseguido demover arainha de tal intenção e na circunstancia eleger o
Cardial D, Henrique
para a
regência
.Esta regência do Cardial representa nesta circunstancia uma certa continuidade Governativa,naturalmente muito marcada, como a anterior pela preocupação de
manter e defender oImpério.
Porque fundamentalmente o
Império
já está a tomar uma dimensão tal, simultâneanaturalmente, á
emergência de novos poderes marítimos Europeus
(os
Franceses
,
 
Cultura Portuguesa ± Aula 19- 29 de Abril 
3
 
Ingleses
e
Olandeses
) e naturalmente o aumento das preocupações de mater e defender oImpérios destas ameaças. Até então única concorrência que havia era a da Espanha e essahavia sido partilhada entre Portugal e Espanha pelo tratado de Tordesilhas, as coisas correramsem problemas. Logo a teoria do Mare Clausum tem de ser defendida na prática e não apenasna teoria, como até então.
•
De facto vai haver nesta altura um grande
Surtos de Pirataria.
Portugal estava habituado nesta altura a sofrer ataques da
PiratariaBerber 
(Angelina) e essa foi sempre uma constante no
estreito deGibraltar 
, chegando por vezes quase junto ao Algarve, era por isso entreoutras coisas que Portugal ter uma Marinha de Guerra e Portugal, voltanão volta, organizava sozinho ou acompanhado, expediçõespunitivas\retaliatórias sobre essa pirataria.Mas não é dessa que se fala na altura, é sim sobre o surte de Pirataria que nesta altura vaisurgir, que eu dirá quase institualizada por estados cristãos, designadamente por 
França
e
Inglaterra
. Com
Cartas de Corso
passadas pelos próprios monarcas.
Rainha Isabel de Inglaterra
(filha de Henrique VII) passava cartas de corso, e uma dos maiscélebres corsários de D. Isabel é
Sir Francis Drake
, que vai actuar ai por tudo o quando é sítiosobre os
navios
carregados de
riquezas vindas do Império do Oriente
para Portugal ou dosImpérios Americanos para Espanha.E há também
pirataria Francesa
, que aqui no atlântico actuam e há notícia concreta, noreinado de D. Sebastião, de uma invasão da esquadra francesa no Funchal. Levando a umaprotesto (importante) da monarquia Portuguesa havendo mesmo um pedido de indemnizaçãopor Portugal. Não se sabe se efectivamente essa indemnização foi paga, mas o que é facto éque o Rei de França vai prometer, nessa altura, um casamento de sua Filha (Margarida deElba) com Rei D. Sebastião, há aqui uma tentativa compensatória por Parte do rei de França aPortugal.Neste sentido o
Cardial
 
Infante D. Henrique
vai também determinar o
reforço das defesasmilitares
, designadamente das
defesas marítimas
 
do continente
, sobretudo em
Lagos
,
Setúbal
,
Cascais, São Julião da Barra
e
Caparica.
Para além do reforço da própria da
marinha de guerra,
são então a resposta a esta nova ameaça.

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