Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more ➡
Download
Standard view
Full view
of .
Add note
Save to My Library
Sync to mobile
Look up keyword
Like this
6Activity
×
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
Ancoragem esquelética com miniimplantes incorporação rotineira da técnica na prática ortodôntica

Ancoragem esquelética com miniimplantes incorporação rotineira da técnica na prática ortodôntica

Ratings: (0)|Views: 1,041|Likes:
Published by Leonardo Lamim

More info:

Published by: Leonardo Lamim on Mar 06, 2011
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See More
See less

02/01/2014

pdf

text

original

 
85
Rev. Clín. Ortodon. Dental Press, Maringá, v. 5, n. 4 - ago./set. 2006
Ancoragem
12345678910111213141516171819202122232425262728293031323334353637383940414243444546
Ancoragem esquelética com mini-implantes: incorporação rotineirada técnica na prática ortodôntica
Marcos Janson*, Eduardo Sant´Ana**, Wilfredo Vasconcelos***
* Mestre e Especialista em Ortodontia pela FOB-USP-BAURU.** Professor responsável pela Disciplina de Cirurgia da FOB-USP-BAURU; membro da
Advanced Orthognatic Surgery Foundation 
.*** Aluno de Especialização em Ortodontia da ABCD-Bahia.

A Ortodontia baseia-se no diagnóstico bu-cal e facial para elaborar o plano de tra-tamento e na mecânica para conduzir aoresultado esperado. Uma das limitaçõesdo tratamento pode ser a deficiência deancoragem pela ausência de dentes de su-porte, pela dificuldade da movimentação,pela limitação da técnica empregada oupela falta de colaboração do paciente emutilizar aparelhos removíveis e elásticos.Os mini-implantes surgiram como uma
PALAVRAS-CHAVE:
Ancoragem máxima. Ancoragem esquelética. Ortodontia em adultos.Mini-implantes.
alternativa viável para resolver estes pro-blemas e podem ser empregados de formarotineira na clínica ortodôntica, pela facili-dade de instalação e remoção, conforto aopaciente e baixo custo. As possibilidades deuso são inúmeras e o planejamento da po-sição em que serão instalados é importantepara se obter os vetores de força desejados.Neste artigo as indicações, contra-indica-ções e intercorrências são discutidos e umcaso clínico apresentado.
 
Ancoragem esquelética com mini-implantes: incorporação rotineira da técnica na prática ortodôntica
86
Rev. Clín. Ortodon. Dental Press, Maringá, v. 5, n. 4 - ago./set. 2006
12345678910111213141516171819202122232425262728293031323334353637383940414243444546

A Ortodontia sempre esteve em busca de acessórios ou técni-casqueviabilizassemdeterminadosprocedimentosclínicos,assimcomo sempre buscou recursos para não depender da colaboraçãointrínseca do paciente. Como os objetivos oclusais estão direta-mente relacionados ao bom relacionamento ântero-posterior dosdentes, o uso de recursos fixos de ancoragem como Botão deNance, barra transpalatina e arco lingual de Nance e os móveiscomo AEB, PLA e elásticos intermaxilares sempre auxiliaram o or-todontista na árdua tarefa de posicionar os dentes em seus devi-dos lugares tanto nos casos sem extrações como nos casos comextrações. Embora tenhamos obtido relativo sucesso em mais deum século da especialidade, muitas limitações ainda existem paradeterminados movimentos e muito ainda é realizado às custas deuma colaboração efetiva dos pacientes. Este panorama começoua mudar quando os implantes osseointegrados surgiram comouma alternativa viável de ancoragem máxima
1-4
, no entanto porserem muito calibrosos, requererem tempo de espera para recebercarga, estarem contra-indicados para pacientes em crescimentoe estarem condicionados à ausência de algum dente que deveser substituído, apresentam muitas limitações. Há duas décadas,mini-parafusos foram introduzidos na clínica ortodôntica com opropósito de servir de ancoragem e mostraram-se bastante pro-missores
5
. Com o tempo outros pesquisadores empolgados comos resultados e a possibilidade de ancoragem máxima sem efeitoscolaterais ajudaram a desenvolver o que conhecemos hoje comomini-implantes
6-8
. Os resultados têm sido tão empolgantes
8-12
queeste acessório vem se tornando rotina na clínica ortodôntica epode-se dizer, devido às mudanças inferidas nos planejamentose na mecânica utilizada, que a Ortodontia é dividida em duasfases distintas: pré mini-implantes e pós mini-implantes, prin-cipalmente no tratamento de pacientes adultos. Este artigo tevepor finalidade expor o estágio atual que se encontra a utilizaçãodeste acessório, suas características principais, o que levar emconsideração na escolha do mini-implante, os métodos de ins-talação e remoção, as áreas mais adequadas para sua instalação,as indicações e contra-indicações, o prognóstico de sucesso, asintercorrências e a demonstração de um caso clínico.

 

O termo mini-implante parece ter se definido somente recen-temente
13
, visto que no início era chamado de micro-implante,que caiu em desuso porque o termo micro é utilizado quando seutamanho corresponde ao algarismo 10
-6
e só pode ser visualizadocom recursos de aumento com o microscópio. Outra denomina-ções em uso são TAD (Temporary Anchorage Device) e MIA (MiniImplant Anchorage).DESIGN - O mini-implante possui três componentes: cabeça,colar e rosca (Fig. 1A).a) Cabeça: a cabeça é a parte mais importante para o orto-dontista, pois é a parte que fica exposta e onde se apóia para apli-car a força. Idealmente deve ser pequena, ter a superfície polidae arredondada, para não ferir o paciente e possuir retenções paraos acessórios ortodônticos.b) Colar: o colar pode estar ou não presente no mini-implantee corresponde à superfície lisa logo abaixo da cabeça. Sua funçãoé fazer a interface do osso com o meio externo, ou seja, fica co-berto pela mucosa. Por ser liso, permite maior adaptabilidade dostecidos moles e menos risco de aderência de placa e inflamaçãoda mucosa. O colar pode apresentar variações para se adequarà espessura do tecido mole de determinada área. Na figura 1Bo mini-implante de baixo apresenta comprimento de 9,0mm ecolar de 2,0 mm e o de cima tem comprimento de 12mm e colarde 1,0 mm.c) Quanto ao tipo de rosca:- Cônico – é mais espesso próximo à cabeça e torna-se maisestreito na ponta.- Cilíndrico – Possui o mesmo calibre do começo ao fim, comapenas um afinamento na ponta para permitir a entrada da rosca(Fig. 1).A escolha do autor para uso rotineiro são os mini-implantesda Conexão (Conexão Sistemas de Prótese – São Paulo - Brasil),que é uma indústria nacional e apresenta uma variedade de ma-terial que supre todas as necessidades ortodônticas. Nas figuras2 e 3 podem ser visualizados os parafusos disponíveis e suas ca-racterísticas.

Como os mini-implantes apresentam tamanhos, diâmetros ecolares diferentes deve-se racionalizar o uso para melhor ade-quação às situações específicas. A escolha do parafuso deve levarem consideração o espaço mésio-distal existente entre as raízes,a densidade e a profundidade do osso e a espessura da mucosa. Éinteressante que, ao posicionar o mini-implante haja pelo menos1mm de osso ao seu redor, para evitar injúrias aos dentes e tam-bém facilitar sua instalação
14
. A presença de gengiva ceratinizadaé outro item importante, pois facilita o acesso com a broca semaberturaderetalhosetambémdiminuiairritaçãodamucosa,queéumdosfatoresquepodemlevaraoinsucesso
15
.Logicamenteentãoo ideal é se ter uma área com bom volume de osso próximo àcoroa. Normalmente, as regiões mais propícias para apresenta-
 
Marcos Janson, Eduardo Sant´Ana, Wilfredo Vasconcelos
87
Rev. Clín. Ortodon. Dental Press, Maringá, v. 5, n. 4 - ago./set. 2006
12345678910111213141516171819202122232425262728293031323334353637383940414243444546
FIGURA 1
-
A)
Componentes do mini-implante: A) cabeça, B) colar e C) rosca. O mini-implante é fabricado em diversos tamanhos e diâmetros, sendo mais comunsos comprimentos de 6, 9 e 12mm e as variações dentro deste intervalo. Quanto ao diâmetro variam de 1,2 a 2,0mm. Na figura
B)
o mini-implante de baixo apresentacomprimento de 9mm e colar de 2mm e o de cima tem comprimento de 12mm e colar de 1mm.
FIGURA 2
- Referências dos parafusos da empresa Conexão. Os parafusosapresentam configuração da rosca cilíndrica e são encontrados em 3 compri-mentos: 6, 9 e 12mm. O diâmetro é de 1,5mm e os colares também variamentre 1, 2 e 3mm. Para cada comprimento existe também o de diâmetro de2mm, chamado de parafuso de emergência, que pode ser utilizado conformeinstruções no texto. Na especificação do parafuso encontram-se 3 números:o primeiro é o diâmetro, o segundo o comprimento e o terceiro é a largurado colar.
A B
A B C
994161 Orto Ø 1,5 - 6 x 1mm994162 Orto Ø 1,5 - 6 x 2mm994163 Orto Ø 1,5 - 6 x 3mm994161 Orto Ø 1,5 - 9 x 1mm994162 Orto Ø 1,5 - 9 x 2mm994163 Orto Ø 1,5 - 9 x 3mm994161 Orto Ø 1,5 - 12 x 1mm994162 Orto Ø 1,5 - 12 x 2mm994163 Orto Ø 1,5 - 16 x 3mm
FIGURA 3
- Na embalagem encontram-se discriminadas as medidas. A mes-ma já vem pré-esterilizada, devendo ser aberta somente no ato cirúrgico.

Activity (6)

You've already reviewed this. Edit your review.
1 thousand reads
1 thousand reads
1 hundred reads
Marilda Mamedio liked this
Ronilson Peixoto liked this
Ronilson Peixoto liked this

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->