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CONTESTAÇÃO Ação Civil Pública - Danos morais coletivos

CONTESTAÇÃO Ação Civil Pública - Danos morais coletivos

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No caso, o MPT ingressou com AÇÃO CIVIL PÚBLICA contra pequeno arrendatário de gleba rural devido ao não pagamento de verbas trabalhistas ao vaqueiro contratado. Na inicial, o MPT requereu indenização por danos morais a ser revertida ao FAT devido a danos causados à coletividade.
No caso, o MPT ingressou com AÇÃO CIVIL PÚBLICA contra pequeno arrendatário de gleba rural devido ao não pagamento de verbas trabalhistas ao vaqueiro contratado. Na inicial, o MPT requereu indenização por danos morais a ser revertida ao FAT devido a danos causados à coletividade.

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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DO TRABALHO DO TRABALHO DE NOVA VENÊNCIA – ESProcesso nº
Autor: Ministério Público do TrabalhoRéu:______________________________
\------------------------
, qualificado nofeito em epígrafe, por meio de seu procurador
in fine
assinado,que tem escritório à Rua __________________________, vemrespeitosamente perante Vossa Excelência apresentar
CONTESTAÇÃO
à
ÃO CIVIL BLIC
ajuizada pelo Ministério blico doTrabalho – Procuradoria Regional do Trabalho da ________ Região,por intermédio da Procuradora do Trabalho já qualificada, pelosseguintes fatos e fundamentos jurídicos a seguir expostos:
I – PRELIMINARES – CARÊNCIA DA AÇÃO
1 - 
Falta de interesse de agir do
parquet 
Em que pese o entendimento da Representante doMPT, não existe
in casu,
interesse de agir como agora sedemonstra.O professor Humberto Theodoro Jr., em sua obra
Curso de Direito Processual Civil, Vol. I defende
que
:
“O interesse processual, a um tempo, havetraduzir-se numa relação denecessidade e também numa relação de
adequação
do provimento postulado, diantedo conflito de direito material trazido à solução judicial. Mesmo que a parte esteja naiminência de sofrer um dano em seu interesse material, não se pode dizer que exista ointeresse
processual 
, se aquilo que se reclama do óro judicial o se
útil 
 juridicamente para evitar a temida lesão. É preciso sempre que o pedido apresentado
 
ao juiz traduza formulação adequada à satisfação do interesse contrariado, não temido,ou tornado incerto’”.
O interesse de agir nas demandas coletivas,parte da legitimidade a ser verificada, deve-se ter certacautela quanto à legitimidade do Ministério Público, que presumeeste interesse de agir. Esta presunção deverá ser verificada em
cada caso específico
, principalmente no que tange a
necessidade.
No entendimento defendido em sua obra “AçãoCivil Pública”, do professor Pedro da Silva Dinamarco:
“(...)
situações concretas podem demonstrar que o resultadodesejado pode ser alcançado sem a utilização do processo
. Assim, eventual presunçãoabsoluta do interesse de agir geraria o risco de uma hipertrofia da ão civil blica,precisamente em virtude do seu uso generalizado e indiscriminado
”.(gn)
Da análise dos fatos torna-se fácil aconstatação de que não se trata de um grande latifundiário ouempregador regular, reincidente na infrão da legislãotrabalhista brasileira.________________é apenas um arrendatário de umapequena gleba de 16 alqueires onde cria poucas cabeças de gado,como afirmou a própria consorte do empregado Adelson de AlmeidaConceição, em depoimento que se extrai da própria inicial dapresente ação.Como visto acima nas lições dos doutrinadores,o interesse de agir, como uma das condições da ação, secaracteriza pela presença do binômio “necessidade/utilidade”como um dos requisitos de admissibilidade à tutelajurisdicional, ou seja, da viabilidade da demanda.Consubstancia-se pela necessidade da parteingressar em juízo para a obtenção de um bem da vida e suaaferão se faz pelo cotejo entre os
fatos declinados
e ospedidos formulados.Segundo os fatos narrados na inicial, naspalavras da própria procuradora que subscreveu a Ação CivilPública
:“ ... a situão individual do trabalhador Adelson ter sido quase quecompletamente solucionada mediante a atuação da SRTE/ES
“(grifo nosso).
2
 
A própria SRTE-ES não aplicou qualquer sançãoadministrativa, certamente por entender que, uma vezsatisfazendo todas as exigências, o requerido não deveria serpenalizado.Todas as providências exigidas pela SRTE/ESforam fielmente tomadas pelo requerido, que pagou todas asverbas rescisórias, providenciou o transporte do seu até entãoÚNICO empregado de volta à sua cidade de origem e realizou aanotação retroativa da CTPS.Ao contrário do que alega a Douta Representantedo Ministério blico do Trabalho, o requerido demonstroucabalmente o seu respeito à legislação trabalhista e dignidade àpessoa humana ao atender prontamente às exigências da SRTE/ES,inclusive providenciando às suas expensas, a mudança do ex-empregado à sua cidade, como manda a lei.Chega-se, portanto, à conclusão da ausência decondição da ação na modalidade necessidade bem como utilidade,já que, tendo o requerido tomado todas as providências para areparação das irregularidades encontradas, frise-se, CONTRA SEUÚNICO EMPREGADO, não existe a necessidade de se socorrer doEstado-Juiz para o fim de alcaar medidas que, de formaespontânea, conforme própria alegação do MPT, já foram tomadas.Todo o pedido do autor se baseia nas “eventuaisfuturas contrataçõesdo u, contudo, como descrito ecabalmente demonstrado, este não é empregador na real acepção dapalavra, mas tão somente de pequeno criador de gado que pelaprimeira vez efetuou a contratação de vaqueiro para ajuda-lo.Certamente que ao requerido não é dado odireito de alegar desconhecimento da lei, contudo, no caso emtela, não existe dano a ser ressarcido ou irregularidade a sersanada, eis que já foram providenciadas pelo requerido conformerequisitado pela SRTE/ES.
2 – Da ilegitimidade ativa
ad causam
O Ministério Público do Trabalho alegoulegitimidade ativa com base na LC 75/1993, art 129 da CF e Lei7.347/85, artigo 1º, inciso IV, para defesa primária da ordemjurídica e secundária dos direitos difusos, coletivos eindividuais homogêneos. Em que pese a argumentação da ilustre
3

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